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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
“A beleza existe em continuar sonhando, mesmo que isso varie conforme o fôlego do momento” (7º parágrafo).
O conectivo em destaque (“mesmo que”) poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
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Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
Nesse trecho, os conectivos em destaque indicam valor semântico de:
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Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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que querem ser quando crescer. E, por mais
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muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
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que querem ser quando crescer. E, por mais
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muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Questão presente nas seguintes provas
Texto I
Quantas vezes você mudou de opinião sobre o
que quer ser quando crescer?
Luana Génot
Muitas vezes, perguntamos às crianças o
que querem ser quando crescer. E, por mais
inocente que pareça, essa pergunta carrega
muitas nuances: ela faz com que a gente projete
o futuro, mas também perceba o quanto os
nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto
mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não
fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
Um executivo, certa vez, me contou algo
que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia
sonhando em ser caminhoneiro, como o pai.
Achava que aquele era o topo. Não porque
faltasse ambição, mas porque faltavam
referências. Ao se mudar para estudar, porém,
descobriu outros mundos. Passou a almejar um
trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi
galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si,
para a família, para ver o sol se pôr.
Sonhos mudam de roupa conforme a
estação da vida. Às vezes, crescem; outras
vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e,
depois, queremos o sossego. Já almejamos o
sucesso financeiro a todo custo e, em seguida,
queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo
isso faz parte do mesmo caminho e pode até
coexistir em muitas medidas.
O que me intriga é que também há
aqueles que não se permitem sonhar. Gente que
aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem
tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é
ferramenta de sobrevivência, especialmente para
quem sempre precisou lutar para existir. É uma
forma de hackear o sistema, de furar a bolha do
“impossível”, de encontrar brechas nas estruturas
que dizem “não”.
O sonho é ancestral. É herança das
nossas avós que sonhavam em liberdade
enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que
moveu quem veio antes, que acreditou num
amanhã que talvez nunca tenha visto, mas
plantou para que a gente colhesse. Por isso,
deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga
o passado ao futuro.
Manter os desejos em dia é um ato de
resistência. É como revisar um documento
importante da alma: precisa ser atualizado,
revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a
gente muda junto. E, se há dias em que algo
almejado parece distante, que isso vire farol,
mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
Às vezes, o sonho não é mais ser
astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser
presidente, mas conseguir pagar as contas e
sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em
continuar sonhando, mesmo que isso varie
conforme o fôlego do momento.
O importante é não deixar que o peso do
real atropele a leveza do que parece impossível,
que nos projeta. Que a pressa não atropele o
propósito. Que o medo não atropele a esperança.
Então, se hoje você não souber responder “o que
quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que
você precise é só se perguntar: o que ainda quero
sonhar?
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml.
Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
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Faz parte do cargo de Secretário(a) Escolar:
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O procedimento que materializa o assessoramento à direção na expedição de atos administrativos da
escola, assegurando autenticidade e rastreabilidade, corresponde a:
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3977692
Ano: 2025
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arapiraca-AL
Provas:
Um exemplo de conduta ética e prevenção de conflito de interesses na secretaria escolar vem a ser:
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Cadernos
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