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Foram encontradas 50 questões.

3316705 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Para responder às questões 31 e 32, leia o texto subsequente.

1 Fernão de Oliveira, embora não tenha escrito sistematicamente sobre ortografia em sua

2 gramática, deixou claro seu posicionamento ao adotar explicitamente um princípio geral que

3 ele encontrou em Quintiliano (livro I, 7)56, qual seja, as palavras devem ser escritas como

4 pronunciadas (p. 65)57. Assim, ao comentar como se deveria grafar as palavras de origem grega,

5 dizia ele no capítulo IX (p. 50):

6 Tiramos de entre as nossas letras o k porque, sem dúvida, ele entre nós

7 não faz nada, nem eu vi nunca em escritura de Portugal esta letra k

8 escrita. Ora, pois as dicções gregas, quando vêm ter entre nós, tão

9 longe de sua terra, já não lhes lembra a sua ortografia, e nós as fazemos

10 conformar com a melodia das nossas vozes, e com as nossas letras lhes

11 podemos servir. Portanto, k, nem ph, nem ps, nunca as ouvimos na

12 nossa linguagem, nem as havemos mister.

13 Nota 57: Entenda-se bem: este enunciado não propõe que se escreva como se fala (ou seja, não

14 está propondo uma escrita fonética que, considerando a enorme diversidade de pronúncias de

15 qualquer língua, tornaria a escrita ilegível para o conjunto dos falantes). O que ele estipula é,

16 nos termos de hoje, uma escrita com transparência fonológica, isto é, sem letras “ociosas” (para

17 usar a expressão de João de Barros) na representação dos fonemas [...]. Vale repetir o exemplo

18 do mesmo João de Barros: por que escrever orthographia, se bastaria escrever ortografia?

Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 188-189.

Tendo em vista as estruturas e construções linguísticas do texto, indique a alternativa CORRETA.

 

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3316704 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Para responder às questões 31 e 32, leia o texto subsequente.

1 Fernão de Oliveira, embora não tenha escrito sistematicamente sobre ortografia em sua

2 gramática, deixou claro seu posicionamento ao adotar explicitamente um princípio geral que

3 ele encontrou em Quintiliano (livro I, 7)56, qual seja, as palavras devem ser escritas como

4 pronunciadas (p. 65)57. Assim, ao comentar como se deveria grafar as palavras de origem grega,

5 dizia ele no capítulo IX (p. 50):

6 Tiramos de entre as nossas letras o k porque, sem dúvida, ele entre nós

7 não faz nada, nem eu vi nunca em escritura de Portugal esta letra k

8 escrita. Ora, pois as dicções gregas, quando vêm ter entre nós, tão

9 longe de sua terra, já não lhes lembra a sua ortografia, e nós as fazemos

10 conformar com a melodia das nossas vozes, e com as nossas letras lhes

11 podemos servir. Portanto, k, nem ph, nem ps, nunca as ouvimos na

12 nossa linguagem, nem as havemos mister.

13 Nota 57: Entenda-se bem: este enunciado não propõe que se escreva como se fala (ou seja, não

14 está propondo uma escrita fonética que, considerando a enorme diversidade de pronúncias de

15 qualquer língua, tornaria a escrita ilegível para o conjunto dos falantes). O que ele estipula é,

16 nos termos de hoje, uma escrita com transparência fonológica, isto é, sem letras “ociosas” (para

17 usar a expressão de João de Barros) na representação dos fonemas [...]. Vale repetir o exemplo

18 do mesmo João de Barros: por que escrever orthographia, se bastaria escrever ortografia?

Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 188-189.

No fragmento de texto, Carlos Alberto Faraco expõe parte da visão de Fernão de Oliveira, primeiro a publicar, em 1536, uma gramática do que hoje se chama língua portuguesa ou português, a respeito de questões ortográficas. Ao final, menciona João de Barros, autor da segunda gramática da língua que foi se desgarrando do galego, em 1540. Nesse sentido, de acordo com o que se lê acima, pode-se afirmar que

 

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3316703 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

A imagem a seguir representa as relações entre norma culta e norma popular das variedades brasileiras da língua portuguesa entre os anos 1900 e 2000.

