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Texto 03 (Para as questões de 6 a 10)
ABOLIÇÃO
Meu poema é rédea
que toca cavalo
em galopes ligeiros...
e sigo – andarilho
em meio a tanto medo
nos golpes dos homens contra o porvir...
meu poema advir
de uma caminhada fugaz
- tantos temporais –
e da negritude
de um povo que não se lembra mais
que a cada dia
no Pelourinho da Bahia
um escravo morria...
sou um cavaleiro
sobre um alazão de prata
à procura de uma pátria
campeando tantas mágoas.
Meu poema é da praça
é da rua
é da senzala
meu quilombo tem as marcas
das sentenças impregnadas
de injustiças raciais.
Já não sou mais cavaleiro
vou deixar este torrão
ficam tantas caminhadas
meu cavalo alazão
e a mais pura ilusão
de uma vida abolida
a ferro
a fogo
a água de invernada.
MOTA, Otávio. Apocalipse Man: poesia e teatro. Salvador: Edições O ViceRey, 1987, p. 63.
No que diz respeito aos elementos textuais, semânticos, poéticos e linguísticos presentes no Texto 03, é correto afirmar que
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Texto 03 (Para as questões de 6 a 10)
ABOLIÇÃO
Meu poema é rédea
que toca cavalo
em galopes ligeiros...
e sigo – andarilho
em meio a tanto medo
nos golpes dos homens contra o porvir...
meu poema advir
de uma caminhada fugaz
- tantos temporais –
e da negritude
de um povo que não se lembra mais
que a cada dia
no Pelourinho da Bahia
um escravo morria...
sou um cavaleiro
sobre um alazão de prata
à procura de uma pátria
campeando tantas mágoas.
Meu poema é da praça
é da rua
é da senzala
meu quilombo tem as marcas
das sentenças impregnadas
de injustiças raciais.
Já não sou mais cavaleiro
vou deixar este torrão
ficam tantas caminhadas
meu cavalo alazão
e a mais pura ilusão
de uma vida abolida
a ferro
a fogo
a água de invernada.
MOTA, Otávio. Apocalipse Man: poesia e teatro. Salvador: Edições O ViceRey, 1987, p. 63.
O termo “torrão” presente no verso “vou deixar este torrão” pode ser substituído por
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Texto 03 (Para as questões de 6 a 10)
ABOLIÇÃO
Meu poema é rédea
que toca cavalo
em galopes ligeiros...
e sigo – andarilho
em meio a tanto medo
nos golpes dos homens contra o porvir...
meu poema advir
de uma caminhada fugaz
- tantos temporais –
e da negritude
de um povo que não se lembra mais
que a cada dia
no Pelourinho da Bahia
um escravo morria...
sou um cavaleiro
sobre um alazão de prata
à procura de uma pátria
campeando tantas mágoas.
Meu poema é da praça
é da rua
é da senzala
meu quilombo tem as marcas
das sentenças impregnadas
de injustiças raciais.
Já não sou mais cavaleiro
vou deixar este torrão
ficam tantas caminhadas
meu cavalo alazão
e a mais pura ilusão
de uma vida abolida
a ferro
a fogo
a água de invernada.
MOTA, Otávio. Apocalipse Man: poesia e teatro. Salvador: Edições O ViceRey, 1987, p. 63.
Considerando os elementos sintáticos do Texto 03, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Nos versos “meu quilombo tem as marcas/das sentenças impregnadas/de injustiças raciais.”, a expressão em destaque completa o sentido do adjetivo “impregnadas”.
II. As expressões destacadas nos versos “à procura de uma pátria” e “a água de invernada” são equivalentes do ponto de vista sintático (mesma função sintática), pois restringem o sentido de nomes concretos.
III. O elemento linguístico destacado em “campeando tantas mágoas” intensifica o termo a que se refere.
IV. Em “Meu poema é da praça”, há dois núcleos nominais, um funcionando como sujeito e o outro como atributo desse sujeito.
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Texto 03 (Para as questões de 6 a 10)
ABOLIÇÃO
Meu poema é rédea
que toca cavalo
em galopes ligeiros...
e sigo – andarilho
em meio a tanto medo
nos golpes dos homens contra o porvir...
meu poema advir
de uma caminhada fugaz
- tantos temporais –
e da negritude
de um povo que não se lembra mais
que a cada dia
no Pelourinho da Bahia
um escravo morria...
sou um cavaleiro
sobre um alazão de prata
à procura de uma pátria
campeando tantas mágoas.
Meu poema é da praça
é da rua
é da senzala
meu quilombo tem as marcas
das sentenças impregnadas
de injustiças raciais.
Já não sou mais cavaleiro
vou deixar este torrão
ficam tantas caminhadas
meu cavalo alazão
e a mais pura ilusão
de uma vida abolida
a ferro
a fogo
a água de invernada.
MOTA, Otávio. Apocalipse Man: poesia e teatro. Salvador: Edições O ViceRey, 1987, p. 63.
