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Respondida
No estado X, foi publicada lei que permite à
administração tributária estadual apreender mercadorias do
contribuinte devedor do ICMS, para garantir o pagamento do
imposto.
No que se refere à permissão prevista na lei mencionada nessa
situação hipotética, assinale a opção correta conforme a
jurisprudência sumulada do STF.
Respondida
Com base no Decreto estadual n.º 31.825/2022, que dispõe
acerca do ICMS no estado do Rio Grande do Norte, assinale a
opção correta.
A
A isenção do ICMS concedida por força do referido decreto
dispensa o contribuinte do cumprimento das obrigações
acessórias, uma vez que se trata de dispensa legal (ex lege ) do
pagamento do imposto.
B
Ficam isentas do ICMS as saídas internas e interestaduais de
veículos automotores novos quando adquiridos por pessoas
com deficiência física, visual, mental severa ou profunda,
síndrome de Down ou autistas, diretamente ou por intermédio
de seu representante legal, e o benefício correspondente
deverá ser transferido ao adquirente do veículo, mediante
redução no seu preço.
C
É relevante para a caracterização da incidência do ICMS a
natureza jurídica da operação relativa à circulação de
mercadoria e prestação relativa ao serviço de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação.
D
O ICMS incide sobre operações com fonogramas e
videofonogramas musicais produzidos no Brasil e que
contenham obras musicais ou literomusicais de autores
brasileiros, ou obras em geral interpretadas por artistas
brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos
digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação
industrial de mídias ópticas de leitura a laser .
E
O ICMS não incide sobre serviço prestado no exterior ou cuja
prestação se tenha iniciado no exterior.
Respondida
De acordo com o art. 116, parágrafo único, do CTN (chamada de
norma de combate à evasão fiscal), a autoridade administrativa
poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a
finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo
ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária,
observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei
ordinária. Com relação a tal norma, assinale a opção correta à luz
do entendimento do STF.
A
A norma de combate à evasão fiscal não representa ofensa
aos princípios da legalidade, da legalidade estrita em direito
tributário e da separação dos Poderes, sendo, todavia, viável
ao contribuinte optar pelo caminho da elisão fiscal, em que há
diminuição lícita dos valores tributários devidos, pois o
contribuinte evita relação jurídica que faria originar obrigação
tributária, o que não ocorre na evasão fiscal, em que o
contribuinte atua de forma a ocultar fato gerador
materializado para omitir-se do pagamento da obrigação
tributária devida.
B
A norma de combate à evasão fiscal foi considerada
inconstitucional pelo STF, por violar o princípio da separação
dos Poderes, considerando-se que o ordenamento jurídico
brasileiro adota o sistema inglês, de jurisdição una ou do
controle judicial, de maneira que todos os litígios, seja
administrativos, seja de interesses exclusivamente privados,
devem ser resolvidos pelo Poder Judiciário, que é o único
capaz de produzir decisões definitivas com força de coisa
julgada.
C
A norma de combate à evasão fiscal permite à autoridade
fiscal tributar fato gerador não ocorrido e previsto em lei,
além de autorizar o agente fiscal a preencher eventuais
lacunas legais com a interpretação analógica, permitida pelo
CTN.
D
A norma de combate à evasão fiscal autoriza a tributação com
base na intenção do que poderia estar sendo supostamente
encoberto por uma forma jurídica, totalmente legal, mas que
estaria ensejando pagamento de imposto menor, tributando
mesmo que não haja lei para caracterizar tal fato gerador.
E
A norma de combate à evasão fiscal proíbe o contribuinte de
buscar, por vias legítimas e comportamentos coerentes com a
ordem jurídica, economia fiscal, realizando suas atividades de
forma menos onerosa e, assim, deixando de pagar tributos
quando não configurado fato gerador cuja ocorrência tenha
sido licitamente evitada.
Respondida
A sociedade empresária Alfa Ltda. foi executada por falta
de pagamento de impostos estaduais no ano de 2022. Durante o
curso da execução fiscal, depois de diversas tentativas de citação,
o aviso de recebimento foi devolvido sem cumprimento, a
despeito de a comunicação postal ter sido encaminhada para o
endereço cadastral da sociedade. Com isso, a procuradoria-geral
do estado solicitou o redirecionamento da execução fiscal contra
os sócios.
