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Julgue os itens que seguem como verdadeiros (V) ou falsos (F): O filósofo Michel Foucault trata o poder de diversos modos e maneiras, ainda que implícito em sua obra, pois, não é uma categoria esparsa, o termo “poder” ou “microfísica do poder” tem por pertinência, conforme suas analíticas:
( ) Focar o corpo e a disciplina dos indivíduos, portanto, se forjar sobre o corpo disciplinar.
( ) Focar os mecanismos de controle da vida, portanto, da natalidade, da estatística: da população.
( ) Tensionar o poder pastoral que é, em definitiva, uma técnica de individualização.
( ) Não tem por pertinência focar os rituais da vida privada.
A opção que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de cima para baixo, é:
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Acerca do Ensino de Filosofia, cita Favaretto (1993): “Ensinar Filosofia: mas qual Filosofia? Em que consiste a especificidade do filosófico? E, se não há conteúdos básicos e métodos fixados, o que deve ser considerado o mínimo necessário para realizar uma suposta especificidade em termos de ensino?”. Nesse sentido, as provocações fazem nexos com as implicações do Ensino Filosófico e vai problematizar as injunções da atividade filosófica, antes mesmo da questão do conteúdo, procedimentos e estratégias, ou seja, o professor de filosofia precisa definir para si mesmo o lugar de onde pensa e fala. Conforme pensa este autor, e neste contexto do Ensino de Filosofia, analise os itens atentamente:
I – A História da Filosofia, uma vez articulado à competência e ao interesse do professor de filosofia – “aquele que ensina” – não precisa da insistência de se focalizar o que é relevante a ser ensinado, tendo em vista aquele mínimo de especificidade filosófica.
II – Não é necessário levar em conta o estágio de desenvolvimento psicológico e a inserção cultural dos adolescentes (por exemplo) se a competência do professor for superior a tal trama social.
III – A rarefação intelectual, conforme um estilo rebuscado ou espécime de mito da “atividade” filosófica, de diluição pedagógica e apressada crítica à escolarização, enfim, não compromete as experiências dos discentes, uma vez que eles são desafiados exatamente por tal estilo.
IV – Parece plausível ver o valor formativo da Filosofia, uma vez resguardadas as propaladas críticas do ofício filosófico na Instituição Escolar: educar para a cidadania! Todavia, formação mais que apresenta ao discente “objetos” para aprender, tanto quanto contribui para o seu espírito possível.
Assinale a opção correta:
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“Ao tempo em que florescia Demócrito, já tinha feito sua entrada no cenário intelectual de Atenas alguns dos maiores sofistas: Górgias de Leôncio (483-375), o primeiro dos grandes mestres de retórica; Protágoras de Abdera(c.480-410), conhecido por seu relativismo em matéria de conhecimento; Hipias de Elis, célebre por sua polimatia” (IGLÉSIAS, in REZENDE, 2010). O trecho, como se vê (e lê), reporta aos pré-socráticos, bem como relata sobre a entrada dos sofistas na História da Filosofia. Acerca dos sofistas, avalie os seguintes itens:
I – Os sofistas ocasionam a trama que há de gerar importante cisão histórica: entre opinião e ciência; faz jus ao fato este de grande embate epistemológico, a princípio, discursivo, e, inicialmente travado com o filósofo Sócrates; depois, também, amplificado com os filósofos Platão e Aristóteles.
II – O modo de sobreposição dos clássicos (Sócrates, Platão e Aristóteles) que possibilitou efetivar o deslocamento, na verdade, veio a preterir toda discussão filosófica dos sofistas – por longo tempo, pois, difamados foram como “produtores do falso”, enfim, tal modo é a metafísica.
III – Desde o final do século XIX, porém, os historiadores da Grécia e da filosofia consideram os sofistas fundadores da pedagogia democrática, mestres da arte da educação do cidadão. Arte e não ciência, pois os sofistas se apresentavam como técnicos e professores de técnicas e não como filósofos.
IV – É nessa redução do sofista à técnica ou techne contrapondo a metafísica dos clássicos que a metafísica abarcaria uma noção mais adiantada em torno do sistema de ideias dos clássicos, doravante, uma filosofia mais elaborada.
Assinale a opção correta:
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Agostinho impetrou importante questão filosófica sobre a ideia do mal, trazendo implicações pertinentes para a Ética Filosófica. Avalie os itens seguintes e assinale a alternativa correta.
