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2108936 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

Trocadores de calor são equipamentos empregados para realizar a troca de calor entre dois ou mais fluidos sujeitos a temperaturas diferentes. Podem ser classificados de diversas formas: quanto à forma de troca de calor; quanto ao número de fluidos; e quanto ao tipo de construção, entre outras. A classificação quanto ao processo de transferência empregado identifica os trocadores de contato direto e os de contato indireto. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir, marcando V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) Nos trocadores de contato direto, os dois fluidos se misturam. É comum que ocorra também uma transferência de massa. Esse tipo de trocador de calor apresta taxas de troca de calor muito altas.

( ) As torres de resfriamento são exemplos clássicos de trocadores de calor de contato direto – neste caso, os fluidos, normalmente, são a água e o ar.

( ) Nos trocadores de calor de contato indireto, há um fluxo de calor do fluido mais quente para o fluido mais frio através de uma parede que os separa.

( ) Os trocadores de calor de contato indireto podem ser de transferência direta ou de armazenamento. Os trocadores de calor de armazenamento também são chamados de regeneradores.

As afirmativas são, respectivamente,

 

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2108935 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

O momento de inércia de perfis é de extrema importância no dimensionamento de peças mecânicas.

O momento de inércia em relação ao eixo x (horizontal), que passa pelo centro de gravidade do perfil fabricado em aço mostrado na figura, vale

Enunciado 2108935-1

 

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2108934 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

O eixo de um equipamento possui diâmetro de 150mm e gira em um mancal de deslizamento que tem comprimento de 60mm. Para lubrificação desse mancal, é empregado óleo com viscosidade dinâmica igual a 0,30N.s/m², e a folga radial existente entre o eixo e o mancal é de 0,45mm.

Como hipóteses simplificadoras, considere que, como a espessura do lubrificante é muito pequena, se pode considerar um comportamento linear no diagrama de velocidades de camada; e que não há variação na viscosidade do óleo.

Nesse cenário, o torque necessário para girar o eixo a 900rpm será de

 

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2108933 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

Na fábrica de brinquedos Planeta, existe uma linha de montagem automatizada com esteira transportadora na qual é montado o principal produto da fábrica: o brinquedo. Nessa esteira, os brinquedos estão posicionados a cada 0,80m e, por especificação da área de engenharia industrial da empresa, deve ser produzido um brinquedo a cada 5 segundos. Qual o número de rotações por minuto do eixo que aciona a Polia 1, de forma a atender ao ritmo de produção definido para o brinquedo?

Dados:

Diâmetro da Polia 1: 320 mm

Diâmetro da Polia 2: 1200 mm

Usar π = 3

 

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2108932 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

O tubo de captação de água de uma represa tem área de seção transversal reta de 0,80m², e a água flui a uma velocidade de 0,40m/s. Na descarga, que fica 200m abaixo da captação, a área da seção do tubo é menor e a água flui a 8,0m/s para uma turbina geradora de eletricidade.

A diferença de pressão entre os pontos de captação e de descarga é de

(Usar: g = 10 m/s² e densidade da água: 1000 kg/m³)

 

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2108931 Ano: 2021
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IDECAN
Orgão: PEFOCE

Para calcular a carga térmica interna dos recintos, deve ser considerada a envoltória, em que, de acordo com a NBR X, o calor contribuído pela envoltória resulta da diferença de temperatura externa e interna somada à radiação solar incidente, direta e difusa.

Nessa afirmativa, para que ela permaneça correta, deve-se entender X como

 

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Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. Nesse sentido, de acordo com a lei, será cabível habeas corpus no listado nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.

 

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Uma escritora reconstrói o país: a Ruanda de Scholastique Mukasonga

Em A mulher de pés descalços, obra de Scholastique Mukasonga dedicada à memória de sua mãe, a narradora em certo momento reflete sobre a dificuldade de se manter a vaidade no vilarejo formado na região de Gitagata, campo de refugiados para onde sua família foi enviada quando ela ainda era criança. A mãe da escritora, Stefania, era uma pessoa a quem muitas garotas recorriam para descobrir se poderiam ser consideradas moças bonitas. Ela tinha um histórico de sucesso na formação de casais. Nas tardes de domingo, geralmente guardadas para descanso ou alguma diversão, era comum que jovens fossem ao seu quintal para concorrer um pouco por sua atenção. A beleza é um dado social, definida na interação entre as pessoas, e seus critérios mudam com o tempo. No entanto, uma vez que as pessoas participam da vida social, todos passam a reproduzir uma noção culturalmente aceita do que é considerado bonito. Qual a dificuldade então? Por que o juízo de uma pessoa tinha tanta importância? Porque lá não havia espelhos.

Nos dias de sol forte, era possível correr a uma poça d’água para ver o próprio reflexo, mas o retrato era imperfeito e oscilante. A solução era saber de si pelos olhos de outros. Essa situação nos permite ver um pouco da matéria de que é feita a literatura de Mukasonga: relações comunitárias, precariedade material, busca de si. O ritmo da prosa é balanceado por uma certa temporalidade rural. A experiência histórica que sombreia todos os acontecimentos narrativos, uma espécie de moldura instável que frequentemente invade a imagem central, manifesta-se como violência.

Muitos dos que moram em Gitagata foram enviados para lá por serem tutsis, a etnia que passou a ser perseguida após a subida dos hutus ao poder de Ruanda nos anos 1960. A escrita de Mukasonga é resultado dos conflitos que caracterizaram o país no século XX. Seu primeiro livro tem o título Baratas. Era dessa forma que os tutsis eram chamados pelos hutus que defendiam abertamente seu extermínio. Essa persistente agressão contra a humanidade das pessoas enfim teve o resultado condizente com a desumanização. Ela explodiu no genocídio de 1994, no qual centenas de milhares de ruandeses foram assassinados. A estimativa mais baixa é de que 800 mil pessoas foram mortas, a maioria delas a golpes de facão.

A história da violência em Ruanda não pode ser compreendida sem considerar o colonialismo europeu. Em 1931, autoridades belgas definiram que todos os indivíduos de Ruanda tivessem em seus documentos o registro de sua etnia. Esse marco é decisivo para se entender as tensões criadas no país, pois fixou o que não era rígido. Antes, a identidade étnica da região era mais fluida. Um hutu poderia se tornar um tutsi com o tempo, a depender do casamento e das relações estabelecidas ao longo da sua vida, e vice-versa. A administração colonial também manteve o privilégio de uma elite tutsi no acesso a postos de comando.

O processo de independência política do país teve início em 1959 e foi concluído em 1962, quando se formou o governo liderado por Grégoire Kayibanda, um político de origem hutu. Nas décadas seguintes, a tensão entre hutus e tutsis se intensificou. Muitos tutsis partiram para o exílio em países vizinhos como Burundi e Uganda, de onde organizaram movimentos de resistência. Outros foram enviados a campos de refugiados ou regiões inóspitas dentro do próprio país, como ocorreu com a família de Mukasonga.

A história da formação populacional de Ruanda é marcada por divergências. O jornalista Phillipe Gourevitch, autor de Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, admite que havia uma divisão étnica antes da chegada dos brancos à região no fim do século XIX, mas reconhece que não existia uma compreensão comum sobre o significado dela. Acredita-se que os hutus seriam povos mais ligados ao trabalho na agricultura. Os tutsis, por sua vez, se ocupariam majoritariamente da pecuária. No entanto, independente do grupo étnico, todos falavam a mesma língua, compartilhavam práticas culturais, visões de mundo, casavam-se entre si, moravam próximos uns dos outros, enfim, viviam sem a distinção incontornável que se cristalizou posteriormente.

Scholastique Mukasonga tem consciência de como seu país foi afetado pelo projeto colonial. A despeito das nomenclaturas hutu, tutsi ou tuá, todos os nascidos em Ruanda são efetivamente ruandeses. Ela recusa a narrativa de que um grupo tenha chegado antes de outro, de que suas diferenças são ancestrais. Em A mulher de pés descalços, há um diálogo da narradora com a mãe no qual ela percebe a força da narrativa colonial, na qual a ascendência tutsi tinha origens bíblicas. A voz criada pela autora em seus livros pretende retomar para si a história do povo em que ela nasceu. Suas obras, portanto, têm vários alcances. É um projeto literário entrelaçado a uma forma de escrita da história. Em sua versão de sobrevivente, há intenção de recuperar uma memória coletiva destroçada na brutalidade do genocídio.

(...)

(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)

A mãe da escritora, Stefania, era uma pessoa a quem muitas garotas recorriam para descobrir se poderiam ser consideradas moças bonitas.

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no excerto acima NÃO tenha se mantido com adequação à norma culta. Não leve em conta alterações de sentido em relação ao período.

 

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Uma escritora reconstrói o país: a Ruanda de Scholastique Mukasonga

Em A mulher de pés descalços, obra de Scholastique Mukasonga dedicada à memória de sua mãe, a narradora em certo momento reflete sobre a dificuldade de se manter a vaidade no vilarejo formado na região de Gitagata, campo de refugiados para onde sua família foi enviada quando ela ainda era criança. A mãe da escritora, Stefania, era uma pessoa a quem muitas garotas recorriam para descobrir se poderiam ser consideradas moças bonitas. Ela tinha um histórico de sucesso na formação de casais. Nas tardes de domingo, geralmente guardadas para descanso ou alguma diversão, era comum que jovens fossem ao seu quintal para concorrer um pouco por sua atenção. A beleza é um dado social, definida na interação entre as pessoas, e seus critérios mudam com o tempo. No entanto, uma vez que as pessoas participam da vida social, todos passam a reproduzir uma noção culturalmente aceita do que é considerado bonito. Qual a dificuldade então? Por que o juízo de uma pessoa tinha tanta importância? Porque lá não havia espelhos.

