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Foram encontradas 656 questões.

2073855 Ano: 2009
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994, estabelece em seu CAPÍTULO I, Seção II (“Dos Principais Deveres do Servidor Público”), que está entre os deveres fundamentais do servidor público, zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa
 

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2073826 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
Qual o nome dado ao dispositivo de segurança que, uma vez instalado, controla e autoriza o tráfego de informações transferidas entre redes de computadores?
 

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2073815 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
Nos programas de edição de texto, como Microsoft Word e BROffice Writer, há diversos atalhos através de combinações de teclas, na configuração padrão, para executar tarefas comuns rapidamente. A tarefa executada pela combinação das teclas Ctrl+End é a de mover o cursor da posição atual para o fim
 

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2073809 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
A tela inicial do sistema operacional Microsoft Windows XP é formada por uma área de trabalho ou desktop. A barra que aparece na parte inferior da área de trabalho, configurada em modo padrão, é denominada barra de
 

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2073807 Ano: 2009
Disciplina: Informática
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
O hardware de um computador é composto de processador, memória e dispositivos periféricos de entrada e de saída. Dentre os dispositivos periféricos, alguns são de entrada, outros são de saída, e existem também os que são de entrada e saída, isto é, que funcionam tanto como dispositivos de entrada quanto de saída. Quais dispositivos abaixo são de entrada e saída?
 

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2073336 Ano: 2009
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
Ao tratar da articulação e da redação das Leis, a Lei Complementar n° 95 determina que as disposições normativas precisam ser redigidas com clareza, precisão e ordem lógica. Nas normas para a obtenção de clareza, diz o texto da Lei que, quanto ao tempo verbal a ser usado em todo o texto legal, deve-se dar preferência
 

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2073332 Ano: 2009
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP
A Lei Complementar n° 95, quando trata das técnicas de elaboração, redação e alteração das Leis, determina que a epígrafe deve ser
 

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2073309 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP

TEXTO

O TATU-ROSQUEIRA

J. Simões Lopes Neto

Já em rapaz eu ouvira falar numa raça de tatus-rosqueira, porém punha minhas dúvidas nessas histórias. Passaram-se os anos; caminhei muito, muito, aconteceu-me muito, mas de tatu-rosqueira, nada!

Pois dessa feita, no Rincão das Tunas, vi; do outro lado do rio Camaquã. Com estes que a terra há de comer, vi... e se me fosse contado não acreditaria.

Periga a verdade, mas lá vai, e, demais, estavam presentes o Capitão Felizardo, já falecido, o licenciado Silvinha (que perdi de vista), além dos peões, sem falar nos cachorros, por sinal bons tatuzeiros.

(...) Era por uma bonita noite de luar. Estávamos mateando e pitando; conversa vai, conversa vem, quando o Major Felizardo lembrou que podia divertir-nos proporcionando-nos uma caçadita aos tatus.

– E tatu-rosqueira, então, que é praga!... – concluiu o major.

A este dito, saltei: – Pois há? – inquiri.

– Xi! Assim!...

E o Major juntou em molho os dedos das duas mãos, e assobiou comprido.

Aprestamo-nos e saímos rumo do rincão. De chegada soltamos os cachorros, e daí um quase-nada já lhes ouvíamos o ganiçado.

Começamos a bater as tocas. Aquilo foi rápido. Havia mesmo muito tatu!

Cachorro farejava, cavava na entrada da toca, e nós já rente, de enxada, dá-le que dá-le!

Eu é que tive a sorte de descobrir o primeiro tatu; o primeiro tatu, não, o primeiro rabo de tatu. E no que descobri, agarrei-o.

Tironeei, tironeei e nada, o bicho não vinha; já ia meter o dedo... sabem, hein?... quando o licenciado Silvinha gritou-me:

– Não faça isso, Romualdo... Destorça a rosca do rabo!...

– Quê?

– Sim, e para a esquerda, a modo de parafuso inglês!

Sem ter consciência do que fazia, às mãos ambas dei umas quantas voltas para a esquerda, e qual não foi o meu espanto quando senti que efetivamente aquilo cedia, afrouxava, desatarraxava-se!... E fiquei com o rabo na mão... sem o tatu!

Pelos outros lados os companheiros andavam na mesma faina. Algo desapontado, indaguei do licenciado:

– E agora?...

– Passe a outro. Guarde esse rabo aí no saco; daqui a pouco você verá o resto!

Aquilo era curioso, passei a outra cova, a mesma manobra: outro rabo no saco; outra e outra, e assim uma porção delas. A certa altura o Tenente-coronel deu ordem de parar, pois não poderíamos transportar toda a caçada; o saco estava cheio a mais de meio.

