Foram encontradas 60 questões.
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
A sequência Folheando jornais do início de 1930...(l.1) contém uma forma de um verbo terminado em –ear. A frase abaixo em que há uma forma, ligada aos verbos terminados em –ear, grafada ERRADAMENTE é:
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
Considere as afirmações abaixo, relativas à pontuação no texto.
I- Os dois pontos na linha 10 introduzem um esclarecimento do que foi dito na primeira parte do período.
II- Na linha 22, o emprego da vírgula que antecede o e justifica-se unicamente porque é necessário indicar que o sujeito da oração que segue não é o mesmo da anterior.
III- Na linha 25, uma vírgula poderia ser colocada depois da palavra público, sem que isso acarretasse erro ou alteração no significado.
Quais estão corretas?
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
A frase abaixo que se encontra na voz passiva é
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
Considere os seguintes comentários a respeito do segmento (...)mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. (l. 29-30).
I- O adjetivo em função de adjunto adnominal tanto pode estar se referindo ao substantivo provas, quanto aos substantivos frouxidão e condescendência.
II- Se o adjetivo estivesse na forma singular, a única interpretação possível seria a de que estaria se referindo a condescendência.
III- O adjetivo, na forma em que se encontra, poderia vir anteposto ao substantivo frouxidão, o que significaria que ele se refere apenas a frouxidão e condescendência.
Quais estão corretas?
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
A frase que se inicia na l.11 NÃO terá o seu sentido alterado, se a conjunção e (l.12) for substituída por
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
Considere o período Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório.(l.9-10). É lícito dizer que o período
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
A forma MENOS adequada, por ser menos clara, para se reescrever o trecho inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna. (l.13-14), é
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Em relação ao que se diz no penúltimo parágrafo, são feitas as seguintes afirmações.
I- Ainda que não instigassem as violências contra a população civil, os chefes da Coluna se revelaram coniventes com elas.
II- Não se pode justificar os atos que se situam na esfera pública, como foi a ação da Coluna, exclusivamente em relação às intenções que os motivaram.
III- A consagração da Coluna como peripécia militar minimiza as falhas cometidas, as quais são, de resto, inevitáveis em casos como este.
Quais estão de acordo com o que se afirma no parágrafo em questão?
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
Provas
As questões de 41 a 50 referem-se ao texto que segue.
Folheando jornais do início de 1930, descobre-se que o homem mais popular do Brasil não era Getúlio Vargas, mas Luís Carlos Prestes, exilado em Buenos Aires depois de comandar a coluna que tomou seu nome. Tendo sido apenas capitão, os jornais chamavam-no de general.
Como líder do Partido Comunista, Prestes naturalmente se beneficiou do prestígio de comandante da coluna. Como tal, tornou-se mundialmente conhecido e peritos proclamavam a sua genialidade militar. Vários livros, o mais famoso dos quais foi o "Cavaleiro da Esperança" de Jorge Amado, exaltaram os fastos da coluna.
Os homens sentem necessidade de mitificar passados heroísmos, expurgando-os do que houve de desabonatório. A primazia histórica cabe aos gregos: escamotearam que seus heróis eram também saqueadores e estupradores. Não há epopéias imaculadamente limpas e não deveria surpreender que a coluna praticasse torpezas: inevitáveis em forças regulares, são ainda mais freqüentes em forças irregulares de guerrilha, caso da coluna.
Surpreendente é que só passados 70 anos se tenham descoberto as mazelas da coluna. Em 1993, uma jovem repórter teve a idéia de refazer o trajeto de 25 mil quilômetros da coluna, entrevistando testemunhas da sua passagem. Descobriu que os revolucionários deixaram após si um rastro de violências, saques, estupros e mortes. As reportagens saíram em livro em 1994, e a repórter pagou o preço pela desconstrução de um dos mitos mais solidamente estabelecidos da história brasileira. parte contestações apenas ideológicas, alegou-se que entrevistara pessoas de idade muito avançada, com memória comprometida pela senilidade, e desqualificou-se o trabalho como sensacionalismo jornalístico.
Mas eis que apareceram os documentos escritos tão estimados pelo positivismo historiográfico. Abriu-se ao público o arquivo de Juarez Távora, integrante da coluna. Do total de 28.556 documentos, mais de 500 dizem respeito à Coluna Prestes. Contam-nos uma tétrica história de covardes violências contra pobre gente das regiões percorridas pela coluna.
Os chefes militares, sobretudo seu comandante, não autorizavam as infâmias, mas deram provas de frouxidão e condescendência imperdoáveis. A marcha da coluna pode ter sido épica, mas foi epopéia manchada de sangue inocente e desmoralizada por vandalismos. O fim justifica os meios, dirão os ideólogos, esquecendo que os meios comprometem irremediavelmente os fins.
A revelação das atrocidades da coluna não tisna só a construção hagiológica da esquerda, mas também a da direita. Para começar, por que é que em vida Juarez Távora não tornou públicos estes fatos? Acontece que ele próprio foi cúmplice das barbaridades. Ademais, a verdade comprometia também seus companheiros que, tendo na maioria rompido com Prestes em maio de 1930, seguiram trajetória de autoritarismo político direitista.
Adaptado de: FREITAS, Décio. Coluna Prestes revisitada. Zero Hora, 13 de junho de 1999.
A forma verbal Tendo sido (l.3) somente NÃO pode ser substituída por
Provas
Caderno Container