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Mitos e sinais das unhas
A unha, objeto de numerosas crenças, torna-se uma fonte de informações médicas e médico-legais
Em meio a um deserto de areia e rochas, foram descobertas no Egito, em 1964, as tumbas de dois irmãos que viveram na V dinastia do antigo Império, em 2.400 a.C. Segundo as inscrições nas paredes, ambos eram encarregados das manicures do faraó. A descoberta comprova como, desde a mais remota Antigüidade, as unhas têm sido objeto de cuidados especiais. Presentes em rituais e diversas crenças ancestrais, as unhas também foram utilizadas em poções de amor ou receitas miraculosas, capazes de livrar os doentes de seus tormentos. As fórmulas à base de unhas não constituem uma terapia comprovada. Na medicina atual, no entanto, médicos e legistas continuam recorrendo às unhas, em busca de sinais do corpo.
A composição das unhas é próxima à dos pêlos e cabelos, mas há várias diferenças. Enquanto o cabelo sofre os caprichos de um ciclo evolutivo – os fios crescem, caem e perdem cor –, a unha está submetida a um monótono crescimento. Seu surgimento se dá ao final do quarto mês da vida intra-uterina e, após o nascimento, a unha da mão cresce cerca de 1 mm a cada dez dias e a do pé, a metade disso. A velhice desacelera o crescimento, que finalmente se detém na morte, contrariando algumas idéias infundadas segundo as quais o tecido continua a crescer após a morte.
Todos os vertebrados superiores têm unhas. Nos pássaros e carnívoros, elas tornam -se garras, e nos ungulados como, por exemplo, os ruminantes, transformam -se em cascos. Apenas os homens e os primatas possuem unhas planas. Este apêndice desempenha várias funções. Ele protege a extremidade vulnerável dos dedos contra os choques e o frio e permite uma apreensão precisa dos objetos pequenos. A unha, considerada uma ferramenta, agarra, arranha, belisca mas, principalmente, assegura uma sensibilidade tátil. Quando pegamos um objeto, a unha detecta as informações táteis que permitem aos dedos ajustar sua pressão à natureza do objeto em questão. Na ausência da unha, dizemos que o dedo está cego. Um gesto simples como abotoar a roupa pode tornar-se tão desajeitado sem esse tecido que o resultado fica comprometido. Em tradições hoje abandonadas, as parteiras na Itália e na França afiavam a unha de um dos dedos polegares e a usavam para cortar o cordão dos recém -nascidos.
Do exame das unhas e de suas lesões, os médicos extraem hoje algumas informações confiáveis. Por exemplo, contrariando uma idéia disseminada, as manchas brancas não estão vinculadas à falta de cálcio, mas, às vezes, a uma carência de zinco. As manchas amarelas são freqüentes nas pessoas que fumam muito, mas também naquelas que seguem um longo tratamento antibiótico com ciclinas. Algumas unhas apresentam faixas negras como códigos de barras, que surgem em decorrência, por exemplo, de disfunções hormonais, da ingestão de certos medicamentos ou da presença de tumores da matriz ungueal. Também a forma e a textura das unhas fornecem indicações. Unhas convexas e sem brilho encontram -se às vezes em pessoas acometidas por uma doença cardíaca ou pulmonar crônica grave. Costuma-se dizer que unhas secas e frágeis resultam de falta de vitaminas A, B ou E ou de uma carência de cálcio, mas a suplementação, muitas vezes proposta, nem sempre é eficaz. Mas sabemos tratar as unhas côncavas, que assinalam um eventual déficit de ferro na criança.
O estudo das unhas é ainda uma fonte de informações em medicina legal e, mais especificamente, criminal. Vestígios de sangue ou terra sob as unhas constituem indícios, da mesma forma que os arranhões que elas podem deixar. E a análise toxicológica das unhas pode revelar os sinais produzidos pelo envenenamento por arsênico: faixas brancas transversais em todas as unhas.
Essa área do conhecimento é rica em promessas. Os resultados poderão ser empregados na luta contra o doping, em que o exame das unhas fornece informações importantes. Pesquisadores britânicos desenvolveram uma técnica baseada na análise da extremidade livre das unhas dos dedos do pé, que poderia evidenciar, antes de uma competição, traços de produtos ilícitos dopantes, como a testosterona e a preguenolona, mais de um ano após seu emprego (a renovação de uma unha do dedo do pé ocorre entre 12 e 18 meses).
A onicologia – a ciência das unhas – passou a ser uma realidade científica com crescentes possibilidades terapêuticas, tornando indispensável a inserção da semiologia das unhas no ensino e na prática médicos.
(Adaptado de: Scientific American Brasil, ano 2, n. 17, out. 2003, p. 34–37.)
Quanto ao texto, é correto afirmar:
 

