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Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828, e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
— Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!
Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra. Mas dum canto da sala, ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:
— Pois dê!
Os outros homens afastaram-se como para deixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, começou a gritar:
— Aqui dentro não! Lá fora! Lá fora!
Rodrigo, porém, sorria, imóvel, de pernas abertas, rebenque pendente do pulso, mãos na cintura, olhando para o outro com um ar que era ao mesmo tempo de desafio e simpatia.
— Incomodou-se, amigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.
— Não sou de briga, mas não costumo aguentar desaforo.
— Ooi, bicho bom!
Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.
— Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:
— Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês.
— Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.
O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.
— Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...
Depois de alguma relutância, o outro guardou a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:
— Aperte os ossos.
O caboclo teve uma breve hesitação, mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.
— Agora vamos tomar um trago — convidou este último.
— Mas eu pago — disse o outro. Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido.
— O convite é meu.
— Mas eu pago — repetiu o caboclo.
— Está bem. Não vamos brigar por isso. Aproximaram-se do balcão. [...]
— Meu nome é Rodrigo Cambará. Como é a sua graça?
— Juvenal Terra.
— Mora aqui no povo?
— Moro.
— Criador?
— O outro sacudiu a cabeça negativamente.
VERISSIMO, Érico. O tempo e o vento. Disponível em: <https://www.skoob.com.br/livro/pdf/o-tempo-e-o-vento/livro:118896/edicao:202376>. Acesso em: 16 dez. 2022. Adaptado.
A alternativa em que as locuções prepositivas têm seu sentido explicado, de maneira inadequada, é a
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Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828, e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
— Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!
Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra. Mas dum canto da sala, ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:
— Pois dê!
Os outros homens afastaram-se como para deixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, começou a gritar:
— Aqui dentro não! Lá fora! Lá fora!
Rodrigo, porém, sorria, imóvel, de pernas abertas, rebenque pendente do pulso, mãos na cintura, olhando para o outro com um ar que era ao mesmo tempo de desafio e simpatia.
— Incomodou-se, amigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.
— Não sou de briga, mas não costumo aguentar desaforo.
— Ooi, bicho bom!
Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.
— Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:
— Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês.
— Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.
O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.
— Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...
Depois de alguma relutância, o outro guardou a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:
— Aperte os ossos.
O caboclo teve uma breve hesitação, mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.
— Agora vamos tomar um trago — convidou este último.
— Mas eu pago — disse o outro. Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido.
— O convite é meu.
— Mas eu pago — repetiu o caboclo.
— Está bem. Não vamos brigar por isso. Aproximaram-se do balcão. [...]
— Meu nome é Rodrigo Cambará. Como é a sua graça?
— Juvenal Terra.
— Mora aqui no povo?
— Moro.
— Criador?
— O outro sacudiu a cabeça negativamente.
VERISSIMO, Érico. O tempo e o vento. Disponível em: <https://www.skoob.com.br/livro/pdf/o-tempo-e-o-vento/livro:118896/edicao:202376>. Acesso em: 16 dez. 2022. Adaptado.
As palavras em negrito das expressões em "olhar de gavião" e "miraram de soslaio", dentro do contexto, podem ser substituídas, fazendo as devidas alterações, respectivamente, por
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Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828, e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
— Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!
Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra. Mas dum canto da sala, ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:
— Pois dê!
Os outros homens afastaram-se como para deixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, começou a gritar:
— Aqui dentro não! Lá fora! Lá fora!
Rodrigo, porém, sorria, imóvel, de pernas abertas, rebenque pendente do pulso, mãos na cintura, olhando para o outro com um ar que era ao mesmo tempo de desafio e simpatia.
— Incomodou-se, amigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.
— Não sou de briga, mas não costumo aguentar desaforo.
— Ooi, bicho bom!
Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.
— Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:
— Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês.
— Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.
O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.
— Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...
Depois de alguma relutância, o outro guardou a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:
— Aperte os ossos.
O caboclo teve uma breve hesitação, mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.
— Agora vamos tomar um trago — convidou este último.
— Mas eu pago — disse o outro. Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido.
— O convite é meu.
— Mas eu pago — repetiu o caboclo.
— Está bem. Não vamos brigar por isso. Aproximaram-se do balcão. [...]
— Meu nome é Rodrigo Cambará. Como é a sua graça?
— Juvenal Terra.
— Mora aqui no povo?
— Moro.
— Criador?
— O outro sacudiu a cabeça negativamente.
VERISSIMO, Érico. O tempo e o vento. Disponível em: <https://www.skoob.com.br/livro/pdf/o-tempo-e-o-vento/livro:118896/edicao:202376>. Acesso em: 16 dez. 2022. Adaptado.
