Foram encontradas 560 questões.
Atente para estes dois textos, que constam das páginas iniciais de dois grandes romances brasileiros:
I. Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão de trabalho. Dirigi-me a alguns amigos e quase todos consentiram em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. (...)
Abandonei a empresa e iniciei a composição de repente, valendo-me de meus próprios recursos e sem indagar se isto me traz qualquer vantagem, direta ou indireta.
(Graciliano Ramos. S. Bernardo. S. Paulo: Martins, 1970, 12. ed.)
II. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? (...) A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S. M. Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade.
(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de Janeiro: José Olympio, 4. ed., 1978)
Encontra-se, nessas passagens de Graciliano Ramos e Clarice Lispector o elemento comum da
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A questão baseia-se no texto apresentado a seguir.
Texto I − O rádio, esse mistério
Modéstia à parte, também tenho lá a minha experiência em rádio. Quando era menino, em Belo Horizonte, fui locutor do programa "Gurilândia" da Rádio Guarani. Não me pagavam nada, a Rádio Guarani não passando de pretexto para namorar uma menina que morava nas imediações. Mas ainda assim, bem que eu deitava no ar a minha eloquência cheia de efes e erres, como era moda na época. Quase me iniciei nas transmissões esportivas, incitado pelo saudoso Babaró, que era o grande mestre de então, mas não deu pé: eu não conseguia guardar o nome dos jogadores.
Em compensação, minha irmã Berenice me estimulando a inspiração, usei e abusei do direito de escrever besteiras, mandando crônicas sobre assuntos radiofônicos para a revista "Carioca". "O que pensam os rádio-ouvintes" era o nome do concurso permanente. Com o quê, tornei-me entendido em Orlando Silva, Carmen Miranda, César Ladeira, Sílvio Caldas, Bando da Lua, Assis Valente, Ary Barroso, e tudo quanto era cantor, locutor ou compositor de sucesso naquele tempo.
Rádio é mesmo uma coisa misteriosa. Começou fazendo sucesso na sala de visitas, acabou na cozinha. Cedeu lugar à televisão, que já vai pelo mesmo caminho. Ninguém que se preze [...] tem coragem de se dizer ouvinte de rádio − a não ser de pilha, colado ao ouvido, quando apanhado na rua em dia de futebol. Mas a verdade é que tem quem ouça. Ainda me lembro que Francisco Alves morreu num fim de semana, sem que a notícia de sua morte apanhasse nenhum jornal antes do enterro; bastou ser divulgada pelo rádio, e foi aquela apoteose que se viu.
Todo mundo afirma que jamais ouve rádio, e põe a culpa no vizinho, embora reconhecendo que deve ter uma grande penetração, "principalmente no interior". Os ouvintes, é claro, são sempre os outros.
Mas hoje estou pensando no mistério que é o rádio, porque de repente me ocorreu ter vivido uma experiência para cujas consequências não encontro a menor explicação, e que foram as de não ter consequência nenhuma.
Todo mundo sabe que a BBC de Londres é uma das mais poderosas e bem organizadas estações radiofônicas do mundo. [...] Ao longo de dois anos e meio, chovesse ou nevasse, fizesse frio ou gelasse, compareci semanalmente aos estúdios do austero edifício da Bush House em Aldwich, para gravar uma crônica, transmitida toda terça-feira, exatamente às 8 e 15 da noite, hora de Brasília, ou zero hora e quinze de
quarta-feira, conforme o Big Ben. Eram em torno de 10 minutos de texto que eu recitava como Deus é servido, seguro de estar sendo ouvido por todo o Brasil, "principalmente no interior". E imaginava minha voz chegando a cada cidade, a cada fazenda, a cada lugarejo perdido na vastidão da pátria amada. [...]
Pois bem − e aí está o mistério que me intriga: sei de fonte limpa que os programas da BBC têm no Brasil esses milhares de ouvintes. No entanto, nunca encontrei ninguém que me tivesse escutado: nem um comentário, uma palavra, uma carta, ainda que desfavorável − nada. A impressão é de que passei todo esse tempo falando literalmente para o éter, sem que nenhum ouvido humano me escutasse. [...]
(Fernando Sabino. Deixa o Alfredo falar! Rio de Janeiro: Record, 6.ed. 1976. pp. 36-37)
Ninguém que se preze [...] tem coragem de se dizer ouvinte de rádio − a não ser de pilha, colado ao ouvido, quando apanhado na rua em dia de futebol. (3º parágrafo)
A afirmativa acima vem justificar o que fica implícito a respeito
Provas
Questão presente nas seguintes provas
James: KK 41 to South Africa?
Kate: Yes, I have. I KK 42 there about five years ago.
James: Oh, really? What KK 43 it like?
Kate: One of the most beautiful countries I’ve ever seen.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Our Plugged-in Summer
By BRUCE FEILER
I [TO SET OUT] to spend my summer vacation online. A few things conspired to give me the idea. The first was the insistent finger wagging one now encounters that the only way to spend quality time with one’s children is to disengage from technology.
The same day, my brother sent along a link for a new app (leafsnap) that allows users to identify trees by submitting photos of leaves. What a smart way to juice that nature walk, I thought. The next day I saw a Twitter message from Pierre Omidyar (@pierre, the eBay founder, in which he attached a photo and asked, “What is the name of this purple a nd white flower bush?” Seconds later he had his answer: lilac.
