Foram encontradas 50 questões.
Leia, a seguir, o poema intitulado “Poema tirado
de uma notícia de jornal”, de Manuel Bandeira, e
responda à questão.
Poema tirado de uma notícia de jornal
Manuel Bandeira
João Gostoso era carregador de feira livre e morava
no morro da Babilônia num barracão [sem número]
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e
morreu afogado.
Fonte: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.
Rio de Janeiro: Editora Global, 1930.
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No que diz respeito ao uso do hífen, assinale,
a seguir, a alternativa cuja palavra está grafada
incorretamente.
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Os Anjos Legião Urbana
Hoje não dá, hoje não dá Não sei mais o que dizer e nem o que pensar Hoje não dá, hoje não dá A maldade humana agora não tem nome, hoje não dá Pegue duas medidas de estupidez Junte trinta e quatro partes de mentira Coloque tudo numa forma untada previamente Com promessas não cumpridas Adicione a seguir o ódio e a inveja As dez colheres cheias de burrice Mexa tudo e misture bem E não se esqueça antes de levar ao forno Temperar com essência de espirito de porco Duas xícaras de diferença E um tablete e meio de preguiça Hoje não dá, hoje não dá Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar Mas hoje não dá, hoje não dá Vou consertar a minha asa quebrada e descansar Gostaria de não saber Destes crimes atrozes É todo dia agora E o que vamos fazer? Quero voar pra bem longe Mas hoje não dá Não sei o que pensar E nem o que dizer Só nos sobrou do amor A falta que ficou Fonte: https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/46964/
Após leitura da letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, analise as afirmativas a seguir.
I. A letra em questão retrata o hibridismo de gêneros textuais\discursivos, ao utilizar características estruturais de uma receita culinária em uma de suas estrofes;
II. Os verbos “pegue”, “junte”, “coloque”, “adicione”, “mexa” e “misture” estão conjugados no modo subjuntivo;
III. Nos versos “Só nos sobrou do amor\ A falta que ficou”, o sujeito do verbo sobrar é representado pelo pronome “nos”;
IV. No verso “A falta que ficou”, o termo em destaque é um pronome relativo.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Hoje não dá, hoje não dá Não sei mais o que dizer e nem o que pensar Hoje não dá, hoje não dá A maldade humana agora não tem nome, hoje não dá Pegue duas medidas de estupidez Junte trinta e quatro partes de mentira Coloque tudo numa forma untada previamente Com promessas não cumpridas Adicione a seguir o ódio e a inveja As dez colheres cheias de burrice Mexa tudo e misture bem E não se esqueça antes de levar ao forno Temperar com essência de espirito de porco Duas xícaras de diferença E um tablete e meio de preguiça Hoje não dá, hoje não dá Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar Mas hoje não dá, hoje não dá Vou consertar a minha asa quebrada e descansar Gostaria de não saber Destes crimes atrozes É todo dia agora E o que vamos fazer? Quero voar pra bem longe Mas hoje não dá Não sei o que pensar E nem o que dizer Só nos sobrou do amor A falta que ficou Fonte: https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/46964/
Após leitura da letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, analise as afirmativas a seguir.
I. A letra em questão retrata o hibridismo de gêneros textuais\discursivos, ao utilizar características estruturais de uma receita culinária em uma de suas estrofes;
II. Os verbos “pegue”, “junte”, “coloque”, “adicione”, “mexa” e “misture” estão conjugados no modo subjuntivo;
III. Nos versos “Só nos sobrou do amor\ A falta que ficou”, o sujeito do verbo sobrar é representado pelo pronome “nos”;
IV. No verso “A falta que ficou”, o termo em destaque é um pronome relativo.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
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As conjunções integrantes precedem as orações
que possuem valor de substantivo. Sabendo disso,
assinale, a seguir, a alternativa em que o “se” possui
função de conjunção integrante.
