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Foram encontradas 128 questões.

2451679 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Lendo provas de um poema

Com Rubem Braga, certa vez,
lia em provas Dois Parlamentos.
Na manhã ipanema e verão,
em volta do alto apartamento,
sem que carniça houvesse perto,
sem explicação, todo um elenco
de urubus se pôs a rondar
a cobertura, em voos pensos:
como se farejassem a morte
no texto que estávamos lendo
e se a inodora morte escrita
não fosse esconjuro mas treno

João Cabral de Melo Neto. In: Museu de tudo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975, p. 60 (com adaptações).

O urubu mobilizado

Durante as secas do Sertão, o urubu,
de urubu livre, passa a funcionário.
O urubu não retira, pois prevendo cedo
que lhe mobilizarão a técnica e o tacto,
cala os serviços prestados e diplomas,
que o enquadrariam num melhor salário,
e vai acolitar os empreiteiros da seca,
veterano, mas ainda com zelos de novato:
aviando com eutanásia o morto incerto,
ele, que no civil quer o morto claro.
Embora mobilizado, nesse urubu em ação
reponta logo o perfeito profissional.
No ar compenetrado, curvo e conselheiro,
no todo de guarda-chuva, na unção clerical,
com que age, embora em posto subalterno:
ele, um convicto profissional liberal.

João Cabral de Melo Neto. In: Poesias completas. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1968, p. 12-3
(com adaptações).

Com relação aos textos acima — poemas de João Cabral de Melo Neto —, julgue (C ou E) o item subsequente.

No segundo texto, ao informar que o urubu é “funcionário” (v.2), “veterano” (v.8) e “convicto profissional liberal” (v.16), o poeta quer assim transmitir a rotina, a experiência e a autonomia do urubu no período das secas do sertão, quando a morte dos animais, por fome e sede, aumenta a oferta da carniça de que se alimenta.

 

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2451540 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Textos para a questão.

Texto I


A civilização deu uma importância extraordinária à escrita e, muitas vezes, quando nos referimos à linguagem, só pensamos nesse seu aspecto. É preciso não perder de vista, porém, que lhe há ao lado, mais antiga, mais básica, uma expressão oral.

A rigor, a linguagem escrita não passa de um sucedâneo, de um ersatz da fala. Esta é que abrange a comunicação linguística em sua totalidade, pressupondo, além da significação dos vocábulos e das frases, a entoação, os elementos subsidiários da mímica, incluindo-se aí o jogo fisionômico. Por isso, para bem se compreender a natureza e o funcionamento da linguagem humana, é preciso partir da apreciação da linguagem oral e examinar, em seguida, a escrita como uma espécie de linguagem mutilada, cuja eficiência depende da maneira por que conseguimos obviar à falta inevitável de determinados elementos expressivos.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. Manual de expressão oral e escrita. 27.ª ed. Petrópolis: Vozes, 2010.

Texto II

A palavra falada é imediata, local e geral. Quando falamos, falamos para ser ouvidos imediatamente, com quem está ali ao pé de nós, e de modo a que sejamos facilmente entendidos dele, que sabemos quem é, ou calculamos que sabemos, e que pode ser toda a gente, devendo nós pois falar como se fosse qualquer. A palavra escrita é mediata, longínqua e particular. Quando escrevemos, dirigimo-nos a quem não nos vai ouvir, que é ler, logo; a quem não está ao pé de nós; a quem poderá entender-nos e não a quem tem que entender-nos, tendo nós pois primeiro que o entender a ele.

Em resumo, a palavra falada é um fenômeno social, a escrita um fenômeno cultural; a palavra falada um fenômeno democrático, a escrita um aristocrático. São diferentes em substância: são pois forçosamente diferentes os seus respectivos meios e fins. (…)

Na palavra falada, temos que ser, em absoluto, do nosso tempo e lugar; não podemos falar como Vieira, pois nos arriscamos ou ao ridículo ou à incompreensão. Não podemos pensar como Descartes, pois nos arriscamos ao tédio alheio.

A palavra escrita, ao contrário, não é para quem a ouve, busca quem a ouça; escolhe quem a entenda, e não se subordina a quem a escolhe.

Fernando Pessoa. A língua portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 56-7 e 72.

Em relação ao vocabulário empregado nos textos I e II , jul gue ( C ou E ) o próximo item.

No texto I, a palavra “sucedâneo” (l.3) foi empregada como sinônima de sucessor, podendo ser por esta substituída, sem prejuízo do sentido original do texto.

 

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2451488 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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O trono sem povo é uma árvore sem raízes, é um edifício sem fundamentos. O vento que soprar mais forte despregará a árvore da terra, e rolará o edifício nas areias.

Já se dizia na nossa Constituinte:

“O trono não tem uma força própria; a de que goza reside na ideia que dele formam os POVOS”.

E o povo, existe ele hoje?

Não: o que temos é uma corrente ligeira que todos desviam de seu alvo, e que lambe os pés de todos que dominam. O que temos é uma voz enfraquecida, que se perde no espaço da terra brasileira. Mas um dia essa voz, quase perdida, será um rugido de trovão, e a tempestade abalará os dormentes da caverna. Um dia essa corrente humilde far-se-á rio caudal para arrebatar as insígnias falsas, e arrastar no vórtice das espumas esse rochedo que parece afrontar os ventos da democracia.

Por isso desfalecer é um crime. A terra brasileira é a mãe de nobres ideias, o alenta o valor de seus filhos Antêos.

(…)

Na batalha a bandeira rota é a mais gloriosa, e o fumo que a cresta fala dela ao patriotismo.

Ai de nós se o ceticismo nos arrebatasse a esperança porque a alma magnânima do povo não sofreria as ânsias cruéis do cativeiro.

Esperemos.

Em vez do governo de hoje, em vez do regime pessoal, que as leis criaram, virá o puro governo representativo; em vez da vontade de um só substituída à palavra sincera dos comícios virá a voz da praça pública; em vez do imperialismo, teremos a democracia.

Esperemos.

A regeneração social será completa. Há um pêndulo que marca as eras das crises nacionais, e o Brasil está em crise.

Joaquim Nabuco. O povo e o trono. In: Leonardo Dantas Silva (Org.) Nabuco e a República. Recife: Fundação Joaquim Nabuco; Ed.
Massagana, 1990, p. 9. Internet: <www.fundaj.gov.br>.

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto acima, assinale a opção correta.

 

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2450816 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Conta Darcy Ribeiro (1996) que, entre os índios Urubu-Kaapor, a Cobra Grande engolia muita gente e precisou ser morta. “Antes de morrer, teve um sobressalto. Se levantou, subiu e foi bater no céu. Ficou lá a sombra dela. É a Via Láctea, que até hoje a gente vê. Depois, caiu lá de cima, com grande barulho. Veio bater no chão, acabou com a mata toda naquele lugar; só deixou um buraco. Agora é o mar Paraná-Ramiú.” Darcy, com o jeito que lhe era característico, exclama: “Não é uma beleza? Aqui, o sangue de uma Cobra gigantesca deu origem à Via Láctea e ao Avô-Mar!”

Lux Vidal. A Cobra Grande: uma introdução à cosmologia dos povos indígenas do Uaçá e Baixo Oiapoque – Amapá. Rio de Janeiro: Museu do Índio, 2009, p. 28-30 (com adaptações). , p. 35 (com adaptações).

Julgue (C ou E) o item seguinte, relativo a aspectos gramaticais do texto acima.

A oração ‘Não é uma beleza?’ expressa uma pergunta retórica que corresponde à frase exclamativa É uma beleza!, sendo o advérbio de negação empregado como termo de realce na sentença interrogativa.

 

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2450324 Ano: 2013
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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This text refers to question.

(…)

But the devotion of Minor’s whole strength was beginning to prove taxing. His kindly friend Doctor Nicholson retired in 1895 — still in pain from being attacked by a patient six years earlier, who hit him on the head with a brick concealed in a sock. He was replaced by Doctor Brayn, a man selected (for more than his name alone, one trusts) by a Home Office that felt a stricter regime needed to be employed at the asylum.

Brayn was indeed a martinet, a jailer of the old school who would have done well at any prison farm. But he did as the government required: There were no escapes during his term of office (there had been several before, causing widespread alarm), and in the first year two hundred thousand hours of solitary confinement were logged by the more fractious inmates. He was widely feared and loathed by the patients — as well as by Doctor Murray, who thought he was treating Minor heartlessly.

(…)

One curious snippet of information came from the United States later that same year, when it was noted rather laconically that two of Minor’s family had recently killed themselves — the letter going on to warn the staff at Broadmoor that great care should be taken lest whatever madness gripped their patient turned out to have a hereditary nature. But even if the staff thought Minor a possible suicide risk, no restrictions were placed on him as a result of the American information.

Some years before he had asked for a pocket knife, with which he might trim the uncut pages of some of the first editions of the books he had ordered: There is no indication that he was asked to hand it back, even with the harsh Doctor Brayn in charge. No other patient was allowed to keep a knife, but with his twin cells, his bottles, and his books, and with his part-time servant, William Minor seemed still to belong to a different category from most others in Broadmoor at the time.

In the year following the disclosure about his relatives, the files speak of Minor’s having started to take walks out on the Terrace in all weathers, angrily denouncing those who tried to persuade him to come back in during one especially violent snowstorm, insisting in his imperious way that it was his business alone if he wished to catch a cold. He had more freedom of choice and movement than most.

(…)
Simon Winschester. The Professor and the Madman – A Tale of Murder, Insanity, and the Making of the Oxford English Dictionary. Harper Perennial, 2005, p. 182-3 (adapted).
Each of the options below presents an excerpt taken from the text and a version of the same excerpt. Choose the one which has retained most of the original meaning found in the text.
 

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2450286 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Textos para a questão.

Texto I


A civilização deu uma importância extraordinária à escrita e, muitas vezes, quando nos referimos à linguagem, só pensamos nesse seu aspecto. É preciso não perder de vista, porém, que lhe há ao lado, mais antiga, mais básica, uma expressão oral.

A rigor, a linguagem escrita não passa de um sucedâneo, de um ersatz da fala. Esta é que abrange a comunicação linguística em sua totalidade, pressupondo, além da significação dos vocábulos e das frases, a entoação, os elementos subsidiários da mímica, incluindo-se aí o jogo fisionômico. Por isso, para bem se compreender a natureza e o funcionamento da linguagem humana, é preciso partir da apreciação da linguagem oral e examinar, em seguida, a escrita como uma espécie de linguagem mutilada, cuja eficiência depende da maneira por que conseguimos obviar à falta inevitável de determinados elementos expressivos.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. Manual de expressão oral e escrita. 27.ª ed. Petrópolis: Vozes, 2010.

Texto II

A palavra falada é imediata, local e geral. Quando falamos, falamos para ser ouvidos imediatamente, com quem está ali ao pé de nós, e de modo a que sejamos facilmente entendidos dele, que sabemos quem é, ou calculamos que sabemos, e que pode ser toda a gente, devendo nós pois falar como se fosse qualquer. A palavra escrita é mediata, longínqua e particular. Quando escrevemos, dirigimo-nos a quem não nos vai ouvir, que é ler, logo; a quem não está ao pé de nós; a quem poderá entender-nos e não a quem tem que entender-nos, tendo nós pois primeiro que o entender a ele.

Em resumo, a palavra falada é um fenômeno social, a escrita um fenômeno cultural; a palavra falada um fenômeno democrático, a escrita um aristocrático. São diferentes em substância: são pois forçosamente diferentes os seus respectivos meios e fins. (…)

Na palavra falada, temos que ser, em absoluto, do nosso tempo e lugar; não podemos falar como Vieira, pois nos arriscamos ou ao ridículo ou à incompreensão. Não podemos pensar como Descartes, pois nos arriscamos ao tédio alheio.

A palavra escrita, ao contrário, não é para quem a ouve, busca quem a ouça; escolhe quem a entenda, e não se subordina a quem a escolhe.

Fernando Pessoa. A língua portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 56-7 e 72.

No que se refere aos sentidos dos textos I e II, julgue (C ou E) o item a seguir.

Depreende-se das ideias desenvolvidas nos textos I e II que seus autores divergem a respeito do que faz da fala e da escrita instâncias diversas: Mattoso Câmara atribui a diferença à natureza delas, e Pessoa, aos meios e fins.

 

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217515 Ano: 2013
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A Guerra Fria constitui um dos fenômenos mais importantes da História Contemporânea. Acerca de sua fase inicial, julgue ( C ou E) o item a seguir.

O bloqueio de Berlim e a imediata construção do muro que dividiu a cidade em duas zonas, em 1948, constituem a resposta da União Soviética à política de contenção estabelecida pelos EUA.
 

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217514 Ano: 2013
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A execução de Carlos I , em 30 de janeiro de 1649, foi decisão do Parlamento inglês que simbolizou o fim do absolutismo na Inglaterra e comprometeu o mito da identificação entre poder real e sua origem divina. Manifestação inicial da crise do Antigo Regime, a Revolu ção Inglesa do século XVII foi o ponto de partid a da Era das Revoluções, que, entre fins do século XVIII e primeira metade do século XIX, iria desvelar o mundo contemporâneo.

Relativamente a esse processo histórico, assinale a opção correta.
 

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Questão presente nas seguintes provas
217513 Ano: 2013
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Acerca da configuração territorial da América portuguesa, julgue (C ou E) o seguinte item.

A expansão territorial para o sul, para que o Rio da Prata fosse limite natural, resultou na fundação de Montevidéu em 1680.
 

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Questão presente nas seguintes provas
217512 Ano: 2013
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A revolução de 1930 introduziu mudanças políticas, econômicas, sociais e na política externa. A respeito dessas mudanças, julgue (C ou E) o item a seguir.

Sem ruptura com a política que vinha sendo implementada, a política externa do governo revolucionário caracterizou-se pelo protagonismo no plano regional e pela centralidade do relacionamento com os EUA.
 

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