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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.
"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."
No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.
O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.
Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)
Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.
No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.
Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.
Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.
MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.
O sujeito de REIVINDICAM é "as velhas ruas das cidades brasileiras" - e não "jovens" (aqueles jovens que as "enchem") - , daí poder-se afirmar que, na passagem, o autor se expressa recorrendo à seguinte figura de linguagem:
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.
"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidadesb" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."
No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo:c morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.
O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívioa, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.
Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)
Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.
No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante.d Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.
Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejadoe. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.
Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.
MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.
O sentido do enunciado altera-se , fundamentalmente, com a substituição da palavra em destaque proposta na seguinte alternativa:
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.
"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."
No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.
O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.
Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)
Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.
No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.
Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.
Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.
MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.
Preserva-se a relação de causa/resultado observada em: "Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers [ ... ]" com a substituição do substantivo FRUTOS por:
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vóse." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.
"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."
No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Riob. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.
O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentesc: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívioa, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.
Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)
Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.
No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredoresd de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.
Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.
Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.
MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.
Todos os pronomes destacados a seguir fazem referência a algo enunciado anteriormente no texto, EXCETO:
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"Eu amo a rua", diz João do Rio, em crônica que inaugura seu livro famoso, e acrescenta: "Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse que esse amor é partilhado por todos vós." Amor que "une, nivela e agremia", o "único que resiste às idades e às épocas''.
"A rua do alinhado das fachadas é um fator de vida das cidades" - "é a mais niveladora das obras humanas", reitera. "A rua faz as celebridades e as revoltas ."
No início do século XX. quando essa crônica foi escrita, os pensadores do urbanismo ainda não haviam condenado a "rua corredor", aquela "do alinhado das fachadas" de João do Rio. A condenação se deu pouco depois, enunciada pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier, e disseminou-se mundialmente como febre avassaladora. Na cidade funcional , tudo seria autônomo: morar, trabalhar, recrear, circular; cada função em seu lugar.
O lugar da circulação não seria "povoado", mas preenchido por veículos e pela velocidade. Tal modelo foi algoz das ruas preexistentes: não acabou com elas, mas as transformou em lugares inóspitos ao convívio, barulhentos, desinteressantes. Os edifícios foram dispensados de manter relação de escala com a rua; independentes do lugar e da paisagem, atenderam muito bem ao lucro imobiliário.
Ainda são frutos desse modelo funcionalista os bairros homogêneos, os condomínios isolados, os shoppings centers - e, logo, as autopistas, os elevados e a ausência de calçadas. Também os Centros sem moradia, vazios à noite e aos fins de semana. (Lembremos que, no Rio, por trinta anos foi proibido construir habitação na área central - em benefício dos novos bairros .)
Em especial, o isolamento entre funções urbanas exige o uso de condução para deslocamentos banais e leva ao aumento no tempo de viagem casa-trabalho, alcançando o impasse que hoje assombra nossas cidades.
No entanto, quando viaja ao exterior, em geral, o brasileiro busca cidades com espaços públicos bem estruturados, onde se caminha por ruas-corredores de calçadas bem mantidas, de usos diversificados. A escala urbana adequada, até em cidades de arranha-céus, como Nova York, garante ruas nas quais o convívio é realçado por inúmeras atividades ao nível do passante. Cidades como Paris ou Londres mantêm edifícios corporativos de alto nível empresarial integrados a áreas residenciais, comerciais e de serviços de pequena e média escala.
Quando as velhas ruas das cidades brasileiras se enchem de jovens a exigir mudanças, retomam momentaneamente a antiga vitalidade - e reivindicam uma qualidade urbana que sabemos ser possível; um outro paradigma urbanístico é desejado. A cidade da segregação, do isolamento, da falta de serviços, da "imobilidade" de custo proibitivo e da circulação sem vida - esta cidade não corresponde ao sonho contemporâneo.
Paradoxalmente, o desejo da cidade de hoje está cantado há cem anos por João do Rio, com ruas que unem, nivelam e agremiam em um amor compartilhado por todos. Ruas que têm alma.
MAGALHÃES, Sérgio. O Globo: 20/07/2013.
Ao longo do texto, o autor orienta sua argumentação no sentido de persuadir o leitor a concluir que:
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A execução da Política Nacional de Meio Ambiente, no âmbito da Administração Pública Federal terá a coordenação do:
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Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
Os ecossistemas costeiros podem ser agrupados em componentes, funções e atributos. Uma função que a floresta apresenta é:
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Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Aracaju-SE
O ciclo hidrológico é o fenômeno global de circulação fechada da água entre a superfície terrestre e a atmosfera, impulsionado fundamentalmente pela energia solar associada à gravidade e à rotação da terrestre. Um dos fatores que contribuem para que haja variabilidade nas manifestações do ciclo hidrológico é:
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O Conselho Nacional do Meio Ambiente {CONAMA) constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente. O CONAMA é um órgão consultivo e deliberativo com a finalidade de:
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A Reserva Biológica de Santa Isabel foi criada em 1998 e está localizada no nordeste do estado de Sergipe. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é o responsável pela preservação dos ecossistemas da Reserva, compostos principalmente por dunas, restingas, manguezais e lagoas. A unidade abriga uma das bases do seguinte Programa:
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