Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

1418915 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 12 para responder à questão.

TEXTO 12
QUESTÃO SEMÂNTICA?

Quando polemistas dizem que uma questão é “semântica”, querem dizer que ela é secundária. Pensam que há uma ‘coisa’ no mundo e que é ela que interessa. Os nomes que a designam seriam ou irrelevantes ou estariam errados. Políticos e economistas são os militantes que mais caem nessa armadilha.
Qualquer interessado por questões como a relação entre língua, cultura, linguagem e ideologia, e – o que pode surpreender – pela linguagem científica, logo percebe que a questão semântica é fundamental.
Não há como ter acesso às coisas a não ser por meio das palavras. É por essa razão que cientistas são grandes usuários de metáforas para designar ou explicar ‘fatos’ (é uma forma de ‘aproximá-los’ do conhecimento anterior ou mesmo do senso comum).
Os fatos precisam de uma linguagem para ser expressos. E a linguagem pode enganar. Para fugir a esse problema, muitos cientistas ‘matematizam’ seus textos, por considerar que assim evitam o problema, ou que o superam.
Daí por que, de vez em quando, estudiosos, ensaístas, articulistas etc. tentam definir de novo velhas palavras, que, eles acham, perderam o rumo. Vejamos um exemplo.
No dia 06/06/2014 (Folha de S. Paulo, caderno ‘Mundo’), Marcos Troyjo apresentou sua avaliação das palavras ‘conservador’ e ‘progressista’. Elencou algumas variações e exemplos.
Essas palavras já opuseram monarquistas a constitucionalistas, escravocratas a burgueses liberais, disse ele, acrescentando que os conceitos se embaralharam ao longo do tempo. Desfez-se a oposição entre manter privilégios econômicos e rearrumar as “camadas tectônicas” do status quo – são outras de suas palavras.
Atualmente, acrescenta, a dualidade reaparece na retórica “progressista”; sua “arenga” combate injustiças sociais (fruto do conservadorismo, explico ao leitor) e forças da globalização (nada progressistas; idem). É uma avaliação que ele defenderia como objetiva.
Mas o emprego do termo negativo ‘arenga’ para referir-se à retórica progressista (isto é, que os outros consideram progressista) denuncia a posição ideológica de Troyjo. Ele não qualificaria como ‘arenga’ um discurso contrário ao regime político chinês ou cubano ou venezuelano.
Vejamos um pouco mais de perto a palavra ‘conservador’, consultando um dicionário. Bons dicionários não só registram mais palavras, como também mais sentidos para cada palavra – o que, em geral, derruba as teses dos que defendem UM sentido para elas.
É comum que dicionários apresentem como primeiras definições os sentidos mais antigos ou mais literais. Um exemplo é a primeira definição de ‘conservador’ fornecida pelo dicionário Houaiss: o que conserva (ver abaixo).
Como o leitor pode não ser um frequentador de dicionários (além de, eventualmente, pensar que cada palavra tem ou deveria ter só um sentido), transcrevo a totalidade do verbete em questão do Houaiss e comento alguns aspectos que me parecem os mais relevantes.
Para Troyjo, de certa forma, a melhor definição de ‘conservador’ é a literal, ou alguma bem próxima (que conserva). Por isso, diz que conservadores adotam posições diferentes conforme seja diferente a situação que defendem.
Vamos ao verbete ‘conservador’. A definição geral é literal, como se pode ver (sempre que ocorrer c., leia-se ‘conservador’): o que conserva.
1 o que preserva de alteração, deterioração ou extinção.
1.1 Rubrica: química. substância química adicionada a produtos alimentícios para prevenir oxidação, fermentação ou outra deterioração usual, inibindo a proliferação de bactérias; conservante.
2 aquele que defende ideias, valores e costumes ultrapassados e/ou que é contrário a qualquer alteração da situação que se atravessa, do que é tradicional ou da ordem estabelecida. Ex.: é um c. em moda.
2.1 (1890) Aquele que defende a manutenção do status quo político-social Ex.: um c. fascista
2.2 Uso: pejorativo. Aquele que propugna pelo autoritarismo e é favorável à tradição, seja monárquica, eclesiástica ou liberalista nas suas formas burguesa e oligárquica, demonstrando hostilidade a inovações na moral e nas instituições Ex.: um c. empedernido
2.3 Uso: pejorativo. Membro de partido político conservador ou que apoia a filosofia política de tais partidos.
2.3.1membro ou apoiante do Partido Conservador inglês.
3 Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo. O que é moderado, discreto, cauteloso.
4 Uso: pejorativo. Quem é tradicional em questões de gosto, elegância, estilo ou maneiras Ex.: ele é um c. no ramo da alta-costura
5 funcionário superior encarregado da guarda, administração e conservação de bens, monumentos e objetos pertencentes a instituições, públicas ou privadas, ou ao Estado, como museus, bibliotecas etc. (Obs.: ver uso a seguir) Ex.: contrataram um novo c. para o museu.
6 funcionário público encarregado do registro de compras, vendas e hipotecas de imóveis Ex.: os c. do registro civil.
7 Rubrica: termo jurídico. Diacronismo: antigo. juiz que administrava a justiça de uma corporação e fazia a guarda dos seus privilégios adjetivo
8 que conserva a Ex.:<as virtudes c. do formol> <instinto c.> <princípio c.>
9 caracterizado pela moderação ou prudência a Ex.:<um traje c.> <uma estimativa c.>
10 cujas ideias, valores e costumes são ultrapassados e/ou que é contrário a qualquer alteração do que é tradicional ou da ordem estabelecida a Ex.:<espírito c.> <um político c.>
11 Rubrica: linguística. Diz-se de língua ou dialeto que sofreu menos mudanças, relativamente a outros provindos da mesma língua-mãe.
Perspectiva ideológica
Como se vê, há acepções para quase todos os gostos. Destaco algumas, até porque podem parecer contraditórias. O sentido 2.1 não é necessariamente uma espécie do ‘gênero’ sentido 2, como a enumeração dá a entender, porque os sentidos de 2 e de 2.1 são bastante diferentes: uma coisa é defender ideias ultrapassadas (quem as definiria assim?), outra é defender o status quo (definição próxima da de Troyjo).
Comparem-se essas acepções com 2.2: nenhuma daquelas têm a ver com defesa do autoritarismo. Alguém pode defender o status quo de forma democrática e tolerante.
A acepção 10 dá conta de muitos empregos da palavra. É talvez a definição mais abrangente (não importando tanto se é adjetivo ou substantivo). Ela pode valer para questões políticas e também, por exemplo, para a moda (um conservador pode ser contra saias curtas), para direitos iguais para grupos ou pessoas diferentes (cotas na universidade, união civil de homossexuais, acessibilidade especial para portadores de necessidades especiais, por exemplo) ou mesmo para greves ou manifestações de rua.
Veja-se, por curiosa, talvez, a acepção 3: conservador não dá bandeira, é discreto, moderado, cauteloso (não usa óculos coloridos e bermudas floridas).
Voltando à coluna de Troyjo: ele defendeu (legitimamente) um dicionário próprio, ou melhor, de interesse de uma perspectiva ideológica.
Todas as ideologias fazem o mesmo, é claro. O que é fácil de ver, mas difícil de reconhecer. Cada locutor acredita que sua ideologia não é ideologia e que, portanto, suas palavras vão diretamente para as coisas.
O caso comentado é só um entre milhares. Quem é ‘terrorista’? Quem é ‘bandido’ e quem é ‘jovem desajustado’? É uma ‘invasão’ ou uma ‘ocupação’? Foram ‘passeatas’ ou ‘manifestações’? Cogita-se ‘regulação da mídia’ ou ‘censura’? Cada grupo tem que pensar que é ele que se refere verdadeiramente às coisas.
POSSENTI, Sírio. Questão semântica? Observatório da Imprensa. Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/_ed833 Acesso em 23 out 2016.
Para o trabalho do revisor, as ideias expostas no TEXTO 12 são importantes porque
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1418914 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 13 para responder à questão.

