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O modelo econômico de produção capitalista,

aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por

sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a

Terceira Revolução Industrial, retirou do trabalho seu valor,

transformando o empregado em simples mercadoria inserta no

processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê

tolhido da principal manifestação de sua humanidade e

dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não

é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas

pela própria dignidade do ser humano.

Em face desse cenário, a opinião pública passa a

questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no

sentido de buscar um consenso sobre as consequências sociais

da atividade econômica. A sociedade requer das organizações

uma nova configuração da atividade econômica, pautada na

ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio

ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como

concentração de renda, precarização das relações de trabalho

e falta de direitos básicos como educação, saúde e moradia,

agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem

um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a

própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua

existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente,

na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.

Samia Moda Cirino. Sustentabilidade no meio ambiente de trabalho: um novo paradigma para
a valorização do trabalho humano. Internet: <www.publicadireito.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

A substituição de “no qual” (l.21) por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.

 

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O modelo econômico de produção capitalista,

aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por

sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a

Terceira Revolução Industrial, retirou do trabalho seu valor,

transformando o empregado em simples mercadoria inserta no

processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê

tolhido da principal manifestação de sua humanidade e

dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não

é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas

pela própria dignidade do ser humano.

Em face desse cenário, a opinião pública passa a

questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no

sentido de buscar um consenso sobre as consequências sociais

da atividade econômica. A sociedade requer das organizações

uma nova configuração da atividade econômica, pautada na

ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio

ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como

concentração de renda, precarização das relações de trabalho

e falta de direitos básicos como educação, saúde e moradia,

agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem

um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a

própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua

existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente,

na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.

Samia Moda Cirino. Sustentabilidade no meio ambiente de trabalho: um novo paradigma para
a valorização do trabalho humano. Internet: <www.publicadireito.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

A palavra “subsidiariamente” (l.23) foi empregada, no texto, com o mesmo sentido de compulsoriamente.

 

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633085 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

Texto CB2A1-I

Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza,

o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso

ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam

época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção

das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do

pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na

Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre

os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no

século XIX, tudo isso representa saltos de época, que

desorientaram gerações inteiras.

Se observarmos bem, essas ondas longas da história,

como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas.

Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura

pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um

século, um novo salto de época nos tomou de surpresa,

lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a

rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada

pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma

sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários

dos meios de informação.

O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade

pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial

anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico,

pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções

proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de

comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses

fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a

mais irresistível de toda a história humana — na qual nós,

contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar

envolvidos em primeira pessoa.

Ninguém poderia ficar impassível diante de uma

mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais

difundida é a desorientação.

A nossa desorientação afeta as esferas econômica,

familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de

crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque

quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em

crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de

projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em

função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.

Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para
entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico
Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.

Seria mantida a correção gramatical do texto se o trecho “diante de uma mudança” (l. 31 e 32) fosse alterado para ante a uma mudança.
 

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633084 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

Texto CB2A1-I

Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza,

o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso

ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam

época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção

das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do

pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na

Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre

os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no

século XIX, tudo isso representa saltos de época, que

desorientaram gerações inteiras.

Se observarmos bem, essas ondas longas da história,

como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas.

Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura

pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um

século, um novo salto de época nos tomou de surpresa,

lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a

rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada

pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma

sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários

dos meios de informação.

O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade

pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial

anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico,

pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções

proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de

comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses

fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a

mais irresistível de toda a história humana — na qual nós,

contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar

envolvidos em primeira pessoa.

Ninguém poderia ficar impassível diante de uma

mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais

difundida é a desorientação.

A nossa desorientação afeta as esferas econômica,

familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de

crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque

quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em

crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de

projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em

função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.

Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para
entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico
Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações

Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir.

Conclui-se do último parágrafo do texto que o sentimento de crise provocado pela sensação de desorientação favorece um futuro prejudicial ao próprio sujeito em crise.
 

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O modelo econômico de produção capitalista,

aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos que, por

sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a

Terceira Revolução Industrial, retirou do trabalho seu valor,

transformando o empregado em simples mercadoria inserta no

processo de produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê

tolhido da principal manifestação de sua humanidade e

dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não

é mais apenas por condições melhores de subsistência, mas

pela própria dignidade do ser humano.

Em face desse cenário, a opinião pública passa a

questionar o papel do Estado e das instituições dominantes, no

sentido de buscar um consenso sobre as consequências sociais

da atividade econômica. A sociedade requer das organizações

uma nova configuração da atividade econômica, pautada na

ética e na responsabilidade para com a sociedade e o meio

ambiente, a fim de minimizar problemas sociais como

concentração de renda, precarização das relações de trabalho

e falta de direitos básicos como educação, saúde e moradia,

agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem

um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a

própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua

existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente,

na impossibilidade de autossatisfação de suas necessidades.

Samia Moda Cirino. Sustentabilidade no meio ambiente de trabalho: um novo paradigma para
a valorização do trabalho humano. Internet: <www.publicadireito.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos caso o trecho “A luta (...) humano.” (l. 8 a 10) fosse reescrito da seguinte forma: Logo, a luta dos trabalhadores apenas deixou de ser por mais condições de melhor subsistência para priorizar a própria dignidade do ser humano.