Enunciado 3714115-1

Fonte: BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2012. p. 249.

Sobre tal processo, afirma-se que:

I. Inicialmente, havia uma polarização sociolinguística no português brasileiro. De um lado, tínhamos as variedades urbanas de prestígio, agrupadas sob o termo “norma culta”; e de outro, as variedades rotuladas como “norma popular”, utilizadas pela maioria dos brasileiros, mas estigmatizadas pelos usuários das variedades de prestígio.

II. Com o processo de urbanização, as diferentes normas que antes existiam em áreas distintas passaram a coexistir no mesmo espaço: a cidade. Embora ainda hoje seja possível diferenciar as variedades de prestígio daquelas estigmatizadas, já é perceptível que formas linguísticas típicas das camadas mais “cultas” estão sendo adotadas também pelos cidadãos de menor poder aquisitivo e com acesso mais restrito à educação formal, e viceversa.

III. Dentre as causas para o nivelamento sociolinguístico entre as normas está a deterioração da profissão docente responsável por fazer com que as camadas médias e altas da sociedade, usuárias das normas urbanas de prestígio, abandonassem a docência. Com isso, a separação social entre o docente falante de norma culta e o aprendiz falante de norma popular diminuiu.

Está/estão CORRETA(S) apenas a(s) afirmação(ões):

 

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3316702 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Leia o texto a seguir para responder às questões 28 e 29.

1 A questão linguística é o tema do parágrafo 6 [...], em meio a um conjunto de medidas

2 constitutivas do processo de inclusão dos índios na nova ordem colonial que se ambicionava

3 construir, tais como a cristianização (§§ 3 e 4), a escolarização (§§ 7 e 8), as honrarias das

4 funções sociais que viessem a exercer (§ 9), a adoção de sobrenomes portugueses (§ 11), a

5 construção de moradias unifamiliares (§ 12), o uso de vestimentas adequadas (§ 15) [...]

Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 98.

Tendo em vista o que se descreve no texto, a parte suprimida na linha 1 se refere

 

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3316701 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Sobre a formação do português e do português brasileiro, é CORRETO afirmar que

 

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3316700 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Todos os fragmentos de texto a seguir foram retirados da obra Manual de linguística, organizada por Mário Eduardo Martelotta (2012). Assinale, portanto, a alternativa em que a descrição está de acordo com a corrente teórica indicada ao final de cada item.

 

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3316699 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Leia o fragmento de texto abaixo para responder às questões 24 e 25.

1 É por volta de 1975 que as análises linguísticas explicitamente classificadas como

2 funcionalistas começam a proliferar na literatura norte-americana. Essa corrente surge como

3,reação às impropriedades constatadas nos estudos de cunho estritamente formal, ou seja, nas

4 pesquisas estruturalistas e gerativistas. Os funcionalistas norte-americanos advogam que uma

5 dada estrutura da língua não pode ser proveitosamente estudada, descrita ou explicada sem

6 referência à sua função comunicativa, o que, aliás, caracteriza todos os funcionalismos até

7 aqui mencionados.

FURTADO DA CUNHA, Maria Angélica. Funcionalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo. Manual de linguística. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 163.

O plural dos adjetivos compostos é normatizado em várias gramáticas do português, como na de Cunha e Cintra (2017). No texto, norte-americano surge flexionado em gênero, linha 2, e em número, linha 4. Ampliando esse tipo de flexão também para os substantivos compostos, indique em qual alternativa a forma sublinhada está INCORRETAMENTE flexionada de acordo com a norma-padrão vigente na língua portuguesa.

 

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3316698 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

Leia o fragmento de texto abaixo para responder às questões 24 e 25.

1 É por volta de 1975 que as análises linguísticas explicitamente classificadas como

2 funcionalistas começam a proliferar na literatura norte-americana. Essa corrente surge como

3,reação às impropriedades constatadas nos estudos de cunho estritamente formal, ou seja, nas

4 pesquisas estruturalistas e gerativistas. Os funcionalistas norte-americanos advogam que uma

5 dada estrutura da língua não pode ser proveitosamente estudada, descrita ou explicada sem

6 referência à sua função comunicativa, o que, aliás, caracteriza todos os funcionalismos até

7 aqui mencionados.

