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Considerando-se a literatura brasileira em suas realizações maiores, de meados ao fim do século passado, vê-se que é alto o valor das obras e grande a sua diversidade. Na prosa, há que se destacar uma polarização: o intimismo dos romances de Clarice Lispector, cujos narradores tanto mergulham no fundo mesmo da pessoa quanto sondam o valor das palavras mesmas, e o modo épico-poético das páginas de Guimarães Rosa, que se rendeu à complexidade do mundo sertanejo sem abrir mão das mais ousadas invenções linguísticas. Na poesia, a fase definitivamente madura de Carlos Drummond de Andrade, em versos que vão da investigação mais profunda do sujeito até o plano das memórias longínquas, e a maturação da poesia de João Cabral de Melo Neto, mestre do poema dramático ou narrativo e senhor da linguagem disciplinada e ordenada de uma original “geometria” artística. Está nesse quarteto, possivelmente, a prova de que nossa literatura dialoga de igual para igual com outras grandes literaturas nacionais.
O fato mesmo de nenhum desses autores reivindicar para si qualquer atributo de nacionalismo é sintomático: parece que já não temos vergonha de pleitear nosso quinhão do universal.
(Bolívar Gomide, inédito)
O fato mesmo de nenhum desses autores reivindicar para si qualquer atributo de nacionalismo é sintomático: parece que já não temos vergonha de pleitear nosso quinhão do universal.
Deduz-se da frase acima que
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Our Plugged-in Summer
By BRUCE FEILER
I [TO SET OUT] to spend my summer vacation online. A few things conspired to give me the idea. The first was the insistent finger wagging one now encounters that the only way to spend quality time with one’s children is to disengage from technology.
The same day, my brother sent along a link for a new app (leafsnap) that allows users to identify trees by submitting photos of leaves. What a smart way to juice that nature walk, I thought. The next day I saw a Twitter message from Pierre Omidyar (@pierre, the eBay founder, in which he attached a photo and asked, “What is the name of this purple a nd white flower bush?” Seconds later he had his answer: lilac.
Then my sister wrote to ask how she could identify the bird building a nest on her deck. “Take a picture and put it on Facebook,” I said. “You’ll have an answer within the hour.” She bet me it wouldn’t work, but within 19 minutes two friends had confirmed it was a Carolina wren.
I concocted a scheme. During weekends this summer, I would pursue the opposite of an unplugged vacation: I would check screens whenever I could. Not in the service of work, but in the service of play. I would crowd-source new ideas for car games and YouTube my picnic recipes. I would test the prevailing wisdom that the Internet spoils all the fun. With back-to-school fast approaching, here’s my report.
For starters, the Web supplied an endless font of trivia and historical tidbits to enliven our days. I learned that a great debate still rages over who was the “Benedict” in eggs Benedict; that ancient mythologists believed fish were so afraid of the ospreys that they turned up their bellies in surrender; and that care packages like the one we sent my nephew at camp had their origins feeding starving Europeans in World War II.
Online videos are another boon to summer. When my 6-year-old daughters were upset that we didn’t awaken them at midnight to watch a brief light show on the Eiffel Tower, a quick trip to YouTube did the trick. My father used seaturtle.org to teach my girls how sea turtles emerge from the Atlantic near our home on Tybee Island, Ga., and lay eggs. Injured turtles are implanted with G.P.S. devices, allowing them to be tracked online. One surprising way that being plugged in improved our vacations was using newfangled resources to solve oldfangled problems. Bugs, for one. I used the Internet to find a home remedy for the slugs eating my begonias (broken eggshells).
The Web also helped give us the feeling that we saw people more than we did. While it’s fashionable to complain that we’re overly connected, I still found an occasional, virtual interaction with a friend or family member to be as pleasant as running into them on the beach. I texted with my 12-year-old nephew about geocaching when we get together. My kids Skyped with my parents about learning to swim.
And our devices were lifesavers when my daughter Tybee took a spill and had to be hurried to the hospital for stitches. A friend who took care of Tybee’s twin, Eden, e-mailed us a photo of her noshing on pizza to assure us she was fine. When Tybee got nervous, the doctor asked her what movies she should download on her iPad for her son. And just before the procedure, I received a heartwarming text: “Dear Tybee, you are such a brave girl, love Eden.”
