Considere, respectivamente, os trechos e a tabela, extraídos de: SILVA, C. B. M; PEREIRA, V. C. Validação de material didático para EaD: desafios e propostas. In: VII ESUD - Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, 2010, Cuiabá. Anais do VII ESUD - A EaD e sua institucionalização: reflexos e processos. Cuiabá, 2010. p. 510-520.
No material didático para EaD, a ordem direta “[...] deve ser adotada não só na estrutura geral da aula (objetivo, introdução, desenvolvimento, atividades, conclusão, referências bibliográficas etc.), mas também no nível oracional. Isso quer dizer que, em vez de frases muito longas e cheias de inversões, períodos de tamanho moderado e organizados na forma genérica sujeito + verbo + complemento + adjunto facilitam a leitura (GARCIA, 1981). Vale lembrar que, como os alunos por vezes sentem dificuldade no manejo do texto escrito, o contato com parágrafos e frases estruturados na ordem direta, mais facilmente decodificada pelo cérebro, acostuma-os à sequenciação lógica das ideias e ensina-os, indiretamente, como deverão escrever seus próprios textos”. (grifos nossos).
“No que diz respeito aos aspectos mais microestruturais do gênero material autoinstrucional, isto é, o padrão sintático e lexical que ele apresenta, é importante notar que, dadas suas especificidades de função e forma, há uma série de diferenças relevantes, em comparação com os livros didáticos tradicionais. Longe de se apresentarem como detalhes de menor importância, essas diferenças, quando desconsideradas, podem gerar materiais que em nada diferem dos utilizados em cursos presenciais, e dessa inadequação nascem fenômenos notáveis de desmotivação e evasão de alunos. Afinal, se é pela linguagem que ocorre a mediação nas relações e a construção do conhecimento, uma série de escolhas linguísticas impróprias tende a tornar o processo de ensino-aprendizagem menos eficaz (SMOLKA; GÓES, 1995)”.
Tem-se como exemplo de escolhas linguísticas impróprias para a elaboração de material didático em EaD: