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Foram encontradas 650 questões.

387044 Ano: 2011
Disciplina: Direito Penal Militar
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

De acordo com o Código Penal Militar, no crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de

 

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Com relação ao Certificado Nacional de Borda-livre para Navegação Interior, assinale a opção correta.

 

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387004 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Escrever

Começa com a gramática e acaba na cama

A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz gênero fofo. Moleza, disse.

Primeiro, evite estes coloquialismos de "fofo" e "moleza", passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de todo mais que soe mais falado do que escrito. Isso aqui não é rádio FM. De vez em quando, para não acharem que você mora trancado com o Domingos Paschoal Cegalla ou outro gramático de chicote, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

Quando quiser aplicar um "mas", tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador. Dele deve ter vindo a expressão "cheio de mas-mas", ou seja, uma pessoa cheia de "não é bem assim", uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

Não tergiverse, não diga palavras complicadas, não escreva nas entrelinhas. Seja acima de tudo afirmativo, reto no assunto. Nada de passar páginas descrevendo o clima da estação, esse aborrecimento suportável apenas quando vemos as curvas da Garota do Tempo recortadas contra o chroma-key do "Jornal Nacional".

Abaixo o prólogo com a lente aberta, nada daquelas observações sensíveis sobre a paisagem e, a não ser que você seja Dashiell Hammett ou o Raymond Chandler, esqueça o queixo quadrado do bandido ou a descrição pormenorizada dos personagens. Corte o que for possível. Depois dê uma de Raymond Carver e, nem aí para os pruridos da vaidade, mande o resto para o editor acabar de cortar. Sempre cabe uma linha a menos no texto, é o efeito Rexona aplicado na axila gramatical.

Evite essas metáforas complicadas, passe por cima de expressões como "em geral", como está no primeiro parágrafo, pois elas têm a mesma função-paralelepípedo dos parênteses, dos travessões. Chute para fora da página tudo mais que faça as pessoas tropeçarem na leitura ou darem aquela ré em busca do verdadeiro sentido da frase que passou. Deixe tudo em pratos limpos, sem tamanho lugar-comum. Ouça a voz do flanelinha semântico gritando a chave para o bom texto. "Deixa solto, doutor."

É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos. Mergulhe Rubem Braga, palavras, de preferência com até três sílabas. "Pormenorizada", vista acima, é palavrão absoluto. Dispense, sem pormenores.

O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o "que quer" da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um "quequerequé" e estará coberto de razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

Você já se livrou do "mas", agora vai cuidar do "que" e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

Pode-se escrever baixinho, como faz o Veríssimo, que ouviu muito Mario Reis para chegar àquela perfeição de texto de câmara. Outra opção é desabafar pelos cinco mil alto-falantes o que lhe vai na pena da alma, como faz o Xico Sá, que aprendeu a escrever com o Waldick Soriano. Escreva com a sonoridade que lhe aprouver, nunca com cacófatos assim ou verbos que façam o leitor perguntar para o vizinho do lado que maluquice é essa de "aprouver". Fuja da voz passiva, da forma negativa, do gerundismo e principalmente da voz dos

outros. Se falo fino, se falo grosso, ninguém tem nada com isso. O orgulho do próprio "falo", e fazê-lo firme e com charme, é uma das chaves do ofício.

De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona.

Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como "enfaticamente", "seriamente" ou "bem-humoradamente". Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras tantas a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

(SANTOS, Joaquim Ferreira dos. O Globo, Segundo Caderno, 10

jan., 2011. p. 10)

"Escreva com a sonoridade que lhe aprouver [...]." (11 º §). Em relação à forma verbal sublinhada, que afirmação está correta?

 

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386463 Ano: 2011
Disciplina: Serviço Social
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Alba Teresa Barroso de Castro, em artigo presente no livro "Serviço Social, Política Social e Trabalho. Desafios e Perspectivas para o século XXI" (2008), afirma que "o fundamental na institucionalização da esfera pública é que, no seu interior, encontram-se as representações do que foram, no passado, o público e o privado. Ou seja, no novo espaço autônomo e fortalecido de interlocução política, a representação do remoto aparato estatal articula-se com a representação do antigo interesse particular, interagindo ambos com um outro agente diretamente envolvido neste novo esquema", que é:

 

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386451 Ano: 2011
Disciplina: Educação Física
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Segundo Teixeira (2008), existem várias alterações torácicas, sendo distintas suas respectivas origens. Especificamente, existe uma alteração congênita em que ocorre a retração do esterno na altura do apêndice xifóide, sendo que, nesse ponto, o diâmetro ântero-posterior fica muito diminuído. Essa mesma retração pode provocar acomodações de órgãos internos e alterações na mecânica respiratória. Que nome recebe essa alteração torácica?

 

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386448 Ano: 2011
Disciplina: Economia
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Em relação ao modelo IS/LM, é correto afirmar que:

 

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385949 Ano: 2011
Disciplina: Serviço Social
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

De acordo com o livro "0 Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos - Contribuição ao Debate no Judiciário, Penitenciário e na Previdência Social'' (2008), quais são os aspectos integrantes do relatório social?

 

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385948 Ano: 2011
Disciplina: Psicologia
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Conforme BENNIS (1962) no livro "Medidas do Comportamento Organizacional- ferramentas de diagnóstico e gestão", a organização saudável seria aquela que apresentasse adaptabilidade, teste da realidade e senso de identidade. Assinale a opção que define o conceito de adaptabilidade, segundo o referido autor.

 

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385944 Ano: 2011
Disciplina: Legislação Militar
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Considerando os termos da Lei 5836/1972, que dispõe sobre Conselho de Justificação, assinale a opção correta.

 

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385933 Ano: 2011
Disciplina: História
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Analise as afirmativas abaixo, relativas ao resultado da introdução da máquina a vapor nos navios das marinhas com o advento da Revolução Industrial.

I - As vantagens econômicas geradas com o emprego dos meios flutuantes a vapor, bem como suas evoluções técnicas, foram sensibilizando primeiramente a Marinha Mercante, no aproveitamento em linhas de comércio, sendo usados, inicialmente, para o transporte de carga, em decorrência da regularidade das viagens.

II - A Marinha de Guerra resistiu mais às inovações revolucionárias que iam se processando na construção naval, contribuindo para tal o emprego de rodas laterais como propulsão, que diminuía a navegabilidade dos navios e os espaços nos conveses para a colocação dos canhões, aumentando ainda sua vulnerabilidade quando em ação bélica; com o advento da hélice, esse problema foi resolvido.

III - A questão da diminuição dos espaços úteis para o transporte de carga foi solucionada com o maior dimensionamento dos navios e melhor aproveitamento dos compartimentos a bordo, incluindo a adequação dos espaços para a existência de paióis de armazenamento do carvão.

IV - A Europa logo desenvolveu em larga escala os navios a vapor para transporte de passageiros, em virtude das grandes distâncias entre suas cidades principais e à ausência de vias de comunicação entre os países do continente, sendo a primeira viagem de uma companhia de navegação realizada entre a: Inglaterra e os Estados Unidos da América.

Assinale a opção correta.

 

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