Foram encontradas 1.120 questões.
Respondida
Mulher de 33 anos de idade, triatleta, apresenta-se ao pronto- -socorro por causa de intensa dispneia em repouso. Ausculta-se sopro grau IV (VI) em área mitral. Confirma-se insuficiência mitral ao ecocardiograma, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo acima da normalidade populacional. Um dado que poderia falar contra a hipótese de quadro agudo de insuficiência mitral seria
Respondida
Observe o eletrocardiograma.
O traçado eletrocardiográfico apresentado corresponde a um homem de 58 anos de idade que se apresentou com queixa de dor torácica atípica. Dentre as hipóteses válidas para o quadro doloroso, baseadas nesse traçado, temos que
A
o bloqueio atrioventricular de primeiro grau, embora tradicionalmente considerado assintomático, pode estar associado à produção de isquemia subendocárdica por prolongamento da fase de contração ventricular isovolumétrica.
B
o bloqueio do ramo direito implica a presença de hipertensão arterial pulmonar, responsável por isquemia ventricular direita, que não é bem representada nesse traçado, no qual não se registraram as derivações ventriculares direitas.
C
a presença do bloqueio de ramo direito não permite detecção razoavelmente segura de eventual sobrecarga ventricular esquerda, mas sua eventual concomitância poderia explicar a pseudonormalização da repolarização ventricular.
D
há critérios sensíveis e específicos para indicar a presença de sobrecarga ventricular esquerda, sem sobrecarga atrial esquerda correspondente, podendo-se pensar em obstruções ao fluxo de saída do ventrículo esquerdo.
E
a presença de bloqueio atrioventricular de primeiro grau, com bloqueio do ramo direito e bloqueio divisional anterossuperior do ramo esquerdo, na vigência da dor torácica, não constitui indicação classe I, classe IIa ou classe IIb para implante de marca-passo.
Respondida
Mulher de 67 anos de idade, tabagista de 40 anos-maço (há 2 anos com aumento para 2 maços/dia, depois do falecimento de um filho), apresenta-se recorrentemente ao pronto-socorro com angina prolongada e não dependente de variações de consumo miocárdico de oxigênio, sempre desencadeada entre 5 e 7 horas da manhã, inversão de onda T em paredes anterior, lateral e inferior, supradesnivelamento de ST inferior a 1 mm nas mesmas paredes, elevação de troponina para 5 vezes o limite do percentil 99. Já se encontra no quarto cateterismo, sempre com obstrução única de 30%, pouco extensa, da luz do terço inicial de uma artéria circunflexa dominante. A prescrição medicamentosa está otimizada e a paciente parece aderir aos medicamentos, aderir imperfeitamente às mudanças de estilo de vida e não aderir à prescrição de abandono do tabaco. Entre as considerações válidas que se podem traçar sobre esse caso, tem-se que
A
a angina variante de Prinzmetal predomina largamente entre homens não orientais e pode acometer tanto segmentos ateroscleróticos como normais das artérias coronárias, guardando relação quase tão forte com a hiperinsulinemia quanto com o tabagismo, tradicionalmente considerado.
B
a angina variante de Prinzmetal é diagnosticada mais frequentemente na sexta década de vida e pode se correlacionar também com condições de disautonomia, uso de maconha ou de álcool, botulismo por via alimentar e hipomagnesemia, mas não se associa fortemente com hipertensão ou hipercolesterolemia.
C
a síndrome cardíaca X e a angina variante de Prinzmetal podem apresentar-se da mesma maneira, com angina não evocada por esforços, pequenas e isoladas placas ateroscleróticas, insuficientes per se para gerar isquemia significativa, sendo diferenciadas apenas pelos testes provocativos com ergonovina ou acetilcolina.
D
a síndrome cardíaca X é composta por obesidade, resistência à insulina, hipertensão e dislipidemia, podendo provocar tais manifestações anginosas pela composição de alto consumo de oxigênio pela obesidade, hiper-reatividade arteriolar pela hiperinsulinemia e redução da atividade de óxido nítrico sintase endotelial pela dislipidemia.
