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Respondida
Pretendendo matar Bruno, seu pai, com 70 anos, policial militar em serviço (em patrulhamento ostensivo), André efetua disparo
de arma de fogo em sua direção.”. Por erro na execução (desvio do projétil/ricochete), o tiro atinge e mata Carlos, terceiro estranho à relação, que transitava nas imediações. Bruno permanece ileso. Considerando o art. 73 do CP, sua distinção em relação ao
erro sobre a pessoa (art. 20, § 3º, CP), e as consequências quanto à incidência de circunstâncias/qualificadoras e à configuração
(ou não) de concurso, assinale a alternativa correta.
Respondida
Tício, com animus necandi , desfere golpe de faca em Caio, atingindo-o superficialmente, causando lesão leve, não obtendo
seu desiderato por circunstâncias alheias à sua vontade. Caio é encaminhado ao hospital exclusivamente em razão da lesão,
onde recebe os primeiros cuidados. O laudo pericial é categórico ao afirmar que: (i) a lesão não apresentava potencial letal,
(ii) não houve hemorragia significativa nem comprometimento de órgãos vitais, e (iii) com a conduta médica ordinária, Caio
teria alta em curto período, sem risco relevante. Durante a internação, contudo, ocorre erro médico grosseiro e autônomo,
consistente na administração de substância expressamente contraindicada ao paciente (incompatível com seu histórico clínico
registrado no prontuário), desencadeando choque anafilático e levando Caio a óbito. A perícia conclui que esse evento iatrogênico foi causa direta e suficiente do resultado morte, não havendo contribuição relevante da facada para o óbito além de ter
motivado a ida ao hospital. Considerando o art. 13, § 1º, do CP, assinale a alternativa correta.
A
Tício responde por tentativa de homicídio, porque a causa superveniente relativamente independente, autônoma e
suficiente por si para produzir o resultado morte, opera como fator de interrupção do nexo de imputação do resultado ao
primeiro agente, subsistindo a responsabilidade pelo iter criminis até então desenvolvido.
B
Tício responde por homicídio culposo, já que, tendo ocorrido o resultado morte, a divergência entre o meio empregado e
a causa efetiva do óbito desloca a imputação subjetiva do dolo para a culpa, pela produção de resultado não desejado em
contexto de risco.
C
Tício responde por homicídio consumado, pois a teoria da equivalência dos antecedentes (conditio sine qua non ) impõe a
imputação do resultado a todo aquele que, de algum modo, concorreu causalmente para a sequência fática, sendo juridicamente indiferente a ocorrência de causa superveniente atribuível a terceiro.
D
Tício é isento de pena, pois a morte decorreu exclusivamente de conduta de terceiro, o que exclui não apenas a imputação do resultado consumado, mas também qualquer responsabilização pela conduta antecedente, inclusive a título
de tentativa.
E
Tício responde por lesão corporal seguida de morte, pois o evento morte posterior à agressão inicial reconduz o fato ao
tipo preterdoloso, sendo irrelevante que o agente tenha atuado com dolo de matar, já que o resultado mais grave efetivamente se produziu.
Respondida
Carlos praticou extorsão mediante sequestro (crime permanente), mantendo a vítima em cativeiro de 10-1 a 20-1. Em 15-01,
entrou em vigor lei nova mais gravosa (novatio legis in pejus ), elevando a pena do tipo e modificando, em desfavor do agente,
disciplina jurídica incidente sobre o fato. A defesa sustenta que deve incidir integralmente a lei anterior (por ser o início do delito)
ou, subsidiariamente, que o juiz “conjugue” fragmentos mais favoráveis de cada diploma para compor um regime globalmente
mais benéfico. À luz do art. 2º do CP, da orientação predominante dos Tribunais Superiores e dos enunciados sumulares aplicáveis, assinale a alternativa correta.
A
Em observância ao art. 5º, XL, da CF, impõe-se ao julgador proceder a uma “retroatividade seletiva” por institutos, escolhendo, em cada capítulo (pena-base, causas de aumento, regime, benefícios), o dispositivo mais favorável dentre as leis
sucessivas, ainda que o resultado corresponda a regime normativo não previsto integralmente em nenhum dos diplomas.
B
Adota-se solução intertemporal fracionada: aplica-se a lei antiga ao período anterior à vigência da lei nova e a lei posterior
ao período subsequente, decompondo-se o crime permanente em marcos temporais autônomos para fins de tipicidade,
pena e demais consequências penais.
C
Por força da irretroatividade da lei penal mais gravosa, norma posterior jamais incide sobre condutas iniciadas antes de
sua vigência, ainda que a consumação se protrai no tempo; assim, todo crime permanente deve ser regido exclusivamente
pela lei em vigor no momento em que teve início o estado de permanência.