A respeito da situação hipotética precedente, assinale a opção
correta conforme o Código Tributário Nacional (CTN) e o
entendimento do STJ.
A
A responsabilidade pessoal do sócio-gerente no caso decorre
da aplicação do dispositivo do CTN que prevê que são
pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a
obrigações tributárias da sociedade os diretores, gerentes ou
representantes de pessoas jurídicas de direito privado, sendo
irrelevante, para o redirecionamento da execução fiscal, a
comunicação, ou sua falta, acerca de eventual alteração do
domicílio da sociedade aos órgãos competentes.
B
Caso a sociedade empresária Alfa Ltda. tenha deixado de
funcionar no seu domicílio fiscal, mesmo que não tenha
comunicado isso aos órgãos competentes, o sócio-gerente não
responderá pela execução fiscal, uma vez que, pelo princípio
da responsabilidade limitada, os bens particulares dos sócios
não podem ser executados por dívidas da sociedade.
C
Em se tratando de execução fiscal, a desconsideração da
personalidade jurídica, com a responsabilidade pessoal do
sócio-gerente, é consequência jurídica lógica na natureza do
débito cobrado, não havendo possibilidade de serem opostas
contra o fisco regras de direito privado para proteção do
sócio.
D
Caso a sociedade empresária Alfa Ltda. tenha deixado de
funcionar no seu domicílio fiscal e não tenha comunicado
isso aos órgãos competentes, será legítimo o
redirecionamento da execução fiscal para a pessoa do
sócio-gerente.
E
Caso a sociedade empresária Alfa Ltda. tenha deixado de
funcionar no seu domicílio fiscal, mesmo que não tenha
comunicado isso aos órgãos competentes, o sócio-gerente não
responderá pela execução fiscal, uma vez que a referida falta
de comunicação seria mera irregularidade sanável.
Respondida
Acerca da internalização dos convênios do Conselho Nacional de
Política Fazendária (CONFAZ) na ordem jurídica dos estados, à
luz do entendimento do STF, é correto afirmar que os convênios
firmados no âmbito do CONFAZ que autorizem os estados a
isentarem do ICMS determinadas operações passam a ter força
normativaimediata, a partir da competente comunicação do seu teor à
assembleia legislativa.
A
imediata, a partir da competente comunicação do seu teor à
assembleia legislativa.
B
somente depois de expressamente ratificados pelo ente
estadual, por meio de lei ordinária aprovada por 3/5 dos
membros da casa legislativa, mesmo que já exista previsão
legal no ordenamento jurídico estadual nesse sentido, a fim
de ser respeitado o princípio da separação dos Poderes.
C
somente depois de expressamente ratificados pelo ente
estadual, por meio de decreto legislativo, não cabendo
ratificação tácita.
D
somente depois de expressamente ratificados pelo ente
estadual, por meio de lei complementar aprovada pela
maioria absoluta dos membros da casa legislativa, podendo
haver ratificação tácita, caso a assembleia legislativa não
ratifique o convênio no prazo legal, a fim de se preservar o
equilíbrio fiscal entre os entes signatários.
E
somente depois de expressamente ratificados pelo ente
estadual, por meio de decreto legislativo, podendo haver
ratificação tácita, caso exista previsão legal no ordenamento
jurídico estadual nesse sentido, restando à administração
pública aplicá-la por força do princípio da legalidade.
Respondida
Determinada empresa com sede em Lajes – RN foi
acusada de sonegar R$ 3 mil de ICMS, valor que não fora
executado pelo fisco a tempo e modo. Durante o trâmite da ação
penal, foi impetrado habeas corpus em que se requereu o
trancamento da ação, com a aplicação do princípio da
insignificância.
A partir dessa situação hipotética, e considerando que decreto
estadual do Rio Grande do Norte autoriza a PGE/RN a apresentar
pedido de desistência das execuções fiscais já ajuizadas cujo
valor do crédito tributário ou não tributário exequendo seja
equivalente ou inferior a R$ 5 mil, assinale a opção correta à luz
do entendimento do STJ.
A
O princípio da insignificância, além de incidir nos crimes
tributários federais, pode incidir nos crimes tributários
estaduais, desde que exista norma local reguladora que
preveja a inexigibilidade da execução fiscal para débitos
considerados insignificantes.