Nos dias de sol forte, era possível correr a uma poça d’água para ver o próprio reflexo, mas o retrato era imperfeito e oscilante. A solução era saber de si pelos olhos de outros. Essa situação nos permite ver um pouco da matéria de que é feita a literatura de Mukasonga: relações comunitárias, precariedade material, busca de si. O ritmo da prosa é balanceado por uma certa temporalidade rural. A experiência histórica que sombreia todos os acontecimentos narrativos, uma espécie de moldura instável que frequentemente invade a imagem central, manifesta-se como violência.

Muitos dos que moram em Gitagata foram enviados para lá por serem tutsis, a etnia que passou a ser perseguida após a subida dos hutus ao poder de Ruanda nos anos 1960. A escrita de Mukasonga é resultado dos conflitos que caracterizaram o país no século XX. Seu primeiro livro tem o título Baratas. Era dessa forma que os tutsis eram chamados pelos hutus que defendiam abertamente seu extermínio. Essa persistente agressão contra a humanidade das pessoas enfim teve o resultado condizente com a desumanização. Ela explodiu no genocídio de 1994, no qual centenas de milhares de ruandeses foram assassinados. A estimativa mais baixa é de que 800 mil pessoas foram mortas, a maioria delas a golpes de facão.

A história da violência em Ruanda não pode ser compreendida sem considerar o colonialismo europeu. Em 1931, autoridades belgas definiram que todos os indivíduos de Ruanda tivessem em seus documentos o registro de sua etnia. Esse marco é decisivo para se entender as tensões criadas no país, pois fixou o que não era rígido. Antes, a identidade étnica da região era mais fluida. Um hutu poderia se tornar um tutsi com o tempo, a depender do casamento e das relações estabelecidas ao longo da sua vida, e vice-versa. A administração colonial também manteve o privilégio de uma elite tutsi no acesso a postos de comando.

O processo de independência política do país teve início em 1959 e foi concluído em 1962, quando se formou o governo liderado por Grégoire Kayibanda, um político de origem hutu. Nas décadas seguintes, a tensão entre hutus e tutsis se intensificou. Muitos tutsis partiram para o exílio em países vizinhos como Burundi e Uganda, de onde organizaram movimentos de resistência. Outros foram enviados a campos de refugiados ou regiões inóspitas dentro do próprio país, como ocorreu com a família de Mukasonga.

A história da formação populacional de Ruanda é marcada por divergências. O jornalista Phillipe Gourevitch, autor de Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, admite que havia uma divisão étnica antes da chegada dos brancos à região no fim do século XIX, mas reconhece que não existia uma compreensão comum sobre o significado dela. Acredita-se que os hutus seriam povos mais ligados ao trabalho na agricultura. Os tutsis, por sua vez, se ocupariam majoritariamente da pecuária. No entanto, independente do grupo étnico, todos falavam a mesma língua, compartilhavam práticas culturais, visões de mundo, casavam-se entre si, moravam próximos uns dos outros, enfim, viviam sem a distinção incontornável que se cristalizou posteriormente.

Scholastique Mukasonga tem consciência de como seu país foi afetado pelo projeto colonial. A despeito das nomenclaturas hutu, tutsi ou tuá, todos os nascidos em Ruanda são efetivamente ruandeses. Ela recusa a narrativa de que um grupo tenha chegado antes de outro, de que suas diferenças são ancestrais. Em A mulher de pés descalços, há um diálogo da narradora com a mãe no qual ela percebe a força da narrativa colonial, na qual a ascendência tutsi tinha origens bíblicas. A voz criada pela autora em seus livros pretende retomar para si a história do povo em que ela nasceu. Suas obras, portanto, têm vários alcances. É um projeto literário entrelaçado a uma forma de escrita da história. Em sua versão de sobrevivente, há intenção de recuperar uma memória coletiva destroçada na brutalidade do genocídio.

(...)

(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)

Muitos dos que moram em Gitagata foram enviados para lá por serem tutsis, a etnia que passou a ser perseguida após a subida dos hutus ao poder de Ruanda nos anos 1960.

No período acima, há quantas ocorrências de artigos e preposições, respectivamente?

 

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Hino do Estado do Ceará

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

Nome que brilha – esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de pratas rolem das estrelas

E despertando, deslumbrada ao vê-las

Ressoe a voz dos ninhos

Há de florar nas rosas e nos cravos

Rubros o sangue ardente dos escravos

Seja o teu verbo a voz do coração

Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte

Acordando a amplidão

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!

Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada

Que importa que teu barco seja um nada

Na vastidão do oceano

Se à proa vão heróis e marinheiros

E vão no peito corações guerreiros?

Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

E bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!

Abra-se ao vento o teu pendão natal

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E desfraldando diga aos céus e aos mares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas

E foi na paz, da cor das hóstias brancas!

(Música: Alberto Nepomuceno. Letra: Thomaz Pompeu Lopes Ferreira)

Selvas e rios, serras e florestas

O verso acima exerce, no hino, função de

 

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