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Segundo o historiador José Murilo de Carvalho (In: Cidadania no Brasil: o longo caminho. SP: Civilização Brasileira, 2014, p.62), o período que se estende de 1968 a 1974 “... compreende os anos mais sombrios da história do país, do ponto de vista dos direitos civis e políticos. Foi o domínio dos militares mais truculentos, reunidos em torno do general Garrastazu Médici, escolhido presidente após o impedimento de Costa e Silva por motivo de doença”. Além de outros elementos, não se pode ignorar que o aumento da repressão estava associado ao aumento das mobilizações contra a continuidade do regime. Sobre essa questão analise as afirmativas com V (verdadeira) ou F (falsa):
( ) Vários grupos de esquerda que atuavam antes do Golpe como o Partido Comunista do Brasil (PC do B), a Ação Popular (AP) e a Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop) e a esquerda nacionalista continuaram em ação após o Golpe e criaram grupos como a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), os Comandos de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) que atuaram na luta contra a permanência dos governos militares.
( ) O Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi um reflexo do crescimento das mobilizações contra o regime. Determinou um abrandamento da repressão governamental, garantindo o retorno de alguns poucos direitos como a garantia do habeas corpus.
( ) As constantes denúncias de abuso e torturas cometidas contra aqueles que se posicionavam contrários ao regime obrigou o governo a decretar o fechamento dos Destacamentos de Operações de Informação e Centros de Operações de Defesa Interna, conhecidos como DOI-CODI, no ano de 1968.
( ) Apesar da repressão, o movimento estudantil manteve-se após o golpe, e os estudantes tiveram um papel fundamental na luta contra a ditadura, demonstrando seu descontentamento em grandes mobilizações, movimentos culturais e, também, na luta armada.
A sequência CORRETA é:
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Segundo Fábio Duarte Joly, “As transformações ocorridas em Roma do século VIII a VI a.C., como a expansão econômica, o aumento populacional e os rudimentos de uma urbanização, se, por um lado, permitiram o crescimento da cidade, por outro, geraram conflitos sociais dentro da aristocracia e entre esta e a plebe, que iriam perdurar durante séculos. De fato, em 509 a.C., o último rei etrusco, Tarquínio, o Soberbo, foi expulso por um grupo de aristocratas. Iniciou-se a República e o Senado concentrou maior poder político” (In: A escravidão na Roma Antiga: política, economia e cultura. SP: Alameda, 2005, p.34).
A respeito desse período da história romana, é CORRETO afirmar:
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Para Jean Jacques Rousseau, o homem nasceria bom, mas a sociedade o corromperia, tornando-o escravo de suas necessidades e daqueles que o rodeiam, o que, em certo sentido, refere-se a uma preocupação constante com o mundo das aparências, do orgulho, da busca por conhecimento e status. Em referência ao pensamento de Rousseau, assinale a alternativa em que aparece uma das principais ideias defendidas por ele em sua obra Contrato Social.
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O período que se estendeu do século X ao século XV foi marcado por profundas transformações as quais culminaram na superação das estruturas feudais, levando a progressiva estruturação de um novo modo de produção.
Em relação a essas transformações, é CORRETO afirmar:
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Na obra O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, de Gersem dos Santos Luciano (Brasília: MEC, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/Museu Nacional, 2006), são apresentadas as três visões mais comuns sobre os índios no Brasil:
“A primeira diz respeito à antiga visão romântica sobre os índios, presente desde a chegada dos primeiros europeus ao Brasil. É a visão que concebe o índio como ligado à natureza, protetor das florestas, ingênuo, pouco capaz ou incapaz de compreender o mundo branco com suas regras e valores. [...] Essa visão, [...] perdura até os dias de hoje e tem fundamentado toda a relação tutelar e paternalista entre os índios e a sociedade nacional...”.
“A segunda perspectiva é sustentada pela visão do índio cruel, bárbaro, canibal, animal selvagem, preguiçoso, traiçoeiro e tantos outros adjetivos e denominações negativos. Essa visão também surgiu desde a chegada dos portugueses, através principalmente do segmento econômico, que queria ver os índios totalmente extintos para se apossarem de suas terras para fins econômicos”.