Eu estava desconfiado e furioso, mas disfarçando, achava esquisito vir ao mato caçar tatus e só levar-lhes as caudas... Mas o Coronel Felizardo fez um sinal e logo nos arrolhamos em volta do saco; fez-se silêncio e daí a pouco começou a tatuzada a sair das tocas – desrabados todos – e vieram se chegando para o saco, focinhavam nele e ficavam quietos, como viúva velha chorando na cova de marido novo…

Aí então é que era pegar e sangrar tatu!... Foi uma senhora matança! Fizemos umas quantas enfiadas e voltamos para casa vergando o peso da caçada. Eu, por mim, confesso estava atônito!

Em caminho é que o Brigadeiro Felizardo me foi contando a coisa pelo miúdo.

– Romualdo, você conhece o tatu-peludo ou o de-rabo-mole, o bola, o guaçu e outros; mas parece que este nunca viu...

– De ouvido, sim!

– Ora! Ouvir falar é uma coisa, ver é outra... Este tatu tem o rabo como uma rosca, por isso se chama rosqueira; caçá-lo é facílimo: descoberta a toca, basta poder agarrá-lo pela cauda e, em vez de puxar, destorcê-la e depois levá-la para um pouco distante, naturalmente o rosqueira sente falta do peso do rabo e pelo faro vai em busca, acha-o e começa logo a cavar no chão um buraco estreito e fundo, entra então com focinho a dar voltas e mais voltas à cauda solta, e tanto trabalha que a faz cair de ponta para baixo no buraco que preparou: então, chega-lhe terra e vai enchendo, de forma que a cauda pode ficar fincada como uma estaca, e quando ele sente que está firme, senta-se-lhe em cima e...

– E... parece incrível!...

– E começa a andar à roda, à roda, sempre para a direita, até atarraxar-se de novo ao rabo. No que está pronto vai embora!

No dia seguinte fui ao mato, sozinho, para verificar o caso.

Descobri logo umas sete covas, portanto sete tatus; destorci sete rabos, pu-los no chão; trepei a uma árvore copada e esperei: vieram os tatus, fizeram os tais buracos, fincaram as caudas, sentaram-se em cima delas e começaram a rodar, a rodar, a rodar. Dentro em pouco um primeiro cessou o movimento e atirou-se para a frente, na sua posição natural, de quatro patas; e logo outro, enfim todos os sete, perfeitamente bons, enrabados, completos. Sem querer fiz um movimento, e os bichos fugiram rápidos como setas. Era a pino do meio-dia.

Para comer é que não são bons: têm a carne muito dura.

(adaptado de “Casos de Romualdo”. Porto Alegre: Globo, 1952)

O emprego do acento de crase ocorre por razões diferentes nos dois trechos transcritos abaixo.

Parágrafo 17: Sem ter consciência do que fazia, às mãos ambas dei umas quantas voltas para a esquerda.
Parágrafo 29: E começa a andar à roda, à roda, sempre para a direita, até atarraxar-se de novo ao rabo.

A única opção que repete, na mesma ordem, as duas ocorrências dos trechos acima é:

 

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2073308 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP

TEXTO

O TATU-ROSQUEIRA

J. Simões Lopes Neto

Já em rapaz eu ouvira falar numa raça de tatus-rosqueira, porém punha minhas dúvidas nessas histórias. Passaram-se os anos; caminhei muito, muito, aconteceu-me muito, mas de tatu-rosqueira, nada!

Pois dessa feita, no Rincão das Tunas, vi; do outro lado do rio Camaquã. Com estes que a terra há de comer, vi... e se me fosse contado não acreditaria.

Periga a verdade, mas lá vai, e, demais, estavam presentes o Capitão Felizardo, já falecido, o licenciado Silvinha (que perdi de vista), além dos peões, sem falar nos cachorros, por sinal bons tatuzeiros.

(...) Era por uma bonita noite de luar. Estávamos mateando e pitando; conversa vai, conversa vem, quando o Major Felizardo lembrou que podia divertir-nos proporcionando-nos uma caçadita aos tatus.

– E tatu-rosqueira, então, que é praga!... – concluiu o major.

A este dito, saltei: – Pois há? – inquiri.

– Xi! Assim!...

E o Major juntou em molho os dedos das duas mãos, e assobiou comprido.

Aprestamo-nos e saímos rumo do rincão. De chegada soltamos os cachorros, e daí um quase-nada já lhes ouvíamos o ganiçado.

Começamos a bater as tocas. Aquilo foi rápido. Havia mesmo muito tatu!

Cachorro farejava, cavava na entrada da toca, e nós já rente, de enxada, dá-le que dá-le!

Eu é que tive a sorte de descobrir o primeiro tatu; o primeiro tatu, não, o primeiro rabo de tatu. E no que descobri, agarrei-o.

