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A proibição da língua brasileira

MATÉRIA PUBLICADA na Ilustrada de 18 de junho dava conta de que uma nota da Anatel, de agosto de 2002, sobre um programa radiofônico da FM Educativa, de Campo Grande (MS), transmitido na língua nheengatu, levantava a questão da sua legalidade em face de uma lei de 1963 que proíbe veiculações radiofônicas em língua estrangeira. A dúvida da Anatel põe em questão a legalidade da língua ainda falada por brasileiros de várias regiões do país e em suas variantes residuais ainda falada por milhões de brasileiros, especialmente crianças e iletrados, que só aparentemente falam o português oficial dos decretos.

O nheengatu, também conhecido como “língua geral”, a língua que se quer proibir, é a verdadeira língua nacional brasileira. O nheengatu foi desenvolvido pelos jesuítas nos séculos 16 e 17, com base no vocabulário e na pronúncia tupi, que era a língua das tribos da costa, tendo como referência a gramática da língua portuguesa, enriquecida com palavras portuguesas e espanholas. A língua geral foi usada correntemente pelos brasileiros de origem ibérica, como língua de conversação cotidiana, até o século 18, quando foi proibida pelo rei de Portugal. Mesmo assim continuou sendo falada.

Da língua geral ficou como remanescente o dialeto caipira, tema de dicionário e objeto de estudos lingüísticos até recentes. Sobraram pronúncias da língua tupi, reduções e adaptações da língua portuguesa. Um jesuíta, no século 16, já observara que os índios da costa tinham grande dificuldade para pronunciar letras como o “l” e o “r”. Especialmente na finalização de palavras como “quintal” e “animal”; ou verbos como “falar”, “dizer” e “fugir”. Essas letras foram simplesmente suprimidas e as palavras transformadas em “quintá”, “animá”, “falá”, “dizê”, “fugi”

Dificuldades também havia para pronunciar as consoantes dobradas. Daí que, no dialeto caipira, “orelha” tenha se tomado “oreia” (uma consoante em vez de três; quatro vogais em vez de três), “coalho” seja “coaio”, “colher” tenha virado “cuié”, “os olhos” sejam “o zóio”... E no Nordeste ainda se ouve a suave “fulô” no lugar da menos suave “flor”. Uma abundância de vogais em detrimento das consoantes, até mesmo com a introdução de vogais onde não existiam. Exatamente o contrário da evolução da sonoridade da língua em Portugal, em que predominam os ásperos sons das consoantes. No Brasil, a língua portuguesa ficou mais doce e mais lenta, mais descansada, justamente pela enorme influência das sonoridades da língua geral, o nheengatu.

“Somos um povo bilíngüe, e o reconhecimento desse bilingüismo seria fundamental no trabalho dos educadores.”

Nossa língua cotidiana está algo distanciada da língua portuguesa, que é a oficial e, num certo sentido, é uma língua importada. Não raro viajamos entre toponímicos tupis. Na cidade de São Paulo, transito regularmente entre o Butantã e Carapicuíba e o Embu, aonde levo meus alunos, periodicamente, para uma aula de rua. Ou os levo ao Museu Paulista, no Ipiranga, para outra aula, ou à Mooca, para observações etnográficas sobre uma festa italiana. Faço tudo isso dentro da língua tupi. Como posso ir do rio Guaíba à Paraíba ou ao Pará ou ao Piauí sem achar que estou falando uma língua estrangeira, que ela não é.

Em escolas rurais de povoados do Mato Grosso, do Pará e do Maranhão, observei um fato curioso. Uma vez que as crianças escrevem como falam, não é raro que acrescentem de preferência um “r” às palavras oxítonas, a letra usada como acento agudo: “ater”, em vez de “até”; “Joser”, em vez de “José”. Algo que tem sua curiosa legitimidade no modo como se escrevia oficialmente o português até meados do século 19, letras fazendo as vezes de acentos e sinais. A própria língua falada, no confronto com a escrita, oferece às crianças inteligentes a chave de adaptação de uma à outra: se elas dizem “falá” e vêem que a palavra escrita é “falar”, logo entendem que o “r” é aí acento, e não letra para ser pronunciada.

