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Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.
Qualquer
mensagem
exige,
em
primeiro
lugar,
um
contexto,
também
chamado
referente,
ao
qual
remete;
em
seguida,
exige
um
código
pelo
menos
em
parte
comum
ao
emissário
e
ao
destinatário;
também
precisa
de
um
contato,
canal
físico
entre
os
protagonistas,
que
permita
estabelecer
e
manter
a
comunicação.
O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores dá origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.
Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.
Assinale
a
alternativa
que
apresenta
reescritura
correta
do
trecho:
“e
elabora
o
famoso
esquema
de
seis
polos
dos
‘fatores
inalienáveis’
da
comunicação
verbal,
que
em
seguida
foi
retomado
como
esquema
de
base
dos
fatores
constitutivos
de
qualquer
ato
de
comunicação,
e
também
da
comunicação
visual”.
Provas
Texto VI, para responder à questão.
Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.
Qualquer
mensagem
exige,
em
primeiro
lugar,
um
contexto,
também
chamado
referente,
ao
qual
remete;
em
seguida,
exige
um
código
pelo
menos
em
parte
comum
ao
emissário
e
ao
destinatário;
também
precisa
de
um
contato,
canal
físico
entre
os
protagonistas,
que
permita
estabelecer
e
manter
a
comunicação.
O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores dá origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.
Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.
Considerando
ideias
expressas
do
texto,
assinale
a
alternativa
cuja
relação
fator
–
função
linguística
esteja
incorreta.
Provas
Texto V, para responder à questão.
Caramuru
Canto VI
I
Descansava
no
seio
então
Diogo,
Extinta
a
guerra,
de
uma
paz
dourada,
E
o
pavor
do
sulfúreo
horrível
fogo
Trazia
a
gente
bárbara
assombrada.
As
remotas
nações
concorrem
logo,
Desde
a
interna
região
mais
apartada,
E,
tendo-o
do
trovão
por
viva
imagem,
Vinha
todo
o
sertão
dar-lhe
homenagem.
[...]
II
Muitos
deles,
dos
povos
subjugados,
Que
o
efeito
viram
da
terrível
chama,
Outros
vinham
somente
convocados
Das
heroicas
ações,
que
conta
a
fama;
Trazem
plumas
e
bálsamos
prezados,
E
outra
rude
opulência,
que
o
povo
ama,
E
com
os
dons
da
americana
Céres
Oferecem-lhe
as
filhas
por
mulheres.
[...]
III
Era
antigo
dos
bárbaros
costume,
Quando
algum
capitão
foi
bravo
em
guerra,
Ou
se
julgavam
que
o
regia
um
nume,
Emparentá-lo
aos
principais
da
terra;
Qualquer
que
de
nobreza
então
presume
Do
grão-Caramuru
que
tudo
aterra,
Procura,
como
nobre
preminência,
Ter
na
sua
prosápia
a
descendência.
[...]
V
Muitas
outras
donzelas
brasilianas
A
mão
do
claro
Diogo
pretendiam,
Ou
por
prendas,
que
notam
soberanas,
Ou
por
grandes
ações,
que
dele
ouviam:
A
todas
ele
deu
mostras
humanas
Sem
a
fé
lhe
obrigar
que
pretendiam;
Mas,
por
não
ofender
as
brutas
gentes;
Trata
os
pais
e
os
irmãos
como
parentes.
VI
Paraguaçu,
porém,
com
fé
de
esposo
Parecia
estimar
distintamente,
Mostrando-lhe
no
afeto
carinhoso
A
sincera
afeição
que
n’alma
sente:
Amava
nela
o
peito
valoroso,
E
o
gênio
dócil,
com
que
à
fé
consente;
Amor
que
ocasionou,
como
é
costume,
Em
algumas
inveja
e
noutras
ciúme.
Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Em
relação
aos
aspectos
gramaticais
do
texto,
assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
Texto V, para responder à questão.
Caramuru
Canto VI
I
Descansava
no
seio
então
Diogo,
Extinta
a
guerra,
de
uma
paz
dourada,
E
o
pavor
do
sulfúreo
horrível
fogo
Trazia
a
gente
bárbara
assombrada.
As
remotas
nações
concorrem
logo,
Desde
a
interna
região
mais
apartada,
E,
tendo-o
do
trovão
por
viva
imagem,
Vinha
todo
o
sertão
dar-lhe
homenagem.
[...]