FURTADO DA CUNHA, Maria Angélica. Funcionalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo. Manual de linguística. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 163.

Dos vários enquadramentos teóricos e práticos que a Linguística conheceu no século 20, um deles é mencionado no texto acima, o Funcionalismo. Assim como a autora, muitos outros estudiosos preferem se referir a determinadas linhas e correntes do pensamento linguístico com a marca -s ao final: funcionalismos, linha 6. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que

 

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3316697 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

O texto a seguir serve de base para que se responda às questões de 16 a 23.

Abaixo a norma curta do português!

Indústria de concursos e de consultórios gramatiqueiros faz mal à língua

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de A vida futura e Viva a língua brasileira

1 “Norma curta” é o excelente nome que o linguista Carlos Alberto Faraco dá a certo

2 conjunto dogmático de regrinhas gramatiqueiras, vetos arbitrários, apego acrítico à variedade

3 lusitana da língua e pegadinhas em geral. Repare que não falo da norma culta, registro da

4 língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social

5 imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola.

6 Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem

7 a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. No fim das contas, sua

8 inimiga, pois transforma o estudo da língua portuguesa em território hostil para uma imensa

9 maioria da população. “Ai, como é difícil a nossa língua!”, dizemos quase todos. Difícil nada,

10 ou não teríamos aprendido a falá-la na primeira infância. Tem seus caprichos, como toda

11 língua, e desvelá-los carinhosamente deveria ser um prazer. Insana de tão difícil é a norma

12 curta, que tira seu sustento dessa dificuldade. [...]

13 É ela que move a indústria do português concurseiro e dos consultórios gramaticais

14 da internet. É ela que, via Enem, obriga adolescentes a encher suas redações de “outrossim”

15 e outros entulhos juridiquentos. A norma curta não quer saber se você consegue ler e

16 interpretar um texto. Que importância tem isso? Fundamental é que recite a lista das “figuras

17 de linguagem” em ordem alfabética enquanto equilibra uma bola no nariz. Vai me dizer que

18 não manja de zeugma?

19 Os estudantes capazes de memorizar os truques e evitar as armadilhas que a norma

20 curta chama de provas de português entram para um grupo privilegiado de norma-curtistas.

21 Seu esforço é então recompensado e eles, mesmo os que são incapazes de interpretar um

22 parágrafo simples, ganham o direito de oprimir outros falantes e humilhar quem não alcançou

23 o paraíso do norma-curtismo.

24 A norma curta é inculta. Nunca leu Graciliano Ramos, Rubem Braga, Rachel de Queiroz

25 e tantos outros estilistas do brasileiro que, ao longo do século passado, moldaram um jeito de

26 escrever que soa como música aos ouvidos de quem nasceu aqui. Os autores

27 contemporâneos também brilham pela ausência. A norma curta nunca leu nada. Leram por

28 ela, é verdade. Isso foi muito tempo atrás: um Alexandre Herculano aqui, um Almeida Garrett

29 acolá. Todos portugueses. Nesses clássicos, leitores mortos desde o pré-modernismo

30 pinçaram arbitrariamente só o que confirmava seus dogmas. Estavam prontas – pela

31 eternidade – as tábuas da lei.

32 A norma curta engana muita gente com sua pose de defensora do “bom português”.

33 Tudo mentira. Ela ignora mais de um século de conhecimento teórico e prático sobre a

34 matéria, desprezando grandes gramáticos e zombando de nossos maiores escritores. Ontem

35 me deparei com um caso demencial de norma-curtismo: na página internética de “dicas de

36 português”, o cartum de traço fofo mostra o rapaz se declarando para a moça (“Te amo!”) e

37 sendo corrigido por ela: “Não se pode começar frase com pronome oblíquo átono”. Sim, ela

38 queria ouvir um “Amo-te!” lusitano, acredite quem quiser. A página tem quase um milhão de

39 seguidores. Me parece que estamos lascados.

