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Foram encontradas 50 questões.

3289624 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.


Qualquer mensagem exige, em primeiro lugar, um contexto, também chamado referente, ao qual remete; em seguida, exige um código pelo menos em parte comum ao emissário e ao destinatário; também precisa de um contato, canal físico entre os protagonistas, que permita estabelecer e manter a comunicação.

O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.

Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.

Assinale a alternativa que apresenta reescritura correta do trecho: “e elabora o famoso esquema de seis polos dos ‘fatores inalienáveis’ da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual”.

 

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3289623 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto VI, para responder à questão.

Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.


Qualquer mensagem exige, em primeiro lugar, um contexto, também chamado referente, ao qual remete; em seguida, exige um código pelo menos em parte comum ao emissário e ao destinatário; também precisa de um contato, canal físico entre os protagonistas, que permita estabelecer e manter a comunicação.

O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.

Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.

Considerando ideias expressas do texto, assinale a alternativa cuja relação fator função linguística esteja incorreta.

 

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3289622 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto V, para responder à questão.

Caramuru

Canto VI

I
Descansava no seio então Diogo,
Extinta a guerra, de uma paz dourada,
E o pavor do sulfúreo horrível fogo
Trazia a gente bárbara assombrada.
As remotas nações concorrem logo,
Desde a interna região mais apartada,
E, tendo-o do trovão por viva imagem,
Vinha todo o sertão dar-lhe homenagem. [...]

II
Muitos deles, dos povos subjugados,
Que o efeito viram da terrível chama,
Outros vinham somente convocados
Das heroicas ações, que conta a fama;
Trazem plumas e bálsamos prezados,
E outra rude opulência, que o povo ama,
E com os dons da americana Céres
Oferecem-lhe as filhas por mulheres. [...]

III
Era antigo dos bárbaros costume,
Quando algum capitão foi bravo em guerra,
Ou se julgavam que o regia um nume,
Emparentá-lo aos principais da terra;
Qualquer que de nobreza então presume
Do grão-Caramuru que tudo aterra,
Procura, como nobre preminência,
Ter na sua prosápia a descendência.
[...]

V
Muitas outras donzelas brasilianas
A mão do claro Diogo pretendiam,
Ou por prendas, que notam soberanas,
Ou por grandes ações, que dele ouviam:
A todas ele deu mostras humanas
Sem a fé lhe obrigar que pretendiam;
Mas, por não ofender as brutas gentes;
Trata os pais e os irmãos como parentes.

VI
Paraguaçu, porém, com fé de esposo
Parecia estimar distintamente,
Mostrando-lhe no afeto carinhoso
A sincera afeição que n’alma sente:
Amava nela o peito valoroso,
E o gênio dócil, com que à fé consente;
Amor que ocasionou, como é costume,
Em algumas inveja e noutras ciúme.

Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.

Em relação aos aspectos gramaticais do texto, assinale a alternativa correta.

 

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3289621 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto V, para responder à questão.

Caramuru

Canto VI

I
Descansava no seio então Diogo,
Extinta a guerra, de uma paz dourada,
E o pavor do sulfúreo horrível fogo
Trazia a gente bárbara assombrada.
As remotas nações concorrem logo,
Desde a interna região mais apartada,
E, tendo-o do trovão por viva imagem,
Vinha todo o sertão dar-lhe homenagem. [...]

II
Muitos deles, dos povos subjugados,
Que o efeito viram da terrível chama,
Outros vinham somente convocados
Das heroicas ações, que conta a fama;
Trazem plumas e bálsamos prezados,
E outra rude opulência, que o povo ama,
E com os dons da americana Céres
Oferecem-lhe as filhas por mulheres. [...]

III
Era antigo dos bárbaros costume,
Quando algum capitão foi bravo em guerra,
Ou se julgavam que o regia um nume,
Emparentá-lo aos principais da terra;
Qualquer que de nobreza então presume
Do grão-Caramuru que tudo aterra,
Procura, como nobre preminência,
Ter na sua prosápia a descendência.
[...]