(Adapted from http://www.nytimes.com/2011/08/14/fashion/this-life-a-plugged-in-summer.html?pagewanted=all)
The modal could as used in how she could identify the bird indicates
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Para responder a questão, considere as estrofes seguintes (Texto II), em correlação com o Texto I.
Texto I
No fim do século XIV, Portugal, vitimado por uma sucessão de administrações perdulárias, se convertera em um reino endividado. Sem alternativas para produzir riquezas em seu território, a coroa voltou os olhos para o mar. Essa epopeia em busca de riquezas é narrada pelo jornalista mineiro Lucas Figueiredo em Boa Ventura!. Calcada sobre um minucioso levantamento histórico, a obra traça um quadro desolador da penúria em que então vivia Portugal e retrata as adversidades que enfrentou para achar uma solução: a chamada Corrida do Ouro brasileira, que se deu entre os anos de 1697 e 1810.
Foi o sonho dourado português que levou dom Manuel a ordenar, em março de 1500, a viagem de Pedro Álvares Cabral ao desconhecido. Depois de atingir o arquipélago de Cabo Verde, o jovem navegador voltou a proa de sua caravela para o Ocidente, com a missão de salvar a coroa da falência. O rei apostou nas terras ermas e inexploradas do Novo Mundo. Para ele, poderia estar ali a fonte rápida e repleta de riquezas que guindariam Portugal à fartura.
A pressão de Lisboa levou o governador-geral Tomé de Sousa a organizar a primeira expedição oficial em busca do metal, seduzido pelos rumores sobre a existência de uma montanha dourada margeada por um lago também de ouro − local fantástico que os nativos chamavam de Sabarabuçu. A comitiva partiu de Pernambuco em 5 de novembro de 1550, e os homens que se embrenharam na floresta nunca mais foram vistos. Mas o mito de Sabarabuçu levaria à organização de outras dezenas de expedições no decorrer dos 121 anos seguintes − todas fracassadas.
Em 1671, o paulista Fernão Dias, uma das maiores fortunas da região, aceitou o pedido de Lisboa para empreender mais uma missão em busca de Sabarabuçu. Ao contrário de seus antecessores, porém, o bandeirante não partiu sem antes analisar os erros daqueles que haviam perecido na floresta, devorados por animais ferozes ou índios e mortos eles próprios pela fome e pelas adversidades naturais. Os preparativos levaram três anos. Ciente de que era impossível que centenas de homens sobrevivessem sem uma linha de abastecimento, Dias ordenou que, à medida que se embrenhassem na floresta, os pioneiros providenciassem a plantação de lavouras e a criação de animais. Ao longo de toda a rota que interligava a vila de São Paulo ao que hoje é o Estado de Minas Gerais, Dias montou a infraestrutura necessária para o que seria a primeira experiência bem sucedida dos portugueses na busca de riquezas. Em sete anos de trabalhos, ele percorreu 900 quilômetros entre São Paulo e Minas. Morreu no caminho de volta para casa, sem jamais ter alcançado a lendária Sabarabuçu. Mas fizera algo ainda mais extraordinário: havia inaugurado a primeira via de interligação entre o litoral e o interior do país em um terreno antes intransponível.
Doze anos depois da morte de Fernão Dias, surgiram as primeiras notícias dando conta da localização de ouro onde hoje é Minas Gerais. Com a descoberta de novas lavras, o sonho de ouro continuava a mover os aventureiros. Em 1700, o bandeirante Borba Gato deu as boas novas ao governador: havia encontrado Sabarabuçu. Festas e missas foram celebradas para comemorar a "providência divina".
Localizada onde hoje é a cidade de Sabará, a terra batizada com o nome mítico por Borba Gato incendiou a imaginação dos europeus. Dessa forma, a corrida do ouro levou um dos lugares mais hostis de que se tinha notícia a abrigar o embrião do que viria a ser o estado de governança no Brasil.
(Leonardo Coutinho. Veja, 30 de março de 2011, pp. 134-136, com adaptações)
Texto II
O caçador de esmeraldas
Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação,
− Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata,
À frente dos peões filhos da rude mata,
Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão.
Ah! quem te vira assim, no alvorecer da vida,
Bruta Pátria, no berço, entre as selvas dormida,
No virginal pudor das primitivas eras,
Quando, aos beijos do sol, mal compreendendo o anseio
Do mundo por nascer que trazias no seio,
Reboavas ao tropel dos índios e das feras!