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Mitos e sinais das unhas
A unha, objeto de numerosas crenças, torna-se uma fonte de informações médicas e médico-legais
Em meio a um deserto de areia e rochas, foram descobertas no Egito, em 1964, as tumbas de dois irmãos que viveram na V dinastia do antigo Império, em 2.400 a.C. Segundo as inscrições nas paredes, ambos eram encarregados das manicures do faraó. A descoberta comprova como, desde a mais remota Antigüidade, as unhas têm sido objeto de cuidados especiais. Presentes em rituais e diversas crenças ancestrais, as unhas também foram utilizadas em poções de amor ou receitas miraculosas, capazes de livrar os doentes de seus tormentos. As fórmulas à base de unhas não constituem uma terapia comprovada. Na medicina atual, no entanto, médicos e legistas continuam recorrendo às unhas, em busca de sinais do corpo.
A composição das unhas é próxima à dos pêlos e cabelos, mas há várias diferenças. Enquanto o cabelo sofre os caprichos de um ciclo evolutivo – os fios crescem, caem e perdem cor –, a unha está submetida a um monótono crescimento. Seu surgimento se dá ao final do quarto mês da vida intra-uterina e, após o nascimento, a unha da mão cresce cerca de 1 mm a cada dez dias e a do pé, a metade disso. A velhice desacelera o crescimento, que finalmente se detém na morte, contrariando algumas idéias infundadas segundo as quais o tecido continua a crescer após a morte.
Todos os vertebrados superiores têm unhas. Nos pássaros e carnívoros, elas tornam -se garras, e nos ungulados como, por exemplo, os ruminantes, transformam -se em cascos. Apenas os homens e os primatas possuem unhas planas. Este apêndice desempenha várias funções. Ele protege a extremidade vulnerável dos dedos contra os choques e o frio e permite uma apreensão precisa dos objetos pequenos. A unha, considerada uma ferramenta, agarra, arranha, belisca mas, principalmente, assegura uma sensibilidade tátil. Quando pegamos um objeto, a unha detecta as informações táteis que permitem aos dedos ajustar sua pressão à natureza do objeto em questão. Na ausência da unha, dizemos que o dedo está cego. Um gesto simples como abotoar a roupa pode tornar-se tão desajeitado sem esse tecido que o resultado fica comprometido. Em tradições hoje abandonadas, as parteiras na Itália e na França afiavam a unha de um dos dedos polegares e a usavam para cortar o cordão dos recém -nascidos.
Do exame das unhas e de suas lesões, os médicos extraem hoje algumas informações confiáveis. Por exemplo, contrariando uma idéia disseminada, as manchas brancas não estão vinculadas à falta de cálcio, mas, às vezes, a uma carência de zinco. As manchas amarelas são freqüentes nas pessoas que fumam muito, mas também naquelas que seguem um longo tratamento antibiótico com ciclinas. Algumas unhas apresentam faixas negras como códigos de barras, que surgem em decorrência, por exemplo, de disfunções hormonais, da ingestão de certos medicamentos ou da presença de tumores da matriz ungueal. Também a forma e a textura das unhas fornecem indicações. Unhas convexas e sem brilho encontram -se às vezes em pessoas acometidas por uma doença cardíaca ou pulmonar crônica grave. Costuma-se dizer que unhas secas e frágeis resultam de falta de vitaminas A, B ou E ou de uma carência de cálcio, mas a suplementação, muitas vezes proposta, nem sempre é eficaz. Mas sabemos tratar as unhas côncavas, que assinalam um eventual déficit de ferro na criança.
O estudo das unhas é ainda uma fonte de informações em medicina legal e, mais especificamente, criminal. Vestígios de sangue ou terra sob as unhas constituem indícios, da mesma forma que os arranhões que elas podem deixar. E a análise toxicológica das unhas pode revelar os sinais produzidos pelo envenenamento por arsênico: faixas brancas transversais em todas as unhas.
Essa área do conhecimento é rica em promessas. Os resultados poderão ser empregados na luta contra o doping, em que o exame das unhas fornece informações importantes. Pesquisadores britânicos desenvolveram uma técnica baseada na análise da extremidade livre das unhas dos dedos do pé, que poderia evidenciar, antes de uma competição, traços de produtos ilícitos dopantes, como a testosterona e a preguenolona, mais de um ano após seu emprego (a renovação de uma unha do dedo do pé ocorre entre 12 e 18 meses).
A onicologia – a ciência das unhas – passou a ser uma realidade científica com crescentes possibilidades terapêuticas, tornando indispensável a inserção da semiologia das unhas no ensino e na prática médicos.
(Adaptado de: Scientific American Brasil, ano 2, n. 17, out. 2003, p. 34–37.)
Assinale a alternativa correta.
 