D
Incide integralmente a lei anterior, porque o “tempo do crime” fixa-se no primeiro ato executivo e no início da privação da
liberdade, sendo juridicamente indiferente a superveniência de lei posterior durante a manutenção do cativeiro, sob pena
de retroatividade vedada.
E
Aplica-se a lei nova ao fato, porque, nos crimes permanentes, considera-se o delito praticado enquanto não cessada a
permanência, de modo que a superveniência de lei mais grave antes do término do estado antijurídico rege o caso; além
disso, não se admite a combinação de leis sucessivas para formar regime híbrido (“lex tertia ”) por seleção de dispositivos
esparsos de diplomas distintos.
Respondida
No que se refere ao crime de tráfico de drogas, à luz do entendimento consolidado pelos Tribunais Superiores, assinale a
alternativa correta.
A
Para a incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no chamado tráfico privilegiado, exige-se que o réu
seja tecnicamente primário, ostente bons antecedentes e conduta social adequada, bem como que não faça da criminalidade um meio habitual de vida nem mantenha vínculo com organização criminosa. Uma vez reconhecida a incidência
da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, afasta-se o caráter hediondo
da conduta.
B
De acordo com o entendimento firmado pelo STJ no julgamento do Tema Repetitivo 1262, o magistrado deve considerar a
natureza e a quantidade da substância entorpecente com preponderância sobre as circunstâncias do art. 59 do CP. Assim,
se a droga apreendida for de natureza altamente nociva, como o crack, a majoração da pena-base torna-se obrigatória e
proporcional, ainda que a quantidade encontrada com o agente não possa ser considerada significativa.
C
O STJ consolidou o entendimento de que incide a atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes quando o acusado admite a posse ou a propriedade da substância para uso próprio, ainda que negue a prática
da mercancia. Nessa hipótese, contudo, a redução deve ser aplicada em patamar inferior ao que seria devido nos casos
de confissão integral.
D
À luz do entendimento firmado pelo STJ no julgamento do Tema Repetitivo 1259, comprovado o nexo finalístico entre a
arma de fogo apreendida e a prática do tráfico de drogas, a incidência da majorante prevista no art. 40, inciso IV, da Lei
nº 11.343/2006, cumulada com o reconhecimento do concurso material entre os crimes de tráfico e de posse ou porte de
arma de fogo, não configura bis in idem , uma vez que os respectivos tipos penais tutelam bens jurídicos distintos.
E
Consoante a tese fixada pelo STJ no julgamento do Tema Repetitivo 1139, é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso seja para afastar a aplicação da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei
nº 11.343/2006, seja para aferir a periculosidade do agente para fins de fundamentar eventual prisão cautelar, sob pena
de ferir a presunção de inocência.
Respondida
Assinale a alternativa correta.
A
No julgamento do Tema 990, o STF firmou o entendimento de que é constitucional o compartilhamento de relatórios de
inteligência da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e da Receita Federal com os órgãos de persecução penal para
fins criminais, independentemente de prévia autorização judicial. Tal intercâmbio dispensa rigores formais, desde que seja
preservado o sigilo das informações e assegurado o posterior controle jurisdicional.
B
Consoante o entendimento atual do STJ, a realização de sucessivos contratos de empréstimo pessoal para justificar
ingressos patrimoniais configura ato de dissimulação quando não se esclarece a fonte de pagamento das parcelas e o
devedor mantém seu padrão de vida. Tal conduta constitui elemento do delito de lavagem de dinheiro por representar uma
engenharia financeira que extrapola o mero recebimento de vantagens indevidas.
C
A jurisprudência admite a autolavagem, permitindo que o autor da infração antecedente também responda pelo branqueamento, desde que pratique atos autônomos e diversos do crime original. Para a punição simultânea, é prescindível a demonstração da intenção de ocultar os ativos com sofisticação, visto que a mera fruição do proveito do crime configura conduta
autônoma apta a afastar a consunção.
D
Na modalidade de ocultação, a lavagem de capitais possui natureza de crime instantâneo de efeitos permanentes, cuja
execução se encerra no momento em que os ativos são camuflados. Por essa razão, a consumação ocorre em ponto
determinado, de modo que o prazo prescricional começa a fluir na data do ato de ocultar, independentemente de quando
a conduta se torne conhecida pelas autoridades.
E
O crime de lavagem de dinheiro é autônomo, permitindo o processamento e a condenação independentemente do desfecho da infração antecedente. Para a aptidão da denúncia, exige-se a “justa causa duplicada”, fundamentada em prova
exauriente da origem ilícita do capital e da conduta de ocultação.
Respondida
Assinale a alternativa correta.