..............
Ah! mísero demente! o teu tesouro é falso!
Tu caminhaste em vão, por sete anos, no encalço
De uma nuvem falaz, de um sonho malfazejo!
Enganou-te a ambição! mais pobre que um mendigo,
Agonizas, sem luz, sem amor, sem amigo,
Sem ter quem te conceda a extrema-unção de um beijo!
.............
Morre! morrem-te às mãos as pedras desejadas,
Desfeitas como um sonho, e em lodo desmanchadas ...
Que importa? dorme em paz, que o teu labor é findo!
Nos campos, no pendor das montanhas fragosas,
Como um grande colar de esmeraldas gloriosas,
As tuas povoações se estenderão fulgindo!
(Olavo Bilac. O caçador de esmeraldas, in: Obra reunida. Rio de
Janeiro: Nova Aguilar, 1996, pp. 227, 233, 234)
É correto afirmar que o 4º parágrafo do Texto I e os versos do Texto II
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Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da
[Babilônia num barracão sem número.
[Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
(Manuel Bandeira. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 214)
O fato jornalístico que está na base do poema
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Observe as imagens do centro de Belo Horizonte.

(http://www.duniverso.com.br/fotos-da-antiga-belohorizontede- volta-ao-passado/)
Trabalhando o tema da espacialidade com os alunos do Ensino Fundamental, o professor de Geografia poderia destacar, nas fotos, o fenômeno da
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Dois resistores ôhmicos !$ R_1 !$ e !$ R_2 !$ podem ser associados em série ou em paralelo. Quando associados em série e ligados a uma fonte de tensão V, o resistor !$ R_2 !$ dissipa uma potência duas vezes maior que !$ R_1 !$. Se forem associados em paralelo e ligados à mesma tensão, a potência dissipada por !$ R_1 !$ em relação à dissipada por !$ R_2 !$ é
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Num texto narrativo, o leitor é obrigado a optar o tempo todo. Na verdade, essa obrigação de optar existe até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo. Quando a pessoa que fala está prestes a concluir a frase, nós como leitores ou ouvintes fazemos uma aposta (embora inconscientemente): prevemos sua escolha ou nos perguntamos qual será sua escolha (pelo menos no caso de frases de impacto como “Ontem à noite no campo-santo do presbitério eu vi...”).
(Umberto Eco. Seis passeios pelos bosques da ficção. S.Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 12)
“Ontem à noite no campo-santo do presbitério eu vi...”
Tendo em vista as estratégias de organização do discurso argumentativo, como expostas nas Orientações Pedagógicas da SEE/MG para o ensino de Língua Portuguesa, é correto afirmar que, ao inserir em seu texto o segmento acima transcrito, Umberto Eco se vale da
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Segundo as Diretrizes Pedagógicas do Novo Plano Curricular, a avaliação deve ser vista como um
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If we turned off home computers when not in use, we KK down their !$ CO_2 !$ impact by 50 percent.
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Money issues aren’t romantic, but they should be discussed before a wedding
By Carolyn Hax
Hi, Carolyn:
So, I am getting married in a few months and I’ve been struggling with a question: How much financial information should a couple share pre-wedding?
Recently my fiancé told me that an old creditor started garnishing a portion of his paycheck. I was shocked that his finances were in such a bad state.
He has always been private about money, but I didn’t care much since I make my own living anyway. I’m just wondering if we need to write out all our debts and share them with each other before marriage. If so, how do I approach this topic?
Anonymous
You tell him the garnished paycheck surprised you, and you think it’s important that both of you share full financial information − including credit scores − then fully discuss your philosophies and approaches to money. This is critical given not just his neglected debt, but also your casual attitude toward his being “private about money.”
If he won’t share, don’t marry. Seriously.
And if he does share what amounts to a real mess, then postpone the wedding until he sorts himself out. This isn’t about your ability to support yourself, though that helps. It’s about the financial implications of the legal knot you’re about to tie. Unromantic, sure, but losing a home/car, taking second or third jobs, never having a vacation and winding up in bankruptcy are all profoundly unromantic as well.
(Adapted form http://www.washingtonpost.com/lifestyle/style/money-issues-arent-romantic-but-they-should-be-discussed-before-a-wedding-/ 2011/07/23/gIQAt2npBJ_story.html)
A synonym for the adjective private, as used in the text, is
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