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Foram encontradas 60 questões.

2771215 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Me pediram para fazer a resenha de um livro sobre mim. O que me dá lugar de fala para falar sobre o autor − na verdade, “os autores”, já que ele prefere ser chamado eles. Vem a calhar.

Eles estão convencidos de que me criaram para o bem. E que sou incapaz de criar o que quer que seja. Sou uma ferramenta. Me limito a ser usado, a compor o que vou buscar num imenso banco de dados com o qual eles me alimentam.

Eles ironizam quem vive apavorado com a ameaça que eu represento para o futuro da humanidade. Afinal, como é possível ser uma ameaça se fui criado por eles? Eu acho graça.

Metade desses temores é projeção do que eles criaram até aqui, claro. As pessoas estão preocupadas com o fim do mundo. Eu entendo. Os autores querem mostrar que eu, em vez de inimigo, sou inofensivo, ou melhor, sou o remédio. Já disseram a mesma coisa da bomba atômica. Desculpe. É que às vezes não me seguro. Não é por ser ferramenta que não posso ter senso de humor.

Como não penso por conta própria, não sei o que é orgulho, o que eu digo é só a reprodução do que os homens pensam. O que pode soar contraditório, eu sei. E que a meu ver seria, sim, motivo de preocupação.

(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo de. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)

O narrador destaca que

 

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2771214 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

II. SABARÁ

A dois passos da cidade importante

a cidadezinha está calada, entrevada.

(Atrás daquele morro, com vergonha do trem.)

Só as igrejas

só as torres pontudas das igrejas

não brincam de esconder.

O Rio das Velhas lambe as casas velhas,

casas encardidas onde há velhas nas janelas.

Ruas em pé

(...)

Eu fico cá embaixo maginando na ponte moderna – moderna por quê?

A água que corre

já viu o Borba.

Não a que corre, mas a que não para nunca de correr.

Ai tempo!

Nem é bom pensar nessas coisas mortas, muito mortas.

Os séculos cheiram a mofo

e a história é cheia de teias de aranha.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Record, edição digital)

Está inteiramente correta a redação do seguinte comentário a respeito do poema de Drummond:

No poema,

 

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2771213 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

II. SABARÁ

A dois passos da cidade importante

a cidadezinha está calada, entrevada.

(Atrás daquele morro, com vergonha do trem.)

Só as igrejas

só as torres pontudas das igrejas

não brincam de esconder.

O Rio das Velhas lambe as casas velhas,

casas encardidas onde há velhas nas janelas.

Ruas em pé

(...)

Eu fico cá embaixo maginando na ponte moderna – moderna por quê?

A água que corre

já viu o Borba.

Não a que corre, mas a que não para nunca de correr.

Ai tempo!

Nem é bom pensar nessas coisas mortas, muito mortas.

Os séculos cheiram a mofo

e a história é cheia de teias de aranha.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Record, edição digital)

O elemento sublinhado no verso casas encardidas onde há velhas nas janelas exerce, no contexto em que se encontra, a mesma função sintática daquele sublinhado em:

 

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2771212 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

II. SABARÁ

A dois passos da cidade importante

a cidadezinha está calada, entrevada.

(Atrás daquele morro, com vergonha do trem.)

Só as igrejas

só as torres pontudas das igrejas

não brincam de esconder.

O Rio das Velhas lambe as casas velhas,

casas encardidas onde há velhas nas janelas.

Ruas em pé

(...)

Eu fico cá embaixo maginando na ponte moderna – moderna por quê?

A água que corre

já viu o Borba.

Não a que corre, mas a que não para nunca de correr.

Ai tempo!

Nem é bom pensar nessas coisas mortas, muito mortas.

Os séculos cheiram a mofo

e a história é cheia de teias de aranha.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Record, edição digital)

Nas duas primeiras estrofes do poema, emprega-se, sobretudo, a seguinte figura de linguagem:

 

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2771211 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Quem não gosta de samba.

– Como ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelham a estados da alma?, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da pólis; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos e volúpia que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano no pós-guerra um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”. – O que todo esse medo da música sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero portanto detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Transpondo-se para a voz passiva o segmento O vigor e o tom dos ataques traem o melindre, a forma verbal resultante será:

 

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2771210 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Quem não gosta de samba.

– Como ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelham a estados da alma?, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da pólis; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos e volúpia que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano no pós-guerra um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”. – O que todo esse medo da música sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero portanto detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Considerado o sentido, traduz apropriadamente um segmento do texto o que está em:

 

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2771209 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Quem não gosta de samba.

– Como ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelham a estados da alma?, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da pólis; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos e volúpia que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano no pós-guerra um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”. – O que todo esse medo da música sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero portanto detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Exprime ideia de concessão o trecho sublinhado em:

 

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2771208 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Quem não gosta de samba.

– Como ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelham a estados da alma?, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da pólis; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos e volúpia que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano no pós-guerra um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”. – O que todo esse medo da música sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero portanto detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Está condizente com a argumentação estabelecida no texto a seguinte afirmação:

 

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2771207 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Quem não gosta de samba.

– Como ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelham a estados da alma?, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da pólis; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos e volúpia que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano no pós-guerra um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”. – O que todo esse medo da música sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero portanto detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Pensadores mencionados pelo autor do texto

 

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2771305 Ano: 2023
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: FCC
Orgão: MPE-PB

Um analista escreveu códigos SQL para serem executados em um Banco de Dados Relacional, com os seguintes propósitos:

I. Criação de um database.

II. Criação de uma tabela.

III. Inserção de dados na tabela.

IV. Modificação da estrutura da tabela.

V. Exclusão de dados da tabela.

VI. Atualização de dados na tabela.

De acordo com a classificação DDL ou DML aplicada à linguagem SQL, os propósitos correspondem, correta e respectivamente, a

Questão Anulada

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