E
portadores da síndrome cardíaca X devem ter arteriografia coronária completamente normal, o que é o caso para pouco menos de 5% dos pacientes encaminhados para cateterismo de urgência, predominando entre mulheres após a menopausa e podendo corresponder simplesmente à hipersensibilidade dolorosa do miocárdio.
Respondida
As novas definições de infarto agudo do miocárdio, muito mais baseadas em biomarcadores, implicam
A
triplicação, até, do número de diagnósticos de infarto, que antes poderiam passar sem definição, mas duplicação dos casos mal definidos no espectro entre angina instável e infarto sem supradesnivelamento de ST, cuja conduta está padronizada, mas ainda não é clara, unânime ou definitiva.
B
desvalorização da clínica, pois o amplo espectro de manifestações, das muito dolorosas e pouco lesivas às catastróficas e indolores, manifestas apenas por arritmia ou prejuízo hemodinâmico, torna seu uso bastante questionável, tanto quanto o do eletrocardiograma, que pode só tardiamente se revelar alterado.
C
desvalorização da clínica, extremamente variável e com múltiplos diagnósticos diferenciais, mas grande valorização do eletrocardiograma, em que o desnivelamento do segmento ST se tornou elemento necessário para o diagnóstico, com o mesmo peso dos biomarcadores e mais peso do que a clínica.
D
grande arbitrariedade no estabelecimento de limites entre o que deve ser considerado elevação suficiente ou não para indicar necrose miocárdica, o que leva a aumento significativo dos erros diagnósticos para os pacientes com angina instável de risco intermediário, cuja mortalidade pode ter aumentado com essas novas definições.
E
precocidade e precisão do perfil de risco, de tal maneira que intervenções precoces possam ter lugar, com resgate de músculo e evitação de complicações, evitando- se a permanência desnecessária de alguns pacientes em salas de emergência, sendo estas as principais vantagens dessas novas definições.
Respondida
Paciente estrangeiro, em passagem pelo Brasil, traz consigo carta do médico que o assiste no exterior, relatando que ele foi vítima de “infarto agudo do miocárdio tipo 4b há 4 meses”. Pode-se afirmar que o tratamento desse paciente deva levar em consideração
A
a necessidade de reavaliar, por cineangiocoronariografia, seus enxertos cirúrgicos coronários, posto que a maior probabilidade de oclusão ocorre sobre as pontes de safena, depois sobre os enxertos mamários e, só depois, sobre as demais artérias nativas.
B
o fato de ser um sobrevivente de morte súbita cardíaca e de já haver ultrapassado a fase de cicatrização do infarto reduz significativamente seu risco arrítmico, e a prescrição pode considerar a suspensão de antiarrítmicos, caso as coronárias estejam reabertas.
C
que a expansão ocorrida sobre a área do infarto, com geração de aneurisma ventricular, coloca-o em risco máximo para remodelagem miocárdica acelerada, com indicação de rapidamente planejar e executar reconstrução geométrica do ventrículo esquerdo.
D
que o mais provável é que a perda miocárdica tenha sido mínima, pois, quando o infarto incide dessa forma durante a angioplastia, a proximidade da sala de hemodinâmica e a rápida detecção permitem procedimentos imediatos de reperfusão.
E
a presumida oclusão de seu stent coronário não implica necessariamente a presença de resistência ao clopidogrel, já que três quartos dos eventos não fatais não são preveníveis por esse uso, às vezes mesmo com bloqueio adequado dos receptores P2Y12.
Respondida
Quanto ao fluxo coronário, as evidências sugerem que
Respondida
Quanto aos marcadores de risco para doença aterotrombótica, admite-se que
Respondida
Segundo as diretrizes vigentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a ressincronização cardíaca
Respondida
Sobre o uso de bloqueadores de canais de cálcio, sabe-se que
Respondida
Considera-se que o cor pulmonale