Quanto aos aspectos linguísticos, semânticos e poéticos do Texto 03, é INCORRETO afirmar que
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Texto 03 (Para as questões de 6 a 10)
ABOLIÇÃO
Meu poema é rédea
que toca cavalo
em galopes ligeiros...
e sigo – andarilho
em meio a tanto medo
nos golpes dos homens contra o porvir...
meu poema advir
de uma caminhada fugaz
- tantos temporais –
e da negritude
de um povo que não se lembra mais
que a cada dia
no Pelourinho da Bahia
um escravo morria...
sou um cavaleiro
sobre um alazão de prata
à procura de uma pátria
campeando tantas mágoas.
Meu poema é da praça
é da rua
é da senzala
meu quilombo tem as marcas
das sentenças impregnadas
de injustiças raciais.
Já não sou mais cavaleiro
vou deixar este torrão
ficam tantas caminhadas
meu cavalo alazão
e a mais pura ilusão
de uma vida abolida
a ferro
a fogo
a água de invernada.
MOTA, Otávio. Apocalipse Man: poesia e teatro. Salvador: Edições O ViceRey, 1987, p. 63.
A respeito das ideias presentes no poema, é correto afirmar que
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- OrtografiaAcentuação Gráfica
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeCrase
- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão Referencial
Texto 02 (Para as questões 4 e 5)
CONCEITOS SOBRE RACISMO
O conceito de racismo individual e institucional constituem as visões que precedem a concepção estrutural. Basicamente, os indivíduos movidos por preconceito praticam racismo e se estes ocupam posições importantes em espaços de poder em instituições, públicas ou privadas, estas reproduziram práticas racistas. Para Sílvio Almeida, a concepção do racismo como estrutural representa um avanço em relação às visões anteriores porque restringem o racismo a atuações isoladas de indivíduos e instituições. O avanço se configura visto que o entendimento preciso da amplitude e funcionamento do racismo contribui para a conscientização e elaboração de medidas mais eficientes para o seu combate. Além de também postular a tese de racismo estrutural, Djamila Ribeiro considera fundamental a perspectiva histórica da relação entre escravidão e racismo e suas consequências no acesso a direitos básicos e distribuição de riquezas que na contemporaneidade afetam a vida da população negra do Brasil.
A escravidão institucionalizada no país, ainda no período colonial, era parte de um violento projeto de Estado que se baseava na exploração, dominação, desumanização e subalternização de uma numerosa quantidade e diversidade de povos da África que tem início com o sequestro, prossegue com o tráfico cruzando o Oceano Atlântico, sendo efetivada no Brasil com a mão de obra escravizada. Tendo como ponto pacífico que a escravidão se configurou como um projeto de Estado e os conceitos de racismo individual, institucional e estrutural, logicamente, conclui-se que a desigualdade racial que vigora no Brasil, em especial no sistema público de ensino, é parte de um projeto de Estado.
FERREIRA, S. de J.; GOMES, E. C. ; AZEVEDO, I. P. de. O racismo e o processo histórico de formação de estudantes negros na educação de jovens e adultos. In: SOUZA, I. M.; CORDEIRO; E. de S.; SILVA, N. N. da. Docência e Educação de Jovens e Adultos. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022. p. 236.
Analise o que se afirma a seguir e assinale a alternativa correta.
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Texto 02 (Para as questões 4 e 5)
CONCEITOS SOBRE RACISMO
O conceito de racismo individual e institucional constituem as visões que precedem a concepção estrutural. Basicamente, os indivíduos movidos por preconceito praticam racismo e se estes ocupam posições importantes em espaços de poder em instituições, públicas ou privadas, estas reproduziram práticas racistas. Para Sílvio Almeida, a concepção do racismo como estrutural representa um avanço em relação às visões anteriores porque restringem o racismo a atuações isoladas de indivíduos e instituições. O avanço se configura visto que o entendimento preciso da amplitude e funcionamento do racismo contribui para a conscientização e elaboração de medidas mais eficientes para o seu combate. Além de também postular a tese de racismo estrutural, Djamila Ribeiro considera fundamental a perspectiva histórica da relação entre escravidão e racismo e suas consequências no acesso a direitos básicos e distribuição de riquezas que na contemporaneidade afetam a vida da população negra do Brasil.
A escravidão institucionalizada no país, ainda no período colonial, era parte de um violento projeto de Estado que se baseava na exploração, dominação, desumanização e subalternização de uma numerosa quantidade e diversidade de povos da África que tem início com o sequestro, prossegue com o tráfico cruzando o Oceano Atlântico, sendo efetivada no Brasil com a mão de obra escravizada. Tendo como ponto pacífico que a escravidão se configurou como um projeto de Estado e os conceitos de racismo individual, institucional e estrutural, logicamente, conclui-se que a desigualdade racial que vigora no Brasil, em especial no sistema público de ensino, é parte de um projeto de Estado.
FERREIRA, S. de J.; GOMES, E. C. ; AZEVEDO, I. P. de. O racismo e o processo histórico de formação de estudantes negros na educação de jovens e adultos. In: SOUZA, I. M.; CORDEIRO; E. de S.; SILVA, N. N. da. Docência e Educação de Jovens e Adultos. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022. p. 236.
Sobre o Texto 02, é correto afirmar que
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Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito do termo destacado em “O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras [...], tem seus livros espalhados pelo mundo.”
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Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
Analise o que se afirma a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
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Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
De acordo com o Texto 01, para a autora, é correto afirmar que
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