TEXTO 13
OS INSTITUTOS FEDERAIS:
UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
Enunciado 1418914-1
O autor do TEXTO 13 apresenta uma visão panorâmica dos Institutos Federais, defendendo que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1418913 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 14 para responder à questão.

TEXTO 14
FOLHA DE ROSTO

Enunciado 1418913-1
Eliezer Pacheco
Organizador

INSTITUTOS FEDERAIS
UMA REVOLUÇÃO
NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
E TECNOLÓGICA

Brasília, 2011
São Paulo, 2011

FundaçãoSantillana
Moderna
As informações que constam no TEXTO 14 sobre o livro publicado indicam alguns elementos fundamentais sobre sua edição. Assinale a alternativa que NÃO interpreta corretamente essas informações.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1418912 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Enunciado 1418912-1
Enunciado 1418912-2
Relacionando o TEXTO 16 com o TEXTO 15, é CORRETO dizer que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1415986 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 13 para responder à questão.

TEXTO 13
OS INSTITUTOS FEDERAIS:
UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
Enunciado 1415986-1
Sobre o trabalho de revisão textual, com base na leitura do TEXTO 13, é CORRETO afirmar que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1415985 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 16 para responder à questão.

TEXTO 16

Enunciado 1415985-1
Sobre o uso da linguagem verbal e visual no TEXTO 16, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
482684 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Leia o TEXTO 02 para responder à questão.