Adaptado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2023/04/abaixo-a-normacurta-do-portugues.shtml. Acesso em: 15 set. 2023.

Ao serem considerados os sentidos expressos pelo texto, uma paráfrase adequada do trecho Ela [a norma curta] ignora mais de um século de conhecimento teórico e prático sobre a matéria, desprezando grandes gramáticos e zombando de nossos maiores escritores. [...] (linhas 33-34) é:

 

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3316696 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

O texto a seguir serve de base para que se responda às questões de 16 a 23.

Abaixo a norma curta do português!

Indústria de concursos e de consultórios gramatiqueiros faz mal à língua

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de A vida futura e Viva a língua brasileira

1 “Norma curta” é o excelente nome que o linguista Carlos Alberto Faraco dá a certo

2 conjunto dogmático de regrinhas gramatiqueiras, vetos arbitrários, apego acrítico à variedade

3 lusitana da língua e pegadinhas em geral. Repare que não falo da norma culta, registro da

4 língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social

5 imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola.

6 Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem

7 a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. No fim das contas, sua

8 inimiga, pois transforma o estudo da língua portuguesa em território hostil para uma imensa

9 maioria da população. “Ai, como é difícil a nossa língua!”, dizemos quase todos. Difícil nada,

10 ou não teríamos aprendido a falá-la na primeira infância. Tem seus caprichos, como toda

11 língua, e desvelá-los carinhosamente deveria ser um prazer. Insana de tão difícil é a norma

12 curta, que tira seu sustento dessa dificuldade. [...]

13 É ela que move a indústria do português concurseiro e dos consultórios gramaticais

14 da internet. É ela que, via Enem, obriga adolescentes a encher suas redações de “outrossim”

15 e outros entulhos juridiquentos. A norma curta não quer saber se você consegue ler e

16 interpretar um texto. Que importância tem isso? Fundamental é que recite a lista das “figuras

17 de linguagem” em ordem alfabética enquanto equilibra uma bola no nariz. Vai me dizer que

18 não manja de zeugma?

19 Os estudantes capazes de memorizar os truques e evitar as armadilhas que a norma

20 curta chama de provas de português entram para um grupo privilegiado de norma-curtistas.

21 Seu esforço é então recompensado e eles, mesmo os que são incapazes de interpretar um

22 parágrafo simples, ganham o direito de oprimir outros falantes e humilhar quem não alcançou

23 o paraíso do norma-curtismo.

24 A norma curta é inculta. Nunca leu Graciliano Ramos, Rubem Braga, Rachel de Queiroz

25 e tantos outros estilistas do brasileiro que, ao longo do século passado, moldaram um jeito de

26 escrever que soa como música aos ouvidos de quem nasceu aqui. Os autores

27 contemporâneos também brilham pela ausência. A norma curta nunca leu nada. Leram por

28 ela, é verdade. Isso foi muito tempo atrás: um Alexandre Herculano aqui, um Almeida Garrett

29 acolá. Todos portugueses. Nesses clássicos, leitores mortos desde o pré-modernismo

30 pinçaram arbitrariamente só o que confirmava seus dogmas. Estavam prontas – pela

31 eternidade – as tábuas da lei.

32 A norma curta engana muita gente com sua pose de defensora do “bom português”.

33 Tudo mentira. Ela ignora mais de um século de conhecimento teórico e prático sobre a

34 matéria, desprezando grandes gramáticos e zombando de nossos maiores escritores. Ontem

35 me deparei com um caso demencial de norma-curtismo: na página internética de “dicas de

36 português”, o cartum de traço fofo mostra o rapaz se declarando para a moça (“Te amo!”) e

37 sendo corrigido por ela: “Não se pode começar frase com pronome oblíquo átono”. Sim, ela

38 queria ouvir um “Amo-te!” lusitano, acredite quem quiser. A página tem quase um milhão de

39 seguidores. Me parece que estamos lascados.

Adaptado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2023/04/abaixo-a-normacurta-do-portugues.shtml. Acesso em: 15 set. 2023.

A palavra abaixo, no título do texto, é contextualmente uma interjeição porque é empregada para

 

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