II
Muitos
deles,
dos
povos
subjugados,
Que
o
efeito
viram
da
terrível
chama,
Outros
vinham
somente
convocados
Das
heroicas
ações,
que
conta
a
fama;
Trazem
plumas
e
bálsamos
prezados,
E
outra
rude
opulência,
que
o
povo
ama,
E
com
os
dons
da
americana
Céres
Oferecem-lhe
as
filhas
por
mulheres.
[...]
III
Era
antigo
dos
bárbaros
costume,
Quando
algum
capitão
foi
bravo
em
guerra,
Ou
se
julgavam
que
o
regia
um
nume,
Emparentá-lo
aos
principais
da
terra;
Qualquer
que
de
nobreza
então
presume
Do
grão-Caramuru
que
tudo
aterra,
Procura,
como
nobre
preminência,
Ter
na
sua
prosápia
a
descendência.
[...]
V
Muitas
outras
donzelas
brasilianas
A
mão
do
claro
Diogo
pretendiam,
Ou
por
prendas,
que
notam
soberanas,
Ou
por
grandes
ações,
que
dele
ouviam:
A
todas
ele
deu
mostras
humanas
Sem
a
fé
lhe
obrigar
que
pretendiam;
Mas,
por
não
ofender
as
brutas
gentes;
Trata
os
pais
e
os
irmãos
como
parentes.
VI
Paraguaçu,
porém,
com
fé
de
esposo
Parecia
estimar
distintamente,
Mostrando-lhe
no
afeto
carinhoso
A
sincera
afeição
que
n’alma
sente:
Amava
nela
o
peito
valoroso,
E
o
gênio
dócil,
com
que
à
fé
consente;
Amor
que
ocasionou,
como
é
costume,
Em
algumas
inveja
e
noutras
ciúme.
Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
O
texto
registra
aspectos
do
autor
Santa
Rita
Durão,
representante
do
arcadismo
brasileiro.
Acerca
desse
assunto,
assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto V, para responder à questão.
Caramuru
Canto VI
I
Descansava
no
seio
então
Diogo,
Extinta
a
guerra,
de
uma
paz
dourada,
E
o
pavor
do
sulfúreo
horrível
fogo
Trazia
a
gente
bárbara
assombrada.
As
remotas
nações
concorrem
logo,
Desde
a
interna
região
mais
apartada,
E,
tendo-o
do
trovão
por
viva
imagem,
Vinha
todo
o
sertão
dar-lhe
homenagem.
[...]
II
Muitos
deles,
dos
povos
subjugados,
Que
o
efeito
viram
da
terrível
chama,
Outros
vinham
somente
convocados
Das
heroicas
ações,
que
conta
a
fama;
Trazem
plumas
e
bálsamos
prezados,
E
outra
rude
opulência,
que
o
povo
ama,
E
com
os
dons
da
americana
Céres
Oferecem-lhe
as
filhas
por
mulheres.
[...]
III
Era
antigo
dos
bárbaros
costume,
Quando
algum
capitão
foi
bravo
em
guerra,
Ou
se
julgavam
que
o
regia
um
nume,
Emparentá-lo
aos
principais
da
terra;
Qualquer
que
de
nobreza
então
presume
Do
grão-Caramuru
que
tudo
aterra,
Procura,
como
nobre
preminência,
Ter
na
sua
prosápia
a
descendência.
[...]
V
Muitas
outras
donzelas
brasilianas
A
mão
do
claro
Diogo
pretendiam,
Ou
por
prendas,
que
notam
soberanas,
Ou
por
grandes
ações,
que
dele
ouviam:
A
todas
ele
deu
mostras
humanas
Sem
a
fé
lhe
obrigar
que
pretendiam;
Mas,
por
não
ofender
as
brutas
gentes;
Trata
os
pais
e
os
irmãos
como
parentes.
VI
Paraguaçu,
porém,
com
fé
de
esposo
Parecia
estimar
distintamente,
Mostrando-lhe
no
afeto
carinhoso
A
sincera
afeição
que
n’alma
sente:
Amava
nela
o
peito
valoroso,
E
o
gênio
dócil,
com
que
à
fé
consente;
Amor
que
ocasionou,
como
é
costume,
Em
algumas
inveja
e
noutras
ciúme.
Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Caramuru
é
um
poema
épico,
dividido
em
10
cantos,
escrito
por
Santa
Rita
Durão
no
início
do
século
XVIII.
A
partir
da
análise
dos
fragmentos
do
Canto
VI,
assinale
a
alternativa
correta.
Provas

Considerando que o texto é dirigido a possíveis compradores de uma marca específica de xampu, julgue os itens a seguir.