Tironeei, tironeei e nada, o bicho não vinha; já ia meter o dedo... sabem, hein?... quando o licenciado Silvinha gritou-me:

– Não faça isso, Romualdo... Destorça a rosca do rabo!...

– Quê?

– Sim, e para a esquerda, a modo de parafuso inglês!

Sem ter consciência do que fazia, às mãos ambas dei umas quantas voltas para a esquerda, e qual não foi o meu espanto quando senti que efetivamente aquilo cedia, afrouxava, desatarraxava-se!... E fiquei com o rabo na mão... sem o tatu!

Pelos outros lados os companheiros andavam na mesma faina. Algo desapontado, indaguei do licenciado:

– E agora?...

– Passe a outro. Guarde esse rabo aí no saco; daqui a pouco você verá o resto!

Aquilo era curioso, passei a outra cova, a mesma manobra: outro rabo no saco; outra e outra, e assim uma porção delas. A certa altura o Tenente-coronel deu ordem de parar, pois não poderíamos transportar toda a caçada; o saco estava cheio a mais de meio.

Eu estava desconfiado e furioso, mas disfarçando, achava esquisito vir ao mato caçar tatus e só levar-lhes as caudas... Mas o Coronel Felizardo fez um sinal e logo nos arrolhamos em volta do saco; fez-se silêncio e daí a pouco começou a tatuzada a sair das tocas – desrabados todos – e vieram se chegando para o saco, focinhavam nele e ficavam quietos, como viúva velha chorando na cova de marido novo…

Aí então é que era pegar e sangrar tatu!... Foi uma senhora matança! Fizemos umas quantas enfiadas e voltamos para casa vergando o peso da caçada. Eu, por mim, confesso estava atônito!

Em caminho é que o Brigadeiro Felizardo me foi contando a coisa pelo miúdo.

– Romualdo, você conhece o tatu-peludo ou o de-rabo-mole, o bola, o guaçu e outros; mas parece que este nunca viu...

– De ouvido, sim!

– Ora! Ouvir falar é uma coisa, ver é outra... Este tatu tem o rabo como uma rosca, por isso se chama rosqueira; caçá-lo é facílimo: descoberta a toca, basta poder agarrá-lo pela cauda e, em vez de puxar, destorcê-la e depois levá-la para um pouco distante, naturalmente o rosqueira sente falta do peso do rabo e pelo faro vai em busca, acha-o e começa logo a cavar no chão um buraco estreito e fundo, entra então com focinho a dar voltas e mais voltas à cauda solta, e tanto trabalha que a faz cair de ponta para baixo no buraco que preparou: então, chega-lhe terra e vai enchendo, de forma que a cauda pode ficar fincada como uma estaca, e quando ele sente que está firme, senta-se-lhe em cima e...

– E... parece incrível!...

– E começa a andar à roda, à roda, sempre para a direita, até atarraxar-se de novo ao rabo. No que está pronto vai embora!

No dia seguinte fui ao mato, sozinho, para verificar o caso.

Descobri logo umas sete covas, portanto sete tatus; destorci sete rabos, pu-los no chão; trepei a uma árvore copada e esperei: vieram os tatus, fizeram os tais buracos, fincaram as caudas, sentaram-se em cima delas e começaram a rodar, a rodar, a rodar. Dentro em pouco um primeiro cessou o movimento e atirou-se para a frente, na sua posição natural, de quatro patas; e logo outro, enfim todos os sete, perfeitamente bons, enrabados, completos. Sem querer fiz um movimento, e os bichos fugiram rápidos como setas. Era a pino do meio-dia.

Para comer é que não são bons: têm a carne muito dura.

(adaptado de “Casos de Romualdo”. Porto Alegre: Globo, 1952)

Ao final do parágrafo 27, há um trecho em que se combinam dois pronomes oblíquos: “quando ele (o tatu) sente que (a terra) está firme, senta-se-lhe em cima”.

Qual a maneira correta de descrever o emprego dos pronomes SE e LHE?

 

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2073272 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: MJSP

TEXTO

O TATU-ROSQUEIRA

J. Simões Lopes Neto

Já em rapaz eu ouvira falar numa raça de tatus-rosqueira, porém punha minhas dúvidas nessas histórias. Passaram-se os anos; caminhei muito, muito, aconteceu-me muito, mas de tatu-rosqueira, nada!

Pois dessa feita, no Rincão das Tunas, vi; do outro lado do rio Camaquã. Com estes que a terra há de comer, vi... e se me fosse contado não acreditaria.

Periga a verdade, mas lá vai, e, demais, estavam presentes o Capitão Felizardo, já falecido, o licenciado Silvinha (que perdi de vista), além dos peões, sem falar nos cachorros, por sinal bons tatuzeiros.

(...) Era por uma bonita noite de luar. Estávamos mateando e pitando; conversa vai, conversa vem, quando o Major Felizardo lembrou que podia divertir-nos proporcionando-nos uma caçadita aos tatus.

