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O menos que se pode dizer é que a simbiose cultural França/Brasil é coisa do passado, história, aliás, mais interessante do que sugerem os enfoques superficiais e fragmentários que, em geral, lhe têm sido consagrados, quase sempre preocupados com o pitoresco. Lembremos, a título de curiosidade, que, no século XVI, era o Brasil que exercia influência sobre a França, seja como terra de missão, seja por projetos de geopolítica, seja pelo tradicional atrativo que o exótico exerce sobre o ideário francês, passando pelas contaminações de vocabulário, como as palavras indígenas que, segundo Lévi-Strauss, incorporaram-se à língua francesa sem intermediação do português.
Do lado brasileiro, era um exemplo de bovarysmo intelectual, que, nos oitocentos e novecentos, resultava em inquietante, e não raro ridícula, desnacionalização mental, repetindo-se, em nossos dias, com relação ao inglês e aos Estados Unidos. Contudo, desde os começos do século XIX, Ferdinand Denis aconselhava aos escritores que, para criar uma literatura brasileira, era preciso abandonar os modelos estrangeiros em favor da temática nacional.
Acrescentemos a tradicional “visão tropicalista” que condiciona o “horizonte de expectativa francês” com relação às literaturas latino-americanas e que nós, de nossa parte, fazemos de tudo para encorajá-la com a imagem folclórica sobre nós mesmos. Daí decorre, para lembrar apenas um caso, que Machado de Assis seja visto no exterior como pouco brasileiro, pois o protótipo brasileiro é Jorge Amado.
Wilson Martins. Jornal do Brasil, 19/11/2005 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue o próximo item.
Mantendo-se os sentidos do texto e preservando-se a correção gramatical, o trecho “aconselhava aos escritores que (...) era preciso” poderia ser substituído por alertava aos escritores de que (...) precisavam.
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Soy loco por ti, América
“A interpretação da nossa realidade com esquemas alheios só contribui para tornar-nos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários.” Fomos “descobertos” ou reinventados pelos colonizadores, que impuseram o sentido que mais lhes convinha à nossa história. “Insistem em medir-nos com o metro que se medem a si mesmos” e assim se consideram “civilizados” e a nós, “bárbaros”. Não se dão conta de que “os estragos da vida são iguais para todos” e que a busca da identidade própria é tão árdua e sangrenta para nós como foi para eles. Talvez os ex-colonizadores — hoje imperialistas — fossem mais compreensivos conosco — os “bárbaros” —, se olhassem melhor para o seu próprio passado, sem a mistificação com que o envolveram antes de exportá-lo para nós.
A América Latina e o Caribe reivindicam o direito de ter uma história própria, assim como temos uma cultura e um esporte próprios — tão admirados por eles. “A solidariedade com nossos sonhos não nos fará sentir menos solitários, enquanto não se concretize com atos de apoio legítimo aos povos que assumam a ilusão de ter uma vida própria na divisão do mundo.”
“Por que a originalidade que nos é admitida, sem reservas na literatura, nos é negada com todo tipo de suspeitas em nossas tão difíceis tentativas de transformação social, que os colonizadores tiveram tanta dificuldade — eles também — para encontrar e, ainda assim, com defeitos, que cada vez mais ficam evidentes? Por que nos condenar a viver “como se não fosse possível outro destino senão o de viver à mercê dos grandes donos do mundo? Este é, amigos, o tamanho da nossa solidão.”
A Vila Isabel desfilou este ano, na passarela do Sambódromo, com o tema Soy loco por ti, América, originalmente na música de Capinam e de Gil, reatualizando as citações do discurso com que García Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 8 de dezembro de 1982 –— já lá vai um quarto de século.
Emir Sader. Jornal do Brasil, 26/2/2006 (com adaptações).
Com referência ao texto “Soy loco por ti, América”, julgue o item seguinte.
Seria correta a substituição da forma verbal ‘Insistem’ por Insiste-se, dado que tanto a partícula se quanto a flexão do verbo na terceira pessoa do plural são procedimentos legítimos de indeterminação do sujeito.
