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Em alguns países do primeiro mundo, há uma idéia de direitos humanos apenas para consumo interno. Observa-se nesses casos uma contradição inexplicável: no âmbito interno, vigoram os direitos humanos, nas relações com os países dependentes, vigoram os interesses econômicos e militares. Esses interesses justificam a tolerância com as violações dos direitos, no campo diplomático, ou o próprio patrocínio das violações. Os mesmos interesses econômicos e militares justificam também o patrocínio da guerra, sob a bandeira de paz. Para que tais desvios não continuem a acontecer, alguns juristas italianos (Salvatore Senese, Antonio Papisca, Marco Mascia, Luigi Ferrajoli e outros) têm defendido que uma nova ordem mundial se constitua, não sob o império dos interesses dominantes, mas tendo, ao contrário, como sujeito da História a família humana presente e futura. Outra contradição é, às vezes, observada no interior de certas nações poderosas: a plena vigência dos direitos humanos, quando se trata de nacionais “puros” e o desrespeito aos direitos humanos, quando as pessoas envolvidas são imigrantes ou clandestinos, minorias raciais e minorias nacionais.
Idem, ibidem (com adaptações).
A respeito do texto, julgue o item que se segue.
A expressão tolerância às violações em lugar de “tolerância com as violações” mantém a correção gramatical e as informações originais do período.
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O ser humano é a medida de todas as coisas. Pelo tamanho do ser humano se mede a vastidão do universo, assim como pelo palmo e pela braça se começou a medir a Terra. Todo o conhecimento do mundo se faz de uma perspectiva humana, todo o julgamento das coisas do mundo se faz por um parâmetro humano. Assim, enaltecer o senso moral do ser humano não é um floreio de linguagem que a única espécie que fala faz, é valorizar este frágil instrumento de medição pelo qual a vida revela seu sentido. O ser humano ou é moral, e julga tudo por um prisma moral, ou é apenas um mecanismo inútil.
O liberalismo pensa estar defendendo o indivíduo quando nega a primazia do social ou quando diz que uma sociedade é apenas um conjunto de ambições autônomas. O culto ao individualismo seria um culto à liberdade se não elegesse como seu paradigma supremo a liberdade de lucrar, e como referência moral a moral do mercado. Se não fosse apenas a última das muitas tentativas de substituir o ser humano como a medida de tudo, e seu direito à vida e à dignidade como o único direito a ser cultuado. Já tentaram rebaixar o homem a mero servo de uma ordem divina, a autômato descartável de engrenagens industriais, a estatística sem identidade de regimes totalitários, e agora a uma comodidade entre outras comodidades, com nenhuma liberdade para escolher seu destino individual e o mundo em que quer viver. Mas o indivíduo só é realmente um indivíduo em uma sociedade igualitária, como só existirá liberdade real onde os valores neoliberais não prevalecerem.
Luís Fernando Verissimo. Internet : <http://www.dhnet. org.br>. Acesso em fev./2006.
Em relação ao texto, julgue o item a seguir.
Antes da expressão “é valorizar”, subentende-se a idéia anterior “enaltecer o senso moral do ser humano”.
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