Foram encontradas 653 questões.
“Logo após as primeiras manifestações do ano de 2015 que pediam, de maneira mais ou menos explícita, uma intervenção militar no Brasil, variações de um meme passaram a povoar as redes sociais brasileiras: de um lado, fotografias de manifestantes e de suas faixas (quase sempre as mais insólitas, como aquela que, em um arremedo da língua inglesa pedia: “People Emanates... Help! Military Intervetion Already!”); de outro, o contraponto a esses clamores, diagnosticados como falta de conhecimento ou desrespeito à histórica política recente, com o uso da frase ‘Por mais livros de História!’”.
(MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo. Introdução. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo (Orgs.). História Pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. p.11).
A discussão promovida ao longo da obra cujo trecho foi destacado, aponta, fundamentalmente, para uma reflexão sobre a
Provas
A historiografia que trata da ditadura militar brasileira, iniciada com o golpe de 1964, vem destacando como um dos pontos fundamentais para a compreensão desta experiência histórica a análise dos dispositivos de repressão mobilizados pelo regime em sua manutenção.
Acerca deste aspecto, avalie as afirmações a seguir e classifique-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O aparato repressivo da ditadura militar demonstrava como diferentes ações, que iam desde censura e tortura à propaganda política, foram mobilizadas pelo Estado brasileiro para a manutenção do regime.
( ) Não se pode afirmar que práticas como a censura tenham sido propriamente “inventadas” durante a ditadura militar, haja vista que a prerrogativa de censura às diversões públicas, por exemplo, sempre foi dada aos governos de maneira explícita e legalizada.
( ) A prática da tortura se estabeleceu após o AI-5, em 1968, tornando-se elemento central do aparato repressivo do regime militar.
( ) A análise do processo de redemocratização do Brasil nos permite observar que houve a permanência de certos dispositivos repressivos, mesmo durante a chamada “distensão” do regime.
De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última afirmação, é
Provas
“Um pouco mais da metade das fugas se originam em Manaus (52%). Outras cidades do interior da província também aparecem: lugares como Serpa, Silves, Tauapessassú, São José do Amatary e entre outras localidades do rio Madeira (especialmente ligadas à extração da seringa), respondem por grande parte das origens das fugas (28%) (...). Escravos e escravas, individual ou coletivamente, seguiram diversas direções pelo vale amazônico. Recuperando uma bela imagem proposta pelo historiador Flávio Gomes, a floresta tornou-se negra e as vilas e cidades da província também”.
(CAVALCANTE, Ygor Olinto Rocha. “Fugido, ainda que sem motivo: escravidão, liberdade e fugas escravas no Amazonas Imperial (c. 1850-c. 1888). In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. pp.46-47).
Considerando-se a análise do autor é correto afirmar que
Provas
“(...) todas as histórias foram constituídas pelas experiências vividas e pelas expectativas das pessoas que atuam ou que sofrem (...). Mas nossos dois conceitos não se encontram apenas na execução concreta da história, na medida em que a fazem avançar (...). Eles remetem à temporalidade do homem, e com isto, de certa forma meta-historicamente, à temporalidade da história”.
(KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto/ Editora PUC-RIO, 2006. pp.306-309).
Considerando-se o trecho anterior e as discussões do campo da teoria da história, é correto afirmar que as categorias “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa” se referem
Provas
Durante a ditadura militar brasileira uma série de ações foram promovidas pelo Estado na região amazônica, muitas das quais atingiram diretamente os povos indígenas ali residentes. Um exemplo emblemático deste processo foram as violações de direitos dos indígenas Waimiri-Atroari, analisado pela Comissão Estadual da Verdade do Amazonas.
Acerca deste processo histórico, é correto afirmar que o relatório da Comissão evidencia o (a)
Provas
“(...) os povos originários brasileiros vivenciam mais de quinhentos anos de imposições, diferenciadas em seus formatos e contextos históricos (...). Exemplar nesse sentido é pensar que em 2014, quando completavam cinquenta anos do golpe militar-civil de 1964, pouco se escreveu a respeito de como os mais de vinte anos do chamado “estado de exceção” brasileiro afetaram os Povos Indígenas”.
(ANGATU, Casé; TUPINAMBÁ, Ayra. Protagonismos Indígenas: (re)existências indígenas e indianidades. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.25).
Considerando-se o texto anterior é correto afirmar que
Provas
“Esta poderia se chamar a história da construção de um silêncio porque, se há uma ausência inquestionável e longeva na historiografia produzida no (e sobre o) Amazonas, sem dúvida, é aquela que tematiza a presença negra. Para começar essa discussão, é preciso assumir a existência de tal silêncio e tentar delinear, na medida das possibilidades, suas motivações, alcances e limites na historiografia amazonense”.
(MELO, Patrícia Alves. Por uma história da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.13).
Sobre esses fatores, é correto afirmar que
Provas
Acerca do ensino de história indígena na educação básica brasileira, analise as afirmações a seguir classificando- as em verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A reflexão sobre a educação escolar historicamente promovida pelo Estado brasileiro para os povos indígenas mostra, na maioria das vezes, a presença de um ensino de história de viés civilizatório.
( ) O ensino de história indígena, para assumir uma perspectiva plural, deve estar diretamente relacionado a um repensar da noção de história do Brasil como processo unívoco.
( ) A demanda por um ensino de história indígena diferenciado é, ela mesma, parte importante do processo histórico de resistência protagonizado pelos próprios sujeitos indígenas no Brasil.
( ) Historicamente, observa-se que o ensino de história praticado em escolas não-indígenas se difere daquele praticado em escolas indígenas por sua perspectiva menos folclorizada.
De acordo com a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última afirmação, é
Provas
“Comece a história com as flechas dos indígenas americanos e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente”.
(ADICHIE, Chimamanda Ngozie. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p.12).
“Toda pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção socioeconômico, político e cultural (...). É em função deste lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de interesses, que os documentos e as questões, que lhe serão propostas, se organizam”.
(CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. pp.66-67).
Acerca das perspectivas historiográficas expressas nos trechos, é correto afirmar que
Provas
Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).
Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).
Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
Provas
Caderno Container