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Assinale a opção em que NÃO ocorre uso do adjetivo em função adverbial.
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Segundo o filósofo russo Mikhail Bakhtin (2016, p. 37-38), “a vontade discursiva do falante se realiza antes de tudo na escolha de certo gênero de discurso”. Dentre as motivações que determinam tais escolhas NÃO está/estão
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Luiz Antônio Marcuschi (2008, p. 147) escreveu: “É com Aristóteles que surge uma teoria mais sistemática sobre os gêneros e sobre a natureza do discurso. No cap. 3 da Retórica [1358a], Aristóteles diz que há três elementos compondo o discurso: (a) aquele que fala; (b) aquilo sobre o que se fala e (c) aquele a quem se fala.”
Nas seguintes passagens, escritas por Marcuschi na mesma obra, indique aquela em que o vocábulo sublinhado desempenha o mesmo papel morfossintático do acima assinalado.
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Sylvain Auroux (1992), linguista francês, considera que houve uma revolução tecnológica no processo de elaboração de algumas línguas vernáculas da Europa no período do Renascimento, como o espanhol e o português, resultantes do longo processo de ocupação romana e de outros grupos etnolinguísticos. A esse processo de elaboração, Auroux deu o nome de gramatização, que, em termos gerais, consiste na
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A noção de diglossia é cara aos estudos sociolinguísticos na vertente das políticas linguísticas, por exemplo. Tanto em contextos brasileiros onde há línguas cooficiais ao lado do português, como em contextos estrangeiros, como na Europa, África e Ásia, eminentemente multi e plurilíngues, situações diglóssicas podem ser detectadas e analisadas. Se ampliarmos as primeiras concepções de diglossia, como a de Charles Ferguson (1959), para as posteriores, como a de Joshua Fishman (1967), podemos afirmar que um contexto social diglóssico é aquele em que
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A mudança linguística é fruto da interação permanente e intensa de fatores socioculturais e sociocognitivos, dentre os quais, destacamos a economia linguística. Em sua obra Gramática Pedagógica do Português Brasileiro (2012, p. 147), Marcos Bagno define economia linguística como “um termo que recobre uma variada gama de processos que se caracterizam por representar mecanismos de mudança que tentam reagir positivamente a dois impulsos: (a) poupar a memória, o processamento mental e a realização física da língua, eliminando os aspectos redundantes e as articulações mais exigentes; (b) preencher lacunas na gramática da língua, de modo a torná-la mais eficiente como instrumento de interação socio comunicativa”.
São muitos os processos conhecidos de economia linguística no plano articulatório.
Das opções abaixo, o único item que NÃO representa e explica corretamente um desses processos de economia linguística é:
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- Educação em Língua Portuguesa
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Indireto
- SintaxeColocação PronominalPronomes Oblíquos ÁtonosPróclise
- SintaxeColocação PronominalPronomes Oblíquos ÁtonosÊnclise
- SintaxeRegênciaRegência Verbal
- Interpretação de TextosNíveis de LinguagemLinguagem Formal
- Interpretação de TextosNíveis de LinguagemLinguagem Informal ou Popular
As próximas questões, 34, 35 e 36, têm por base o texto seguinte.
1 Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
2 equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
3 formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
4 do caixotinho.
5 — Esquisito. Muito esquisito.
6 — O quê?
7 — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
8 omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
9 lado. Por acaso você mexeu aqui?
10 — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
11 Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
12 era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
13 encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-
14 la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
15 numa fresta do assoalho.
TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos ratos. São Paulo: Companhia das Letras. 2009. p. 8.
Os estudos sociolinguísticos, principalmente aqueles que se dedicam ao problema normativo, costumam explicar a ocorrência do hibridismo de normas. Em relação a isso, ainda no material linguístico do texto de Lygia Fagundes Telles, é CORRETO afirmar que
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- MorfologiaSubstantivosFlexões do SubstantivoSubstantivo: Flexão de GêneroSubstantivo masculino ou feminino
As próximas questões, 34, 35 e 36, têm por base o texto seguinte.
1 Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
2 equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
3 formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
4 do caixotinho.
5 — Esquisito. Muito esquisito.
6 — O quê?
7 — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
8 omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
9 lado. Por acaso você mexeu aqui?
10 — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
11 Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
12 era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
13 encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-
14 la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
15 numa fresta do assoalho.
TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos ratos. São Paulo: Companhia das Letras. 2009. p. 8.
Quanto ao gênero gramatical das palavras em português, a frequência de uso e também o ensino de língua na escola tendem a nos certificar dessa propriedade dos vocábulos. No texto, mesmo omoplata, linha 8, não sendo uma palavra tão frequente nos usos orais e escritos mais corriqueiros, a tendência mais geral da língua acaba confirmando que se trata de uma palavra feminina terminada em -a. No entanto, é sabido que existem palavras que não se conformam a essa tendência e outras que podem contemplar ambos os gêneros gramaticais. Feitas essas considerações, assinale a alternativa em que o critério para a formação da palavra feminina corresponda ao exemplo que é apresentado.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeito
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplemento Nominal
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
As próximas questões, 34, 35 e 36, têm por base o texto seguinte.
1 Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
2 equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
3 formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
4 do caixotinho.
5 — Esquisito. Muito esquisito.
6 — O quê?
7 — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
8 omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
9 lado. Por acaso você mexeu aqui?
10 — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
11 Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
12 era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
13 encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-
14 la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
15 numa fresta do assoalho.
TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos ratos. São Paulo: Companhia das Letras. 2009. p. 8.
No excerto do conto “As formigas”, publicado na obra Seminário dos ratos em 1977, a escritora Lygia Fagundes Telles lança mão de distintas construções morfossintáticas formadas por elementos com função completiva. Desse modo, indique o item em que na construção sublinhada o elemento completivo apresenta dupla função sintática.
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Partindo do pressuposto de que as concepções de sujeito, texto e sentido são determinadas pelo entendimento que se tem, primeiramente, de língua, julgue as afirmações e assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo, (sendo que V representa uma afirmação VERDADEIRA e F, uma FALSA), ao considerar as seguintes noções de língua:
1. língua como representação do pensamento;
2. língua como estrutura;
3. língua como lugar de interação.
( ) Na concepção 1, texto é compreendido como um produto lógico da representação mental de seu autor, cabendo ao leitor/ouvinte o papel passivo de captar tal representação a fim de compreender as intenções do autor, fonte do sentido.
( ) Na concepção 2, o sujeito é assujeitado, ou seja, considerado um mero produto de uma ideologia e/ou de seu inconsciente. O texto é tido como instrumento de comunicação, sendo necessário apenas o conhecimento do código linguístico, de sua estrutura, para a apreensão do sentido.
( ) Baseada na teoria dialógica bakhtiniana, a concepção 3 compreende o sentido como uma atividade interativa altamente complexa e que exige um vasto conjunto de saberes que são mobilizados na construção de cada evento comunicativo.
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