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Salas de espera

Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

A frase elaborada com base no texto apresenta o sinal indicativo de crase corretamente empregado em:

 

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Salas de espera

Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal determinada pela norma-padrão.

 

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Sabe-se que o preço unitário do produto A é igual ao dobro do preço unitário do produto B, e que o valor total da compra de 20 unidades de A e 5 unidades de B é R$ 450,00. Nessas condições, a compra de 5 unidades de A e 20 unidades de B terá um valor total de

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

Assinale a alternativa correta a respeito das ideias do texto.

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

No segundo parágrafo, em “O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão.”, observa-se que as duas atitudes do candidato são

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

No décimo segundo parágrafo, ao dizer “Conserve-se fora da maldita engrenagem”, Rodolfo aconselha o autor a

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...a

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotadob. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquarianoc.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócioc. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:e

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado pode ser substituído pelo termo entre parênteses, sem alteração do sentido do texto.

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variadosa b: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antesc. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhosa.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.b

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamented. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigoc. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém felize. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocaçãod e com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

Considere os trechos do texto.

... ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche.

Precisava de emprego. Desesperadamente.

Os termos destacados apresentam, respectivamente, as ideias de intensidade e de modo.

Assinale a alternativa em que os termos destacados também expressam, respectivamente, as mesmas ideias.

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

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Assinale a alternativa em que as duas frases do segundo parágrafo estão reescritas sem alteração do sentido do texto.

 

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Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...

Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.

Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte!

– É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.

Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.

– Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.

– Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.

– Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.

– Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.

– O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.

Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:

– Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.

E confessou:

– Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.

– Mas Rodolfo...

– Faço questão.

(Coleção melhores crônicas

– Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

No quarto parágrafo, Rodolfo declara que, além de ser fã do autor, vai comprar o livro a ser lançado por este.

Em conformidade com o emprego dos pronomes estabelecido pela norma-padrão, o empresário também poderia ter dito:

 

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