Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto a seguir para responder às questões 48 e 49.

Fonte: https://twitter.com/afonsoborges/status/1479571275932651521. Acesso em: 8 set. 2023.
Acerca do poema de Bruno Félix, assinale a alternativa INCORRETA.
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Leia o texto a seguir e faça o que se pede.
Todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem. Compreende-se perfeitamente que o caráter e as formas desse uso sejam tão multiformes quanto os campos da atividade humana, o que, é claro, não contradiz a unidade nacional de uma língua. O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. [...] Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.
Fonte: BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. Organização, tradução, notas e posfácio de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016. p. 11-12.
Considerando o excerto anterior, bem como as ideias desenvolvidas em Os gêneros do discurso, obra da qual foi retirado, assinale a proposição INCORRETA.
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Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:

Fonte:https://www.reddit.com/media url=https%3A%2F%2Fi.redd.it%2Fg8fv09wdmue61.jpg. Acesso em: 5 set. 2023.
Na figura acima, são reproduzidas as formas como, supostamente, crianças de quatro e cinco anos conjugariam o verbo saber na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Tendo como base Bagno (2012), pode-se afirmar que o fator cognitivo de mudança na língua responsável pela produção da forma linguística sabo é a/o
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Leia o texto a seguir para responder às questões 28 e 29.
1 A questão linguística é o tema do parágrafo 6 [...], em meio a um conjunto de medidas
2 constitutivas do processo de inclusão dos índios na nova ordem colonial que se ambicionava
3 construir, tais como a cristianização (§§ 3 e 4), a escolarização (§§ 7 e 8), as honrarias das
4 funções sociais que viessem a exercer (§ 9), a adoção de sobrenomes portugueses (§ 11), a
5 construção de moradias unifamiliares (§ 12), o uso de vestimentas adequadas (§ 15) [...]
Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 98.
Considerando as possibilidades de realização sonora e a relação entre os sons e as letras no português brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA a respeito das palavras retiradas do texto de Faraco.
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O texto a seguir serve de base para que se responda às questões de 16 a 23.
Abaixo a norma curta do português!
Indústria de concursos e de consultórios gramatiqueiros faz mal à língua
Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de A vida futura e Viva a língua brasileira
1 “Norma curta” é o excelente nome que o linguista Carlos Alberto Faraco dá a certo
2 conjunto dogmático de regrinhas gramatiqueiras, vetos arbitrários, apego acrítico à variedade
3 lusitana da língua e pegadinhas em geral. Repare que não falo da norma culta, registro da
4 língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social
5 imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola.
6 Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem
7 a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. No fim das contas, sua
8 inimiga, pois transforma o estudo da língua portuguesa em território hostil para uma imensa
9 maioria da população. “Ai, como é difícil a nossa língua!”, dizemos quase todos. Difícil nada,
10 ou não teríamos aprendido a falá-la na primeira infância. Tem seus caprichos, como toda
11 língua, e desvelá-los carinhosamente deveria ser um prazer. Insana de tão difícil é a norma
12 curta, que tira seu sustento dessa dificuldade. [...]
13 É ela que move a indústria do português concurseiro e dos consultórios gramaticais
14 da internet. É ela que, via Enem, obriga adolescentes a encher suas redações de “outrossim”
15 e outros entulhos juridiquentos. A norma curta não quer saber se você consegue ler e
16 interpretar um texto. Que importância tem isso? Fundamental é que recite a lista das “figuras
17 de linguagem” em ordem alfabética enquanto equilibra uma bola no nariz. Vai me dizer que
18 não manja de zeugma?
19 Os estudantes capazes de memorizar os truques e evitar as armadilhas que a norma
20 curta chama de provas de português entram para um grupo privilegiado de norma-curtistas.
21 Seu esforço é então recompensado e eles, mesmo os que são incapazes de interpretar um
22 parágrafo simples, ganham o direito de oprimir outros falantes e humilhar quem não alcançou
23 o paraíso do norma-curtismo.
24 A norma curta é inculta. Nunca leu Graciliano Ramos, Rubem Braga, Rachel de Queiroz
25 e tantos outros estilistas do brasileiro que, ao longo do século passado, moldaram um jeito de
26 escrever que soa como música aos ouvidos de quem nasceu aqui. Os autores
27 contemporâneos também brilham pela ausência. A norma curta nunca leu nada. Leram por
28 ela, é verdade. Isso foi muito tempo atrás: um Alexandre Herculano aqui, um Almeida Garrett
29 acolá. Todos portugueses. Nesses clássicos, leitores mortos desde o pré-modernismo
30 pinçaram arbitrariamente só o que confirmava seus dogmas. Estavam prontas – pela
31 eternidade – as tábuas da lei.
32 A norma curta engana muita gente com sua pose de defensora do “bom português”.
33 Tudo mentira. Ela ignora mais de um século de conhecimento teórico e prático sobre a
34 matéria, desprezando grandes gramáticos e zombando de nossos maiores escritores. Ontem
35 me deparei com um caso demencial de norma-curtismo: na página internética de “dicas de
36 português”, o cartum de traço fofo mostra o rapaz se declarando para a moça (“Te amo!”) e
37 sendo corrigido por ela: “Não se pode começar frase com pronome oblíquo átono”. Sim, ela
38 queria ouvir um “Amo-te!” lusitano, acredite quem quiser. A página tem quase um milhão de
39 seguidores. Me parece que estamos lascados.
Adaptado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2023/04/abaixo-a-normacurta-do-portugues.shtml. Acesso em: 15 set. 2023.
Rodrigues pergunta Vai me dizer que não manja de zeugma?, linhas 17-18, ao mencionar as figuras de linguagem. Nesse sentido, em qual dos itens a seguir o autor se vale de outra figura que a tradição gramatical também chama de figura de sintaxe?
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- SintaxeTermos Acessórios e IndependentesVocativo
- MorfologiaPronomesPronomes de Tratamento
- Semântica
- Interpretação de TextosFunções da LinguagemFunção Metalinguística
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemTemas e Figuras