I A propaganda dirige-se diretamente ao leitor buscando persuadi-lo, convencê-lo a adquirir o produto — principal característica da linguagem publicitária.
II O uso do modo imperativo é muito empregado em anúncios publicitários porque expressa apelos, ordens, embora não esteja de acordo com o nível culto da língua portuguesa no trecho “Responda a pesquisa sobre sua experiência com head & shoulders”, no canto inferior direito da propaganda.
III Os numerais presentes no canto inferior direito do texto, 95% e 100%, conferem à propaganda maior objetividade e ampliam a possibilidade de convencer o público.
Assinale a alternativa correta.
Provas
Texto III, para responder às questão.
Implante de retina aprovado para uso na Europa
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
Texto IV, para responder às questão.
D. Casmurro
Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.
Escobar
vinha
assim
surgindo
da
sepultura,
do
seminário
e
do
Flamengo
para
se
sentar
comigo
à
mesa,
receber-me
na
escada,
beijar-me
no
gabinete
de
manhã,
ou
pedir-me
à
noite
a
bênção
do
costume.
Todas
essas
ações
eram
repulsivas;
eu
tolerava-as
e
praticava-as,
para
me
não
descobrir
a
mim
mesmo
e
ao
mundo.
A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.
Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.
Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>
Assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto III, para responder às questão.
Implante de retina aprovado para uso na Europa
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
Texto IV, para responder às questão.
D. Casmurro
Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.
Escobar
vinha
assim
surgindo
da
sepultura,
do
seminário
e
do
Flamengo
para
se
sentar
comigo
à
mesa,
receber-me
na
escada,
beijar-me
no
gabinete
de
manhã,
ou
pedir-me
à
noite
a
bênção
do
costume.
Todas
essas
ações
eram
repulsivas;
eu
tolerava-as
e
praticava-as,
para
me
não
descobrir
a
mim
mesmo
e
ao
mundo.
A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.
Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.
Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>
Julgue os itens a seguir.
I
Segundo
o
texto
III,
após
décadas
de
desenvolvimento
e
anos
de
testes
clínicos,
uma
prótese
óptica
capaz
de
restaurar,
ao
menos
parcialmente,
a
visão
de
quem
sofre
de
doenças
que
prejudicam
a
retina
chegará
ao
mercado.
II
O
segundo
parágrafo
do
texto
III
é
predominantemente
explicativo
—
discorre
acerca
da
retina
e
do
novo
implante
—
assim
como
o
primeiro
parágrafo
do
texto
IV,
que
explica
as
mudanças
sofridas
por
uma
personagem.
III
O
texto
III
apresenta
foco
narrativo
na
terceira
pessoa,
o
implante
de
retina,
e
o
texto
IV,
foco
na
primeira
pessoa,
o
que
é
comprovado
por
alguns
verbos
—
“Li
a
carta”;
“fui
lendo”,
“fechava-me”
—
e
pelo
uso
acentuado
do
discurso
indireto.
Assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto III, para responder às questão.
Implante de retina aprovado para uso na Europa
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
Texto IV, para responder às questão.
D. Casmurro
Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.
Escobar
vinha
assim
surgindo
da
sepultura,
do
seminário
e
do
Flamengo
para
se
sentar
comigo
à
mesa,
receber-me
na
escada,
beijar-me
no
gabinete
de
manhã,
ou
pedir-me
à
noite
a
bênção
do
costume.
Todas
essas
ações
eram
repulsivas;
eu
tolerava-as
e
praticava-as,
para
me
não
descobrir
a
mim
mesmo
e
ao
mundo.
A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.
Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.
Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>
Em
relação
ao
texto
IV,
assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto III, para responder às questão.
Implante de retina aprovado para uso na Europa
Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano
A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.
Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.
Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).
Texto IV, para responder às questão.
D. Casmurro
Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.
Escobar
vinha
assim
surgindo
da
sepultura,
do
seminário
e
do
Flamengo
para
se
sentar
comigo
à
mesa,
receber-me
na
escada,
beijar-me
no
gabinete
de
manhã,
ou
pedir-me
à
noite
a
bênção
do
costume.
Todas
essas
ações
eram
repulsivas;
eu
tolerava-as
e
praticava-as,
para
me
não
descobrir
a
mim
mesmo
e
ao
mundo.
A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.
Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.
Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>
Os
dois
textos
fazem
referência
aos
olhos
no
primeiro
parágrafo.
No
entanto,
a
abordagem
é
diferente.
Com
relação
ao
texto
III
e
ao
texto
IV,
assinale
a
alternativa
incorreta.
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