V
Muitas outras donzelas brasilianas
A mão do claro Diogo pretendiam,
Ou por prendas, que notam soberanas,
Ou por grandes ações, que dele ouviam:
A todas ele deu mostras humanas
Sem a fé lhe obrigar que pretendiam;
Mas, por não ofender as brutas gentes;
Trata os pais e os irmãos como parentes.

VI
Paraguaçu, porém, com fé de esposo
Parecia estimar distintamente,
Mostrando-lhe no afeto carinhoso
A sincera afeição que n’alma sente:
Amava nela o peito valoroso,
E o gênio dócil, com que à fé consente;
Amor que ocasionou, como é costume,
Em algumas inveja e noutras ciúme.

Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.

O texto registra aspectos do autor Santa Rita Durão, representante do arcadismo brasileiro. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.

 

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3289620 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto V, para responder à questão.

Caramuru

Canto VI

I
Descansava no seio então Diogo,
Extinta a guerra, de uma paz dourada,
E o pavor do sulfúreo horrível fogo
Trazia a gente bárbara assombrada.
As remotas nações concorrem logo,
Desde a interna região mais apartada,
E, tendo-o do trovão por viva imagem,
Vinha todo o sertão dar-lhe homenagem. [...]

II
Muitos deles, dos povos subjugados,
Que o efeito viram da terrível chama,
Outros vinham somente convocados
Das heroicas ações, que conta a fama;
Trazem plumas e bálsamos prezados,
E outra rude opulência, que o povo ama,
E com os dons da americana Céres
Oferecem-lhe as filhas por mulheres. [...]

III
Era antigo dos bárbaros costume,
Quando algum capitão foi bravo em guerra,
Ou se julgavam que o regia um nume,
Emparentá-lo aos principais da terra;
Qualquer que de nobreza então presume
Do grão-Caramuru que tudo aterra,
Procura, como nobre preminência,
Ter na sua prosápia a descendência.
[...]

V
Muitas outras donzelas brasilianas
A mão do claro Diogo pretendiam,
Ou por prendas, que notam soberanas,
Ou por grandes ações, que dele ouviam:
A todas ele deu mostras humanas
Sem a fé lhe obrigar que pretendiam;
Mas, por não ofender as brutas gentes;
Trata os pais e os irmãos como parentes.

VI
Paraguaçu, porém, com fé de esposo
Parecia estimar distintamente,
Mostrando-lhe no afeto carinhoso
A sincera afeição que n’alma sente:
Amava nela o peito valoroso,
E o gênio dócil, com que à fé consente;
Amor que ocasionou, como é costume,
Em algumas inveja e noutras ciúme.

Santa Rita Durão. Canto VI. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.

Caramuru é um poema épico, dividido em 10 cantos, escrito por Santa Rita Durão no início do século XVIII. A partir da análise dos fragmentos do Canto VI, assinale a alternativa correta.

 

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3289619 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Enunciado 3597044-1

Considerando que o texto é dirigido a possíveis compradores de uma marca específica de xampu, julgue os itens a seguir.

I A propaganda dirige-se diretamente ao leitor buscando persuadi-lo, convencê-lo a adquirir o produto principal característica da linguagem publicitária.


II O uso do modo imperativo é muito empregado em anúncios publicitários porque expressa apelos, ordens, embora não esteja de acordo com o nível culto da língua portuguesa no trecho “Responda a pesquisa sobre sua experiência com head & shoulders”, no canto inferior direito da propaganda.


III Os numerais presentes no canto inferior direito do texto, 95% e 100%, conferem à propaganda maior objetividade e ampliam a possibilidade de convencer o público.

Assinale a alternativa correta.

 

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3289618 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto III, para responder às questão.

Implante de retina aprovado para uso na Europa

Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano

A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.

Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.

Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).

Texto IV, para responder às questão.

D. Casmurro

Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.


Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do Flamengo para se sentar comigo à mesa, receber-me na escada, beijar-me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo.

A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.

Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.

Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>

Assinale a alternativa correta.

 

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3289617 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto III, para responder às questão.

Implante de retina aprovado para uso na Europa

Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano

A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.

Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.

Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).

Texto IV, para responder às questão.

