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3373163 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

brilham fardas e casacas,

junto com batinas pretas.

E há finas mãos pensativas,

entre galões, sedas, rendas,

e há grossas mãos vigorosas,

de unhas fortes, duras veias,

e há mãos de púlpito e altares,

de Evangelhos, cruzes, bênçãos.

Uns são reinóis, uns, mazombos;

e pensam de mil maneiras;

mas citam Virgílio e Horácio,

e refletem, e argumentam,

falam de minas e impostos,

de lavras e de fazendas,

de ministros e rainhas

e das colônias inglesas.

MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979, p.73.

"e pensam de mil maneiras;

mas citam Virgílio e Horácio,

e refletem, e argumentam,

falam de minas e impostos,"

Em relação às formas verbais dos versos, é correto afirmar:

 

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3373162 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

brilham fardas e casacas,

junto com batinas pretas.

E há finas mãos pensativas,

entre galões, sedas, rendas,

e há grossas mãos vigorosas,

de unhas fortes, duras veias,

e há mãos de púlpito e altares,

de Evangelhos, cruzes, bênçãos.

Uns são reinóis, uns, mazombos;

e pensam de mil maneiras;

mas citam Virgílio e Horácio,

e refletem, e argumentam,

falam de minas e impostos,

de lavras e de fazendas,

de ministros e rainhas

e das colônias inglesas.

MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979, p.73.

"Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

brilham fardas e casacas,

junto com batinas pretas."

Analisando os termos constituintes da estrofe, há correspondência morfossintática entre o termo destacado à esquerda e o que se afirma sobre ele à direita em

 

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3373161 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Atrás de portas fechadas,

à luz de velas acesas,

brilham fardas e casacas,

junto com batinas pretas.

E há finas mãos pensativas,

entre galões, sedas, rendas,

e há grossas mãos vigorosas,

de unhas fortes, duras veias,

e há mãos de púlpito e altares,

de Evangelhos, cruzes, bênçãos.

Uns são reinóis, uns, mazombos;

e pensam de mil maneiras;

mas citam Virgílio e Horácio,

e refletem, e argumentam,

falam de minas e impostos,

de lavras e de fazendas,

de ministros e rainhas

e das colônias inglesas.

MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979, p.73.

Os versos pertencem ao poema Romanceiro da Inconfidência, em que por meio de versos, Cecília narra as lutas e sofrimentos dos mineiros envolvidos na Inconfidência Mineira pelo amor à pátria, na tentativa de libertação do Brasil-Colônia de Portugal.

Sobre os versos destacados, pode-se afirmar que

I. se trata de uma reunião de pessoas com diferentes condições civis e sociais.

II. o espaço, em que estão as pessoas, oferece liberdade de acesso livremente.

III. não há um consenso de interesse entre os presentes na reunião, pois são múltiplos os temas das discussões.

IV. o motivo comum que reúne as diferentes condições de seus participantes está diretamente ligado a questões políticas.

V. os participantes são unânimes em seus interesses pessoais, por isso admiram os poetas da antiguidade, Virgílio e Horácio.

A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

 

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3373160 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia e a fazer carreira na instituição. Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril, cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim [A] e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina, extinta seis anos depois, em 1996.

Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias [B], mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. Ela ressaltou o pioneirismo daquilo, a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária [C]", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos.

Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia [D], naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA, dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.

Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças [E], dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas, nos 417 municípios baianos.

Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.

A passagem que apresenta o uso da vírgula para separar um aposto

 

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3373159 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia e a fazer carreira na instituição. Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril, cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim [A] e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina [B], extinta seis anos depois, em 1996.

Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias [C], mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. Ela ressaltou o pioneirismo daquilo, a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos.

Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia, naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA [D], dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.

Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos [E] em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças, dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas, nos 417 municípios baianos.

Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.

Identifica-se um predicativo do sujeito na passagem transcrita em

 

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3373158 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia e a fazer carreira na instituição. [A] Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril [B], cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina, extinta seis anos depois, em 1996.

Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias, mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA [C] e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. [D] Ela ressaltou o pioneirismo daquilo, a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos. [E]

Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia, naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA, dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.

Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças, dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas, nos 417 municípios baianos.

Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.

A oração que apresenta um verbo que se classifica como impessoal está em

 

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3373157 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia [A] e a fazer carreira na instituição. Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril, cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina [B], extinta seis anos depois, em 1996.

Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias [C], mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. Ela ressaltou o pioneirismo daquilo [D], a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos.

Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia, naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA, dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.

Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças, dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas [E], nos 417 municípios baianos.

Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.

Uma das características de um texto jornalístico é o uso predominantemente de uma linguagem clara e objetiva, entretanto, em algumas passagens, o texto permite fazer uso de uma linguagem com seu sentido ampliado.

A passagem transcrita da matéria em que se registra uma linguagem com o sentido ampliado está em

 

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3373156 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia e a fazer carreira na instituição. Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril, cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina, extinta seis anos depois, em 1996.

Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias, mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. Ela ressaltou o pioneirismo daquilo, a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos.

Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia, naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA, dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.

Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças, dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas, nos 417 municípios baianos.

Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.

O texto visa, sobretudo, entre as informações apresentadas

 

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3373155 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. [A] Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo [B]; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828, e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:

— Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!

Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra. Mas dum canto da sala, ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:

— Pois dê!

Os outros homens afastaram-se como para deixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, começou a gritar:

— Aqui dentro não! Lá fora! Lá fora!

Rodrigo, porém, sorria, imóvel, de pernas abertas, rebenque pendente do pulso, mãos na cintura, olhando para o outro com um ar que era ao mesmo tempo de desafio e simpatia.

— Incomodou-se, amigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.

— Não sou de briga, mas não costumo aguentar desaforo.

— Ooi, bicho bom!

Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica. [C]

— Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:

— Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês.

— Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.

O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.

— Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...

Depois de alguma relutância, o outro guardou a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:

— Aperte os ossos.

O caboclo teve uma breve hesitação [D], mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.

— Agora vamos tomar um trago — convidou este último.

— Mas eu pago — disse o outro. Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido. [E]

— O convite é meu.

— Mas eu pago — repetiu o caboclo.

— Está bem. Não vamos brigar por isso. Aproximaram-se do balcão. [...]

— Meu nome é Rodrigo Cambará. Como é a sua graça?

— Juvenal Terra.

— Mora aqui no povo?

— Moro.

— Criador?

— O outro sacudiu a cabeça negativamente.

VERISSIMO, Érico. O tempo e o vento. Disponível em: <https://www.skoob.com.br/livro/pdf/o-tempo-e-o-vento/livro:118896/edicao:202376>. Acesso em: 16 dez. 2022. Adaptado.

A passagem transcrita cujo verbo "ter" pode ser substituído pelo "haver", mantendo-se a mesma estrutura sintática, sem comprometer a norma padrão da língua é a

 

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3373154 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UNEB
Orgão: PM-BA
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Texto

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828, e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco [A] dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:

— Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!

Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra [B]. Mas dum canto da sala, ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:

— Pois dê!

Os outros homens afastaram-se como para deixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, começou a gritar:

— Aqui dentro não! Lá fora! Lá fora!

Rodrigo, porém, sorria, imóvel, de pernas abertas, rebenque pendente do pulso [C], mãos na cintura, olhando para o outro com um ar que era ao mesmo tempo de desafio e simpatia.

— Incomodou-se, amigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.

— Não sou de briga, mas não costumo aguentar desaforo. [D]

— Ooi, bicho bom!

Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.

— Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:

— Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês.

— Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.

O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.

— Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...

Depois de alguma relutância, o outro guardou a arma, meio desajeitado [E], e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:

— Aperte os ossos.

O caboclo teve uma breve hesitação, mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.

— Agora vamos tomar um trago — convidou este último.

— Mas eu pago — disse o outro. Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido.

— O convite é meu.

— Mas eu pago — repetiu o caboclo.

— Está bem. Não vamos brigar por isso. Aproximaram-se do balcão. [...]

— Meu nome é Rodrigo Cambará. Como é a sua graça?

— Juvenal Terra.

— Mora aqui no povo?

— Moro.

— Criador?

— O outro sacudiu a cabeça negativamente.

VERISSIMO, Érico. O tempo e o vento. Disponível em: <https://www.skoob.com.br/livro/pdf/o-tempo-e-o-vento/livro:118896/edicao:202376>. Acesso em: 16 dez. 2022. Adaptado.

O uso da vírgula, separando uma oração adjetiva, está registrado na passagem transcrita em

 

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