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Foram encontradas 564 questões.

3999446 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937287-1
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO_Qj1ikaSH/?img_index=4. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
Ao citar “Ele redefiniu o que é prioridade!”, no terceiro quadrinho, a personagem Cortella expressa para a coruja, Philó, a sua visão acerca das mudanças na vida das pessoas.

Indique a afirmativa que melhor representa a mensagem citada pelo Cortella.
 

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3999445 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o meme a seguir.

Enunciado 4937286-1

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/239676011411404340/. Acesso em: 12 de outubro de 2025.

Com base na ortografia oficial da Língua portuguesa, analise a escrita dos vocábulos “auto cuidado” e “auto destruição”, presentes no texto, julgando as afirmativas a seguir como verdadeira (V) ou falsa (F).

( ) ambos estão escritos em desacordo com as normas ortográficas vigentes. A escrita correta é “autocuidado” e “autodestruição”.
( ) ambos estão escritos de forma inadequada, pois o prefixo “anti-” deve ser seguido de hífen. Sendo assim, a escrita correta é “auto-cuidado” e “auto-destruição”.
( ) ambos estão escritos corretamente e seguem o acordo ortográfico vigente, o qual preconiza que palavras formadas pelo prefixo “anti-” são separadas sem o hífen.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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3999444 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937285-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
Analise as palavras a seguir e indique a alternativa em que todas são consideradas femininas.
 

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3999443 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937283-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra apresenta as sílabas separadas de acordo com as regras ortográficas da Língua Portuguesa.
 

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3999442 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937282-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
No texto, as palavras “Rio de Janeiro”, “O Tico-Tico” e “Maurício de Sousa” foram iniciadas por letra maiúscula. Assinale a alternativa que justifica, respectivamente, o emprego da letra maiúscula na escrita dessas palavras.
 

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3999441 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937281-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
Na Língua Portuguesa, as palavras podem ser classificadas de acordo com a quantidade de sílabas que apresentam. Nesse sentido, indique a alternativa que classifica adequadamente a quantidade de sílabas das palavras a seguir.
 

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3999440 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937280-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
De acordo com o texto, analise as afirmativas a seguir e julgue-as, atribuindo V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) Ao citar que a publicação “apelava ao olhar infantil” o autor do texto indica que a revista era atrativa para as crianças.
( ) A ideia de produzir uma revista em quadrinhos não poderia ser moderna, pois a publicação ocorreu no ano 1905.
( ) As revistas em quadrinhos de Maurício de Sousa e Ziraldo são as pioneiras no Brasil.
( ) O uso de histórias em quadrinhos representou uma boa estratégia para incentivo à leitura. 

A sequência correta é:
 

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3999439 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia a campanha de conscientização a seguir.


Enunciado 4937279-1

Disponível em: https://fnpeti.org.br/noticias/2019/05/23/campanhacontra-o-trabalho-infantil-comeca-em-todo-o-pais/. Acesso em: 12 de outubro de 2025.

Indique a alternativa que apresenta o plural da oração “Criança não deve trabalhar”.
 

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3999438 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto abaixo e responda a questão.
A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Analise o termos destacados no período abaixo e assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os tempos verbais de cada verbo:

“O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa”

“Cada “não” abre espaço para o respeito próprio”
 

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3999437 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto abaixo e responda a questão.
A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
No período, “No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não.”, o verbo destacado está conjugado no tempo verbal:
 

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