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- Interpretação de Textos
INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 11 a 18, considere o texto abaixo.
1 Desde a primeira vez em que amanheceu nos portões da Expointer, em 1991, dizem que ele é
2 louco. Amanheceu estropiado e faminto. Tinha 15 anos. Vinha de Uruguaiana. Um pouco a pé, um
3 pouco espremido no meio dos bichos em alguma cacunda de caminhão. Levou três dias para chegar.
4 Chegou.
5 Amanheceu nos portões da Expointer com um cabo de vassoura. Apresentou-o como seu
6 cavalo. Pediu atestado sanitário para que o animal botasse os cascos na feira. Demonstrou todos os
7 movimentos do Freio de Ouro, o grande prêmio da raça crioula, evolucionando com seu cavalo de pau.
8 E assim inaugurou sua participação na grande festa do Rio Grande.
9 Seu nome, Vanderlei Ferreira. Filho de pobre, jamais foi à escola. Mas frequenta a Faculdade
10 de Zootecnia. Todo ano lhe raspam a cabeça como se fosse bixo. Assiste às aulas, às vezes faz até
11 prova. Se fosse levar a vida a sério, descobriria que é analfabeto. Como decidiu que a distância entre a
12 realidade e a liberdade é um cabo de vassoura, vai se formar doutor.
13 [...]
14 Desde que descobriu a Expointer, nunca falhou uma. Chega com fedor de bicho, os piolhos
15 pastando pela cabeça. Os veterinários lhe dão um banho, desinfetam o couro e acaba até presenteado
16 com um par de botas. Chapéu, bombacha e churrasco vai ganhando de outros padrinhos espraiados
17 pela exposição. Veste um jaleco branco de veterinário e sai com uma planilha debaixo do braço. Dorme
18 numa cocheira do galpão do isolamento, entre éguas e touros doentes. Gasta o dia cavalgando pelas
19 ruas e avenidas da feira. Ou deixa o cavalo relinchando na porta de algum expositor e vai declamar nos
20 ouvidos de uma prenda: “Os patos perdem as penas, os peixes perdem as escamas, e eu perco tempo
21 amando quem não me ama...”.
22 Quando corcoveia sobre o lombo de pau do seu cavalo, o povo ri, se diverte. O dito louco
23 também ri muito, por dentro e por fora. Não se sabe quem ri mais, se a plateia, se o suposto doido. Nem
24 se sabe de quem será a derradeira gargalhada.
25 [...]
26 – s vezes você dorme nos carros, no posto de gasolina. O que você fica pensando?
27 – Penso que estou numa estância com a minha prenda.
28 – Você nunca trabalhou como peão?
29 – Comecei a trabalhar, mas queriam que eu levantasse às 4h pra fazer coisa que podia fazer às
30 6h. Não deu certo.
31 – Não é boa a vida de peão?
32 – É muito difícil. O cara sofre, se machuca e ainda por cima ganha pouco. Não quero ser peão.
33 Quero ser veterinário.
34 – Você vai à faculdade?
35 – Assisto às aulas, aprendo de tudo um pouco. Mas não sei ler nem escrever. Só números.
36 – Quando você chegou à Expointer dessa última vez?
37 – Cheguei na sexta passada. Vim de caminhão, com touros de raça. Sobrava um lugarzinho.
38 – E quando a Expointer acaba?
39 – Me dá uma tristeza no coração.
40 – Como é essa tristeza?
41 – É uma tristeza funda.
42 – Como você vai embora?
43 – Vou triste, deitado, pensativo. Volto com os bichos.
44 – Você só anda a cavalo na Expointer?
45 – Nunca andei a pé.
46 – Você já montou num cavalo de verdade?
47 – Uma vez.
48 – E o que achou?
49 – É bem melhor do que um cabo de vassoura.
50 – Você sabe que isso é uma fantasia, que o cavalo é um cabo de vassoura. E mesmo assim
51 galopa por aí num cavalo de pau. Por quê?
52 – Sem invenção a vida fica sem graça. Fica tudo muito difícil.
53 – Tem gente que acha que você é louco...
