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O Estado-nação brasileiro tem suas raízes na expansão mercantil-colonial européia do século XVI. Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca, para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais, ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.
Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com adaptações).
Partindo do tema tratado no texto e considerando o início do processo de colonização do Brasil, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Analisando o caso brasileiro, o texto focaliza um aspecto primordial da primeira fase do capitalismo, aquela em que a acumulação de capitais se dá, sobretudo, por meio da circulação das mercadorias.
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Quando as 5 mil pequenas lâmpadas iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por ocasião da inauguração da Exposição Universal de Paris (1900), causando assombro à multidão que assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo daciência e a soberania da máquina. A luz vencera o limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura de nova clientela, capaz de um ato de fruição total. Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela precisava eliminar dos seus efeitos específicos quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”, “pura”.
A busca incessante dessa pureza motivou os artistas do início do século XX, o que resultou na produção de obras que deram corpo a uma notável revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In: F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Tomando o texto como referência inicial e considerando o cenário econômico mundial na passagem do século XIX ao século XX, julgue (C ou E) o próximo item.
As transformações verificadas no sistema produtivo capitalista, a partir de meados do século XIX, tiveram na substituição do ferro e do carvão pelo aço e pela eletricidade o ponto de partida para a configuração da moderna industrialização.
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Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).
Considerando a conjuntura apresentada no texto, verifica-se que, passados cerca de trinta anos, a realidade mundial era muito distinta da existente naqueles convulsionados anos 60. No que concerne ao novo quadro histórico que começou a ser consolidado na década de 80 do século XX, julgue (C ou E) o item que se segue.
Nos anos 80, havia uma nítida convergência das posições do governo dos EUA e do governo do Reino Unido. Com efeito, a Era Reagan Thatcher notabilizou-se pela ação moderada e tolerante na política externa e, sob a ótica da economia, por ter levado ao extremo a defesa do Estado de Bem-Estar Social.
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À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Ao mencionar a existência de “centros mineradores”, o texto refere-se ao panorama econômico colonial predominante ao longo do século XVIII. Relativamente a essa realidade, que apresenta aspectos distintos daqueles verificados na economia açucareira, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Na mineração, diferentemente do ocorrido no Nordeste açucareiro, a presença do Estado metropolitano como agente econômico foi preponderante, evidenciada no elevado nível de investimento financeiro na região, na exploração estatal das minas e na adoção de mecanismos diretos de arrecadação de impostos.
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À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Tendo por referência o texto e considerando a evolução do processo histórico do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
A importância do café na história brasileira transcende ao aspecto meramente econômico, sendo também decisivo seu papel para a configuração político-institucional do país, que se tornara independente em 1822.
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Quando as 5 mil pequenas lâmpadas iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por ocasião da inauguração da Exposição Universal de Paris (1900), causando assombro à multidão que assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo daciência e a soberania da máquina. A luz vencera o limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo tempo da cidade.
A arte afastava-se do mundo burguês à procura de nova clientela, capaz de um ato de fruição total. Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela precisava eliminar dos seus efeitos específicos quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”, “pura”.
A busca incessante dessa pureza motivou os artistas do início do século XX, o que resultou na produção de obras que deram corpo a uma notável revolução cultural.
P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In: F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Tomando o texto como referência inicial e considerando o cenário econômico mundial na passagem do século XIX ao século XX, julgue (C ou E) o próximo item.
A inexistência de crises mais pronunciadas no sistema capitalista, ao longo da segunda metade do século XIX, reforçava o ponto de vista de governos e de grandes empresários no tocante à perenidade do desenvolvimento material que estava em marcha.
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À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Partindo das informações do texto e considerando a estrutura econômica vigente no período colonial brasileiro, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Infere-se do texto que a existência de um mecanismo definidor das relações de dominação e de dependência entre metrópoles e colônias — o pacto colonial — inviabilizava, na prática, o desenvolvimento, na colônia, de atividades econômicas não diretamente voltadas para a exportação.
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Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).
Relativamente ao “esforço de modernização nacional” que, conforme o texto, a Era Vargas iniciara e os anos 50 impulsionaram, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce, surgidas na Era Vargas, expressavam um projeto de desenvolvimento que, ante a carência de capitais privados nacionais, requeria a forte presença do Estado como agente econômico.
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O Estado-nação brasileiro tem suas raízes na expansão mercantil-colonial européia do século XVI. Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca, para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais, ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.
Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com adaptações).
Tendo o texto como referência inicial e considerando aspectos históricos e geográficos marcantes da colonização brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
A disponibilidade de vasta extensão de terras nas mãos de elites rurais respondeu, e ainda responde, às demandas do mercado mundial.
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À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.
A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.
J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.
Segundo o texto, o histórico padrão econômico seguido pelo Brasil somente “começou a ser desmontado após 1930”. No que concerne ao papel da Revolução de 30 no contexto da experiência republicana brasileira, julgue (C ou E) o item que se segue.
Foi flagrante o impacto sobre a economia brasileira da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ocorrida em outubro de 1929. Ao atingir vigorosamente o café, contribuiu para o agravamento da crise institucional que desaguou na deposição do presidente Washington Luís.
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