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Assinale, a seguir, a alternativa cuja oração em
destaque não se trata de uma oração subordinada
adjetiva.
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Cultura: por que e para quem?
Fernando Silva
Afinal, você tem cultura? A resposta é
simples: sim, você tem!
O conceito de cultura é bastante amplo e
definido com focos distintos, a depender-se da
corrente de pensamento ou dos estudiosos que a
interpretam. Entretanto, o termo está presente em
muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias
de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas
entre amigos e família e até em discussões pela
internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja
conflitos ligados ao uso de frases como “você não
tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog
do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e,
principalmente, para quem?
Alta cultura e baixa cultura?
Podemos começar por um curto panorama
acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta
dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do
crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este
campo foi e é essencial para análise e investigação
interdisciplinar que explora as formas de produção
de significados e da difusão nas sociedades atuais.
Dentre os trabalhos produzidos nessa área,
notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’
surgiram há muito tempo, datados entre os séculos
XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos
clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas
elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde
a cultura de massa, surgiram então como modos
classificativos de oposição ao que se considerava
erudito. Traços dessas definições marcaram nossa
sociedade. Na atualidade, não é difícil que se
encontre indivíduos que acreditam em formas de
cultura superiores a outras.
É comum que se utilize a cultura como
sinônimo de sabedoria, educação e refinamento.
Neste pensamento, entende-se que títulos
universitários, volume de leituras e até a inteligência
são aspectos que ditam o quão culturalmente
desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura
é uma palavra usada para classificar as pessoas e,
por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.
Pense no Brasil, um país rico em território,
com cinco regiões tão distintas, com crenças
múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla
diversidade. É impossível que se aponte culturas
superiores em detrimento de outras, afinal, existem
diversas formas de manifestação cultural. Se este
exemplo se aplica a um país, imagine em todo o
mundo.
“Um carnavalesco e um religioso não podem
ser classificados em termos de superior ou inferior”,
é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As
relações são complementares, e isto significa que
há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e
procissões.
A cultura nos parece uma ótima ferramenta
de compreensão das diferenças entre as sociedades
e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é
um mapa, através do qual as pessoas de um dado
grupo pensam, classificam, estudam e modificam o
mundo e a si mesmas.
Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/
cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]
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Cultura: por que e para quem?
Fernando Silva
Afinal, você tem cultura? A resposta é
simples: sim, você tem!
O conceito de cultura é bastante amplo e
definido com focos distintos, a depender-se da
corrente de pensamento ou dos estudiosos que a
interpretam. Entretanto, o termo está presente em
muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias
de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas
entre amigos e família e até em discussões pela
internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja
conflitos ligados ao uso de frases como “você não
tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog
do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e,
principalmente, para quem?
Alta cultura e baixa cultura?
Podemos começar por um curto panorama
acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta
dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do
crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este
campo foi e é essencial para análise e investigação
interdisciplinar que explora as formas de produção
de significados e da difusão nas sociedades atuais.
Dentre os trabalhos produzidos nessa área,
notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’
surgiram há muito tempo, datados entre os séculos
XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos
clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas
elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde
a cultura de massa, surgiram então como modos
classificativos de oposição ao que se considerava
erudito. Traços dessas definições marcaram nossa
sociedade. Na atualidade, não é difícil que se
encontre indivíduos que acreditam em formas de
cultura superiores a outras.
É comum que se utilize a cultura como
sinônimo de sabedoria, educação e refinamento.
Neste pensamento, entende-se que títulos
universitários, volume de leituras e até a inteligência
são aspectos que ditam o quão culturalmente
desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura
é uma palavra usada para classificar as pessoas e,
por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.
Pense no Brasil, um país rico em território,
com cinco regiões tão distintas, com crenças
múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla
diversidade. É impossível que se aponte culturas
superiores em detrimento de outras, afinal, existem
diversas formas de manifestação cultural. Se este
exemplo se aplica a um país, imagine em todo o
mundo.
