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O racismo é fenômeno estrutural que segue impactando profunda e negativamente a vida de tantas pessoas. Elemento central na manutenção de tal fenômeno é o conceito de raça, que remonta a meados do século XVI, e foi utilizado então em referência a distintas categorias de seres humanos. No século XX, a partir dos esforços de parte da antropologia, chegou-se à constatação de que não há nada na realidade natural que corresponda ao conceito de raça.
Acerca de algumas noções indispensáveis para se compreender o racismo, considere as afirmações abaixo:
I – Discriminação racial é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados.
II – Racismo se manifesta apenas por meio de práticas espontâneas que culminam em vantagens e privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
III – Preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias.
Com base nos itens acima, a alternativa que reúne apenas afirmações CORRETAS é:
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Quem busca uma resposta ao ceticismo terá que enfrentar a questão do critério de verdade: como poderíamos nos certificar da verdade de uma proposição qualquer sobre o mundo? Este é um problema enfrentado, por exemplo, por René Descartes. Para este filósofo,
“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).
Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.
A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.
Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
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Segundo Epicuro, a felicidade consiste no prazer, definido como ausência de dor. Pode-se perguntar: como é possível ficar feliz diante da ameaça constante da morte? A esse questionamento, o filósofo assevera:
“Donde um correto conhecimento de que a morte nada é para nós faz da vida mortal algo apreciável, não por adicionar tempo infinito, e sim por suprimir o anseio de imortalidade”. (EPICURO. Cartas & Máximas principais: “Como um deus entre os homens”. São Paulo: Penguim, Companhia das Letras, 2020, p. 62).
Por que, para Epicuro, o mal residiria nas sensações?
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Em sua investigação sobre a lógica da pesquisa científica, Karl Popper percebe a impossibilidade de provarmos a verdade de uma teoria a partir da experimentação empírica. Isso porque tal prova implicaria necessariamente no recurso a um argumento falacioso, a afirmação do consequente. De forma esquemática, poderíamos resumir da seguinte maneira tal argumento: se a teoria A está correta, então o experimento terá o resultado X; o experimento teve o resultado X (o esperado); logo, a teoria A é verdadeira. Ora, não necessariamente, afinal, uma outra teoria ainda não apresentada também poderia oferecer uma boa explicação para este fenômeno. Todavia, pode-se sim provar por modus tollens a falsidade de uma teoria, desde que o resultado que se previa para o experimento não seja verificado.
Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
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A boa prática científica pode se assentar num conjunto de dogmas, isto é, de crenças postas acima de suspeitas? Contrariando a imagem do cientista como um “espírito aberto” e essencialmente não-dogmático, o filósofo da ciência Thomas Kuhn acredita que o cientista individual não partilha desses atributos. Para ele,
Preconceito e resistência parecem ser
mais a regra do que a exceção no de-
senvolvimento científico avançado. [...]
Embora o preconceito e resistência às
inovações possam muito facilmente pôr
um freio ao progresso científico, a sua
onipresença é, porém, sintomática como
característica requerida para que a inves-
tigação tenha continuidade e vitalidade.
Características desse tipo, tomadas cole-
tivamente, eu classifico como dogmatis-
mo das ciências maduras. [...] A educação
científica “semeia” o que a comunidade
científica, com dificuldade, alcançou até
aí - uma adesão profunda a uma manei-
ra particular de ver o mundo e praticar a
ciência. (KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR / SCHLA, 2012, p. 20-21).
Considere as seguintes assertivas:
I – Há aqui uma contradição no pensamento do autor porque não se compreende como o autor de A estrutura das revoluções científicas defenda a importância do dogma para a ciência e que os cientistas sejam em sua prática conservadores e não, revolucionários.
II – O posicionamento de Kuhn é coerente com sua concepção de paradigma científico. Com efeito, para Kuhn, na base da prática científica está a adesão a um paradigma que, partilhado pela comunidade científica, define os limites da ciência normal de uma dada época.
III – Aqui está um dos pontos centrais da divergência entre Kuhn e Popper. Para Popper, não haveria dogma científico acima ou imune ao princípio da falseabilidade. A ideia de uma crença que devesse ser protegida e não falseada lhe pareceria também não-científica.
IV – Neste ponto, é possível aproximar o posicionamento de Kuhn e de Imre Lakatos. Porque este último compreende que todo programa de pesquisa parte de um “núcleo irredutível” de hipóteses que não serão postas em discussão (que, de princípio, não se tentará falsear).
Assinale a alternativa que contém apenas as assertivas corretas:
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A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
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Leia o trecho a seguir:
“– Então, disse, gerar justiça também é dispor os elementos da alma de modo que, de acordo com a natureza, entre eles haja uma relação de domínio e sujeição, mas gerar injustiça é ir contra a natureza tanto quando um governa o outro como também quando um é governado pelo outro?
– Certamente, disse.
– Ah! A virtude, pelo que se vê, seria como que saúde, beleza e boa disposição da alma, mas o vício, doença, feiura e fraqueza.
– É isso.”
(PLATÃO. A República: ou Sobre a Justiça, Diálogo Político. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 172).
Tendo como referência este trecho do Livro IV, da obra A República, de Platão, marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de alma defendida pelo filósofo grego.
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- ECAGeralDireitos Fundamentais (art. 7º ao 69)Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho (Art. 60 a 69)
Considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei n.º 8.069/90, com suas atualizações), o trabalho que é vedado ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-governamental é o:
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Considerando a Lei nº 8.112/90 que regulamenta o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, assinale a alternativa correta quanto aos deveres contidos na lei citada:
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A Constituição Federal de 1988 descreve em seu artigo 37 os princípios basilares do Direito Administrativo, definindo todo o ordenamento jurídico vigente.
Além dos princípios explícitos, que aparecem em diversos dispositivos constitucionais, e ressaltam a importância de sua aplicabilidade nas leis vigentes, também existem os princípios implícitos.
Em relação aos princípios implícitos na Constituição supracitada, assinale a alternativa correta:
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