Foram encontradas 50 questões.
Em uma empresa, 60% dos funcionários são homens e
40% são mulheres. Entre os homens, 70% têm curso
superior, e, entre as mulheres, 80% têm curso superior. Se
um funcionário com curso superior for escolhido ao acaso,
qual é a probabilidade de ser uma mulher?
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Em uma progressão aritmética, o primeiro termo é 10 e
a soma dos 8 primeiros é 136. Qual é a razão dessa
progressão?
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Um foguete de pequeno porte é lançado verticalmente a
partir do solo, e sua altura em metros, após “t” segundos, é
descrita pela equação h(t) = -5t² + 30t + 20. Sabendo que a
altura máxima ocorre no ponto mais alto da trajetória do
foguete, em quantos segundos após o lançamento ele atinge
essa altura máxima?
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O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se
para o plural para preencher de modo CORRETO a lacuna
em:
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Em “Fui ensinada a ter paciência, pois a vida é cheia de
surpresas boas e ruins.”, a palavra sublinhada expressa ideia
de:
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Em qual das alternativas o uso de crase está INCORRETO?
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Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o
aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque
era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um
sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava
diferente. A professora explicou que cada região tinha seu
idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.
Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a
língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que
num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma
língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que
era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu”
e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são
português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a
professora o que acontecera.
— O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O quê?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para
sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e
pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital.
Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo
retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia?
— quis saber o gordo
Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o
que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira
fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro
o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma
tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele
jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era
automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas
de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias
depois a professora descobriu que “pechar” vinha do
espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que
se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo
brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro
apelido. Pechada.
— Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
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Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o
aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque
era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um
sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava
diferente. A professora explicou que cada região tinha seu
idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.
Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a
língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que
num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma
língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que
era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu”
e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são
português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a
professora o que acontecera.
— O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O quê?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para
sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e
pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital.
Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo
retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia?
— quis saber o gordo
Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o
que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira
fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro
o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma
tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele
jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era
automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas
de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias
depois a professora descobriu que “pechar” vinha do
espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que
se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo
brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro
apelido. Pechada.
— Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
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Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o
aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque
era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um
sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava
diferente. A professora explicou que cada região tinha seu
idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.
Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a
língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que
num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma
língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que
era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu”
e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são
português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a
professora o que acontecera.
— O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O quê?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para
sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e
pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital.
Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo
retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia?
— quis saber o gordo
Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o
que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira
fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro
o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma
tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele
jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era
automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas
de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias
depois a professora descobriu que “pechar” vinha do
espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que
se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo
brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro
apelido. Pechada.
— Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
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Questão presente nas seguintes provas
Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o
aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque
era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um
sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava
diferente. A professora explicou que cada região tinha seu
idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.
Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a
língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que
num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma
língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que
era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu”
e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são
português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a
professora o que acontecera.
— O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O quê?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para
sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e
pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital.
Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo
retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia?
— quis saber o gordo
Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o
que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira
fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro
o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma
tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele
jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era
automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas
de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias
depois a professora descobriu que “pechar” vinha do
espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que
se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo
brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro
apelido. Pechada.
— Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
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