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Foram encontradas 419 questões.

1356373 Ano: 2010
Disciplina: Engenharia Química
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Para reduzir as contrações dos plásticos, deve-se considerar as seguintes recomendações, exceto:
 

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questão refere-se ao poema abaixo:
O MAPA
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
(Mario Quintana. Apontamentos de História Sobrenatural. Disponível em: <http://www.fabiorocha.com.br/mario.htm>. Acesso em: 19 maio 2010.)
Analise as assertivas abaixo:
I - O eu-lírico lamenta não ter mais o domínio da cidade e de seu espaço, imaginando coisas que ele ainda não viu e sabe que jamais verá.
II - A cidade apresentada pelo eu-lírico é uma cidade que “parou no tempo”, que há muitos anos se conserva a mesma, não aumentando o número de ruas nem expandindo seus limites.
III - Embora o poeta deixe explícito que a cidade a qual se refere é Porto Alegre, ele não faz menção a nenhum aspecto real ou característica típica da capital gaúcha; ele imagina a sua cidade e acredita mesmo que ela esconda “uma rua encantada” que ultrapassa sua própria capacidade de fantasiá-la.
 

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1356260 Ano: 2010
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

O Texto a seguir apresenta aspectos históricos e de evolução das teorias de análise de acidentes de trabalho. Dentre as alternativas, assinale a que corretamente corresponde às lacunas do texto.

“Desde os primórdios do mundo do trabalho o acidente fez parte do cotidiano dos trabalhadores ganhando visibilidade a partir do século XIX com o avanço do processo de industrialização e das lutas operárias dele decorrentes (Machado, 1991). Enquanto fenômeno que rompe com a lógica do trabalho, o acidente sempre existiu. Mais do que isso podemos afirmar que, ligados à dinâmica da sociedade, que está sempre em movimento, acidentes sempre farão parte do cenário social (Freitas,1996). Até meados do século XVIII, a compreensão do evento-acidente esteve atrelada às manifestações dos deuses. Incêndios, inundações, furacões, maremotos, fome e epidemias eram compreendidos como manifestações da providência divina (Theys, 1987). A relação do acidente com o trabalho era apenas superficial, ou seja, a fenomenologia do acidente encontrava-se limitada pois respaldava-se apenas em modelos descritivos que não abordavam a totalidade do processo produtivo. Com a Revolução Industrial, o desenvolvimento científico e tecnológico e as transformações na sociedade e na natureza, o homem passa a ser o responsável pela geração e pela remediação de seus males”. A concepção anterior de acidente torna-se insuficiente porque assim como não existe trabalho em geral, não existe acidente em geral (Oliveira,1989) faz-se necessário contextualizar o acidente historicamente”.

Na discussão da concepção do acidente de trabalho, destacam-se basicamente duas vertentes diferenciadas sobre esta temática: a primeira, de caráter jurídico-institucional, sustentada pela , que propõe que a sociedade é quem deve arcar com o ônus dos infortúnios ocorridos no trabalho, se ela é a consumidora de bens e serviços, deve ser responsabilizada também pelos efeitos negativos do processo de trabalho (Rodrigues, 1986); a segunda, desenvolvida pela engenharia de segurança voltada para o controle dos acidentes, constituindo a , segundo a qual, através da identificação dos fatores de risco, pode-se estabelecer um controle sobre os trabalhadores por meio de técnicas de prevenção da SST, desenvolvido pelos serviços da empresa (SESMT e CIPA). Quanto à evolução conceitual do acidente do trabalho, encontramos primeiramente a , pela qual se considera apenas o aspecto localizado do acidente, que é explicado como resultado de uma falha gerada e efetivada onde se deu a ocorrência. A responsabilidade recai sobre os ombros do faltoso, ou seja, ocorre uma falha profissional proveniente da má realização de um ofício. Essa corrente teórica enfoca a segurança como parte da responsabilidade do trabalhador não como inerente ao processo produtivo. Já a explica o acidente a partir da inadaptação do perfil do posto de trabalho às características dos indivíduos que o ocupassem seguindo uma premissa Taylorista: “O HOMEM CERTO PARA O LUGAR CERTO”. Teoria essa, inadequada como prática de prevenção de acidentes, pois a questão central deve ser EVITAR e ELIMINAR os riscos do processo de trabalho. Pela teoria da dicotomia entre fatores técnicos e fatores humanos, admite-se a existência de fatores causais sem ligação direta com a vítima. O modelo teórico do acidente é reformulado com a substituição da noção de responsabilidade pela noção de fenômeno complexo como resultado do efeito conjugado de uma série de fatores causais. A noção consiste na hipótese de que um único evento (acidente) pode ter várias causas, originar acidentes distintos. A preocupação volta-se à classificação de fatores causais: os fatores humanos e os fatores técnicos. O acidente é considerado como um elemento exógeno ao processo de trabalho e não como um de seus resultados. Com a , avança-se sobre o problema teórico-metodológico de dissociação entre o acidente e o processo de trabalho, ou seja, as observações das atividades laborais passam a ser comparadas às situações de trabalho similares com e sem ocorrência de acidentes. Busca-se a compreensão de uma dada situação de trabalho não resumindo à descrição em termos situacionais de normalidade, mas também associando-a às situações correntes de trabalho. Por fim pela o acidente é correlacionado ao processo de trabalho, revelando a existência de problemas de adaptação do sistema às suas finalidades. Por essa teoria o acidente é tido como resultado da combinação de um conjunto de fatores situados em distâncias funcionais distintas com relação ao evento terminal e com influências variáveis para o mesmo acidente típico a chamada Análise de Árvore de Falhas (Árvores de Causas), em que o enfoque priorizado é a análise da situação de trabalho: o acidente é o resultado terminal de um mecanismo originário do próprio processo de trabalho.