 

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633082 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

Texto CB2A1-I

Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza,

o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso

ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam

época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção

das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do

pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na

Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre

os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no

século XIX, tudo isso representa saltos de época, que

desorientaram gerações inteiras.

Se observarmos bem, essas ondas longas da história,

como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas.

Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura

pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um

século, um novo salto de época nos tomou de surpresa,

lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a

rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada

pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma

sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários

dos meios de informação.

O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade

pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial

anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico,

pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções

proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de

comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses

fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a

mais irresistível de toda a história humana — na qual nós,

contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar

envolvidos em primeira pessoa.

Ninguém poderia ficar impassível diante de uma

mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais

difundida é a desorientação.

A nossa desorientação afeta as esferas econômica,

familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de

crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque

quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em

crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de

projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em

função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.

Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para
entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico
Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.


A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a forma verbal “mudaram” (l.2) fosse substituída por mudam.

 

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633081 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE
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A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a

ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida até o dia

em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de

rescindi-lo ou transcendê-lo. Esse contrato configura nossa

comida, nossos empregos e nossos sonhos; ele decide onde

moramos, quem amamos e como morremos.

À primeira vista, a modernidade parece ser um

contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam

compreender no que exatamente se inscreveram. É como se

você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar

um contrato com dezenas de páginas em “juridiquês”; você dá

uma olhada nele, passa imediatamente para a última página,

tica em “concordo” e esquece o assunto. Mas a modernidade,

de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato

interno pode ser resumido em uma única frase: humanos

concordam em abrir mão de significado em troca de poder.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã.
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

Infere-se do texto que a modernidade impele o ser humano a tomar decisões com as quais ele não concorda.

 

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633080 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE
Provas:

A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a

ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida até o dia

em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de

rescindi-lo ou transcendê-lo. Esse contrato configura nossa

comida, nossos empregos e nossos sonhos; ele decide onde

moramos, quem amamos e como morremos.

À primeira vista, a modernidade parece ser um

contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam

compreender no que exatamente se inscreveram. É como se

você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar

um contrato com dezenas de páginas em “juridiquês”; você dá

uma olhada nele, passa imediatamente para a última página,

tica em “concordo” e esquece o assunto. Mas a modernidade,

de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato

interno pode ser resumido em uma única frase: humanos

concordam em abrir mão de significado em troca de poder.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã.
São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

No trecho “poucos tentam compreender no que exatamente se inscreveram” (l. 8 e 9), a substituição de “no que” por o que comprometeria a correção gramatical do texto.

 

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633079 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

A própria palavra “crise” é bem mais a expressão de

um movimento do espírito que de um juízo fundado em

argumentos extraídos da razão ou da experiência. Não há

período histórico que não tenha sido julgado, de uma parte ou

de outra, como um período em crise. Ouvi falar de crise em

todas as fases da minha vida: depois da Primeira Guerra

Mundial, durante o fascismo e o nazismo, durante a Segunda

Guerra Mundial, no pós-guerra, bem como naqueles que foram

chamados de anos de chumbo. Sempre duvidei que o conceito

de crise tivesse qualquer utilidade para definir uma sociedade

ou uma época.

Que fique claro: não tenho nenhuma intenção de

difamar ou condenar o passado para absolver o presente, nem

de deplorar o presente para louvar os bons tempos antigos.

Desejo apenas ajudar a que se compreenda que todo juízo

excessivamente resoluto nesse campo corre o risco de parecer

leviano. Certamente, existem épocas mais turbulentas e outras

menos. Mas é difícil dizer se a maior turbulência depende de

uma crise moral (de uma diminuição da crença em princípios

fundamentais) ou de outras causas, econômicas, sociais,

políticas, culturais ou até mesmo biológicas.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 160-1 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.


Para o autor do texto, todo período histórico que se tornou passado se caracteriza como um período de crise moral.
 

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633078 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

A própria palavra “crise” é bem mais a expressão de

um movimento do espírito que de um juízo fundado em

argumentos extraídos da razão ou da experiência. Não há

período histórico que não tenha sido julgado, de uma parte ou

de outra, como um período em crise. Ouvi falar de crise em

todas as fases da minha vida: depois da Primeira Guerra

Mundial, durante o fascismo e o nazismo, durante a Segunda

Guerra Mundial, no pós-guerra, bem como naqueles que foram

chamados de anos de chumbo. Sempre duvidei que o conceito

de crise tivesse qualquer utilidade para definir uma sociedade

ou uma época.

Que fique claro: não tenho nenhuma intenção de

difamar ou condenar o passado para absolver o presente, nem

de deplorar o presente para louvar os bons tempos antigos.

Desejo apenas ajudar a que se compreenda que todo juízo

excessivamente resoluto nesse campo corre o risco de parecer

leviano. Certamente, existem épocas mais turbulentas e outras

menos. Mas é difícil dizer se a maior turbulência depende de

uma crise moral (de uma diminuição da crença em princípios

fundamentais) ou de outras causas, econômicas, sociais,

políticas, culturais ou até mesmo biológicas.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 160-1 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

Todo o trecho subsequente ao termo “difícil” (l.18) funciona como complemento desse termo.

 

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