– E tatu-rosqueira, então, que é praga!... – concluiu o major.

A este dito, saltei: – Pois há? – inquiri.

– Xi! Assim!...

E o Major juntou em molho os dedos das duas mãos, e assobiou comprido.

Aprestamo-nos e saímos rumo do rincão. De chegada soltamos os cachorros, e daí um quase-nada já lhes ouvíamos o ganiçado.

Começamos a bater as tocas. Aquilo foi rápido. Havia mesmo muito tatu!

Cachorro farejava, cavava na entrada da toca, e nós já rente, de enxada, dá-le que dá-le!

Eu é que tive a sorte de descobrir o primeiro tatu; o primeiro tatu, não, o primeiro rabo de tatu. E no que descobri, agarrei-o.

Tironeei, tironeei e nada, o bicho não vinha; já ia meter o dedo... sabem, hein?... quando o licenciado Silvinha gritou-me:

– Não faça isso, Romualdo... Destorça a rosca do rabo!...

– Quê?

– Sim, e para a esquerda, a modo de parafuso inglês!

Sem ter consciência do que fazia, às mãos ambas dei umas quantas voltas para a esquerda, e qual não foi o meu espanto quando senti que efetivamente aquilo cedia, afrouxava, desatarraxava-se!... E fiquei com o rabo na mão... sem o tatu!

Pelos outros lados os companheiros andavam na mesma faina. Algo desapontado, indaguei do licenciado:

– E agora?...

– Passe a outro. Guarde esse rabo aí no saco; daqui a pouco você verá o resto!

Aquilo era curioso, passei a outra cova, a mesma manobra: outro rabo no saco; outra e outra, e assim uma porção delas. A certa altura o Tenente-coronel deu ordem de parar, pois não poderíamos transportar toda a caçada; o saco estava cheio a mais de meio.

Eu estava desconfiado e furioso, mas disfarçando, achava esquisito vir ao mato caçar tatus e só levar-lhes as caudas... Mas o Coronel Felizardo fez um sinal e logo nos arrolhamos em volta do saco; fez-se silêncio e daí a pouco começou a tatuzada a sair das tocas – desrabados todos – e vieram se chegando para o saco, focinhavam nele e ficavam quietos, como viúva velha chorando na cova de marido novo…

Aí então é que era pegar e sangrar tatu!... Foi uma senhora matança! Fizemos umas quantas enfiadas e voltamos para casa vergando o peso da caçada. Eu, por mim, confesso estava atônito!

Em caminho é que o Brigadeiro Felizardo me foi contando a coisa pelo miúdo.

– Romualdo, você conhece o tatu-peludo ou o de-rabo-mole, o bola, o guaçu e outros; mas parece que este nunca viu...

– De ouvido, sim!

– Ora! Ouvir falar é uma coisa, ver é outra... Este tatu tem o rabo como uma rosca, por isso se chama rosqueira; caçá-lo é facílimo: descoberta a toca, basta poder agarrá-lo pela cauda e, em vez de puxar, destorcê-la e depois levá-la para um pouco distante, naturalmente o rosqueira sente falta do peso do rabo e pelo faro vai em busca, acha-o e começa logo a cavar no chão um buraco estreito e fundo, entra então com focinho a dar voltas e mais voltas à cauda solta, e tanto trabalha que a faz cair de ponta para baixo no buraco que preparou: então, chega-lhe terra e vai enchendo, de forma que a cauda pode ficar fincada como uma estaca, e quando ele sente que está firme, senta-se-lhe em cima e...

– E... parece incrível!...

– E começa a andar à roda, à roda, sempre para a direita, até atarraxar-se de novo ao rabo. No que está pronto vai embora!

No dia seguinte fui ao mato, sozinho, para verificar o caso.

Descobri logo umas sete covas, portanto sete tatus; destorci sete rabos, pu-los no chão; trepei a uma árvore copada e esperei: vieram os tatus, fizeram os tais buracos, fincaram as caudas, sentaram-se em cima delas e começaram a rodar, a rodar, a rodar. Dentro em pouco um primeiro cessou o movimento e atirou-se para a frente, na sua posição natural, de quatro patas; e logo outro, enfim todos os sete, perfeitamente bons, enrabados, completos. Sem querer fiz um movimento, e os bichos fugiram rápidos como setas. Era a pino do meio-dia.

Para comer é que não são bons: têm a carne muito dura.

(adaptado de “Casos de Romualdo”. Porto Alegre: Globo, 1952)

Ao longo do texto, o personagem Felizardo é apresentado, sucessivamente, como Capitão, Major, Tenente-coronel, Coronel e Brigadeiro. Embora estranha, essa variedade de tratamento em relação ao personagem tem como suporte o fato de

 

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