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O menos que se pode dizer é que a simbiose cultural França/Brasil é coisa do passado, história, aliás, mais interessante do que sugerem os enfoques superficiais e fragmentários que, em geral, lhe têm sido consagrados, quase sempre preocupados com o pitoresco. Lembremos, a título de curiosidade, que, no século XVI, era o Brasil que exercia influência sobre a França, seja como terra de missão, seja por projetos de geopolítica, seja pelo tradicional atrativo que o exótico exerce sobre o ideário francês, passando pelas contaminações de vocabulário, como as palavras indígenas que, segundo Lévi-Strauss, incorporaram-se à língua francesa sem intermediação do português.
Do lado brasileiro, era um exemplo de bovarysmo intelectual, que, nos oitocentos e novecentos, resultava em inquietante, e não raro ridícula, desnacionalização mental, repetindo-se, em nossos dias, com relação ao inglês e aos Estados Unidos. Contudo, desde os começos do século XIX, Ferdinand Denis aconselhava aos escritores que, para criar uma literatura brasileira, era preciso abandonar os modelos estrangeiros em favor da temática nacional.
Acrescentemos a tradicional “visão tropicalista” que condiciona o “horizonte de expectativa francês” com relação às literaturas latino-americanas e que nós, de nossa parte, fazemos de tudo para encorajá-la com a imagem folclórica sobre nós mesmos. Daí decorre, para lembrar apenas um caso, que Machado de Assis seja visto no exterior como pouco brasileiro, pois o protótipo brasileiro é Jorge Amado.
Wilson Martins. Jornal do Brasil, 19/11/2005 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue o próximo item.
O texto permite inferir-se que “os enfoques superficiais e fragmentários” sobre a relação entre a cultura brasileira e a francesa privilegiam a forma como esta se apresenta nos séculos XIX e XX.
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Madri, 14 de julho de 1857.
Senhor,
Chegou a hora de poder humildemente comparecer ante o Trono de Vossa Majestade Imperial com o segundo volume concluído da História geral do Brasil, depois de haver trabalhado às vinte horas por dia, de forma que quase sinto que estes últimos seis anos da vida me correram tão largos como os trinta e tantos anteriores. Ao ver afinal concluída a obra, não exclamei, Senhor, cheio de orgulho, “Eregi monumentu aere perennius” a minha triste peregrinação pela terra. Porém caí de joelhos, dando graças a Deus não só por me haver inspirado a idéia de tal grande serviço à nação e às demais nações, e concedido saúde e vida para o realizar (sustentando-me a indispensável perseverança para convergir sobre a obra desde os anos juvenis, direta e indiretamente, todos os meus pensamentos), como por haver permitido que a pudesse escrever e ultimar no reinado de Vossa Majestade Imperial, Cujo Excelso Nome a posteridade glorificará, como já o universo todo glorifica a sua sabedoria e justiça.
Senhor! Permita-me Vossa Majestade Imperial que, aproveitando-me, entretanto, dos méritos que devo haver contraído perante o Seu espírito justiceiro com a conclusão da História geral da civilização da Sua e minha pátria, eu lhe abra todo o meu coração, e Lhe descubra até os mínimos refolhos e rugas (boas e más) que nele se achem. (...)
Estas considerações dão-me por vezes horas de grande tristeza... E confesso, Senhor, que, sobretudo quando haverá pouco mais de dois anos se publicaram umas grandes listas de despachos, e vi nelas generosamente contemplados com títulos do Conselho, com crachás, com fidalguias a tantos que eu cria terem feito pelo país e por Vossa Majestade Imperial menos do que eu, gemi e calei (...).
Dirá Vossa Majestade Imperial que sou ambicioso. E por que não, Senhor?! — A maior glória e honra do homem é ser ambicioso, diz Guizot. Não é também Vossa Majestade Imperial ambicioso da glória? Mal do Brasil, se o não fora, como é, mercê de Deus. (...)
Sei que não falta gente que, insistindo em considerar-me como meio literato, meio empregado diplomático de cortesias (como dizem) fingem não saber tudo quanto eu, politicamente, além do grande serviço desta História, tenho trabalhado em favor de Vossa Majestade Imperial e do Império. (...)
Senhor,
De Vossa Majestade Imperial,
O mais submisso e leal súdito
Francisco Adolfo de Varnhagen
Renato Lemos (Org.). Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 58-63 (com adaptações).
