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Jantei triste. Não era a falta do relógio que me pungia, era a imagem do autor do furto, e as reminiscências de criança, e outra vez a comparação, e a conclusão... Desde a sopa começou a abrir em mim a flor amarela e mórbida do capítulo XXV, e então jantei depressa, para correr à casa de Virgília. Virgília era o presente; eu queria refugiarme nele, para escapar às opressões do passado, porque o encontro do Quincas Borba tornara-me aos olhos do passado, não qual fora deveras, mas um passado roto, abjeto, mendigo e gatuno.
Saí de casa, mas era cedo; iria achá-los à mesa. Outra vez passei no Quincas Borba, e tive então um desejo de tornar ao Passeio Público, a ver se o achava; a idéia de o regenerar surgiu-me como uma forte necessidade. Fui; mas já não o achei. Indaguei do guarda; disse-me que efetivamente ”esse sujeito” ia por ali às vezes.
- A que horas?
- Não tem hora certa.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas, São Paulo: Egéria, 1980. p. 99.
Com relação à estrutura do texto narrativo, assinale a alternativa que melhor apresenta informações sobre o
narrador, as personagens, o foco narrativo, a intriga.
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Considere o seguinte sistema em equilíbrio químico:

Assinale a alternativa correta.
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Nos últimos quatro dias, em vários bairros de Belém, as gangues de rua voltaram a protagonizar cenas de violência que, se já não espelhassem sua faceta selvagem nas mortes que provocam, estabeleceram aquele tipo de situação em que cidadãos sentem-se nocauteados na própria capacidade de reagir contra a inação de autoridades a quem cabe, de fato e de direito, protegê-los.
Configura-se, assim, uma dupla violência: uma é aquela que ceifa vidas, que mutila, que estropia, lesiona com gravidade pessoas inocentes até mesmo no recesso de seus lares; a outra, tão brutal quanto a primeira, manifesta-se quando a sociedade sente-se imobilizada, sem meios para defender-se de forma eficaz e sem motivos para acreditar que estará a salvo de vândalos completamente entregues à delinqüência que não poupa ninguém.
É chocante, para não dizer degradante, constatar, como mostrou reportagem há poucos dias exibida pela TV Liberal, que os moradores de uma passagem, não mais suportando os perigos, as arruaças e os enfrentamentos constantes entre gangues, manifestavam-se com a desolação atroz de quem não sabe mais a quem recorrer, para que os problemas que enfrentam sejam, se não solucionados, pelo menos atenuados.
São pessoas humildes – homens, mulheres e crianças – que jamais estiveram e jamais estarão preocupadas em saber, conceitualmente, o que significa cidadania. Almejam, isto sim, vivê-la efetivamente, sem subterfúgios, sem atropelos, sem humilhações impostas por bandidos que vivem à solta, reunidos em grupos que há muito deixaram de pichar prédios públicos e particulares, passando mesmo a matar, roubar e extorquir na maioria das vezes os pobres.
A proliferação das gangues não é uma fatalidade, ou imposição do destino a que toda cidade grande estaria sujeita. Essencialmente, as gangues estão aí, multiplicando-se em número e no potencial de violência, porque a elas não se contrapõe o poder legal, como seria de se esperar. Que cidadania podemos esperar, numa circunstância como essa?
O Liberal (Belém, PA, 9 jul. 1998.
As palavras destacadas passagem, desolação, fatalidade e cidadania são substantivos abstratos. Assinale a alternativa que apresenta derivados destas palavras corretamente grafados.
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2374074
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
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Texto 03
Quando nas praças s’eleva
Do povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...
Que o gigante da calçada
Com o pé sobre a barricada
Desgrenhado, enorme e nu,
Em Roma é Catão ou Mário,
É Jesus sobre o Calvário,
É Garibaldi ou Kossuth.
ALVES, Castro.O povo ao poder. In: MOISÉS, Massaud.
A literatura brasileira através dos textos, São Paulo: Cultrix, 1997. p. 205.
Texto 04
Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e com o amante
Numa sempre diversa realidade.
MORAES, Vinícius de. Soneto do amor total. In: Id. Ibid. p. 476.
Texto 05
JOÃO GRILO
Ah! Pancadinhas benditas! Oi, está tremendo? Que vergonha, tão corajoso antes, tão covarde agora! Que agitação é essa?
ENCOURADO
Quem está agitado? É somente uma questão de inimizade. Tenho o direito de me sentir mal com aquilo que me desagrada.
JOÃO GRILO
Eu, pelo contrário, estou me sentindo muito bem. Sinto-me como se minha alma quisesse cantar.
BISPO, estranhamente emocionado
Eu também. É estranho, nunca tinha experimentado um sentimento como esse. Mas é uma vontade esquisita, pois não sei bem se ela é de cantar ou de chorar.
Esconde o rosto entre as mãos. As pancadas do sino continuam e toca uma música de aleluia. De repente, João ajoelha-se, como que levado por uma força irresistível e fica com os olhos fixos fora.Vão se ajoelhando vagarosamente. (...)
SUASSUNA, Ariano. O auto da compadecida. In: CEREJA, William Roberto e
MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens, São Paulo: Atual, 2005. p. 70.
Após a leitura dos fragmentos acima, assinale a alternativa que classifica corretamente desses textos como lírico, épico e dramático.
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Nos últimos quatro dias, em vários bairros de Belém, as gangues de rua voltaram a protagonizar cenas de violência que, se já não espelhassem sua faceta selvagem nas mortes que provocam, estabeleceram aquele tipo de situação em que cidadãos sentem-se nocauteados na própria capacidade de reagir contra a inação de autoridades a quem cabe, de fato e de direito, protegê-los.