 

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Utilizando o software Microsoft Excel na versão 2003 ou superior, tem-se um arquivo com quatro planilhas nomeadas nesta ordem: “resumo”, “mes01”, “mes02” e “mes03. A primeira planilha contém um resumo das vendas efetuadas ao longo dos meses, as demais planilhas contem histórico de vendas diárias de um determinado mês. O total das vendas mensais das planilhas “mes01”, “mes02” e “mes03”, encontram-se na linha 1 coluna D de cada planilha. Assinale a alternativa que indica qual dever ser a fórmula contida na célula D15 da planilha “resumo”, com o valor médio do total de vendas mensais das planilhas “mes01”, “mes02” e “mes03.
 

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A questão refere-se ao texto abaixo:
Nossa nova língua portuguesa
Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam; sentam-se. Uma porta não se fecha; fecha-se. O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou “fi-lo porque qui-lo”. Tradução: fiz porque quis – e foi por causa da ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história. É quase como se fosse um outro idioma.
O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimento nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala Aids, a sigla em inglês. Outro dia li “bêbado como um gambá” numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês original, pensando que o tradutor a tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão “drunk as a skunk”. Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio há tempos de minha terra natal, talvez por meio de algum filme.
Neste momento histórico de globalização e acesso máximo à informação, as pessoas no mundo inteiro prezam acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como “vc” (você), “rs” (risos), “pq” (por que) e “tranks” (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da comunicação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse falando em voz alta com seus leitores: “Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...”, para ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato do que os brasileiros, estão mudando. No seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o “tu”, e não o “vous”, quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever “como eu te disse há pouco”, “como eu lhe disse há pouco” ou “como eu disse há pouco”.
Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!) mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização da linguagem, séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados populares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a própria democratização brasileira que leva à abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita.
Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: “Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia”. Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômica: “Quero ler um livro que minha filha está lendo; não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús-cu-lo”.
(Júlia Michaels, editora, Revista Galileu, nº 217, ago/2009)
Assinale a alternativa correta. No texto “Nossa nova língua portuguesa”, a intenção principal da autora é:
 

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A questão refere-se ao texto abaixo:
Nossa nova língua portuguesa
Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam; sentam-se. Uma porta não se fecha; fecha-se. O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou “fi-lo porque qui-lo”. Tradução: fiz porque quis – e foi por causa da ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história. É quase como se fosse um outro idioma.
O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimento nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala Aids, a sigla em inglês. Outro dia li “bêbado como um gambá” numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês original, pensando que o tradutor ____ tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão “drunk as a skunk”. Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio ____ tempos de minha terra natal, talvez por meio de algum filme.
Neste momento histórico de globalização e acesso máximo ____ informação, as pessoas no mundo inteiro prezam acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como “vc” (você), “rs” (risos), “pq” (por que) e “tranks” (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da comunicação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse falando em voz alta com seus leitores: “Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...”, para ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato do que os brasileiros, estão mudando. No seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o “tu”, e não o “vous”, quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever “como eu te disse há pouco”, “como eu lhe disse há pouco” ou “como eu disse há pouco”.
Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!) mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização da linguagem, séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados populares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a própria democratização brasileira que leva à abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita.
Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: “Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia”. Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômica: “Quero ler um livro que minha filha está lendo; não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús-cu-lo”.
(Júlia Michaels, editora, Revista Galileu, nº 217, ago/2009)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto, respectivamente:
 