Com base no que preceituam os manuais de redação oficial e as gramáticas normativas, julgue o item a seguir, relativo a trechos destacados da carta enviada por Francisco Adolfo de Varnhagen a D. Pedro II.
No período em destaque, o remetente da carta vale-se de eufemismo para mencionar que o julgamento desfavorável de algumas pessoas deve estar influenciando as escolhas de nomes para as listas de despachos.
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Madri, 14 de julho de 1857.
Senhor,
Chegou a hora de poder humildemente comparecer ante o Trono de Vossa Majestade Imperial com o segundo volume concluído da História geral do Brasil, depois de haver trabalhado às vinte horas por dia, de forma que quase sinto que estes últimos seis anos da vida me correram tão largos como os trinta e tantos anteriores. Ao ver afinal concluída a obra, não exclamei, Senhor, cheio de orgulho, “Eregi monumentu aere perennius” a minha triste peregrinação pela terra. Porém caí de joelhos, dando graças a Deus não só por me haver inspirado a idéia de tal grande serviço à nação e às demais nações, e concedido saúde e vida para o realizar (sustentando-me a indispensável perseverança para convergir sobre a obra desde os anos juvenis, direta e indiretamente, todos os meus pensamentos), como por haver permitido que a pudesse escrever e ultimar no reinado de Vossa Majestade Imperial, Cujo Excelso Nome a posteridade glorificará, como já o universo todo glorifica a sua sabedoria e justiça.
Senhor! Permita-me Vossa Majestade Imperial que, aproveitando-me, entretanto, dos méritos que devo haver contraído perante o Seu espírito justiceiro com a conclusão da História geral da civilização da Sua e minha pátria, eu lhe abra todo o meu coração, e Lhe descubra até os mínimos refolhos e rugas (boas e más) que nele se achem. (...)
Estas considerações dão-me por vezes horas de grande tristeza... E confesso, Senhor, que, sobretudo quando haverá pouco mais de dois anos se publicaram umas grandes listas de despachos, e vi nelas generosamente contemplados com títulos do Conselho, com crachás, com fidalguias a tantos que eu cria terem feito pelo país e por Vossa Majestade Imperial menos do que eu, gemi e calei (...).
Dirá Vossa Majestade Imperial que sou ambicioso. E por que não, Senhor?! — A maior glória e honra do homem é ser ambicioso, diz Guizot. Não é também Vossa Majestade Imperial ambicioso da glória? Mal do Brasil, se o não fora, como é, mercê de Deus. (...)
Sei que não falta gente que, insistindo em considerar-me como meio literato, meio empregado diplomático de cortesias (como dizem) fingem não saber tudo quanto eu, politicamente, além do grande serviço desta História, tenho trabalhado em favor de Vossa Majestade Imperial e do Império. (...)
Senhor,
De Vossa Majestade Imperial,
O mais submisso e leal súdito
Francisco Adolfo de Varnhagen
Renato Lemos (Org.). Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 58-63 (com adaptações).
Com base no que preceituam os manuais de redação oficial e as gramáticas normativas, julgue o item a seguir, relativo a trechos destacados da carta enviada por Francisco Adolfo de Varnhagen a D. Pedro II.
Sem se contrariar a correção gramatical, a forma verbal “fingem” poderia ser substituída pela forma finge.
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Soy loco por ti, América
“A interpretação da nossa realidade com esquemas alheios só contribui para tornar-nos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários.” Fomos “descobertos” ou reinventados pelos colonizadores, que impuseram o sentido que mais lhes convinha à nossa história. “Insistem em medir-nos com o metro que se medem a si mesmos” e assim se consideram “civilizados” e a nós, “bárbaros”. Não se dão conta de que “os estragos da vida são iguais para todos” e que a busca da identidade própria é tão árdua e sangrenta para nós como foi para eles. Talvez os ex-colonizadores — hoje imperialistas — fossem mais compreensivos conosco — os “bárbaros” —, se olhassem melhor para o seu próprio passado, sem a mistificação com que o envolveram antes de exportá-lo para nós.
A América Latina e o Caribe reivindicam o direito de ter uma história própria, assim como temos uma cultura e um esporte próprios — tão admirados por eles. “A solidariedade com nossos sonhos não nos fará sentir menos solitários, enquanto não se concretize com atos de apoio legítimo aos povos que assumam a ilusão de ter uma vida própria na divisão do mundo.”
