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Foram encontradas 147 questões.

2707492 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

O período que se seguiu à Grande Guerra pode ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a 1924–28, quando todos os países europeus procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra e voltar às condições econômicas normais, equivale dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28 a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os governos se empenharam no esforço coletivo para superar a crise, desenvolvendo práticas intervencionistas não adotadas até então.

J . J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In: O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).

O curto período entre as duas guerras mundiais do século em XX (1919–1939) testemunhou a crise profunda do modelo econômico e político liberal. No que concerne a esse quadro histórico, julgue (C ou E) o item seguinte, ainda considerando o texto.

A humilhante derrota militar da Alemanha, que chegou ao fim da Primeira Guerra invadida e ocupada pelas tropas inimigas, determinou a queda do regime monárquico nesse país e a ascensão ao poder das forças socialistas — República de Weimar.

 

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2707491 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

O Estado-nação brasileiro tem suas raízes na expansão mercantil-colonial européia do século XVI. Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca, para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais, ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.

Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com adaptações).

Partindo do tema tratado no texto e considerando o início do processo de colonização do Brasil, julgue (C ou E) o item subseqüente.

A decisão portuguesa de dar início efetivo à colonização de suas terras americanas, trinta anos após a descoberta, deveu-se, undamentalmente, a dois fatores: o perigo concreto de perdê-las para concorrentes europeus, como os franceses, e a sensível redução dos lucros do comércio oriental de especiarias.

 

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2707490 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Quando a Segunda Guerra chegou ao fim, a realidade mundial era outra, bem distante da que existia antes de 1939. A aliança entre norte americanos e soviéticos durante o conflito, vital para a derrota do Eixo nazifascista, desfez-se e foi substituída pela acirrada disputa por zonas de influência em escala planetária. A propósito desse novo quadro mundial, julgue (C ou E) o item seguinte.

O colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ao final da década de 80, deveu-se às contradições internas de um regime incapaz mesmo de admitir a necessidade de reformas que dinamizassem a economia e trouxessem mais transparência às ações políticas.

 

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2707489 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.

Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

Na conjuntura mundial de que trata o texto, uma das mais significativas manifestações de que um novo cenário nascia dos escombros da Segunda Guerra Mundial foi a emergência afro-asiática. Com efeito, enquanto Moscou e Washington concebiam o mundo como condomínio a ser disputado por dois síndicos poderosos, consolidava-se o processo de afirmação nacional na Ásia e, na África, avançava o movimento anticolonial. Tendo em vista esses acontecimentos, julgue (C ou E) o item subseqüente.

Nas colônias ou nas metrópoles, não foram poucos os intelectuais que assumiram a luta emancipacionista. Nesse sentido, um exemplo se impõe: o de Jean-Paul Sartre, que se notabilizou como a grande voz da consciência européia contra o colonialismo.

 

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2707488 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

O Estado-nação brasileiro tem suas raízes na expansão mercantil-colonial européia do século XVI. Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca, para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais, ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.

Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com adaptações).

Tendo o texto como referência inicial e considerando aspectos históricos e geográficos marcantes da colonização brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.

No início do processo de colonização brasileira (1530), a introdução das plantations de cana-de-açúcar marcou a forma de apropriação dos recursos naturais e a formação territorial do país.

 

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2707487 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

À época da independência, a economia colonial podia ser descrita de maneira simplificada. Era composta por: latifúndios voltados para a produção de mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, o algodão; fazendas dedicadas à produção para o mercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centros mineradores já em fase de decadência. Acrescente-se, ainda, grande número de pequenas propriedades voltadas para a agricultura e a pecuária de subsistência. Nas cidades costeiras, capitais de províncias, predominavam o grande e o pequeno comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que se dedicavam ao tráfico de escravos.

A única alteração importante nessa economia deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Já na década de 30, o produto assumira o primeiro lugar nas exportações. Mas o café não mudou o padrão econômico anterior: era também um produto de exportação baseado no trabalho escravo. Esse modelo sobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a ser desmontado após 1930. As conseqüências da hegemonia do café foram principalmente políticas. O fato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país, sediado nesta província. Se não fosse a coincidência do centro político com o centro econômico, os esforços da elite política para manter a unidade do país poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Segundo o texto, o histórico padrão econômico seguido pelo Brasil somente “começou a ser desmontado após 1930”. No que concerne ao papel da Revolução de 30 no contexto da experiência republicana brasileira, julgue (C ou E) o item que se segue.

