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3407186 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Acerca de la enseñanza de español como lengua adicional (E-LA) en contextos tecnológicos, tales como los Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, es CORRECTO afirmar que:

 

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3407185 Ano: 2016
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

En el texto “Espanhol: língua de encontros” (2005), Goettenauer hace consideraciones acerca de los modos de tratar la enseñanza de español en el contexto brasileño. La única afirmación INCORRECTA respecto de las ideas presentadas para dicho contexto es:

 

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3407184 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:

negra Margarida que acariciava um mulato

1 Carina, que acariais

aquele Senhor José

ontem tanga de guiné,

hoje Senhor de Cascais:

vós, e outras catingas mais,

outros cães, e outras cadelas

amais tanto as parentelas,

que imagina o vosso amor,

que em chamando ao cão Senhor

Ihe dourais suas mazelas.

2 Longe vá o mau agouro;

tirai-vos desse furor,

que o negro não toma cor,

e menos tomará ouro:

quem nasceu de negro couro,

sempre a pintura o respeita

tanto, que nunca o enfeita

de outra cor, pois fora aborto,

é, como quem nasceu torto,

que tarde, ou nunca endireita.

3 A nenhum cão chamais tal,

Senhor ao cão? isso não:

que o Senhor é perfeição,

e o cão é perro neutral:

do dilúvio universal

a esta parte, que é

desde o tempo de Noé,

gerou Cão filho maldito

negros de Guiné, e Egito,

que os brancos gerou Jafé.

4 Gerou o maldito Cão

não só negros negregados,

mas como amaldiçoados

sujeitos à escravidão:

ficou todo o canzarrão

sujeito a ser nosso servo

por maldito, e por protervo;

e o forro, que inchar se quer,

não pode deixar de ser

dos nossos cativos nervo.

5 Os que no direito expertos

penetram termos tão finos,

bem sabem, que os libertinos

distam muito dos libertos:

se há brancos tão inexpertos,

que dão benignos, ou bravos

alforrias por agravos:

os que destes são nascidos,

por libertinos são tidos,

porém são filhos de escravos.

6 O filho da minha escrava,

e dos meus vizinhos velhos,

que eu vejo pelos artelhos,

que ontem soltaram da trava;

porque tanto se deprava

com tal brio, e pundonor,

que quer Ihe chamem Senhor:

se consta o seu senhorio

de um bananal regadio,

que cavou com seu suor!

7 E se são justos os brios

daqueles, que escravos têm,

nisso a mor baixeza vêm,

pois têm por servos seu tios:

e se algum com desvarios

diz, que o ter por natural

sangue de branco o faz tal,

nisso a condenar-se vêm,

porque se o branco faz bem,

como o negro não faz mal?

8 Tomem de leite um cabaço,

lancem-lhe um golpe de tinta,

a brancura fica extinta,

todo o leite sujo, e baço:

assim sucede ao madraço,

que com a negra se tranca;

do branco o leite se arranca,

da negra a tinta se entorna,

o leite negro se torna,

e a tinta não se faz branca.

9 Mas tornando a vós, Carira,

que ao negro Senhor chamais,

porque é Senhor de Cascais,

quando vos casca, e atira:

crede, amiga, que é mentira

ser branco um negro da Mina,

nem vós sejais tão menina,

que creiais, que ele não crê,

que é negro, pois sempre vê

em casa a mãe Caterina.

10 Dizei ao Vosso Senhor

entre um, e outro carinho,

que o negro do seu focinho

é cor, que não toma cor:

e que dê graças a Amor

que vos pôs os olhos tortos

para não ver tais abortos,

mas que há de esbrugar mantenha

daqui até que Deus venha

julgar os vivos, e mortos.

(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)

Considere as seguintes afirmações sobre o poema.

I. A sonoridade de “cão”, na terceira estrofe, possibilita que associe os negros a Cam, filho amaldiçoado de Noé.

II. Da segunda estrofe à oitava ocorre o procedimento estilístico denominado zeugma, pois há omissão do sujeito a quem o eu-lírico se dirige no poema, já exposto na primeira estrofe: “Carina”.

III. A metáfora do leite e da tinta, presente na oitava estrofe, associa-se ao critério de limpeza de sangue, pois a ideia, no mundo colonial, é a de que a mestiçagem não branqueava o sangue negro, mas enegrecia o sangue branco.

IV. O poema começa com a crítica à negra Carina, que dedica seus afetos a um mulato, que, por ser livre, afasta-se de seus familiares maternos, ainda escravos, já que devia ser filho de escrava com algum senhor branco.

V. A metonímia é a figura de linguagem que o poeta usa para caracterizar seus desafetos. Exemplos são: “tanga”, “catingas” e “outros cães, cadelas” presentes na primeira estrofe.

Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:

 

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3407183 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

Um mito

Por Sirio Possenti

O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas.

A primeira versão desse mito que conhecemos é a história de Babel, embora no livro não se diga que se falava corretamente, mas apenas que se falava uma só língua e todos se compreendiam. O castigo foi a diversidade linguística. Antes disso, o livro informara que Adão deu a cada criatura um nome adequado. Não se fala em sintaxe, concordância, regência, muito menos em correção, mas apenas na adequação dos nomes, que, diga-se, é hoje um tópico de muitas queixas.