54 – A verdade é que quem acha que eu sou louco não raciocina.
BRUM, Eliane. O gaúcho do cavalo de pau. In: ______. A vida que ninguém vê. Porto Alegre:
Arquipélago Editorial, 2006. p. 106-110. (adaptado)
Assinale a afirmação INCORRETA sobre formas verbais usadas no texto.
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INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 11 a 18, considere o texto abaixo.
1 Desde a primeira vez em que amanheceu nos portões da Expointer, em 1991, dizem que ele é
2 louco. Amanheceu estropiado e faminto. Tinha 15 anos. Vinha de Uruguaiana. Um pouco a pé, um
3 pouco espremido no meio dos bichos em alguma cacunda de caminhão. Levou três dias para chegar.
4 Chegou.
5 Amanheceu nos portões da Expointer com um cabo de vassoura. Apresentou-o como seu
6 cavalo. Pediu atestado sanitário para que o animal botasse os cascos na feira. Demonstrou todos os
7 movimentos do Freio de Ouro, o grande prêmio da raça crioula, evolucionando com seu cavalo de pau.
8 E assim inaugurou sua participação na grande festa do Rio Grande.
9 Seu nome, Vanderlei Ferreira. Filho de pobre, jamais foi à escola. Mas frequenta a Faculdade
10 de Zootecnia. Todo ano lhe raspam a cabeça como se fosse bixo. Assiste às aulas, às vezes faz até
11 prova. Se fosse levar a vida a sério, descobriria que é analfabeto. Como decidiu que a distância entre a
12 realidade e a liberdade é um cabo de vassoura, vai se formar doutor.
13 [...]
14 Desde que descobriu a Expointer, nunca falhou uma. Chega com fedor de bicho, os piolhos
15 pastando pela cabeça. Os veterinários lhe dão um banho, desinfetam o couro e acaba até presenteado
16 com um par de botas. Chapéu, bombacha e churrasco vai ganhando de outros padrinhos espraiados
17 pela exposição. Veste um jaleco branco de veterinário e sai com uma planilha debaixo do braço. Dorme
18 numa cocheira do galpão do isolamento, entre éguas e touros doentes. Gasta o dia cavalgando pelas
19 ruas e avenidas da feira. Ou deixa o cavalo relinchando na porta de algum expositor e vai declamar nos
20 ouvidos de uma prenda: “Os patos perdem as penas, os peixes perdem as escamas, e eu perco tempo
21 amando quem não me ama...”.
22 Quando corcoveia sobre o lombo de pau do seu cavalo, o povo ri, se diverte. O dito louco
23 também ri muito, por dentro e por fora. Não se sabe quem ri mais, se a plateia, se o suposto doido. Nem
24 se sabe de quem será a derradeira gargalhada.
25 [...]
26 – s vezes você dorme nos carros, no posto de gasolina. O que você fica pensando?
27 – Penso que estou numa estância com a minha prenda.
28 – Você nunca trabalhou como peão?
29 – Comecei a trabalhar, mas queriam que eu levantasse às 4h pra fazer coisa que podia fazer às
30 6h. Não deu certo.
31 – Não é boa a vida de peão?
32 – É muito difícil. O cara sofre, se machuca e ainda por cima ganha pouco. Não quero ser peão.
33 Quero ser veterinário.
34 – Você vai à faculdade?
35 – Assisto às aulas, aprendo de tudo um pouco. Mas não sei ler nem escrever. Só números.
36 – Quando você chegou à Expointer dessa última vez?
37 – Cheguei na sexta passada. Vim de caminhão, com touros de raça. Sobrava um lugarzinho.
38 – E quando a Expointer acaba?
39 – Me dá uma tristeza no coração.
40 – Como é essa tristeza?
41 – É uma tristeza funda.
42 – Como você vai embora?
43 – Vou triste, deitado, pensativo. Volto com os bichos.
44 – Você só anda a cavalo na Expointer?
45 – Nunca andei a pé.
46 – Você já montou num cavalo de verdade?
47 – Uma vez.
48 – E o que achou?