“Por que a originalidade que nos é admitida, sem reservas na literatura, nos é negada com todo tipo de suspeitas em nossas tão difíceis tentativas de transformação social, que os colonizadores tiveram tanta dificuldade — eles também — para encontrar e, ainda assim, com defeitos, que cada vez mais ficam evidentes? Por que nos condenar a viver “como se não fosse possível outro destino senão o de viver à mercê dos grandes donos do mundo? Este é, amigos, o tamanho da nossa solidão.”
A Vila Isabel desfilou este ano, na passarela do Sambódromo, com o tema Soy loco por ti, América, originalmente na música de Capinam e de Gil, reatualizando as citações do discurso com que García Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 8 de dezembro de 1982 –— já lá vai um quarto de século.
Emir Sader. Jornal do Brasil, 26/2/2006 (com adaptações).
Com referência ao texto “Soy loco por ti, América”, julgue o item seguinte.
A expressão “à nossa história” é complemento do verbo impor, e, nela, é facultativo o emprego do acento indicativo da crase.
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O menos que se pode dizer é que a simbiose cultural França/Brasil é coisa do passado, história, aliás, mais interessante do que sugerem os enfoques superficiais e fragmentários que, em geral, lhe têm sido consagrados, quase sempre preocupados com o pitoresco. Lembremos, a título de curiosidade, que, no século XVI, era o Brasil que exercia influência sobre a França, seja como terra de missão, seja por projetos de geopolítica, seja pelo tradicional atrativo que o exótico exerce sobre o ideário francês, passando pelas contaminações de vocabulário, como as palavras indígenas que, segundo Lévi-Strauss, incorporaram-se à língua francesa sem intermediação do português.
Do lado brasileiro, era um exemplo de bovarysmo intelectual, que, nos oitocentos e novecentos, resultava em inquietante, e não raro ridícula, desnacionalização mental, repetindo-se, em nossos dias, com relação ao inglês e aos Estados Unidos. Contudo, desde os começos do século XIX, Ferdinand Denis aconselhava aos escritores que, para criar uma literatura brasileira, era preciso abandonar os modelos estrangeiros em favor da temática nacional.
Acrescentemos a tradicional “visão tropicalista” que condiciona o “horizonte de expectativa francês” com relação às literaturas latino-americanas e que nós, de nossa parte, fazemos de tudo para encorajá-la com a imagem folclórica sobre nós mesmos. Daí decorre, para lembrar apenas um caso, que Machado de Assis seja visto no exterior como pouco brasileiro, pois o protótipo brasileiro é Jorge Amado.
Wilson Martins. Jornal do Brasil, 19/11/2005 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue o próximo item.
No segmento “era o Brasil que exercia influência sobre a França”, foi empregada a expressão de realce “era (...) que”, compatível com o conteúdo da informação aí expressa.
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Soy loco por ti, América
“A interpretação da nossa realidade com esquemas alheios só contribui para tornar-nos cada vez mais desconhecidos, cada vez menos livres, cada vez mais solitários.” Fomos “descobertos” ou reinventados pelos colonizadores, que impuseram o sentido que mais lhes convinha à nossa história. “Insistem em medir-nos com o metro que se medem a si mesmos” e assim se consideram “civilizados” e a nós, “bárbaros”. Não se dão conta de que “os estragos da vida são iguais para todos” e que a busca da identidade própria é tão árdua e sangrenta para nós como foi para eles. Talvez os ex-colonizadores — hoje imperialistas — fossem mais compreensivos conosco — os “bárbaros” —, se olhassem melhor para o seu próprio passado, sem a mistificação com que o envolveram antes de exportá-lo para nós.
A América Latina e o Caribe reivindicam o direito de ter uma história própria, assim como temos uma cultura e um esporte próprios — tão admirados por eles. “A solidariedade com nossos sonhos não nos fará sentir menos solitários, enquanto não se concretize com atos de apoio legítimo aos povos que assumam a ilusão de ter uma vida própria na divisão do mundo.”
“Por que a originalidade que nos é admitida, sem reservas na literatura, nos é negada com todo tipo de suspeitas em nossas tão difíceis tentativas de transformação social, que os colonizadores tiveram tanta dificuldade — eles também — para encontrar e, ainda assim, com defeitos, que cada vez mais ficam evidentes? Por que nos condenar a viver “como se não fosse possível outro destino senão o de viver à mercê dos grandes donos do mundo? Este é, amigos, o tamanho da nossa solidão.”