B
O princípio da insignificância não incide nos crimes
tributários, uma vez que a parte lesada é a coletividade, de
modo que não há espaço para trancamento da ação penal no
caso.
C
O princípio da insignificância pode incidir tanto nos crimes
tributários federais quanto nos estaduais, independentemente
de norma local reguladora que preveja a inexigibilidade da
execução fiscal para débitos considerados insignificantes,
aplicando-se, na sua ausência, o limite estabelecido na lei
federal.
D
O princípio da insignificância pode incidir nos crimes
tributários, devendo servir de baliza para sua aplicação o
limite mínimo estabelecido em legislação federal, podendo,
por essa razão, ser determinado o trancamento da ação penal.
E
O princípio da insignificância incide apenas nos crimes
tributários federais, não se aplicando aos crimes tributários
estaduais, mesmo que exista norma local que estabeleça
limite mínimo para a execução fiscal.
Respondida
Com relação ao imposto sobre transmissão causa mortis e
doação de quaisquer bens e direitos (ITCD) nos termos da Lei
n.º 5.887/1989 do estado do Rio Grande do Norte, assinale a
opção correta.
A
Nas transmissões por morte, o contribuinte do ITCD é o
herdeiro ou legatário, e, com relação aos tributos devidos pelo
de cujus até a data da partilha, é responsável o espólio.
B
Nas cessões, o contribuinte do ITCD é o cedente, sendo
solidariamente responsáveis pelo imposto as empresas,
instituições financeiras e todo aquele a quem caiba a
responsabilidade do registro ou a prática de ato que implique
a transmissão de bens e créditos e respectivos direitos e
ações.
C
Nas doações, o contribuinte do ITCD é o adquirente dos bens,
direitos e créditos, sendo os tabeliães, escrivães e demais
serventuários de ofício, inclusive seus substitutos,
solidariamente responsáveis pelos tributos devidos sobre os
atos que praticarem ou perante os quais forem praticados em
razão do seu ofício.
D
Nas doações, o contribuinte do ITCD é o adquirente dos bens,
direitos e créditos, sendo o doador solidariamente responsável
pelo imposto na falta de seu pagamento devido, sem prejuízo
de eventual ação de regresso em desfavor do donatário.
E
Nas transmissões por morte, o contribuinte do ITCD é o
herdeiro ou legatário, e, com relação aos tributos devidos pelo
de cujus até a data da abertura da sucessão, são responsáveis
o sucessor a qualquer título e o cônjuge, limitada essa
responsabilidade ao montante do quinhão, do legado ou da
meação.
Respondida
Certo indivíduo residente em Natal – RN adquiriu,
mediante importação, um novo veículo, pelo valor de
dois milhões de dólares. Antes de o veículo ingressar no estado
de destino (RN), a autoridade aduaneira estabeleceu, para a base
de cálculo do imposto sobre a importação, o montante de
quinze milhões de reais.
Considerando a situação hipotética precedente, assinale a opção
correta à luz da Lei n.º 6.967/1996 do estado do Rio Grande do
Norte.
A
Por se tratar de veículo importado, a base de cálculo do IPVA
será a soma do valor do veículo importado, convertido em
moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no
cálculo do imposto de importação, com o valor do IPI e de
quaisquer outras despesas aduaneiras, somente.
B
A base de cálculo do IPVA será o valor venal constante na
nota fiscal, podendo ser inferior ao do concessionário
privativo da respectiva marca ou, se não houver, ao preço de
mercado.
C
O valor fixado pela autoridade aduaneira para a base de
cálculo do imposto sobre importação, nos termos da lei
aplicável, substituirá o valor declarado, para efeito de cálculo
do ICMS devido.
D
Por se tratar de veículo importado, a base de cálculo do IPVA
será a soma do valor do veículo importado, convertido em
moeda nacional pela mesma taxa de câmbio vigente na data
do desembaraço aduaneiro, com o valor do imposto de
importação, do IPI, do IOF, do ICMS e de quaisquer outras
despesas aduaneiras.
E
A base de cálculo do IPVA será o valor venal constante na
nota fiscal, convertido em moeda nacional pela mesma taxa
de câmbio vigente na data do ingresso efetivo da mercadoria
no país, não podendo ser inferior ao do concessionário
privativo da respectiva marca ou, se não houver, ao preço de
mercado.
