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Leia o texto para responder às questões de números 51 a 54.
Tenho em grande conta a eficácia das medidas legislativas, administrativas e policiais que diretamente e indiretamente tendem a civilizar a sociedade. Estas reflexões tendem unicamente a mostrar que a ação da polícia é sempre eficaz para a moralização dos costumes.
Até agora ela não se tinha voltado para os cinemas.
Não posso auxiliar a nossa polícia legal, porquanto desde muito que não vou a cinematógrafos, mas todas essas fitas americanas são brutas histórias de raptos, com salteadores. Apesar disso tudo, é na assistência delas que nasce muito amor condenado. O cadastro policial registra isso com muita fidelidade e frequência. “Foi”, diz uma raptada, “no Cinema X que conheci F. Ele me acompanhou, até.”
O amor, ao que parece, é como o mundo, nasce das trevas; e o cinema não funciona à luz do sol, nem à da eletricidade, nem à da lua que, no velho romantismo das falecidas Elviras, Grazielas e outras, lhe era tão favorável.
(Lima Barreto, “Amor, cinema e telefone”. Crônicas. Cia. das Letras)
Na expressão – ... lhe era tão favorável. –, o pronome em destaque indica que a luz da lua era favorável
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Leia o texto para responder às questões de números 51 a 54.
Tenho em grande conta a eficácia das medidas legislativas, administrativas e policiais que diretamente e indiretamente tendem a civilizar a sociedade. Estas reflexões tendem unicamente a mostrar que a ação da polícia é sempre eficaz para a moralização dos costumes.
Até agora ela não se tinha voltado para os cinemas.
Não posso auxiliar a nossa polícia legal, porquanto desde muito que não vou a cinematógrafos, mas todas essas fitas americanas são brutas histórias de raptos, com salteadores. Apesar disso tudo, é na assistência delas que nasce muito amor condenado. O cadastro policial registra isso com muita fidelidade e frequência. “Foi”, diz uma raptada, “no Cinema X que conheci F. Ele me acompanhou, até.”
O amor, ao que parece, é como o mundo, nasce das trevas; e o cinema não funciona à luz do sol, nem à da eletricidade, nem à da lua que, no velho romantismo das falecidas Elviras, Grazielas e outras, lhe era tão favorável.
(Lima Barreto, “Amor, cinema e telefone”. Crônicas. Cia. das Letras)
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Leia o texto para responder às questões de números 51 a 54.
Tenho em grande conta a eficácia das medidas legislativas, administrativas e policiais que diretamente e indiretamente tendem a civilizar a sociedade. Estas reflexões tendem unicamente a mostrar que a ação da polícia é sempre eficaz para a moralização dos costumes.
Até agora ela não se tinha voltado para os cinemas.
Não posso auxiliar a nossa polícia legal, porquanto desde muito que não vou a cinematógrafos, mas todas essas fitas americanas são brutas histórias de raptos, com salteadores. Apesar disso tudo, é na assistência delas que nasce muito amor condenado. O cadastro policial registra isso com muita fidelidade e frequência. “Foi”, diz uma raptada, “no Cinema X que conheci F. Ele me acompanhou, até.”
O amor, ao que parece, é como o mundo, nasce das trevas; e o cinema não funciona à luz do sol, nem à da eletricidade, nem à da lua que, no velho romantismo das falecidas Elviras, Grazielas e outras, lhe era tão favorável.
(Lima Barreto, “Amor, cinema e telefone”. Crônicas. Cia. das Letras)
Em – Apesar disso tudo –, é na assistência delas que nasce muito amor condenado. –, a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
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Leia o texto para responder às questões de números 45 a 50.
Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
Sobre o trecho – Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta... –, é possível afirmar que
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Leia o texto para responder às questões de números 45 a 50.
Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
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Leia o texto para responder às questões de números 45 a 50.
Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
A expressão – ... trocando com o marido um olhar de inteligência... – significa que
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Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
As ações da heroína, no momento em que vai dar a Fernando acesso ao aposento da reunião, demonstram que ela
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Leia o texto para responder às questões de números 45 a 50.
Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
Em – Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação... –, a expressão destacada é antônima a
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Leia o texto para responder às questões de números 45 a 50.
Eram dez horas da noite. Aurélia, que se havia retirado mais cedo da saleta, trocando com o marido um olhar de inteligência, estava nesse momento em seu toucador, sentada em frente à elegante escrivaninha de araribá cor-de-rosa, com relevos de bronze dourado a fogo.
A moça trazia nessa ocasião o mesmo roupão de cetim verde cerrado à cintura por um cordão de fios de ouro da noite do casamento, e que desde então ela nunca mais usara. Lembrara-se de vesti-lo de novo, nessa hora na qual a crer em seus pressentimentos iam decidir-se afinal o seu destino, e a sua vida.
A moça reclinara a fronte sobre a sua mão direita. Estava absorta em uma profunda cisma, da qual a arrancou o tímpano da pêndula soando as horas.
Ergueu-se então, e tirou da gaveta uma chave, atravessou a câmara nupcial, e abriu afoitamente aquela porta que havia fechado onze meses antes, num ímpeto de indignação e horror.
Empurrando a porta com estrépito de modo a ser ouvida no outro aposento, e prendendo o reposteiro para deixar franca a passagem, voltou rapidamente, depois de proferir estas palavras:
– Quando quiser!
Fernando, ao penetrar nessa câmara nupcial, esqueceu um momento a pungente recordação que ela devia avivar, e que parecia ter-se apagado com a escuridão. O que ele sentiu foi a fragrância que ali recendia, e que o envolveu como a atmosfera de um céu do qual ele era o anjo decaído.
(José de Alencar, Senhora, São Paulo: Ática, 2000. Adaptado)
Sobre o texto, pode-se afirmar que
I. o recurso da adjetivação foi empregado de modo a contribuir na construção de certo suspense;
II. a heroína figura com características tipicamente românticas, tais como fragilidade, insegurança, ingenuidade;
III. a tensão existente entre as personagens é perceptível e gira em torno de uma disputa matrimonial.
Está correto o que se afirma apenas em
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Leia o texto para responder às questões de números 41 a 44.
Lira XI
Não toques, minha musa, não, não toques
Na sonorosa lira,
Que às almas, como a minha, namoradas
Doces canções inspira:
Assopra no clarim que apenas soa,
Enche de assombro a terra!
Naquele, a cujo som cantou Homero,
Cantou Virgílio a guerra.
(Tomás Antonio Gonzaga, Marília de Dirceu. Rio de Janeiro: Anuário do Brasil, s/d)
A expressão sinônima de – a cujo som cantou Homero – é
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