I – O pecado original e o demiurgo maligno justificam suas explicações filosóficas.
II – A visão agostiniana é tal qual a visão maniqueísta sobre o bem e o mal.
III – Agostinho promovia a ideia do mal como a ausência do bem.
IV – A posição agostiniana do mal, do ponto de vista metafísico, demanda ver Deus como seu autor.
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“O segmento sobre a ‘indústria cultural’ mostra a regressão do esclarecimento à ideologia, que encontra no cinema e no rádio sua expressão mais influente. O esclarecimento consiste aí, sobretudo, no cálculo da eficácia e na técnica de produção e difusão. Em conformidade com seu verdadeiro conteúdo, a ideologia se esgota na idolatria daquilo que existe e do poder pelo qual a técnica é controlada”. Nesta obra, Dialética do Esclarecimento (1985),Adorno & Horkheimer, autores influentes da chamada Escola de Frankfurt, examinam com detalhe as regras do capitalismo e a ideologia da indústria cultural. Avalie os itens a seguir e escolha opção correta, tendo por relação o pensamento frankfurtiano, nesse contexto, em que se explicita sobre a indústria cultural com relação à temática “as artes”.
I – A arte acaba se integrando na rotina das mercadorias. Sua autonomia, conquistada a duras penas, não se perde, nem se volta contra ela, ainda que levada também a ser veículo ideológico do poder social.
II –Adorno e Max Horkheimer indicam uma cultura baseada na ideia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série.
III – De fundo, o problema está na reprodução e na distribuição das obras feitas por empresas capitalistas, visando ao lucro e não à democratização das obras.
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Paul Feyrabend, em Contra o Método (2011),questiona os procedimentos científicos. Nessa via, o cientista evidencia a fragilidade de algumas ideias muito difundidas sobre a natureza do conhecimento. Na veia deste fato, inclusive, relacionado ao pensamento deste autor, bem como sua relação com o conhecimento e ciência, avalie o que se afirma nos itens a seguir e, após, assinale a alternativa correta.
I – Não é necessário dar um papel maior ou demasiada importância à relação entre ideia e ação no desenvolvimento de nosso conhecimento e no desenvolvimento da ciência, pelo contrário.
II – As teorias tornam-se claras e “razoáveis” apenas depois que partes incoerentes dela tenham sido usadas por longo tempo.
III – O anarquismo ou o tudo vale contribui para que se obtenha o progresso científico.
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Acerca do ceticismo filosófico, Marilena Chaui (2010) avalia o filósofo Pirro – e o relaciona ao nascimento da filosofia como atitude cética. Quanto a tal vertente filosófica, avalie cada um dos itens a seguir e depois opte pela alternativa correta.
I – A investigação pirrônica sobre a neutralização ontológica depõe a impossibilidade de se falar em essências ou substâncias, logo, a predicação fica inviável e ilógica entre o verdadeiro e o falso.
II – A neutralização do juízo e indiferença, que se chama epoché, demanda ficarmos sem opinião.
III – Epochépirronista não veta a opinião; aliás, epoché é termo fenomenológico do filósofo Husserl, por outro lado, o ato pirronista de permanecer sem opinião vem corretamente do termo adoxastos.
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Acerca das consequências práticas do progresso técnico-científico, conforme analisadas pelo filósofo Habermas (2013), reverbera algumas missivas importantes (nesse contexto), sendo corretas as opções abaixo, exceto uma. Qual?
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Para Karl-Otto Apel (1994), o problema de uma fundamentação da ética na era da ciência – portanto, sob o nexo desta contextualização, tal problemática se instala na contemporaneidade – ocorre pelo(s) seguinte(s) motivo(s), exceto:
I – Validez intersubjetiva, prejudicada pela ciência.
II – Ética normativa, que aparece reconduzida pela ciência em seu grau de importância.
III – Ideia cientifista da “objetividade”, isenta de valoração.
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Sobre o filósofo Kant, observe os itens a seguir e, após, escolha a opção correta.
I – O sujeito transcendental kantista remete à posição da consciência como tal.
II – O sujeito transcendental kantista remete à Teoria do Conhecimento.
III – O sujeito transcendental kantista pressupõe, a princípio, a problemática da linguagem.
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