Fonte: http://www.willtirando.com.br/anesia-703/. Acesso em: 15 set. 2023.
Se um professor de língua portuguesa opta por uma abordagem de ensino metalinguística e epilinguística simultaneamente, ele só NÃO deve, a partir da tirinha acima,
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- Educação em Língua Portuguesa
- Linguística
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisAnúncio
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemTemas e Figuras
Leia o texto a seguir para responder às questões 48 e 49.

Fonte: https://twitter.com/afonsoborges/status/1479571275932651521. Acesso em: 8 set. 2023.
O texto acima apresenta a forma do gênero textual anúncio classificado, porém lembra a construção convencional de um poema. De acordo com Marcuschi (2008), o termo que melhor traduz o fenômeno de mescla de forma e função dos gêneros textuais – cujo poema de Bruno Félix é um exemplo – é
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Embora a teoria relativa aos gêneros discursivos (que, no presente contexto, será equivalente à expressão “gêneros textuais”) seja desenvolvida por diferentes pesquisadoras/es a partir de pontos de vista e com objetivos diversos, é possível reconhecer similaridades entre alguns desses trabalhos. Nesse sentido, são apresentados, a seguir, trechos da obra de Mikhail Bakhtin, Os gêneros do discurso – texto fundamental para se pensar o papel dos gêneros na construção discursiva –, e trechos de outros autores modernos que se propuseram a pensar também a teoria dos gêneros. Compare-as e assinale a alternativa em que os dois trechos destacados NÃO tratam do mesmo tópico específico dentro da teoria em questão.
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Marcuschi (2008) trata, dentre vários outros temas, dos aspectos referentes aos suportes a partir dos quais os gêneros textuais circulam na sociedade. A esse respeito, expõe o autor: “entendemos aqui como suporte de um gênero um locusfísico ou virtual com formato específico que serve de base ou ambiente de fixação do gênero materializado no texto. Pode-se dizer que suporte de um gênero é uma superfície física em formato específico que suporta, fixa e mostra o texto.” (Marcuschi, 2008, p. 174, ênfase do autor).
A respeito das categorias de suportes textuais, Marcuschi entende que há:
I. a categoria de suportes convencionais – aqueles produzidos para essa finalidade;
II. a categoria dos suportes incidentais – aqueles que podem trazer textos, mas não são destinados a esse fim de modo sistemático.
A opção que apresenta apenas exemplos de suportes convencionais é:
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Leia o quadro abaixo, que apresenta três definições para uma das classes gramaticais. Analise as proposições e marque a opção que contém apenas informações CORRETAS.
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(1) |
palavra que dispõe de um radical; e de sufixos próprios: radical (raiz + vogal temática) + sufixo modo-temporal + sufixo número-pessoal. |
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(2) |
expressa os estados das coisas, ou seja, as ações, os estados e os eventos de que precisamos dar conta quando falamos ou escrevemos. |
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(3) |
“palavra (i) que introduz participantes no texto, via processo de apresentação, por exemplo; (ii) que os qualifica devidamente, via processo de predicação; (iii) que concorre para a constituição dos gêneros discursivos, via alternância de tempos e modos”. (Castilho 2010: 369) |
Adaptado de: BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2012. p. 509.
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