Na verdade, o mito da decadência (o avesso do da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então... etc.

O dado mais curioso sobre a questão é que as queixas são bem antigas. Cícero já se queixava da mesma coisa, e conhece-se o Appendix Probi, que fazia uma lista de palavras corretas e de sua contraparte “errada” (por exemplo, condenava oricla, de que derivou orelha, defendendo auris; condenava rivus, contra rius, de onde obviamente veio rio; condenava socra (sogra) em vez de socrus; defendia ansa contra a forma nova asa etc.). Ou seja, já naquele tempo se faziam listas de erros, que hoje é um esporte bem lucrativo.

O curioso é que, a cada época, os defensores do seu padrão não se dão conta de que ele foi condenado anteriormente (quem deixaria de dizer rio, asa ou sogra?). Há queixas gerais, pura repetição de clichês, e queixas específicas, que tematizam questões particulares. As queixas começam pela grafia, sem que os críticos se deem conta de que uma lei pode mudá-la. A “invenção” de palavras consideradas desnecessárias ou o emprego das atuais em sentido “corrompido” também é um alvo muito comum.

Disponível em:<http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/3113/n/um_mito>. Acesso em: 04 out. 2016

O texto de Sirio Possenti aborda uma questão recorrente quando o assunto é a língua portuguesa: o mito da decadência. Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, Marcos Bagno apresenta outros mitos relacionados a essa temática. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que desenvolve, de maneira INCORRETA, as ideias apresentadas por Sirio no texto acima e por Bagno na obra citada.

 

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3407182 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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Em 1919, o mundo que surgiu dos escombros da Grande Guerra guardava poucas semelhanças com aquele que durara até o verão de 1914. As dinastias mais tradicionais haviam desaparecido. Naquilo que tange ao novo rearranjo de forças e à condução da nova diplomacia mundial, assinale a alternativa que indica fatores que contribuíram para grandes mudanças ocorridas na concepção de política mundial.

 

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3407181 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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O nacionalismo político e o imperialismo protagonizados pelas potências mundiais, a partir de meados do século XIX:

 

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3407180 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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Enumere em ordem cronológica crescente os eventos relacionados à Revolução Francesa, sendo 1 para o episódio mais antigo e 6 para o mais recente.

( ) Grande Medo

( ) Lei do Maximum

( ) Conspiração dos Iguais

( ) Derrota na Guerra dos Sete Anos

( ) Reação Termidoriana

( ) Predomínio Político do Clube dos Feuillants

Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.

 

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3407179 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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Sobre o iluminismo, considere as frases a seguir.

I. O jusnaturalismo defendido pelos pensadores do século XVIII buscava resgatar a dignidade do indivíduo frente ao Estado, sendo a base dos direitos civis e políticos, posteriormente reivindicados.

II. Embora haja uma relação de semelhança nas concepções contratualistas desenvolvidas por Hobbes e Locke, o primeiro tendia a crer no caráter positivo do ser humano, enquanto o segundo enfocava na importância de um Estado regulador forte para manter a estabilidade social.

III. A visão otimista de futuro desenvolvida por Kant se dissipou quando este se decepcionou com a deflagração da Revolução Francesa.

IV. A despeito das críticas ao absolutismo e à religião, considerada promotora da superstição, isto não impediu Voltaire de estabelecer uma maior proximidade com monarcas, a exemplo do que fez com Frederico II e Catarina II.

Podemos afirmar.

 

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3407178 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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A chamada acumulação primitiva de capital foi um dos fatores para o salto tecnológico e produtivo que facultaram à Revolução Industrial, levando a Grã-Bretanha a manter a liderança no comércio marítimo e, posteriormente, a alcançar a hegemonia mundial durante o século XIX. A respeito do processo de acumulação ocorrido no território britânico, é CORRETO afirmar que:

 

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3407177 Ano: 2016
Disciplina: História
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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Leia atentamente as assertivas a seguir, sobre o absolutismo europeu.

I. O poder da monarquia espanhola no século XV, temido externamente enquanto defensor do catolicismo, detentor de vastos territórios e recursos financeiros aparentemente infindáveis, internamente se encontrava cindido pela existência de diversas autoridades locais, jurídicas, o mesmo sendo bastante questionado, especialmente nas cidades, mais castigadas pela carga tributária.

II. A partir de Henrique IV, a França entra num processo acelerado de centralização política, a partir da busca pela pacificação religiosa com o Édito de Nantes. Igualmente favorecido pela necessidade de cooperação da nobreza com o monarca para a derrota das revoltas camponesas, e também pela venda de cargos junto ao governo.

III. O processo de centralização de poder inglês sofreu atribulações, tendo iniciado com a ascensão de Henrique VII, dos Tudor, sofrendo retrocesso com as lutas religiosas no período de seu sucessor, que perdeu o domínio de parte das terras do clero católico rebelde ante o processo reformista implementado de cima a baixo, obtendo estabilidade apenas no governo de Eduardo

VI, quando o monarca restabeleceu o controle territorial e religioso sob doutrina anglicana.

Sobre as frases, pode-se afirmar.

 

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