Após a leitura do fragmento destacado, pode-se afirmar acerca do texto:
I. Apresenta-se estruturado em duas tipologias textuais: descrição e narração.
II. A personagem Rodrigo Cambará é apresentada ao leitor por meio de diferentes recursos: pela voz narrativa e pela sua interlocução com as pessoas na venda.
III. Os atributos físicos, a vestimenta e as ações decididas possibilitam concluir que Rodrigo Cambará é um ex-combatente de guerra vitorioso.
IV. Uma das características da personalidade de Rodrigo Cambará é o seu instinto guerreiro, daí sua dificuldade em aceitar desafios.
V. Ao tratar de maneira amistosa Juvenal Terra, Rodrigo o faz por covardia diante da situação.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
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Disponível em: <https://medium.com/revista-bravo/charge-a-favor-n%C3%A3o-%C3%A9-charge-%C3%A9-cartilha-38c90848082c>. Acesso em: 15 dez. 2022.
Marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas em relação à imagem destacada.
( ) A compreensão da mensagem veiculada ocorre pelo uso simultâneo de uma linguagem verbal e não verbal.
( ) As informações contidas na linguagem não verbal estão em desacordo com discurso verbal.
( ) No contexto geral da imagem, pode-se afirmar que a intenção da mensagem é irônica, considerando-se o discurso verbal das personagens.
( ) A ausência de policiamento na área pressupõe-se que a circulação de pessoas está isenta de perigo.
( ) O fato de os assaltantes agirem em área sem policiamento garante o sucesso da empreitada deles.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
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A violência não é uma, é múltipla [B, E]. De origem latina, o vocábulo [A] vem da palavra vis que quer dizer força e se refere às noções de constrangimento e de uso da superioridade física [B] sobre o outro. No seu sentido material, o termo parece neutro, mas quem analisa os eventos violentos descobre que eles se referem a conflitos de autoridade, a lutas pelo poder e a vontade de domínio [B, C, E], de posse e de aniquilamento do outro ou de seus bens. Suas manifestações são aprovadas ou desaprovadas, lícitas ou ilícitas [B, D], segundo normas sociais mantidas por usos e costumes naturalizados ou por aparatos legais da sociedade. Mutante, a violência designa, pois - de acordo com épocas [A, D], locais e circunstâncias - realidades muito diferentes. Há violências toleradas e há violências condenadas.
A maior parte das dificuldades para conceituar a violência vem do fato de ela ser um fenômeno [A, E] da ordem do vivido e cujas manifestações provocam ou são provocados por uma forte carga emocional de quem a comete, de quem a sofre e de quem a presencia. Por isso, para entender sua dinâmica [A, E] na realidade brasileira, é importante compreender a visão que a sociedade projeta sobre o tema, recorrendo-se à filosofia popular e ao ponto de vista erudito. Os eventos violentos sempre passam pelo julgamento moral da sociedade.
A violência [C] dominante na consciência contemporânea [C] é a criminal e delinquencial. Esse tipo de fenômeno nunca teve a tolerância [B, C] social, uma vez que ele fere, antes de tudo, a moral fundamental de todas as culturas. Colocando o termo no plural, há, no imaginário [D, E] social atual, três definições de violências que contemplam tanto o âmbito [A] individual quanto o coletivo: no centro de tudo, a violência física, que atinge diretamente a integridade corporal e que pode ser traduzida nos homicídios [E], agressões, violações, roubos a mão armada; a violência econômica que consiste no desrespeito e apropriação, contra a vontade dos donos ou de forma agressiva, de algo de sua propriedade e de seus bens; em terceiro lugar, a violência moral e simbólica [C, D], aquela que trata da dominação cultural, ofendendo a dignidade e desrespeitando os direitos do outro.
Violência :um problema para saúde dos brasileiros. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ímpacto_violencia.pdf>. Acesso em: 16 dez.
A alternativa em que há uma sequência de palavras pertencentes a uma mesma classe gramatical e que são acentuadas pela mesma razão é a
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A violência não é uma, é múltipla. De origem latina, o vocábulo vem da palavra vis que quer dizer força e se refere às noções de constrangimento e de uso da superioridade física sobre o outro. No seu sentido material, o termo parece neutro, mas quem analisa os eventos violentos descobre que eles se referem a conflitos de autoridade, a lutas pelo poder e a vontade de domínio, de posse e de aniquilamento do outro ou de seus bens. Suas manifestações são aprovadas ou desaprovadas, lícitas ou ilícitas, segundo normas sociais mantidas por usos e costumes naturalizados ou por aparatos legais da sociedade. Mutante, a violência [C] designa, pois - de acordo com épocas, locais e circunstâncias - [B] realidades muito diferentes. Há violências toleradas e há violências condenadas.