“A terceira perspectiva é sustentada por uma visão mais cidadã, que passou a ter maior amplitude nos últimos vinte anos [...]. Esta visão concebe os índios como sujeitos de direitos e, portanto, de cidadania. E não se trata de cidadania comum, única e genérica, mas daquela que se baseia em direitos específicos, resultando em uma cidadania diferenciada, ou melhor, plural”.
Sobre essas visões, pode-se afirmar:
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“A Antiguidade greco-romana sempre constituiu um universo centralizado em cidades. O esplendor e a solidez da antiga pólis helênica e da posterior República romana, que ofuscaram tantos períodos subsequentes, traduziam um nível de organização e cultura urbanas que jamais seria igualado em outro milênio [...] Por trás de toda essa organização e cultura não há uma economia urbana de alguma forma equiparável a elas: ao contrário, a riqueza material que sustentava sua vitalidade intelectual e cívica era extraída de forma esmagadora do campo”.
(ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. SP: Brasiliense, 2004, p. 19).
Sobre a economia do mundo greco-romano, analise as afirmativas seguintes:
I. A escravidão era o vínculo que unia campo e cidade. Era fundamental tanto para o desenvolvimento das atividades agrícolas quanto para o comércio.
II. As cidades greco-romanas não eram predominantemente cidades de artífices, mercadores ou negociantes, elas podiam ser consideradas conglomerados urbanos de proprietários de terras.
III. As manufaturas eram poucas e rudimentares, concentradas no setor têxtil, cerâmica, mobília e utensílios de vidro.
IV. Trigo, cevada e vinho eram os três principais produtos do Mundo Antigo, responsáveis pelo enriquecimento dos grandes proprietários rurais.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
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“As províncias do norte são a Costa d"África do Sul. A avidez do ganho cega os homens, e, ante o lucro, abafam-se todos os sentimentos generosos e o homem que teve a infelicidade de ser escravo é vendido por outro homem, mais feliz do que ele, para fora de sua terra, do lugar onde foi criado, arrancando-o à família, aos parentes, a todas as afeições como se fosse uma besta de carga!”. Esse relato, extraído do jornal Diário do Maranhão, de 12 de maio de 1874, refere-se ao tráfico interprovincial de escravos que foi utilizado como uma alternativa para atender à demanda de mão de obra para a região cafeeira após a proibição do tráfico transatlântico de escravos, em 1850. Sobre essa questão, pode-se afirmar:
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Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos
A morte é igualíssima.
...
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
...
Ninguém é igual a ninguém. Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho ímpar.
Carlos Drummond de Andrade (Igual – desigual. Nova Reunião. RJ:
José Olympio, 1985. v.2. p. 537. A paixão medida).
O poema de Drummond pode ser usado em sala de aula para trabalharmos as relações étnico-raciais. A partir de sua análise, pode-se afirmar que
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Atenas e Esparta são as cidades gregas mais conhecidas da Antiguidade. Analise as afirmativas com V (verdadeira) ou F (falsa):
( ) Atenas estabeleceu o regime democrático a partir do século V a.C e possuía uma educação voltada para a formação do cidadão capaz de defender a cidade e/ou cuidar dos assuntos públicos.
( ) A cidade de Esparta localizava-se na região da Lacônia, cortada pelo rio Eurotas, e possuía importantes recursos minerais, além de terras férteis, que garantiam o cultivo de cereais, oliveiras e vinhas.
( ) As terras pouco férteis de Atenas acabaram contribuindo para o desenvolvimento do comércio, o que garantiu o contato dos atenienses com diversos povos e a absorção de diversos elementos culturais.
( ) A cidade de Esparta iniciou um processo de expansão territorial que culminou no domínio de várias cidades gregas, entre elas Atenas, o que acabou provocando a guerra do Peloponeso.
A sequência CORRETA é:
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“A palavra „Iluminismo" não existia no século XVIII [...] Difícil acreditar, já de saída, que o século XVIII tenha apresentado um conjunto coeso de ideias, ou uma ideologia unitária que possamos classificar com o sufixo „ismo". Em geral, o fenômeno do Esclarecimento é apresentado como um sistema de valores que deu origem ao mundo contemporâneo, para o bem e para o mal, estando nas bases das grandes transformações políticas, econômicas e sociais a partir do século XVIII” (ELIAS, Rodrigo. Essa luz. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 104, maio de 2014). No que tange às ideias defendidas na Economia, nesse período, pode-se afirmar:
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