TEXTO 02
FAZER CONTAS DE CABEÇA É BOM PARA O SEU EMOCIONAL

Você já deve ter ouvido a expressão "frio e calculista" sendo usada para descrever alguém que não demonstra nenhuma emoção. Mas um novo estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, mostra que a inteligência emocional e a habilidade de fazer contas mentais são mais conectadas do que imaginávamos.
Para a neurociência, o exercício cerebral de fazer cálculos matemáticos era chamado de "controle executivo frio", porque era totalmente desassociado das emoções. Agora, pesquisadores encontraram as primeiras evidências de que, pelo menos no cérebro, esse processo é mais "quente" do que a gente imaginava.
Eles recrutaram 186 estudantes universitários, que passaram por ressonâncias magnéticas enquanto resolviam, de cabeça, alguns problemas da matemática. Cálculos como esse ativam a memória e estimulam uma área do cérebro chamada de córtex pré-frontal dorsolateral. Além disso, os participantes precisavam contar como lidaram com seus problemas mais recentes como “bombar” em uma matéria na faculdade - e como estava sua saúde mental.
Quando analisaram os resultados, os cientistas perceberam que os participantes que tinham o córtex pré-frontal dorsolateral mais ativos também usavam uma estratégia muito inteligente para controlar suas emoções. De acordo com os relatos dos estudantes que tinham o cérebro mais estimulado pelas contas matemáticas, quando eles tinham problemas como repetir uma matéria na faculdade, a estratégia que usavam era muito parecida com o que psicólogos cognitivo-comportamentais chamam de reavaliação cognitiva.
Funciona assim: ao invés de focar na sensação negativa que aquele problema causa, a pessoa tenta analisar e processar o problema, adaptando as emoções associadas a esse acontecimento e tornando-as mais positivas (e aí, à nota baixa acrescenta-se a motivação e o desafio da superação, por exemplo). Quem usava esse tipo de regulação emocional também apresentou níveis mais baixos de ansiedade e depressão.
Segundo o artigo, a gestão das emoções depende de três fatores: construir expectativas, ser capaz de enxergar uma série de explicações alternativas e fazer análises racionais antes de sair fazendo julgamentos - habilidades necessárias também nas contas matemáticas. "Nossa pesquisa mostra a primeira evidência direta de que nossa habilidade de regular emoções como medo ou raiva reflete a capacidade do cérebro de fazer cálculos numéricos mentalmente", falou Matthew Scult, autor do estudo.
Só que o estudo tem a famosa limitação das correlações: não dá para saber que fator causou o outro. Ou seja: pode ser que pessoas que já têm uma melhor regulação emocional sejam melhores em fazer cálculos matemáticos mentais. A solução que os pesquisadores querem adotar é acompanhar crianças até a vida adulta e ver qual das habilidades se apresenta primeiro.
(LEONARDI, Ana Carolina. Fazer contas de cabeça é bom para o seu emocional (Adaptado). Revista Superinteressante. Disponível em: <http://super.abril.com.br/comportamento/fazer-contas-de-cabeca-e-bom-para-oseu-emocional>. Acesso: 12 out. 2016.)
A respeito do emprego da pontuação no TEXTO 02, analise as proposições a seguir.
I. No trecho “Funciona assim: ao invés de focar na sensação negativa que aquele problema causa” (5º parágrafo), os dois-pontos indicam a citação da fala de um dos cientistas, o qual comenta as características que explicam o funcionamento do cérebro.
II. Em “a gestão das emoções depende de três fatores: construir expectativas, ser capaz de enxergar uma série de explicações alternativas e fazer análises racionais” (6º parágrafo), os dois-pontos anunciam uma enumeração.
III. Em “antes de sair fazendo julgamentos - habilidades necessárias também nas contas matemáticas” (6º parágrafo), o termo em destaque poderia estar entre vírgulas sem que houvesse alteração de sentido do trecho.
IV. No trecho “Eles recrutaram 186 estudantes universitários, que passaram por ressonâncias magnéticas” (3º parágrafo), a vírgula, por ser um recurso discursivo que caracteriza os estudantes, torna-se facultativa.
V. Em “Ou seja: pode ser que pessoas que já têm uma melhor regulação emocional sejam melhores em fazer cálculos matemáticos mentais”, os dois-pontos poderiam ser substituídos por uma vírgula, e isso não alteraria o sentido do trecho.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
482683 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Leia o TEXTO 16 para responder à questão.

TEXTO 16

Enunciado 482683-1
A pergunta de Miguelito: “Mas por que é preciso desperdiçar a vida que a gente ganha trabalhando para ganhar a vida?” (TEXTO 16) emprega adequadamente a locução “por que”. Assinale a alternativa que também apresenta o uso CORRETO do porquê.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
482682 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Leia o TEXTO 05 para responder à questão.

TEXTO 05
RECEITA
Tome-se um poeta não cansado,
Uma nuvem de sonho e uma flor,
Três gotas de tristeza, um tom dourado,
Uma veia sangrando de pavor.
Quando a massa já ferve e se retorce
Deita-se a luz dum corpo de mulher,
Duma pitada de morte se reforce,
Que um amor de poeta assim requer.
(SARAMAGO, José. Receita. Disponível em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=7542. Acesso: 04 out. 2016.)
A leitura do TEXTO 05 nos permite constatar que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
482681 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Provas:
Enunciado 482681-1
TEXTO 16

Enunciado 482681-2
Os TEXTOS 15 e 16 representam, respectivamente, os seguintes gêneros discursivos:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas