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Texto LP-II – questões de 4 a 6
Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais
Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo
O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá
solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.
E elas se concentram no modelo econômico historicamente
adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que
subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro
internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais
justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,
moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade
e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.
Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no
consumo
O momento exige cautela nas empresas. É preciso que
todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-
se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira
absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo
raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de
vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para
exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é
saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não
contaminarão seus fundamentos.
Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança
Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento
que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso
ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,
russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu
prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no
necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se
elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.
É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para
acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,
para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma
política e judiciária, para consolidar a democracia.
Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência
oficial
A crise de energia traz problemas para a economia, mas
provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.
Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma
vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas
devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam
a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para
alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que
essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas
para superar a adversidade.
Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade
Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual
momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso
mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um
desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos
enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças
políticas para promover melhorias nas condições de vida da
população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica
existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento
da máquina administrativa do governo.
Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)
Considerando as idéias manifestadas no conjunto de depoimentos que constituem o texto LP-II, julgue os itens subseqüentes.
O depoimento III revela que a crise política, derivada da má gestão administrativa do país, tem solução; esta passa por aspectos sociais, tributários, econômicos e jurídicos.
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Texto LP-II – questões de 4 a 6
Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais
Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo
O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá
solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.
E elas se concentram no modelo econômico historicamente
adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que
subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro
internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais
justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,
moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade
e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.
Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no
consumo
O momento exige cautela nas empresas. É preciso que
todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-
se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira
absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo
raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de
vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para
exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é
saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não
contaminarão seus fundamentos.
Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança
Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento
que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso
ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,
russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu
prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no
necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se
elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.
É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para
acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,
para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma
política e judiciária, para consolidar a democracia.
Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência
oficial
A crise de energia traz problemas para a economia, mas
provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.
Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma
vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas
devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam
a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para
alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que
essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas
para superar a adversidade.
Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade
Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual
momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso
mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um
desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos
enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças
políticas para promover melhorias nas condições de vida da
população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica
existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento
da máquina administrativa do governo.
Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)
Considerando as idéias manifestadas no conjunto de depoimentos que constituem o texto LP-II, julgue os itens subseqüentes.
Os depoimentos I e II manifestam-se no sentido de que a crise por que passa o país tem natureza econômica.
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Texto LP-II – questões de 4 a 6
Receitas para sair da crise — opções disponíveis no país, na opinião de líderes empresariais e sindicais
Depoimento I – João Pedro Stédile: Por um outro modelo
O povo brasileiro vive uma grande crise. Só haverá
solução duradoura se as medidas atacarem as verdadeiras causas.
E elas se concentram no modelo econômico historicamente
adotado e nos desatinos da política mais recente, servil, que
subordinou nossa economia aos interesses do capital financeiro
internacional. Para sair da crise e construir uma sociedade mais
justa, em que todos os brasileiros tenham pelo menos trabalho,
moradia digna, terra para trabalhar, escola pública de qualidade
e comida na mesa, será necessário um novo modelo econômico.
Depoimento II – Fernando Xavier Ferreira: Um freio no
consumo
O momento exige cautela nas empresas. É preciso que
todo investimento seja muito bem avaliado. Por cautela, entenda-
se a redução da exposição aos riscos, mas não de maneira
absoluta. O endividamento deve ser o menor possível. O mesmo
raciocínio vale para as pessoas. Não é hora de adotar um modo de
vida absolutamente espartano, mas também não é o momento para
exageros consumistas. Temos de entender que nossa economia é
saudável e que todas essas adversidades de curto prazo não
contaminarão seus fundamentos.
Depoimento III – Paulo Pereira da Silva: À espera da mudança
Apesar de ter anunciado um programa de desenvolvimento
que apoiamos, o governo não conseguiu levá-lo adiante. Isso
ocorreu não só por causa dos distúrbios nas economias asiática,
russa e, agora, argentina. Ocorreu porque o governo não elegeu
prioridades e errou ao concentrar esforços unicamente no
necessário ajuste fiscal. Por causa disso, a dívida pública se
elevou, os juros estão nas alturas, e os investimentos, em baixa.
É preciso, principalmente, reformar a previdência social, para
acabar com os privilégios, criar novo sistema tributário e fiscal,
para garantir a competitividade das empresas, e fazer a reforma
política e judiciária, para consolidar a democracia.
Depoimento IV – Manoel Horácio da Silva: Imprevidência
oficial
A crise de energia traz problemas para a economia, mas
provoca também uma conscientização sobre o uso da eletricidade.
Todas as pessoas têm uma contribuição a dar nesse esforço, uma
vez que hoje gastamos mais do que precisamos. Até as empresas
devem aprender a economizar. Alguns setores da indústria usam
a energia como insumo básico e vêm tendo sérios problemas para
alcançar a meta estabelecida pelo governo. Acredito, porém, que
essa situação vai acabar induzindo as indústrias a serem criativas
para superar a adversidade.
Depoimento V – Sérgio Andrade: A lição da sociedade
Creio que o aspecto mais relevante e inesperado do atual
momento é a resposta da sociedade civil à crise energética. Isso
mostra que a capacidade de mobilização do povo diante de um
desafio real é muito maior do que se imaginava. Esse fato nos
enche de esperança, porque pode ser aproveitado pelas lideranças
políticas para promover melhorias nas condições de vida da
população. Afinal, crises comparáveis à de energia elétrica
existem na educação, na saúde, na segurança e no funcionamento
da máquina administrativa do governo.
Época, n.º 165, 16/7/2001, p. 68-78 (com adaptações)
Considerando as idéias manifestadas no conjunto de depoimentos que constituem o texto LP-II, julgue os itens subseqüentes.
Apenas o depoimento I não exterioriza esperanças de solução para a crise, seja em curto, seja em longo prazo.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Os itens seguintes apresentam reescrituras dos parágrafos citados do texto LP-I. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das idéias essenciais do respectivo texto.
Sétimo parágrafo – A respeito do episódio envolvendo a P-36, que afundou após terem acontecido três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas, o presidente da PETROBRAS, em entrevista à imprensa, manifestando-se transtornado com as perdas, disse que o momento era triste e frustrante e que, a partir do acidente, a maior preocupação da empresa seria supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda a assistência às famílias dos mortos.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Os itens seguintes apresentam reescrituras dos parágrafos citados do texto LP-I. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das idéias essenciais do respectivo texto.
Quinto parágrafo – O mundo assistiu, na década de 70, diversos acidentes, entre eles o do petroleiro liberiano, que explodiu no cais de uma companhia de petróleo na baía de Los Angeles (onde a explosão foi sentida há sessenta e cinco quilômetros), levando cinco pessoas à morte e três à desaparecimento, além de ter provocado ferimentos em 50 pessoas.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Os itens seguintes apresentam reescrituras dos parágrafos citados do texto LP-I. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das idéias essenciais do respectivo texto.
Quarto parágrafo – Uma plataforma que estava sendo rebocada do Canadá para o Mar do Norte afundou no Atlântico, em 1988; o agente provocador desse acidente foi o mau tempo: o cabo que ligava a plataforma ao rebocador foi rompido por uma tempestade, tendo de abandonar o barco os vinte e cinco canadenses que consistiam na tripulação.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Os itens seguintes apresentam reescrituras dos parágrafos citados do texto LP-I. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das idéias essenciais do respectivo texto.
Terceiro parágrafo - A maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo, em 1982, a Ocean Ranger, afundou devido a um furacão cuja força das ondas e dos ventos causou o acidente que matou os oitenta e quatro tripulantes da embarcação, na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Os itens seguintes apresentam reescrituras dos parágrafos citados do texto LP-I. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das idéias essenciais do respectivo texto.
Segundo parágrafo – Em março de 1980 houve a maior das tragédias, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte. Uma das peças metálicas da base da plataforma Alexander Kielland, da Noruega, rachou durante uma tempestade, levando à morte mais de 120 pessoas e deixando desaparecidos cerca de cem indivíduos.
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Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Considerando os princípios de tipologia textual, julgue os itens abaixo, relativos ao texto LP-I.
O texto apresenta a estrutura de uma reportagem, em que predomina a narração de fatos, suas causas e conseqüências, sem grandes comentários avaliativos por parte do narrador.
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoEstratégias Argumentativas
Acidentes em alto-mar
Acidentes em alto-mar, envolvendo plataformas exploradoras das riquezas marinhas, entre elas o petróleo, marcaram a história
das empresas petrolíferas do mundo, a partir da segunda metade do século XX.
A maior dessas tragédias aconteceu em março de 1980, no campo petrolífero de Ekofisk, no Mar do Norte: a plataforma
Alexander Kielland, da Noruega, afundou durante uma tempestade, quando uma das peças metálicas de sua base rachou. Morreram
mais de 120 pessoas e cerca de cem foram dadas como desaparecidas.
Dois anos depois, a maior plataforma submarina de exploração de petróleo do mundo na época, a Ocean Ranger, afundou
na costa gelada da ilha de Terra Nova, no Canadá. A força das ondas de trinta metros de altura e dos ventos de 130 quilômetros —
um furacão! — causou o acidente que matou os 84 tripulantes da embarcação.
Em 1988, uma outra plataforma tombou no Atlântico, quando estava sendo rebocada de Halifax, no Canadá, para o Mar do
Norte. Novamente o mau tempo foi o provocador do acidente: uma tempestade rompeu o cabo que ligava a plataforma ao rebocador.
A tripulação — 25 canadenses — teve de abandonar a embarcação.
Na década de 70, o mundo assistiu a diversos acidentes. Em 1976, o petroleiro liberiano Sansinena explodiu no cais de uma
companhia de petróleo na baía de Los Angeles. Cinco pessoas morreram, três desapareceram e cinqüenta ficaram feridas. A explosão
foi sentida a 65 quilômetros de distância.
As décadas de 60 e 70 foram palco de grandes vazamentos de óleo do século. Em 1967, o petroleiro Torrey Canyon encalhou
no Canal da Mancha, lançando cem mil toneladas de óleo cru na água. Mais de cinqüenta mil aves morreram no acidente que foi
considerado o maior de todos os tempos. Em 1973, a Baía de Guanabara recebeu um grande despejo de óleo dísel que poluiu toda
a extensão da Praia do Flamengo. Na época, a Capitania dos Portos aplicou uma pesada multa ao navio liberiano, responsável
pelo vazamento.
Em março de 2001, aconteceu no Brasil a tragédia mais recente: a plataforma P-36 afundou, seis dias após terem acontecido
três explosões em uma de suas colunas, causando a morte de dez pessoas. A respeito desse episódio, em entrevista coletiva à imprensa,
o presidente da PETROBRAS, Henri Philippe Reichstul, se disse transtornado com as perdas: “Esse é um momento triste e frustrante.
Agora nossa maior preocupação é supervisionar os trabalhos ambientais e dar toda assistência às famílias dos mortos”.
Jornal do Brasil, 21/3/2001, “Cidade”, p. 20 (com adaptações).
Considerando os princípios de tipologia textual, julgue os itens abaixo, relativos ao texto LP-I.
O texto descreve, em detalhes, os acidentes em alto-mar acontecidos na segunda metade do século XX, atribuindo sempre a fatores sobrenaturais as perdas sofridas.
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