A maior parte das dificuldades para conceituar a violência [A] vem do fato de ela ser um fenômeno da ordem do vivido e cujas manifestações provocam ou são provocados [C] por uma forte carga emocional [D] de quem a comete, de quem a sofre e de quem a presencia. Por isso, para entender sua dinâmica na realidade brasileira, é importante compreender a visão que a sociedade projeta sobre o tema, recorrendo-se à filosofia popular e ao ponto de vista erudito. Os eventos violentos sempre passam pelo julgamento moral da sociedade.
A violência dominante na consciência [E] contemporânea é a criminal e delinquencial. Esse tipo de fenômeno [E] nunca teve a tolerância social, uma vez que ele fere, antes de tudo, a moral fundamental de todas as culturas. Colocando o termo no plural, há, no imaginário social atual, três definições de violências que contemplam tanto o âmbito individual quanto o coletivo: no centro de tudo, a violência física, que atinge diretamente a integridade corporal e que pode ser traduzida nos homicídios, agressões, violações, roubos a mão armada; a violência econômica que consiste no desrespeito e apropriação, contra a vontade dos donos ou de forma agressiva, de algo de sua propriedade e de seus bens; em terceiro lugar, a violência moral e simbólica, aquela que trata da dominação cultural, ofendendo a dignidade e desrespeitando os direitos do outro.
Violência :um problema para saúde dos brasileiros. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ímpacto_violencia.pdf>. Acesso em: 16 dez.
A alternativa que apresenta uma análise correta acerca das passagens destacadas do texto é a
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A violência não é uma, é múltipla. De origem latina, o vocábulo vem da palavra vis que quer dizer força e se refere às noções de constrangimento e de uso da superioridade física sobre o outro. No seu sentido material, o termo parece neutro, mas quem analisa os eventos violentos descobre que eles se referem a conflitos de autoridade, a lutas pelo poder e a vontade de domínio, de posse e de aniquilamento do outro [A] ou de seus bens. Suas manifestações são aprovadas ou desaprovadas, lícitas ou ilícitas, segundo normas sociais mantidas por usos e costumes naturalizados ou por aparatos legais [B] da sociedade. Mutante, a violência designa, pois - de acordo com épocas, locais e circunstâncias - realidades muito diferentes. Há violências toleradas e há violências condenadas.
A maior parte das dificuldades para conceituar a violência vem do fato de ela ser um fenômeno da ordem do vivido e cujas manifestações provocam ou são provocados por uma forte carga emocional de quem a comete, de quem a sofre e de quem a presencia. Por isso, para entender sua dinâmica [C] na realidade brasileira, é importante compreender a visão que a sociedade projeta sobre o tema, recorrendo-se à filosofia popular e ao ponto de vista erudito [D]. Os eventos violentos sempre passam pelo julgamento moral da sociedade.
A violência dominante na consciência contemporânea é a criminal e delinquencial. Esse tipo de fenômeno nunca teve a tolerância social, uma vez que ele fere, antes de tudo, a moral fundamental de todas as culturas. Colocando o termo no plural, há, no imaginário social atual, três definições de violências que contemplam tanto o âmbito individual [E] quanto o coletivo: no centro de tudo, a violência física, que atinge diretamente a integridade corporal e que pode ser traduzida nos homicídios, agressões, violações, roubos a mão armada; a violência econômica que consiste no desrespeito e apropriação, contra a vontade dos donos ou de forma agressiva, de algo de sua propriedade e de seus bens; em terceiro lugar, a violência moral e simbólica, aquela que trata da dominação cultural, ofendendo a dignidade e desrespeitando os direitos do outro.
Violência :um problema para saúde dos brasileiros. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ímpacto_violencia.pdf>. Acesso em: 16 dez.
O sentido entre o termo em negrito à esquerda e a palavra indicada à direita, em relação às ideias do texto, está inadequado em
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A violência não é uma, é múltipla. De origem latina, o vocábulo vem da palavra vis que quer dizer força e se refere às noções de constrangimento e de uso da superioridade física sobre o outro. No seu sentido material, o termo parece neutro, mas quem analisa os eventos violentos descobre que eles se referem a conflitos de autoridade, a lutas pelo poder e a vontade de domínio, de posse e de aniquilamento do outro ou de seus bens. Suas manifestações são aprovadas ou desaprovadas, lícitas ou ilícitas, segundo normas sociais mantidas por usos e costumes naturalizados ou por aparatos legais da sociedade. Mutante, a violência designa, pois - de acordo com épocas, locais e circunstâncias - realidades muito diferentes. Há violências toleradas e há violências condenadas.