A Revolução de 30 rompeu com a hegemonia política em mãos da burguesia do café ao longo de toda a República Velha. A perda de poder político das antigas elites, substituídas por novos grupos ascendentes, foi a tônica do período iniciado com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder.

 

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2707486 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

Quando as 5 mil pequenas lâmpadas iluminaram a fachada do Palácio da Eletricidade, por ocasião da inauguração da Exposição Universal de Paris (1900), causando assombro à multidão que assistia ao espetáculo, comprovou-se o triunfo daciência e a soberania da máquina. A luz vencera o limite da noite e instaurava as 24 horas como o novo tempo da cidade.

A arte afastava-se do mundo burguês à procura de nova clientela, capaz de um ato de fruição total. Era preciso tornar-se autêntica e, para isso, ela precisava eliminar dos seus efeitos específicos quaisquer outros que pudessem ter sido tomados por empréstimo. Era necessário tornar-se “autárquica”, “pura”.

A busca incessante dessa pureza motivou os artistas do início do século XX, o que resultou na produção de obras que deram corpo a uma notável revolução cultural.

P. E. Grinberg e A. A. Luz. Revoluções artístico-culturais no século XX. In: F. C. Teixeira da Silva (coord.). Século sombrio: guerras e revoluções do século XX. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).

Com o auxílio do texto, julgue (C ou E) o item seguinte, considerando o século XIX como o laboratório em que foi gerado o século XX, a despeito das singularidades de cada um dos períodos.

O Romantismo, espécie de escoadouro de aspirações e perplexidades típicas do século XIX, encontrou, nas primeiras décadas do século XX, o espaço ideal para se expandir, particularmente, na literatura, na música erudita e nas artes plásticas.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2707485 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

O período que se seguiu à Grande Guerra pode ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a 1924–28, quando todos os países europeus procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra e voltar às condições econômicas normais, equivale dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28 a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os governos se empenharam no esforço coletivo para superar a crise, desenvolvendo práticas intervencionistas não adotadas até então.

J . J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In: O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).

O texto faz do ano de 1939 — não por acaso, o que assinala o início da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) — seu marco cronológico final. A propósito desse conflito, cujo caráter mundial é bem mais acentuado do que o daquele que o antecedeu, julgue (C ou E) o item subseqüente.

Apesar de ter participado diretamente do conflito, ao ceder bases aéreas e navais no Nordeste, ao constituir a Força Aérea Brasileira (FAB) e ao enviar para a Itália os contingentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o Brasil do Estado de Novo getulista passou ao largo dos efeitos democratizantes trazidos pelo término da guerra, com a derrota do totalitarismo nazifascista.

 

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2707484 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
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Texto

Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.

Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

A crise final do regime instaurado em 1946 ocorreu, para usar expressão do texto, nos convulsionados primeiros anos da década de 60 expresso no texto. Assinale a opção correta acerca do período de quase duas décadas de normalidade democrática vivida pelo país, após a derrocada da ditadura getulista.

 

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2707483 Ano: 2005
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto

Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas 1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”.

Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

Na conjuntura mundial de que trata o texto, uma das mais significativas manifestações de que um novo cenário nascia dos escombros da Segunda Guerra Mundial foi a emergência afro-asiática. Com efeito, enquanto Moscou e Washington concebiam o mundo como condomínio a ser disputado por dois síndicos poderosos, consolidava-se o processo de afirmação nacional na Ásia e, na África, avançava o movimento anticolonial. Tendo em vista esses acontecimentos, julgue (C ou E) o item subseqüente.

O processo de emancipação dos povos colonizados não seguiu um modelo-padrão, variou de região para região e foi contingenciado por fatores diversos, entre os quais, os métodos utilizados pelo colonizador e as condições internas de cada colônia.

 

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