Respondida
No que se refere a benefícios fiscais relativos ao imposto sobre
circulação de mercadorias e serviços (ICMS), assinale a opção
correta, considerando o entendimento do STJ.
A
Para a exclusão dos benefícios fiscais relacionados ao ICMS
— tais como redução de base de cálculo, redução de alíquota,
isenção, diferimento, entre outros — da base de cálculo do
IRPJ e da CSLL, deve ser exigida a demonstração de
concessão como estímulo à implantação ou expansão de
empreendimentos econômicos.
B
Para que se possam excluir da base de cálculo do IRPJ e da
CSLL os benefícios fiscais relacionados ao ICMS — tais
como redução de base de cálculo, redução de alíquota,
isenção, diferimento, entre outros —, não deve ser exigida a
demonstração de concessão como estímulo à implantação ou
expansão de empreendimentos econômicos.
C
Os benefícios ou incentivos fiscais de ICMS não geram
aumento de patrimônio nem produzem receita, na medida em
que se opera, por via transversa, a simples redução da carga
tributária, razão pela qual o contribuinte tem o direito de
excluir, livremente, os créditos presumidos e demais
benefícios relacionados ao ICMS da base de cálculo do IRPJ
e da CSLL, independentemente de sua destinação, podendo
até mesmo o crédito concedido ser totalmente convertido em
lucro aos sócios.
D
Em nenhuma hipótese é possível excluir os benefícios ou
incentivos fiscais relacionados ao ICMS da base de cálculo
do IRPJ e da CSLL, haja vista a necessidade de ser
preservado incólume o pacto federativo.
E
É possível excluir os benefícios ou incentivos fiscais
relacionados ao ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL,
sem qualquer limitação, uma vez que isso, além de ser direito
subjetivo do contribuinte, outorgado por lei, visa ao fomento
do desenvolvimento econômico e social de determinada
região, pelo fortalecimento de determinado setor do mercado,
que necessite do amparo estatal.
Respondida
Uma sociedade de economia mista de determinado estado,
prestadora de serviços com fins lucrativos, ajuizou ação
declaratória de imunidade tributária perante a justiça estadual,
requerendo o reconhecimento judicial da mutação constitucional
quanto à aplicação da alínea “a” do inciso VI do art. 150 da CF,
que versa acerca da imunidade recíproca entre os entes da
Federação, ao vedar a instituição de “impostos sobre patrimônio,
renda ou serviços uns dos outros”. A referida sociedade de
economia mista sustentou que é prestadora de serviço público
essencial e que efetua cobrança de tarifas de seus usuários, mas
que isso não impede o reconhecimento da imunidade, uma vez
que, embora reparta esporadicamente lucros entre seus
acionistas, sua atividade é exercida em regime de monopólio
estatal, de modo que entendia fazer jus ao reconhecimento da
imunidade recíproca.
Nessa situação hipotética, conforme o entendimento
jurisprudencial do STF, a sociedade de economia mista em
questão
A
não faz jus à imunidade recíproca, porque, embora o intuito
lucrativo e a cobrança de tarifa do usuário não sejam fatores
impeditivos ao reconhecimento da imunidade, a política de
distribuição de lucros entre acionistas privados, mesmo que
em caráter esporádico, lhe retira a imunidade tributária.
B
faz jus ao reconhecimento da imunidade recíproca, uma vez
que exerce sua atividade em regime de monopólio, o que, por
si só, assegura o reconhecimento da imunidade no caso.
C
faz jus à imunidade recíproca, uma vez que a cobrança de
tarifas dos usuários não é fator impeditivo ao reconhecimento
da imunidade, mesmo que a sociedade tenha fins lucrativos e
haja repartição esporádica de lucros entre seus acionistas
privados.
D
não faz jus à imunidade recíproca, por exigir tarifa de seus
usuários e por ter fins lucrativos, o que viola a CF, não
podendo haver conflito interno entre normas constitucionais.
E
não faz jus à imunidade recíproca, por não estar abrangida
pelas exceções estabelecidas expressamente na CF, as quais
incluem, por exemplo, as autarquias e fundações instituídas e
mantidas pelo poder público.