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A questão refere-se ao texto abaixo:
Nossa nova língua portuguesa
Logo que comecei a trabalhar como editora, reparei que a diferença entre a língua falada e a língua escrita é maior em português do que em inglês, meu idioma nativo. Um estrangeiro pode passar anos sem topar com uma ênclise. De repente, abre um livro e paft! As pessoas não se sentam; sentam-se. Uma porta não se fecha; fecha-se. O ex-presidente Jânio Quadros uma vez falou “fi-lo porque qui-lo”. Tradução: fiz porque quis – e foi por causa da ênclise falada que a frase entrou na história. Enquanto os vizinhos hispânicos mantêm seus verbos reflexivos falados certinhos, os brasileiros ao falar deixam cair toda espécie de pronome. Escrever, porém, trata-se de outra história. É quase como se fosse um outro idioma.
O português é muito mais aberto do que línguas como o espanhol e o francês. Não existe aqui um forte sentimento nacional pela preservação linguística. Enquanto em espanhol se utiliza Sida, aqui se fala Aids, a sigla em inglês. Outro dia li “bêbado como um gambá” numa tradução e corri para ver como estava a frase no inglês original, pensando que o tradutor a tivesse erroneamente traduzido ao pé da letra, pois existe a expressão “drunk as a skunk”. Mas essa aliteração, que nada tem a ver com o comportamento do fedorento animal, não estava no texto original! Concluí que a expressão deve ser um empréstimo que veio há tempos de minha terra natal, talvez por meio de algum filme.
Neste momento histórico de globalização e acesso máximo à informação, as pessoas no mundo inteiro prezam acima de tudo a comunicação, de maneira eficiente. Daí surgem as abreviações-gíria como “vc” (você), “rs” (risos), “pq” (por que) e “tranks” (tranquilo). No meu trabalho, vejo o impacto da crescente massificação da comunicação escrita. Os livros que chegam aqui dos EUA estão escritos cada vez mais como se o autor estivesse falando em voz alta com seus leitores: “Tenho certeza de que a esta altura você está se perguntando...”, para ficar em apenas um exemplo. Até os franceses, tão mais formais no trato do que os brasileiros, estão mudando. No seu novo livro sobre as ligações entre a mitologia grega e o desenvolvimento pessoal, o filósofo Luc Ferry utiliza o “tu”, e não o “vous”, quando dirige a palavra àquele que vira as páginas.
Em português, esse tipo de abordagem soa muito crua. Fica difícil saber se é melhor escrever “como eu te disse há pouco”, “como eu lhe disse há pouco” ou “como eu disse há pouco”.
Alguns podem pensar que é o inglês que está influenciando as estruturas do português escrito, tornando-o (ih!) mais fácil para ler, mas eu discordo. Sim, foram meus compatriotas os pioneiros na democratização da linguagem, séculos atrás. Um dos fundadores do Estado americano, Benjamin Franklin, até escreveu um livro de ditados populares (foi ele quem observou que, no caso de peixes e hóspedes, ambos fedem em três dias). Mas a meu ver é a própria democratização brasileira que leva à abertura linguística. Ao passo que as pessoas sobem na pirâmide política, social e econômica do País, precisamos e procuramos maior acessibilidade ao mundo da palavra escrita.
Quem produz e vende livros quer comercializar o maior número possível deles, e não restringir a leitura aos poucos eruditos, que, como o Jânio, poderiam explicar seus hábitos assim: “Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia”. Hoje o público tem mais a cara da minha podóloga, que acaba de comprar uma casa pela Caixa Econômica: “Quero ler um livro que minha filha está lendo; não consigo pronunciar direito o nome. É algo assim: Cre-pús-cu-lo”.
(Júlia Michaels, editora, Revista Galileu, nº 217, ago/2009)
A partir da leitura do texto, pode-se inferir que:
I. A língua é um sistema fixo; é um código compartilhado por uma comunidade linguística que deve dominar a forma padrão, única socialmente aceita.
II. A língua portuguesa empregada pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere daquela empregada pelas pessoas privadas de escolaridade.
III. A fala e a escrita implicam profundas diferenças na elaboração da mensagem, seja pelo vocabulário utilizado, pela pronúncia, morfologia e sintaxe.
 