49 – É bem melhor do que um cabo de vassoura.
50 – Você sabe que isso é uma fantasia, que o cavalo é um cabo de vassoura. E mesmo assim
51 galopa por aí num cavalo de pau. Por quê?
52 – Sem invenção a vida fica sem graça. Fica tudo muito difícil.
53 – Tem gente que acha que você é louco...
54 – A verdade é que quem acha que eu sou louco não raciocina.
BRUM, Eliane. O gaúcho do cavalo de pau. In: ______. A vida que ninguém vê. Porto Alegre:
Arquipélago Editorial, 2006. p. 106-110. (adaptado)
Considere as afirmações a seguir sobre classificação ou análise de formas no texto.
I. A forma “lhe” (l. 10) NÃO pode ser classificada como pronome porque exerce a função sintática de adjunto.
II. O trecho “que estou numa estância com a minha prenda” (l. 27) constitui uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. O segmento “triste, deitado, pensativo” (l. 43) exerce a função de predicativo do sujeito.
Quais estão CORRETAS?
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Entre las destrezas que forman parte de la enseñanza del español en la educación regular brasileña está la comprensión lectora, aspecto mencionado, incluso, por los documentos orientadores oficiales para la enseñanza de lenguas extranjeras en las escuelas. El desarrollo de la lectura en las clases de español es importante porque:
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Con relación al desarrollo de la comunicación oral, la lectura y la práctica de escritura en lengua extranjera, bajo las teorías sobre literacidad es posible afirmar que:
( ) es importante por permitir una enseñanza del español que coaduna una visión heterogénea y plural de la lengua, de la cultura y del conocimiento de otros contextos socioculturales, sin poner hacia un lado el aprendizaje contextualizado de los elementos lingüísticos.
( ) posibilita un aprendizaje más sistemático y reglado de la lengua, bastante relacionado a su práctica y uso, algo no considerado en las metodologías anteriormente utilizadas por las escuelas.
( ) posibilita la comprensión contextualizada de aspectos socioculturales de distintas comunidades de prácticas del mundo hispánico, a través del estudio de diferentes manifestaciones orales y escritas.
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Teniendo en cuenta las características y los objetivos de los Institutos Federales y las orientaciones oficiales más actuales respecto a la enseñanza del español en la educación brasileña, se puede afirmar que:
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Según las Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio (2012), los cursos en nivel medio integrado o concomitante ofrecidos por los Institutos Federales siguen las orientaciones generales de los documentos nacionales para la enseñanza secundaria como, por ejemplo, las Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006). Considerando las orientaciones más actuales respecto a la enseñanza del español en la educación brasileña, la producción de material didáctico?
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La evaluación es una acción educativa que debe tener como objetivo recoger informaciones, analizarlas y posibilitar la toma de decisiones por parte del profesor. Al considerar que hay distintas formas de evaluar en clase, ponga (V) para las afirmaciones verdaderas (V) y (F) para las falsas:
( ) la evaluación es un proceso global que exige que el profesor establezca los objetivos evaluativos, un método evaluativo (la forma cómo le parece más adecuado evaluar) y criterios claros de calificación.
( ) la evaluación diagnóstica tiene como objetivo identificar conocimientos previos de los estudiantes para que el profesor tenga condiciones de construir una base más sólida para organizar sus clases.
( ) la evaluación sumativa tiene en su base la conversión del resultado de los trabajos y exámenes en notas, permitiéndole al estudiante tener una idea más aproximada de los resultados de sus estudios.
( ) la evaluación formativa tiene como objetivo desarrollar una conciencia, por parte del estudiante, frente a su aprendizaje, sucediendo de forma continua y considerando todas o gran parte de las actividades realizadas en clase.
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Con relación al papel actual de la enseñanza del español en la educación brasileña, está CORRECTO afirmar que:
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Actualmente, la enseñanza de lenguas para fines específicos (incluido el español), puede tener relieve dentro de la enseñanza técnica y/o tecnológica, porque:
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Tomando en cuenta la enseñanza de español en los Institutos Federales de Brasil, se puede afirmar que la oferta de esa lengua?
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