Then my sister wrote to ask how she could identify the bird building a nest on her deck. “Take a picture and put it on Facebook,” I said. “You’ll have an answer within the hour.” She bet me it wouldn’t work, but within 19 minutes two friends had confirmed it was a Carolina wren.
I concocted a scheme. During weekends this summer, I would pursue the opposite of an unplugged vacation: I would check screens whenever I could. Not in the service of work, but in the service of play. I would crowd-source new ideas for car games and YouTube my picnic recipes. I would test the prevailing wisdom that the Internet spoils all the fun. With back-to-school fast approaching, here’s my report.
For starters, the Web supplied an endless font of trivia and historical tidbits to enliven our days. I learned that a great debate still rages over who was the “Benedict” in eggs Benedict; that ancient mythologists believed fish were so afraid of the ospreys that they turned up their bellies in surrender; and that care packages like the one we sent my nephew at camp had their origins feeding starving Europeans in World War II.
Online videos are another boon to summer. When my 6-year-old daughters were upset that we didn’t awaken them at midnight to watch a brief light show on the Eiffel Tower, a quick trip to YouTube did the trick. My father used seaturtle.org to teach my girls how sea turtles emerge from the Atlantic near our home on Tybee Island, Ga., and lay eggs. Injured turtles are implanted with G.P.S. devices, allowing them to be tracked online. One surprising way that being plugged in improved our vacations was using newfangled resources to solve oldfangled problems. Bugs, for one. I used the Internet to find a home remedy for the slugs eating my begonias (broken eggshells).
The Web also helped give us the feeling that we saw people more than we did. While it’s fashionable to complain that we’re overly connected, I still found an occasional, virtual interaction with a friend or family member to be as pleasant as running into them on the beach. I texted with my 12-year-old nephew about geocaching when we get together. My kids Skyped with my parents about learning to swim.
And our devices were lifesavers when my daughter Tybee took a spill and had to be hurried to the hospital for stitches. A friend who took care of Tybee’s twin, Eden, e-mailed us a photo of her noshing on pizza to assure us she was fine. When Tybee got nervous, the doctor asked her what movies she should download on her iPad for her son. And just before the procedure, I received a heartwarming text: “Dear Tybee, you are such a brave girl, love Eden.”
(Adapted from http://www.nytimes.com/2011/08/14/fashion/this-life-a-plugged-in-summer.html?pagewanted=all)
The underlined verb had, as used in the last paragraph, can be replaced, without any change in meaning, by
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Num texto narrativo, o leitor é obrigado a optar o tempo todo. Na verdade, essa obrigação de optar existe até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo. Quando a pessoa que fala está prestes a concluir a frase, nós como leitores ou ouvintes fazemos uma aposta (embora inconscientemente): prevemos sua escolha ou nos perguntamos qual será sua escolha (pelo menos no caso de frases de impacto como “Ontem à noite no campo-santo do presbitério eu vi...”).
(Umberto Eco. Seis passeios pelos bosques da ficção. S.Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 12)
Os segmentos tomados ao próprio texto de Umberto Eco em que o autor emprega um verbo como transitivo direto e outro como bitransitivo são, respectivamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
(Fragmento de Narciso e Narciso, de Ferreira Gullar)
Considerando o mito de Narciso, tal como aparece no texto anterior, é correto afirmar que o modo como Ferreira Gullar o traz para o seu poema consiste
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Um atleta, participando de uma prova de triatlo, percorreu 120 km da seguinte maneira: !$ { \large 1 \over 10} !$ em corrida, !$ { \large 7 \over 10} !$ de bicicleta e o restante a nado. Esse atleta, para completar a prova, teve de nadar
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com o objetivo de ensinar seus alunos a equacionar um problema usando uma equação do 1o grau, um professor expôs a seguinte situação: Um recipiente está cheio de água. Retira-se !$ { \large 5 \over 6} !$ de seu conteúdo e recoloca-se 20 litros de água, passando o conteúdo a ocupar metade do volume inicial. A equação que representa essa situação é
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Num texto narrativo, o leitor é obrigado a optar o tempo todo. Na verdade, essa obrigação de optar existe até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo. Quando a pessoa que fala está prestes a concluir a frase, nós como leitores ou ouvintes fazemos uma aposta (embora inconscientemente): prevemos sua escolha ou nos perguntamos qual será sua escolha (pelo menos no caso de frases de impacto como “Ontem à noite no campo-santo do presbitério eu vi...”).
(Umberto Eco. Seis passeios pelos bosques da ficção. S.Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 12)
A afirmação do autor relativa à obrigação de optar até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo justifica-se
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Bactérias são espertas. Quando tratadas com antibióticos, a maioria morre, mas uma minoria entra em dormência, fingindo estar morta. Os sintomas desaparecem e o médico, achando que liquidou as malditas, suspende os antibióticos. E elas voltam com força, proliferam e os sintomas da infecção voltam, obrigando o médico a utilizar um novo antibiótico, pois o anterior terá pouco efeito.
(Adaptado de Fernando Reinach. O Estado de S.Paulo. 23/06/2011)
A necessidade de utilizar um novo antibiótico deve-se ao fato de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container