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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-RN
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O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Gullar. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta um título que melhor resume o tópico desenvolvido no texto.
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O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo(a), o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso(d) da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis(b). Quer dizer que sou osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso?(c) Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema(e). A poesia está além de minha vontade(e). Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Gullar. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto, assinale a opção correta.
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O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Gullar. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito do texto.
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O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas roçou o osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável, de súbito, ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso? — refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: hoje vou sentar e redigir um poema. A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: às vezes.
Ferreira Gullar. Bravo, mar./2009 (com adaptações).
O sentido geral do texto estaria preservado se, em lugar de “um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou”, estivesse
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O jargão
Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada, mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe nem o jargão. Mas inventa.
— Ó Matias, você, que entende de mercado de capitais...
— Nem tanto, nem tanto...
(Uma das características do Falso Entendido é a falsa modéstia.)
— Você, no momento, aconselharia que tipo de aplicação?
— Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papéis top market — ou o que nós chamamos de topi-marque —, o throwback recai sobre o repasse e não sobre o release, entende?,
— Francamente, não.
Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz: “É difícil conversar com leigos...”.
Uma variação do Falso Entendido é o sujeito que sempre parece saber mais do que ele pode dizer. A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém um discreto silêncio. Até que alguém pede a sua opinião e ele pensa muito antes de se decidir a responder:
— Há muito mais coisa por trás disso do que vocês pensam...
Ou então, e esta é mortal:
— Não é tão simples assim...
Faz-se aquele silêncio que precede as grandes revelações, mas o falso informado não diz nada. Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília.
E há o Falso que interpreta. Para ele, tudo o que acontece deve ser posto na perspectiva de vastas transformações históricas que só ele está sacando.
— O avanço do socialismo na Europa ocorre em proporção direta ao declínio no uso de gordura animal nos países do Mercado Comum. Só não vê quem não quer.
E, se alguém quer mais detalhes sobre a sua insólita teoria, ele vê a pergunta como manifestação de uma hostilidade bastante significativa a interpretações não ortodoxas, e passa a interpretar os motivos de quem o questiona, invocando a Igreja medieval, os grandes hereges da história, e vocês sabiam que toda a Reforma se explica a partir da prisão de ventre de Lutero?
Luis Fernando Verissimo. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (com adaptações).
Com base no texto, julgue os itens abaixo.
I Com base no período “Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília”, conclui-se que o “falso informado” em questão foi instado a emitir uma opinião sobre a política brasiliense.
II Não há elementos no texto, para além daqueles apresentados pelo “Falso que interpreta”, que corroborem a ideia de que o socialismo avança na Europa.
III Segundo o que defende o “Falso que interpreta”, se o uso de gordura animal nos países do Mercado Comum Europeu diminui, o socialismo avança na Europa.
IV A palavra “insólita” tem o sentido de normal ou comum.
V A pergunta expressa nas linhas 24 e 25 pressupõe que o narrador do texto acredita que toda a Reforma se explica a partir da prisão de ventre de Lutero.
A quantidade de itens certos é igual a
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O jargão
Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada, mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe nem o jargão. Mas inventa.
— Ó Matias, você, que entende de mercado de capitais...
— Nem tanto, nem tanto...
(Uma das características do Falso Entendido é a falsa modéstia.)
— Você, no momento, aconselharia que tipo de
aplicação?
— Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papéis top market — ou o que nós chamamos de topi-marque —, o throwback recai sobre o repasse e não sobre o release, entende?,
— Francamente, não.
Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz: “É difícil conversar com leigos...”.
Uma variação do Falso Entendido é o sujeito que sempre parece saber mais do que ele pode dizer. A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém um discreto silêncio. Até que alguém pede a sua opinião e ele pensa muito antes de se decidir a responder:
— Há muito mais coisa por trás disso do que vocês pensam...
Ou então, e esta é mortal:
— Não é tão simples assim...
Faz-se aquele silêncio que precede as grandes revelações, mas o falso informado não diz nada. Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília.
E há o Falso que interpreta. Para ele, tudo o que acontece deve ser posto na perspectiva de vastas transformações históricas que só ele está sacando.
— O avanço do socialismo na Europa ocorre em proporção direta ao declínio no uso de gordura animal nos países do Mercado Comum. Só não vê quem não quer.
E, se alguém quer mais detalhes sobre a sua insólita teoria, ele vê a pergunta como manifestação de uma hostilidade bastante significativa a interpretações não ortodoxas, e passa a interpretar os motivos de quem o questiona, invocando a Igreja medieval, os grandes hereges da história, e vocês sabiam que toda a Reforma se explica a partir da prisão de ventre de Lutero?
Luis Fernando Verissimo. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (com adaptações).
Assinale a opção em que a reescritura proposta mantém o sentido e a correção gramatical do período “A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém um discreto silêncio”.
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O jargão
Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada, mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe nem o jargão. Mas inventa.
— Ó Matias, você, que entende de mercado de capitais...
— Nem tanto, nem tanto...
(Uma das características do Falso Entendido é a falsa modéstia.)
— Você, no momento, aconselharia que tipo de
aplicação?
— Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papéis top market — ou o que nós chamamos de topi-marque —, o throwback recai sobre o repasse e não sobre o release, entende?,
— Francamente, não.
Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz: “É difícil conversar com leigos...”.
Uma variação do Falso Entendido é o sujeito que sempre parece saber mais do que ele pode dizer. A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém um discreto silêncio. Até que alguém pede a sua opinião e ele pensa muito antes de se decidir a responder:
— Há muito mais coisa por trás disso do que vocês pensam...
Ou então, e esta é mortal:
— Não é tão simples assim...
Faz-se aquele silêncio que precede as grandes revelações, mas o falso informado não diz nada. Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília.
E há o Falso que interpreta. Para ele, tudo o que acontece deve ser posto na perspectiva de vastas transformações históricas que só ele está sacando.
— O avanço do socialismo na Europa ocorre em proporção direta ao declínio no uso de gordura animal nos países do Mercado Comum. Só não vê quem não quer.
E, se alguém quer mais detalhes sobre a sua insólita teoria, ele vê a pergunta como manifestação de uma hostilidade bastante significativa a interpretações não ortodoxas, e passa a interpretar os motivos de quem o questiona, invocando a Igreja medieval, os grandes hereges da história, e vocês sabiam que toda a Reforma se explica a partir da prisão de ventre de Lutero?
Luis Fernando Verissimo. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (com adaptações).
Com base no texto, julgue os itens a seguir.,
I A substituição de “nem” por sequer não altera essencialmente o significado do texto nem prejudica a sua correção gramatical.
II A oração “que entende de mercado de capitais...” é uma oração restritiva e restringe a referência de “Matias”.
III No texto, o sentido de “Francamente, não” é o mesmo de Não entendo de maneira franca.
IV A expressão “ciclo refratário” é um exemplo de nonsense usado pelo “Falso Entendido”.
V Pela leitura de “É difícil conversar com leigos”, conclui-se que o “Falso Entendido” não se considera um leigo.
A quantidade de itens certos é igual a
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