D. Casmurro

Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.


Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do Flamengo para se sentar comigo à mesa, receber-me na escada, beijar-me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo.

A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.

Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.

Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>

Julgue os itens a seguir.


I Segundo o texto III, após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar, ao menos parcialmente, a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado.


II O segundo parágrafo do texto III é predominantemente explicativo discorre acerca da retina e do novo implante — assim como o primeiro parágrafo do texto IV, que explica as mudanças sofridas por uma personagem.


III O texto III apresenta foco narrativo na terceira pessoa, o implante de retina, e o texto IV, foco na primeira pessoa, o que é comprovado por alguns verbos — “Li a carta”; “fui lendo”, “fechava-me” e pelo uso acentuado do discurso indireto.


Assinale a alternativa correta.

 

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3289616 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto III, para responder às questão.

Implante de retina aprovado para uso na Europa

Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano

A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.

Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.

Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).

Texto IV, para responder às questão.

D. Casmurro

Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.


Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do Flamengo para se sentar comigo à mesa, receber-me na escada, beijar-me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo.

A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.

Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.

Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>

Em relação ao texto IV, assinale a alternativa correta.

 

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Questão presente nas seguintes provas
3289615 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto III, para responder às questão.

Implante de retina aprovado para uso na Europa

Após décadas de desenvolvimento e anos de testes clínicos, uma prótese óptica capaz de restaurar ao menos parcialmente a visão de quem sofre de doenças que prejudicam a retina chegará ao mercado. A Second Sight Medical Products Inc. anunciou na quarta-feira que seu sistema de prótese de retina Argus II foi aprovado para venda em toda a Europa. A Second Sight, que está baseada em Sylmar, Califórnia, planeja solicitar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA) este ano

A retina fica na parte de trás da superfície interna do olho e grava imagens em padrões de luz e cor. O implante do Argus II, na verdade, depende de uma minicâmera montada em um par de óculos de sol para capturar uma imagem e enviar as informações para um processador de vídeo, no cinto, juntamente com um microprocessador sem fio e bateria. Após o processador de vídeo converter as imagens para um sinal eletrônico, um transmissor nos óculos envia as informações sem o uso de fios para o receptor implantado sob a membrana da mucosa do olho, chamada conjuntiva. O receptor, por sua vez, transmite os sinais por meio de um cabo minúsculo para um conjunto de eletrodos colocados na retina. O conjunto estimula diretamente as células que conduzem ao nervo óptico.

Ao receber os pulsos, o cérebro percebe os padrões de manchas claras e escuras correspondentes aos eletrodos estimulados. Os pacientes aprendem a interpretar os padrões visuais produzidos em imagens significativas.

Larry Greenemeier. Internet: <http://www2.uol.com.br> (com adaptações).

Texto IV, para responder às questão.

D. Casmurro

Nem só os olhos, mas as restantes feições, a cara, o corpo, a pessoa inteira, iam-se apurando com o tempo. Eram como um debuxo primitivo que o artista vai enchendo e colorindo aos poucos, e a figura entra a ver, sorrir, palpitar, falar quase, até que a família pendura o quadro na parede, em memória do que foi e já não pode ser. Aqui podia ser e era. O costume valeu muito contra o efeito da mudança; mas a mudança fez-se, não à maneira de teatro, fez-se como a manhã que aponta vagarosa, primeiro que se possa ler uma carta, depois lê-se a carta na rua, em casa, no gabinete, sem abrir as janelas; a luz coada pelas persianas basta a distinguir as letras. Li a carta, mal a princípio e não toda, depois fui lendo melhor. Fugia-lhe, é certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-me, não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos. Quando novamente abria os olhos e a carta, a letra era clara e a notícia claríssima.


Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do Flamengo para se sentar comigo à mesa, receber-me na escada, beijar-me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo.

A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas.

Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as cousas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada.

Machado de Assis. Internet: <http://www.portalsaofrancisco.com.br>

Os dois textos fazem referência aos olhos no primeiro parágrafo. No entanto, a abordagem é diferente. Com relação ao texto III e ao texto IV, assinale a alternativa incorreta.

 

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