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1355865 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto a seguir.
Metamorfose amorosa
Uma vez, li num texto de Clarice Lispector esta frase: "Toda mãe de filha feia deveria prometer-lhe que ela seria bonita quando a sabedoria do amor esclarecesse um homem."
Sublinhei a frase instintivamente. Isto foi há muito tempo. Agora fui lá em A maçã no escuro procurar a frase, e lá estava ela, intacta e forte.
Recolho-a quando a questão da beleza, uma vez mais, vem habitar ostensivamente nosso verão. É que existem vários tipos de beleza. E a mais óbvia é a que todos vêem. Por exemplo, a beleza arrebatadora, avassaladora, que surge imperiosa e exige logo adoração.
É assim com certas mulheres e homens. Entram numa sala e passam a ser o centro de gravidade dos olhares. Aparecem nas telas e capas de revistas e nos hipnotizam. É assim também não apenas com pessoas, mas com certos objetos na vitrina e museus: ficamos medusados diante deles, em pura contemplação. É assim, ainda, com certas músicas que, ouvidas, passam a fazer parte de nosso repertório existencial e nos harmonizam nos desvãos do dia.
Mas a esse tipo de beleza se opõe um outro. O da beleza que se esvazia, que vai se esmaecendo e se distanciando de si mesma até ficar feia. É como se ocorresse uma metamorfose qualquer. E não estou falando de velhice e desgaste físico, mas da beleza que se esgota e se exaure. Pessoas que perdem o brilho sem que se saiba por que e em que instante exato.
O fato é que a gente olha, de repente, uma pessoa e repara que ela não apenas não está bela, mas já não é mais bela. É como se a harmonia se interrompesse inesperadamente. Um modo de olhar, a curva do nariz, uma expressão de mau gosto e a beleza se esvai. Se esvai onde? Nela? Em nós? Sabe-se apenas que o que era vidro se quebrou e o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...
Diferente desses tipos um outro aparece e me intriga: o da beleza envergonhada. A beleza acabrunhada de ser bela.
Existe? Existe.
Exemplo? Ei-lo.
Ela me confessou: quando menina era tão bonita que já não suportava mais. A todo lugar que ia repetiam-se as louvações carinhosas. Todos que vinham visitar a família desfilavam incontidos elogios. Ao ser apresentada, lá vinha o galanteio. Saindo com amigas, logo se diferenciava. No baile, a mais solicitada. Enfim, dizia ela, um porre! um saco! Parecia que as pessoas queriam tirar pedaço de mim. Outros elogiavam de uma maneira tal como se eu tivesse que fazer alguma coisa para merecer ser bela.
Nesse caso, a beleza passou a ser um ônus, uma cobrança, uma chateação. Daí que ela começou a enfear sua beleza para ser comum como os outros. A tal ponto que hoje o marido de vez em quando lhe diz: – Vê se te arruma um pouco, mulher...
Há, no entanto, uma beleza que não entra com clarins em nossa vida, nem se estampa em silhuetas perfeitas nas páginas do dia. Não é a obra sedutora, arrebatadora, exigindo imediatos adoradores.
Ela é percebida aos poucos. Não se constrói linearmente. Um dia você observa que o olhar dela não é tão banal. Que o sorriso irradiou uma mensagem qualquer. Está pronto para descobrir que a pele tem a temperatura do seu desejo. Um corpo que parecia tão igual-a-qualquer-um, súbito, ganha uma delicada aura. A voz, que antes não tinha qualquer traço especial, agora fica registrada na memória através de expressões banais, mas gostosas de serem lembradas.
Você está começando a olhá-la e a pensar: se ela não é tão deslumbrante como as outras, por que telefono, por que facilito encontros e por que seu corpo extrai do meu surpresas e maravilhas?
Como quem concede ou entrega um prêmio, como quem deposita a alma no destino do outro, você está pronto a se dizer: é bela, em mim, por mim, para mim. E isto basta. Eu te inventei na tua beleza, que construímos.
Sim, a beleza (descobre-se) também se constrói. Não exatamente (ou apenas) nas mesas de cirurgia plástica. Como as casas se constroem, como as flores, que passam a existir, se olhadas, a beleza se constrói. De nossas carências, de nossas premências ela se constrói, e é um imponderável arco sobre a íris de quem ama.
É assim, meu amigo. E se isto está acontecendo com você, você há muito começou a amá-la. E entre vocês dois está se operando mais que uma profecia de mãe, uma metamorfose rara, que você deve curtir e prolongar.
Affonso Romano de Sant'Anna
Texto disponível em: <http://www.riototal.com.br/coojornal/affonso016.htm>.
As frases destacadas no texto foram reescritas em um só período.
O período correto quanto à pontuação é:
 

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1355816 Ano: 2010
Disciplina: Química
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
Em relação à tabela a seguir, identifique o estado físico, à temperatura de 35°C, dos compostos I, II, III e IV, respectivamente:
Composto
Ponto de
Fusão (°C)
Ponto de
Ebulição (°C)
I- !$ CH_3CH_2OH !$ -114 78
II- !$ CACI_2 !$ 775 1936
III- !$ CH_4 !$ -182 -162
IV- !$ H_2O !$ 0 100
 

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1355778 Ano: 2010
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
De acordo com Segundo J. Gimeno Sacristán: “O ensino pode ser concebido como uma atividade e uma profissão de planejar, situada entre o conhecer e o atuar.” (2000, p.199).
A partir dessa afirmativa, assinale a alternativa INCORRETA:
 

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