A
Carlos é proprietário de uma boate situada em área de uso misto. Após meses de funcionamento e reiteradas reclamações
de moradores da vizinhança, no sentido de que o volume excessivo do som, especialmente em dias de festa, lhes causava
perturbação do sossego, estresse e insônia, a Polícia compareceu ao local e constatou a emissão de ruídos acima dos
limites legalmente permitidos para a região. A conduta praticada por Carlos subsume-se ao tipo penal previsto no art. 42
da LCP, sendo cabível, no caso, a aplicação do benefício da transação penal.
B
Lúcio, sócio-administrador da empresa Luciomar Comercial Ltda., reduziu artificialmente o pagamento de ICMS em 2016.
Em 2020 o crédito tributário foi definitivamente constituído pelo Fisco. Caso a empresa seja formalmente extinta e Lúcio
ajuíze uma ação anulatória para questionar a validade do lançamento tributário, o inquérito policial instaurado para apurar
o crime contra a ordem tributária (art. 1º da Lei nº 8.137/1990) deverá ser obrigatoriamente suspenso, uma vez que a
pendência de discussão judicial sobre a validade do débito impede o prosseguimento da persecução penal.
C
Em regular cumprimento de mandando de busca e apreensão expedido para a apuração do crime de tráfico de drogas na
residência de Letícia, não foi encontrada prova alguma da prática da traficância. Todavia, foi apreendida uma pistola Taurus
.380, registrada em seu nome, cujo certificado estava expirado há aproximadamente 1 ano. Diante disso, Letícia deverá
responder exclusivamente pelo crime de posse de arma de uso permitido.
D
João comparece reiteradamente na saída do Colégio Santa Helena com o propósito de filmar adolescentes em seus
uniformes, focando deliberadamente em suas regiões genitais, para fins de satisfação sexual. Sua conduta caracteriza o
crime de produção de cena pornográfica, previsto no art. 240 do ECA, cuja pena é de 4 a 8 anos de reclusão.
E
Amanda, visando evitar multas de trânsito durante uma viagem de fim de semana, decide utilizar fita adesiva preta para
transformar o número “3” em um “8” na placa de seu automóvel. Consoante o entendimento mais recente do STJ, a
conduta de Amanda é considerada atípica, uma vez que a adulteração do sinal identificador do veículo ocorreu de forma
precária e temporária.
Respondida
Assinale a alternativa correta.
A
Consoante o entendimento atual do STJ, o crime de satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente
(art. 218-A do CP) não pode ser configurado por meio de videochamada em tempo real, uma vez que o núcleo do tipo
penal – “presenciar” – pressupõe a presença física no mesmo ambiente, não se mostrando suficiente a mera visualização
remota do ato libidinoso.
B
Conforme estabelecido pelo Tema 1202 do STJ, no crime de estupro de vulnerável, para a aplicação da fração máxima da
majoração relativa à continuidade delitiva, é imprescindível a delimitação precisa da quantidade de atos sexuais praticados.
C
Nos crimes contra a dignidade sexual, não configura bis in idem a aplicação simultânea da agravante genérica prevista
no art. 61, II, “f”, do CP (abuso de autoridade ou prevalecimento de relações domésticas/coabitação) e da majorante
específica do art. 226, II, do mesmo diploma (agente que é ascendente, padrasto, tio, entre outros), salvo quando houver
exclusivamente a relação de autoridade do agente sobre a vítima, hipótese em que deve incidir apenas a causa de aumento
de pena.
D
Segundo o entendimento atual do STJ, para a configuração do crime de prevaricação, exige-se a presença do dolo específico de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, sendo suficiente para a tipificação da conduta que o agente atue com
negligência ou comodismo no exercício de suas funções.
E
De acordo com a interpretação do STF, o princípio da autodefesa (art. 5º, LXIII, da CF) garante ao cidadão o direito de
atribuir-se falsa identidade perante a autoridade policial sem que isso configure crime, desde que a conduta tenha o objetivo exclusivo de ocultar maus antecedentes criminais.
Respondida
No que diz respeito à aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e ao entendimento consolidado do STJ acerca da
violência doméstica e familiar contra a mulher, assinale a alternativa correta.
A
As medidas protetivas de urgência possuem natureza jurídica de tutela inibitória e sua manutenção deve ocorrer por prazo
temporalmente indeterminado enquanto persistir o risco à integridade da mulher, sendo que o magistrado deve submetê-las a
um prazo obrigatório de revisão periódica para avaliar a necessidade de sua manutenção, sempre garantindo o contraditório
com a oitiva das partes.
B
O STJ, ao julgar o Tema 1333, consolidou o entendimento de que a agravante do art. 61, II, “f”, do CP – ter o agente
praticado o crime prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra
a mulher na forma da lei específica – é aplicável a todas as contravenções penais praticadas em contexto de violência
doméstica contra a mulher, fundamentando-se na permissão de aplicação das regras gerais do CP às leis especiais, conforme o art. 12 do CP e o art. 1º da LCP.