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1159824 Ano: 2007
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR

A temperatura de chama adiabática máxima ou de combustão adiabática máxima é definida para processos nos quais ocorre:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159823 Ano: 2007
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR

Assinale a alternativa que apresenta as condições necessárias para que a combustão sem chama ocorra.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159822 Ano: 2007
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR

A separação entre dois picos em um cromatograma é definida pela sua resolução RS, calculada como sendo:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159821 Ano: 2007
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR

Quanto ao emprego de detectores de fluorescência em cromatografia, a fase móvel interfere na emissão de fluorescência, quando apresenta características inadequadas. Assinale a alternativa que apresenta as propriedades a serem analisadas para seleção da fase móvel.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159820 Ano: 2007
Disciplina: Biologia
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR
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A microscopia é uma importante técnica a ser utilizada no trabalho do perito criminal. Há tipos variados de microscópios que podem ser utilizados. Sobre o assunto, considere as seguintes afirmativas:

1. Em um microscópio óptico, utilizando-se uma objetiva de 40x de AN 0,65 com uma ocular 5x, a imagem resultante será mais rica em detalhes do que aquela obtida com o uso de uma objetiva de 10x de AN 0,15 combinada a uma ocular 20x.

2. O microscópio de contraste de fase é indicado para a análise de um tecido não corado e de células vivas.

3. Em microscópios de fluorescência, esta pode ocorrer com compostos como a vitamina A ou com corantes fluorescentes que podem ser introduzidos no espécime.

4. Na microscopia de fundo escuro, a única luz que penetra na objetiva é a difratada pelas partículas presentes na preparação, que se tornam visíveis em fundo escuro.

Assinale a alternativa correta.

 

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1159818 Ano: 2007
Disciplina: Biologia
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR
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O conceito de pareamento de bases, proposto por Watson e Crick em 1953, foi essencial para a determinação dos mecanismos de replicação, transcrição e tradução dos ácidos nucléicos. O entendimento da estrutura do DNA, do RNA, dos genes, dos cromossomos e da síntese protéica é fundamental para o entendimento da atividade celular. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159813 Ano: 2007
Disciplina: Engenharia Química
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR

Quando a pressão parcial do vapor em um gás se iguala à pressão de vapor do líquido com o qual está em contato numa temperatura específica, obtemos o equilíbrio do sistema. Nesse caso, é correto afirmar:

 

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Questão presente nas seguintes provas
1159811 Ano: 2007
Disciplina: Biologia
Banca: UFPR
Orgão: Polícia Científica-PR
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Além do DNA genômico, presente no núcleo das células, também há DNA nas mitocôndrias. No contexto da análise forense, considere as seguintes afirmativas acerca dos tipos de DNA:

1. O DNA mitocondrial possui regiões polimórficas que permitem sua individualização.

2. As técnicas de processamento do mitocondrial fornecem resultados em tempo menor que a análise do DNA genômico.

3. O mitocondrial é mais resistente à degradação que o DNA nuclear, resistindo a incêndios e explosões, por exemplo.

4. O mitocondrial permite traçar a linhagem materna de uma pessoa.

5. Análise do DNA nas mitocôndrias permite resultados mais precisos que a análise do DNA genômico.

Assinale a alternativa correta.

 

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