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Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais

Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá

solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.

E elas se concentram no modelo econômico historicamente

adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que

subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro

internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais

justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,

moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade

e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no

consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que

todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-

se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira

absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo

raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de

vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para

exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é

saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não

contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento

que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso

ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,

russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu

prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no

necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se

elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.

É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para

acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,

para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma

política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência

oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas

provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.

Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma

vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas

devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam

a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para

alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que

essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas

para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual

momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso

mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um

desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos

enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças

políticas para promover melhorias nas condições de vida da

população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica

existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento

da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)

Considerando a manutenção das normas gramaticais, julgue as passagens dos depoimentos do texto LP-II reescritas nos seguintes itens.

As pessoas e até as empresas tem uma contribuição a esse esforço, haja visto, que hoje gastamos mais que precisamos, urge aprender a economizar.

 

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Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais

Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá

solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.

E elas se concentram no modelo econômico historicamente

adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que

subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro

internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais

justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,

moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade

e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no

consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que

todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-

se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira

absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo

raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de

vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para

exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é

saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não

contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento

que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso

ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,

russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu

prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no

necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se

elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.

É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para

acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,

para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma

política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência

oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas

provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.

Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma

vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas

devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam

a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para

alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que

essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas

para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual

momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso

mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um

desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos

enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças

políticas para promover melhorias nas condições de vida da

população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica

existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento

da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)

Considerando a manutenção das normas gramaticais, julgue as passagens dos depoimentos do texto LP-II reescritas nos seguintes itens.

Principalmente é preciso: 1) reformar a previdência social, para acabar com os privilégios; 2) criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas; 3) fazer as reformas política e judiciária, para consolidar a democracia.

 

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Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá

solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.

E elas se concentram no modelo econômico historicamente

adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que

subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro

internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais

justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,

moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade

e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no

consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que

todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-

se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira

absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo

raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de

vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para

exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é

saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não

contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento

que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso

ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,

russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu

prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no

necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se

elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.

É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para

acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,

para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma

política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência

oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas

provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.

Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma

vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas

devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam

a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para

alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que

essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas

para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual

momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso

mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um

desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos

enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças

políticas para promover melhorias nas condições de vida da

população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica

existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento

da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)

Considerando a manutenção das normas gramaticais, julgue as passagens dos depoimentos do texto LP-II reescritas nos seguintes itens.

Entre as "Receitas para sair da crise", nomeadas pelo título da reportagem, encontram-se opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais.

 

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O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas. E elas se concentram no modelo econômico historicamente adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática, russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa. É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade. Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças políticas para promover melhorias nas condições de vida da população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações).

Considerando os aspectos sintáticos e semânticos dos depoimentos apresentados no texto LP-II, julgue o item que se segue.

No depoimento III, as duas orações coordenadas contidas no trecho “Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal” exercem idêntica circunstância de causa, relativa à forma verbal “Ocorreu”.

 

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Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas. E elas se concentram no modelo econômico historicamente adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática, russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa. É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade. Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças políticas para promover melhorias nas condições de vida da população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações).

Considerando os aspectos sintáticos e semânticos dos depoimentos apresentados no texto LP-II, julgue o item que se segue.

O primeiro período do depoimento III apresenta uma estrutura sintática que favorece o entendimento de que o governo é subordinado ao programa de desenvolvimento que ele próprio formula.

 

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O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas. E elas se concentram no modelo econômico historicamente adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática, russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa. É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade. Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças políticas para promover melhorias nas condições de vida da população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações).

Considerando os aspectos sintáticos e semânticos dos depoimentos apresentados no texto LP-II, julgue o item que se segue.

No depoimento II, a passagem “Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas” apresenta uma construção adversativa que, contextualmente, opõe “espartano” a consumista.

 

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país, na opinião de líderes empresariais e sindicais

Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas. E elas se concentram no modelo econômico historicamente adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática, russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa. É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade. Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças políticas para promover melhorias nas condições de vida da população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações).

Considerando os aspectos sintáticos e semânticos dos depoimentos apresentados no texto LP-II, julgue o item que se segue.

O depoimento I informa, sintaticamente, que os brasileiros têm, entre suas carências, “menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa”.

 

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Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas. E elas se concentram no modelo econômico historicamente adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho, moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática, russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa. É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal, para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade. Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças políticas para promover melhorias nas condições de vida da população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações).

Considerando os aspectos sintáticos e semânticos dos depoimentos apresentados no texto LP-II, julgue o item que se segue.

No depoimento I, não altera o sentido original do texto a transformação do segundo período em Haverá solução duradoura se as medidas atacarem só as verdadeiras causas.

 

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Texto LP-II – questões de 4 a 6

Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais

Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá

solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.

E elas se concentram no modelo econômico historicamente

adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que

subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro

internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais

justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,

moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade

e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no

consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que

todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-

se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira

absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo

raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de

vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para

exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é

saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não

contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento

que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso

ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,

russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu

prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no

necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se

elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.

É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para

acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,

para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma

política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência

oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas

provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.

Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma

vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas

devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam

a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para

alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que

essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas

para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual

momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso

mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um

desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos

enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças

políticas para promover melhorias nas condições de vida da

população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica

existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento

da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)

Considerando as idéias manifestadas no conjunto de depoimentos que constituem o texto LP-II, julgue os itens subseqüentes.

Nos depoimentos de II a V, há "Receitas para sair da crise", mas as propostas de solução são distintas em natureza e teor.

 

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Texto LP-II – questões de 4 a 6

Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais

Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo

O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá

solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.

E elas se concentram no modelo econômico historicamente

adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que

subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro

internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais

justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,

moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade

e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.

Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no

consumo

O momento exige cautela nas empresas. É preciso que

todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-

se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira

absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo

raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de

vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para

exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é

saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não

contaminarão seus fundamentos.

Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança

Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento

que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso

ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,

russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu

prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no

necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se

elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.

É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para

acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,

para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma

política e judiciária, para consolidar a democracia.

Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência

oficial

A crise de energia traz problemas para a economia, mas

provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.

Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma

vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas

devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam

a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para

alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que

essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas

para superar a adversidade.

Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade

Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual

momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso

mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um

desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos

enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças

políticas para promover melhorias nas condições de vida da

população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica

existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento

da máquina administrativa do governo.

Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)

Considerando as idéias manifestadas no conjunto de depoimentos que constituem o texto LP-II, julgue os itens subseqüentes.

Os depoimentos IV e V associam a crise energética a problemas nacionais e manifestam expectativas favoráveis à solução, com vistas à superação de adversidades.

 

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