C
O magistrado pode fixar na sentença condenatória um valor mínimo para reparação de danos morais, desde que haja
pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, sendo indispensável a realização de uma instrução probatória específica durante o processo para comprovar a extensão do dano moral sofrido.
D
A vítima de violência doméstica não possui legitimidade para recorrer de decisões que indeferem ou revogam medidas
protetivas de urgência, uma vez que sua atuação processual está estritamente limitada às faculdades do assistente de
acusação previstas no art. 271 do CPP, o qual não autoriza a interposição autônoma de recursos fora das hipóteses de
assistência à acusação.
E
A aplicação da pena de multa de forma isolada é expressamente vedada, ainda que o crime cometido (como o de ameaça)
preveja originalmente a multa como uma sanção alternativa e autônoma em seu preceito secundário.
Respondida
Acerca dos crimes patrimoniais, assinale a alternativa correta.
A
O crime de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A, § 1º, I, do CP) possui natureza de delito material, que só se
consuma com a constituição definitiva, na via administrativa, do crédito tributário.
B
Na apreciação do Tema 1171, o STJ estabeleceu a tese de que a utilização de simulacro de arma de fogo no crime de roubo
configura grave ameaça, mas, por não possuir real potencialidade lesiva, não impede a substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos.
C
Incide a causa de aumento de pena relativa ao repouso noturno no crime de furto quando presente a condição de sossego
e tranquilidade própria do período noturno, circunstância em que a diminuição ou precariedade da vigilância dos bens, ou
ainda a menor capacidade de resistência da vítima, facilita a consumação do delito. Assim, a majorante somente é aplicável quando o local da infração for residência habitada, sendo irrelevante se as vítimas estavam efetivamente dormindo
no momento da subtração.
D
No crime de roubo impróprio, a expressão “logo depois”, prevista no art. 157, § 1º, do CP, exige imediatidade entre a subtração e o emprego da violência ou grave ameaça, a qual deve ser dirigida à manutenção da posse do bem subtraído ou
à garantia da impunidade do delito, não se admitindo lapso temporal relevante entre os eventos.
E
Para que se configurem os crimes de furto e roubo é necessária a posse mansa e pacífica ou desvigiada da coisa, de
modo que a perseguição imediata do agente logo após a subtração impede a consumação do delito.
Respondida
As alternativas a seguir apresentam afirmações construídas a partir de teses firmadas pelo STJ, da interpretação sistemática
do ECA e de tratados internacionais incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro, à exceção de uma, que não se harmoniza com o entendimento atual dos Tribunais Superiores. Assinale-a.
A
A infração administrativa prevista no art. 258 do ECA, consistente no descumprimento das normas relativas ao acesso e
à permanência de crianças e adolescentes em eventos e estabelecimentos, não pode ser imputada automaticamente ao
locador do espaço físico, quando este não detém ingerência sobre a organização do evento, cabendo a responsabilização
ao empresário ou à pessoa jurídica que efetivamente exerce o poder de direção e controle da atividade, conforme orientação
consolidada do STJ.
B
Na hipótese de perda ou suspensão do poder familiar envolvendo criança ou adolescente indígena, o magistrado deve
observar, com primazia, a manutenção dos vínculos étnicos, culturais e comunitários, priorizando a colocação em família
substituta da mesma etnia, em consonância com o art. 28, §6º, IV, do ECA e com a jurisprudência do STJ, que reconhece
a centralidade da identidade cultural no conceito de melhor interesse.
C
A multa prevista no art. 249 do ECA possui natureza essencialmente sancionatória e pedagógica, razão pela qual, embora a situação econômica da família possa ser considerada para fins de modulação do quantum , não é juridicamente
admissível o afastamento integral da penalidade com fundamento exclusivo na hipossuficiência financeira, sob pena de
esvaziamento da função preventiva da norma e de estímulo à reiteração da conduta censurada.
D
O Ministério Público possui legitimidade ativa ampla e concorrente para ajuizar ação de alimentos em favor de criança ou
adolescente, ainda que inexistente situação de risco nos termos do art. 98 do ECA, independentemente do exercício do
poder familiar pelos genitores, da eventual atuação da Defensoria Pública ou da existência de conflito de interesses, por se
tratar de direito fundamental indisponível, conforme tese firmada sob o rito dos recursos repetitivos.
E
Na adoção unilateral, caracterizada pela manutenção do vínculo jurídico com um dos genitores e pela ruptura apenas do
vínculo com o outro, a jurisprudência do STJ firmou entendimento no sentido de que não se exige a oitiva do grupo familiar
do genitor ausente, desde que demonstrado, de forma fundamentada, que a medida atende ao princípio do melhor interesse
da criança, não havendo falar em nulidade por ausência de consulta aos ascendentes daquele genitor.
Questão Anulada