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O ensino de redação contemporâneo deve entender o texto como “atividade interacional”. Nesse sentido, prevê, como orientação aos discentes, a delimitação de:
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Compare o fragmento da cantiga de amor “O que vos nunca cuidei a dizer”, de D. Dinis, à música “Apaixonado”, de Milionário e José Rico, e assinale a alternativa que aponta adequadamente uma semelhança entre as duas, considerando as características do Trovadorismo:
O que vos nunca cuidei a dizer,
con gran coita, senhor, volo direi,
porque me vejo já por vós morrer;
ca sabedes que nunca vos falei
de como me matava vosso amor;
ca sabe Deus ben que d’outra senhor
que eu non havia, me vos chamei.[...]
(D. Dinis – antigo rei de Portugal)
Disponível em <http://www.cirp.es/pls/bdo2/f?p=MEDDB2> Acesso em 30 mai. 2015.
Moreninha linda
Se tu soubesses
O quanto padece
Quem tem amor
Talvez não faria
O que faz agora
Quem te adora
Não tem valor
Não vivo sem ti
Sem ti não sei viver
Se eu perder seus beijos
Juro, querida, que vou morrer
Vou sofrer por ti
Por ti vou sofrer
Se for meu destino
Apaixonado quero morrer.
(Milionário e José Rico)
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No ensaio “O direito à literatura”, o célebre crítico literário Antonio Candido estabelece relações entre os direitos humanos e a literatura. Considerando os apontamentos do autor no texto, podemos concluir que:
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A poesia de Castro Alves, com o seu tom combativo e vibrante, parece convocar o leitor a indignar-se diante da escravidão. Leia as passagens de Vozes d’África, em que o continente africano assume a voz do poema e queixa-se de seu destino trágico.
[...] Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos — alimária do universo,
Eu — pasto universal...
Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transformara-se em abutre,
Ave da escravidão [...]
(ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p.293)
I - os africanos e a própria África são definidos respectivamente pelas imagens “pasto universal” e alimária do universo”;
II – A hipérbole empregada no verso “hoje em meu sangue a América se nutre” denuncia a escravidão dos negros nas colônias americanas.
III – O condor, grande símbolo da América, converte-se em uma figura grotesca, que condensa o repúdio ao sistema escravista: um abutre, verdadeira “ave da escravidão”.
Considerando as passagens do poema de Castro Alves, está / estão correta(s):
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Podendo acontecer que algum dos meus leitores tenha pulado o capítulo anterior, observo que é preciso lê-lo para entender o que eu disse comigo, logo depois que D. Plácida saiu da sala. O que eu disse foi isto:
– Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de D. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. É de crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: “Aqui estou. Para que me chamastes?” E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: “Chamamos- te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia”.
ASSIS, Machado de. “Comigo”. In: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.
No excerto, estão presentes algumas das principais características machadianas, a saber:
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Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
GULLAR, Ferreira. “O açúcar”. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. (Fragmento.)
O texto de Ferreira Gullar apresenta predomínio de características da:
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HISTÓRIA 1: Num de seus cadernos de notas, Tchekhov registra esta anedota: “Um homem em Montecarlo vai ao cassino, ganha um milhão, volta para casa, suicida-se”. A forma clássica do conto está condensada no núcleo desse relato futuro e não escrito.
HISTÓRIA 2: Contra o previsível e o convencional (jogar – perder – suicidar-se), a intriga se oferece como um paradoxo. A anedota tende a desvincular a história do jogo e a história do suicídio. Essa cisão é a chave para definir o caráter duplo da forma do conto.
Primeira tese: um conto sempre conta duas histórias.
PIGLIA, Ricardo. “Teses sobre o conto”. In: Formas Breves. Trad. J. M. M. de Macedo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
O escritor e ensaísta Ricardo Piglia analisa autores clássicos a partir dessa sua tese. De acordo com ele:
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Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
ANDRADE, Oswald de. “Erro de português”. In: O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo:
Globo/Secretaria do Estado da Cultura, 1991.
O poema “Erro de português” apresenta características recorrentes da Primeira Geração Modernista, da qual Oswald de Andrade foi membro profícuo. Encontram-se nele :
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A teoria semiótica procura (…) explicar os sentidos do texto. Para tanto, vai examinar, em primeiro lugar, os mecanismos e procedimentos de seu plano de conteúdo. O plano do conteúdo de um texto é, nesse caso, concebido, metodologicamente, sob a forma de um percurso gerativo.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. “Estudos do discurso”. In: FIORIN, José Luiz (Org.).
Introdução à linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2008.
O referido percurso consiste nos níveis fundamental, narrativo e discursivo, os quais, respectivamente, contemplam:
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What is the word that connects and properly complete the clause below?
“He returned home alone, he knew how much it was risky.”
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