Configura-se, assim, uma dupla violência: uma é aquela que ceifa vidas, que mutila, que estropia, lesiona com gravidade pessoas inocentes até mesmo no recesso de seus lares; a outra, tão brutal quanto a primeira, manifesta-se quando a sociedade sente-se imobilizada, sem meios para defender-se de forma eficaz e sem motivos para acreditar que estará a salvo de vândalos completamente entregues à delinqüência que não poupa ninguém.
É chocante, para não dizer degradante, constatar, como mostrou reportagem há poucos dias exibida pela TV Liberal, que os moradores de uma passagem, não mais suportando os perigos, as arruaças e os enfrentamentos constantes entre gangues, manifestavam-se com a desolação atroz de quem não sabe mais a quem recorrer, para que os problemas que enfrentam sejam, se não solucionados, pelo menos atenuados.
São pessoas humildes – homens, mulheres e crianças – que jamais estiveram e jamais estarão preocupadas em saber, conceitualmente, o que significa cidadania. Almejam, isto sim, vivê-la efetivamente, sem subterfúgios, sem atropelos, sem humilhações impostas por bandidos que vivem à solta, reunidos em grupos que há muito deixaram de pichar prédios públicos e particulares, passando mesmo a matar, roubar e extorquir na maioria das vezes os pobres.
A proliferação das gangues não é uma fatalidade, ou imposição do destino a que toda cidade grande estaria sujeita. Essencialmente, as gangues estão aí, multiplicando-se em número e no potencial de violência, porque a elas não se contrapõe o poder legal, como seria de se esperar. Que cidadania podemos esperar, numa circunstância como essa?
O Liberal (Belém, PA, 9 jul. 1998.
Leia o fragmento em destaque do 5º parágrafo do Texto 01 para responder a questão
(...) a elas não se contrapõe o poder legal, (...)
Em qual das alternativas abaixo, a concordância verbal feita pelo autor apresenta sua justificativa?
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Nos últimos quatro dias, em vários bairros de Belém, as gangues de rua voltaram a protagonizar cenas de violência que, se já não espelhassem sua faceta selvagem nas mortes que provocam, estabeleceram aquele tipo de situação em que cidadãos sentem-se nocauteados na própria capacidade de reagir contra a inação de autoridades a quem cabe, de fato e de direito, protegê-los.
Configura-se, assim, uma dupla violência: uma é aquela que ceifa vidas, que mutila, que estropia, lesiona com gravidade pessoas inocentes até mesmo no recesso de seus lares; a outra, tão brutal quanto a primeira, manifesta-se quando a sociedade sente-se imobilizada, sem meios para defender-se de forma eficaz e sem motivos para acreditar que estará a salvo de vândalos completamente entregues à delinqüência que não poupa ninguém.
É chocante, para não dizer degradante, constatar, como mostrou reportagem há poucos dias exibida pela TV Liberal, que os moradores de uma passagem, não mais suportando os perigos, as arruaças e os enfrentamentos constantes entre gangues, manifestavam-se com a desolação atroz de quem não sabe mais a quem recorrer, para que os problemas que enfrentam sejam, se não solucionados, pelo menos atenuados.
São pessoas humildes – homens, mulheres e crianças – que jamais estiveram e jamais estarão preocupadas em saber, conceitualmente, o que significa cidadania. Almejam, isto sim, vivê-la efetivamente, sem subterfúgios, sem atropelos, sem humilhações impostas por bandidos que vivem à solta, reunidos em grupos que há muito deixaram de pichar prédios públicos e particulares, passando mesmo a matar, roubar e extorquir na maioria das vezes os pobres.
A proliferação das gangues não é uma fatalidade, ou imposição do destino a que toda cidade grande estaria sujeita. Essencialmente, as gangues estão aí, multiplicando-se em número e no potencial de violência, porque a elas não se contrapõe o poder legal, como seria de se esperar. Que cidadania podemos esperar, numa circunstância como essa?
O Liberal (Belém, PA, 9 jul. 1998.
De acordo com o critério formal das classes de palavras, assinale a alternativa que classifica os vocábulos destacados
na ordem em que se encontram no segundo parágrafo.
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O benzeno e o hexano são solventes orgânicos utilizados em laboratório. Comparando-se as características desses dois compostos, indique a alternativa que contém a afirmação correta.
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Para controlar o mercado, as transnacionais adotam vários mecanismos e estratégias econômicas e espaciais. Sobre isso, analise as proposições abaixo.
I. A prática de holding, na qual várias empresas se associam, embora sejam controladas pelos que possuem a maior parte das ações, para monopolizar a economia.
II. A desconcentração em que a política de desenvolvimento industrial de um país favorece a implantação de empresas em regiões periféricas, por meio de incentivos fiscais e financeiros.
III. A mobilidade geográfica das empresas, cuja produção se dispersa em várias unidades a partir de localização flexível na busca de áreas mais lucrativas.
IV. Acordos comerciais entre empresas através dos trustes, objetivando a prática de dumping nas quais mantêm sua autonomia, embora dividam o mercado e mantenham preço único.
Estão incorretas apenas
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Os hábitos de consumo no mundo não são sustentáveis, pois produzem uma grande quantidade de resíduos que ficam acumulados no ambiente. Algumas ações efetivas de recuperação dos recursos naturais são possíveis a partir de coleta seletiva e da reciclagem. Sobre a reciclagem, é correto afirmar, exceto.
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bico de um pica-pau atinge a casca de uma árvore bastante resistente, e a velocidade de sua cabeça é de aproximadamente 3,5 m/s antes do impacto. Se a massa da cabeça desse pássaro é de 0,06 kg, e a força média de ação sobre a cabeça, durante o impacto, é de 6N, a aceleração de sua cabeça e o tempo gasto, até que a cabeça do pica-pau pare, são respectivamente:
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