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Leia o texto a seguir e responda a questão.
Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos
Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.
    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.
    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
As palavras destacadas no período “Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar”, presente no 9º parágrafo, classificam-se, quanto ao aspecto morfológico, respectivamente em:
Questão Anulada

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3999979 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
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Considerando que x = -2 e y = 3, qual o valor da expressão abaixo.

2x2 = +3y - 4

Questão Anulada

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3999978 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Um candidato foi pagar a taxa de inscrição de um concurso público, que custa R$ 135,00. Ele possui apenas notas de R$ 50,00, R$ 20,00 e R$ 5,00.

Considerando que ele deseja pagar exatamente o valor da inscrição usando o menor número possível de notas, a combinação de notas que ele deve usar é:
Questão Anulada

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3999977 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Ápice
Orgão: Pref. Boqueirão-PB
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Enunciado 4937284-1
REPRODUÇÃO/ ACERVO PESSOAL DE RICHARDSON SANTOS DE FREITAS Publicação circulou até 1977 e apresentou Mickey e Popeye ao público nacional
Edison Veiga Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
11 outubro 2025
    Uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro há 120 anos, na quarta-feira, 11 de outubro de 1905.
    Em meio aos periódicos que informavam e entretinham a sociedade, uma publicação ilustrada e cheia de desenhos apelava ao olhar infantil: era a revistinha O Tico-Tico, considerada a primeira revista de histórias em quadrinhos do país.
     “Era uma revista criada para estimular as crianças à leitura, uma ideia moderna naquele momento”, diz o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil.
    “Foi uma das pioneiras do mundo como revistas de quadrinhos, revista para crianças nesse formato. E realmente conseguiu entrar nas escolas, estimular as crianças à leitura”, analisa. “Por isso temos uma tradição aqui no Brasil de revistas em quadrinhos, abrindo caminho para desenhistas como o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, que conseguiram manter esse público.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
No Título do texto “A revista em quadrinhos que ‘reinventou’ leitura para crianças no Brasil há 120 anos”, os termos em destaque pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Questão Anulada

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