A Vila Isabel desfilou este ano, na passarela do Sambódromo, com o tema Soy loco por ti, América, originalmente na música de Capinam e de Gil, reatualizando as citações do discurso com que García Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 8 de dezembro de 1982 –— já lá vai um quarto de século.
Emir Sader. Jornal do Brasil, 26/2/2006 (com adaptações).
Com referência ao texto “Soy loco por ti, América”, julgue o item seguinte.
No discurso de García Márquez, o emprego dos pronomes de primeira e terceira pessoa expressa a tensão entre os interesses dos povos latino-americanos, “bárbaros” — nós —, e os dos povos “civilizados”, os “grandes donos do mundo” — eles.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MRE
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Estrangeiras de olho no Brasil
Eles querem nossos alunos. O Brasil se tornou recentemente um mercado estratégico para universidades estrangeiras, principalmente norte-americanas e australianas. Não, elas não vão oferecer cursos aqui. Estão montando escritórios, promovendo eventos e oferecendo bolsas com o objetivo de levar os jovens a fazer graduação fora do país. “Queremos os melhores estudantes de todo o mundo e o Brasil, com China e Índia, é um dos nossos focos”, diz o diretor de assuntos internacionais da Universidade de Yale. A Universidade de Harvard confirmou na semana passada que já alugou um escritório na Avenida Paulista e que os trabalhos começam no início de julho. “Não haverá cursos aqui. O Brasil é destaque na internacionalização da universidade”, diz o diretor do escritório brasileiro. Uma bolsa específica para brasileiros em Harvard já começou neste ano. As universidades estrangeiras também deixam claro que o tamanho do Brasil importa nessa decisão estratégica. O país tem atualmente cerca de 9 milhões de alunos no ensino médio, etapa anterior ao ensino superior, com 4,1 milhões de estudantes. Alguns cursos, no entanto, não têm validação automática no ensino superior brasileiro, como Medicina e Arquitetura. As universidades públicas têm autonomia para reconhecer ou não os diplomas e os currículos cursados no exterior.
O Estado de S. Paulo, 19/6/2006 (com adaptações).
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo ao processo de internacionalização do Brasil.
A disputa por mercados, seja em torno de produtos materiais seja em torno de bens culturais imateriais, não é aspecto novo da formação da vida capitalista, no percorrer de longo caminho histórico desse sistema de produção, consumo, comercialização e financiamento.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MRE
Texto para o item
Estrangeiras de olho no Brasil
Eles querem nossos alunos. O Brasil se tornou recentemente um mercado estratégico para universidades estrangeiras, principalmente norte-americanas e australianas. Não, elas não vão oferecer cursos aqui. Estão montando escritórios, promovendo eventos e oferecendo bolsas com o objetivo de levar os jovens a fazer graduação fora do país. “Queremos os melhores estudantes de todo o mundo e o Brasil, com China e Índia, é um dos nossos focos”, diz o diretor de assuntos internacionais da Universidade de Yale. A Universidade de Harvard confirmou na semana passada que já alugou um escritório na Avenida Paulista e que os trabalhos começam no início de julho. “Não haverá cursos aqui. O Brasil é destaque na internacionalização da universidade”, diz o diretor do escritório brasileiro. Uma bolsa específica para brasileiros em Harvard já começou neste ano. As universidades estrangeiras também deixam claro que o tamanho do Brasil importa nessa decisão estratégica. O país tem atualmente cerca de 9 milhões de alunos no ensino médio, etapa anterior ao ensino superior, com 4,1 milhões de estudantes. Alguns cursos, no entanto, não têm validação automática no ensino superior brasileiro, como Medicina e Arquitetura. As universidades públicas têm autonomia para reconhecer ou não os diplomas e os currículos cursados no exterior.
O Estado de S. Paulo, 19/6/2006 (com adaptações).
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo ao processo de internacionalização do Brasil.
A internacionalização do Brasil, pela via da adaptação do país à economia da globalização, leva inexoravelmente à abertura de mercados a interesses e projetos estratégicos de países mais avançados economicamente.
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