A maior parte das dificuldades para conceituar a violência vem do fato de ela ser um fenômeno da ordem do vivido e cujas manifestações provocam ou são provocados por uma forte carga emocional de quem a comete, de quem a sofre e de quem a presencia. Por isso, para entender sua dinâmica na realidade brasileira, é importante compreender a visão que a sociedade projeta sobre o tema, recorrendo-se à filosofia popular e ao ponto de vista erudito. Os eventos violentos sempre passam pelo julgamento moral da sociedade.
A violência dominante na consciência contemporânea é a criminal e delinquencial. Esse tipo de fenômeno nunca teve a tolerância social, uma vez que ele fere, antes de tudo, a moral fundamental de todas as culturas. Colocando o termo no plural, há, no imaginário social atual, três definições de violências que contemplam tanto o âmbito individual quanto o coletivo: no centro de tudo, a violência física, que atinge diretamente a integridade corporal e que pode ser traduzida nos homicídios, agressões, violações, roubos a mão armada; a violência econômica que consiste no desrespeito e apropriação, contra a vontade dos donos ou de forma agressiva, de algo de sua propriedade e de seus bens; em terceiro lugar, a violência moral e simbólica, aquela que trata da dominação cultural, ofendendo a dignidade e desrespeitando os direitos do outro.
Violência :um problema para saúde dos brasileiros. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ímpacto_violencia.pdf>. Acesso em: 16 dez.
Em relação ao texto, as afirmativas procedentes encontram-se em
I. As múltiplas definições atribuídas à violência resultam das variadas modalidades em que ela se apresenta e das normas socias mantidas nas sociedades.
II. Uma ação violenta é algo variàvel e relativo que se define segundo as visões de violência de cada época, sociedade e costumes.
III. O desequilíbrio emocional constitui o único fator responsável pelas agressões de violência cometidas contra o próximo.
IV. Um ato de violência não tem sentido absoluto, pois envolve um emocional diferenciado em relação ao agente ativo, ao objeto passivo e àquele que presencia.
V. A violência, independente da sua forma de ação, é indistintamente inaceitável por todas as sociedades.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
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Considere as afirmativas a seguir.
I. O teorema de Laplace só pode ser aplicado em matriz de ordem nxn, com n > 3.
II. O determinante de uma matriz quadrada A é igual ao determinante da sua transposta: det(A) = det(At);
III. Chama-se de cofator ou complemento algébrico de um elemento aij, para matrizes de ordem n, isto é, matrizes quadradas, um número Aij, de forma que: Aij = (-1)i+j . Dij.
IV. Toda matriz quadrada possui um determinante, seja ele um número ou uma função associada a ele. Assim, o determinante das matrizes quadradas é calculado pela diferença entre a multiplicação dos elementos da diagonal principal e secundária.
V. O menor complementar de um elemento aij em uma matriz A, é obtido eliminando a linha i e a coluna j de aij. Dessa forma, tem-se uma matriz de ordem n - 1, e o determinante Dij dessa matriz é o menor complementar do elemento aij.
A alternativa que apresenta todas as afirmativas verdadeiras é a
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Eight-in-ten Canadian drivers believe investing in winter tires is important despite rising living costs
November 14, 2022 08:00 ET I Source: Tire and Rubber Association
76 per cent of motorists say driving a vehicle equipped with winter tires has saved them from a road accident or injury
CAMBRIDGE, Ontario, Nov. 14, 2022 (GLOSE NEWSWIRE) -- Eighty-two per cent of Canada's motorists believe investing in winter tires is important despite steep increases in the cost of living, according to a new Leger survey commissioned by the Tire and Rubber Association of Canada (TRAC) www.tracanada.ca.
Winter tire usage has gradually increased over the past five years. A similar TRAC study in 2017 found that 60 per cent of drivers in the country were using winter tires.
Four per cent of drivers say this winter driving season will be their first using winter tires.
"This year's winter tire study shows clearly that Canadians place high value on the superior handling and stopping power offered by today's advanced winter tires," says Carol Hochu, president and CEO of TRAC. "The fact that three-quarters of drivers using winter tires cite protecting their family as their top reason for investing in winter tires tells the story. Winter tire laws, lower auto insurance premiums and trusted advice from friends and family were other widespread reasons for investing in winter tires.
"The not-so-good news is that 35 per cent of motorists outside Quebec still resist winter tires despite overwhelming evidence that dedicated winter tires are essential for safe cold-weather driving," adds Hochu. "Greater efforts are clearly needed to win the higher levei of winter tire adoption needed to make our wintertime roadways safer."
The most common reasons for not using winter tires are the belief that all-season tires are good enough (57 per cent), cost (26 per cent) and reduced driving in winter (25 per cent).
Disponível em: <https://www.globenewswire.com/news-release/2022/11/14/2554933/0/en/Eight-in-ten-Canadian-drivers-believe-investing-in-winter-tires-is-important-despite-rising-living-costs-Survey.html>. Acesso em: 24 nov. 2022.
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