É comovente a reação dos jovens quando descobrem que são falantes do que resta de uma língua que já foi a língua do povo brasileiro e que conhecem um grande número de sons e palavras tupi. O que lhes dizem ser erro e ignorância é, na verdade, história social, valorosa sobrevivência da nossa verdadeira língua brasileira. Se não fosse assim, seria impossível rir daquela história de dois mineiros que resolveram temperar a prosa com café. E foram para a cozinha. Agua fervida, coador pronto, um pergunta para o outro: “Pó pô o pó?”. E o outro responde, firme: “Pó pô!”.

De fato, somos um povo bilíngüe, e o reconhecimento desse bilingüismo seria fundamental no trabalho dos educadores, em particular para enriquecer a compreensão da língua portuguesa, última flor do Lácio, inculta e bela, mais bela ainda porque invadida por esse outro lado da nossa identidade social, que teimamos em desconhecer.

José de Souza Martins, 64, é professor titular do Departamento de Sociologia da USP

De acordo com o texto, marque a única afirmação CORRETA:

 

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1056454 Ano: 2009
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Das atividades listadas abaixo, identifique quais são consideradas rotineiras na Gestão de Pessoas.

I. O desenvolvimento das competências dos servidores.
II. O diagnóstico do clima organizacional.
III. A avaliação de desempenho dos servidores.
IV. O registro das licenças e demais afastamentos.
V. As atualizações e lançamentos em folha de pagamento.

Assinale a opção CORRETA:

 

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873313 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Firefox, GIMP e OpenOffice são, respectivamente:

 

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816178 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Assinale a única na qual NÃO HÁ ERRO quanto à colocação dos pronomes oblíquos átonos
destacados, segundo a norma culta da língua portuguesa.

 

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754507 Ano: 2009
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Considerando os conceitos de Responsabilidade Social, assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) Responsabilidade social refere-se às obrigações da organização em relação a seus formadores de opinião.
( ) São dimensões da responsabilidade social: legal, econômica, ética, e filantrópica.
( ) Ética organizacional representa princípios e padrões que guiam comportamento nos negócios.
( ) Responsabilidade social pode ser traduzida por filantropia.
( ) O termo "responsabilidade social" remete sempre a idéia de prestação de contas: alguém deve justificar a própria atuação perante outrem.

A seqüência CORRETA para as afirmações acima é:

 

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706125 Ano: 2009
Disciplina: Administração Pública
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Considerando os conceitos da Administração de acordo com Chiavenato (2002), preencha com (V) verdadeiro ou (F) falso:

( ) ATITUDE significa um comportamento pessoal frente a situações com que a pessoa se defronta em seu trabalho. A atitude compreende a maneira pessoal de se fazer as coisas.
( ) EMPREGABILIDADE é a capacidade que uma pessoa tem de ter coragem em assumir riscos para aproveitar oportunidades em situações onde outras pessoas veriam apenas problemas ou ameaças.
( ) EFICIÊNCIA significa fazer bem e corretamente. O trabalho eficiente é um trabalho bem executado.
( ) GLOBALIZAÇÃO significa a internacionalização dos negócios e do sistema produtivo e financeiro, fazendo com que o ambiente organizacional se torne imenso, complexo, mutável e incerto.
( ) HABILIDADE significa todo o acervo de informações, conceitos, idéias, experiências, aprendizagens que as pessoas possuem a respeito de suas especialidades.

A seqüência CORRETA de marcação, de cima para baixo, é:

 

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1813555 Ano: 2009
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Em um fluxograma é CORRETO afirmar que a figura Enunciado 1813555-1 representa:

Questão Anulada

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1568915 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Cópia de segurança ou backup consiste da cópia de dados de um dispositivo de armazenamento a outro para que possam ser restaurados em caso da perda dos dados originais. Sobre backup é INCORRETO afirmar:

Questão Anulada

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1421142 Ano: 2009
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

Os princípios da Administração Pública são:

I. Princípio da Legalidade
II. Princípio da Impessoalidade
III. Princípio da Finalidade
IV. Princípio da Isonomia ou Igualdade
V. Princípio da Moralidade
VI. Princípio da Publicidade
VII. Princípio da Eficiência

Assinale a alternativa CORRETA:

Questão Anulada

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1078106 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

O artigo 37 da Constituição Federal define as entidades da Administração Indireta. A esse respeito, assinale a alternativa CORRETA:

Questão Anulada

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