“Um carnavalesco e um religioso não podem
ser classificados em termos de superior ou inferior”,
é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As
relações são complementares, e isto significa que
há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e
procissões.
A cultura nos parece uma ótima ferramenta
de compreensão das diferenças entre as sociedades
e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é
um mapa, através do qual as pessoas de um dado
grupo pensam, classificam, estudam e modificam o
mundo e a si mesmas.
Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/
cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]
I. As menções realizadas ao estudioso Raymond Williams e ao Antropólogo Roberto da Matta revelam o recurso da intertextualidade na construção do texto;
II. O termo em negrito na frase “A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos” classifica-se, morfologicamente, como pronome pessoal do caso reto;
III. Na frase “Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas”, a vírgula que separa o termo em negrito do restante do texto é obrigatória porque o adjunto adverbial está deslocado;
IV. Na frase “Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras”, o termo em negrito trata-se de uma conjunção integrante que precede uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
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Questão presente nas seguintes provas
Cultura: por que e para quem?
Fernando Silva
Afinal, você tem cultura? A resposta é
simples: sim, você tem!
O conceito de cultura é bastante amplo e
definido com focos distintos, a depender-se da
corrente de pensamento ou dos estudiosos que a
interpretam. Entretanto, o termo está presente em
muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias
de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas
entre amigos e família e até em discussões pela
internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja
conflitos ligados ao uso de frases como “você não
tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog
do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e,
principalmente, para quem?
Alta cultura e baixa cultura?
Podemos começar por um curto panorama
acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta
dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do
crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este
campo foi e é essencial para análise e investigação
interdisciplinar que explora as formas de produção
de significados e da difusão nas sociedades atuais.
Dentre os trabalhos produzidos nessa área,
notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’
surgiram há muito tempo, datados entre os séculos
XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos
clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas
elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde
a cultura de massa, surgiram então como modos
classificativos de oposição ao que se considerava
erudito. Traços dessas definições marcaram nossa
sociedade. Na atualidade, não é difícil que se
encontre indivíduos que acreditam em formas de
cultura superiores a outras.
É comum que se utilize a cultura como
sinônimo de sabedoria, educação e refinamento.
Neste pensamento, entende-se que títulos
universitários, volume de leituras e até a inteligência
são aspectos que ditam o quão culturalmente
desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura
é uma palavra usada para classificar as pessoas e,
por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.
Pense no Brasil, um país rico em território,
com cinco regiões tão distintas, com crenças
múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla
diversidade. É impossível que se aponte culturas
superiores em detrimento de outras, afinal, existem
diversas formas de manifestação cultural. Se este
exemplo se aplica a um país, imagine em todo o
mundo.
“Um carnavalesco e um religioso não podem
ser classificados em termos de superior ou inferior”,
é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As
relações são complementares, e isto significa que
há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e
procissões.
A cultura nos parece uma ótima ferramenta
de compreensão das diferenças entre as sociedades
e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é
um mapa, através do qual as pessoas de um dado
grupo pensam, classificam, estudam e modificam o
mundo e a si mesmas.
Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/
cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]
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A concordância verbal e nominal está plenamente
de acordo com a norma-padrão em:
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TEXTO 2
A consciência de se ter um problema, seja ele qual
for, é o primeiro passo para o resolver. E este é um
problema que não se resolve com resoluções de Ano
Novo. O uso excessivo dos ecrãs, em particular dos
smartphones, é uma dependência sem substância,
mas não sem consequências. Muitas vezes, o que
nos parece ser um comportamento de descontração
ou de combate ao tédio, não passa da resposta a um
impulso que não controlamos. O acesso constante a
um fluxo interminável de informação e de estímulos
cria em nós a necessidade de mais informação e de
mais estímulos.
Adaptado de David Dinis, “Estamos viciados em
telemóveis, mas há cura”. Público, 2023.
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