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Foram encontradas 45 questões.

1474083 Ano: 2019
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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De acordo com a Lei 8.112 de 1990, sobre o Servidor Público Federal, pode-se afirmar:

I) A exoneração de cargo efetivo dar-se-á somente de ofício, a juízo da autoridade competente.

II) O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 3 (três) anos de efetivo exercício.

III) São casos de demissão do Servidor Público Federal: crime contra a Administração Pública, improbidade administrativa, corrupção.

Escolha a Opção correta:

Questão Anulada

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925605 Ano: 2019
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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A Empresa Verdes Canaviais S/A forneceu as seguintes informações:

CONTAS

SALDOS

Capital Social

800.000

Mercadorias

150.000

Juros Passivos a Vencer

6.000

Custo das Mercadorias Vendidas

98.500

ICMS a Recolher

17.500

Capital a Realizar

30.000

Provisão para FGTS

26.700

Ações em Tesouraria

46.000

Juros Passivos

8.450

Móveis e Utensílios

97.000

Bancos conta Movimento

32.800

Despesas Gerais e Administrativas

43.500

ICMS sobre Vendas

23.900

Duplicatas a Receber

44.800

Encargos de Depreciação

8.700

Ações de Coligadas

35.000

Receita de Vendas

233.890

Duplicatas a Pagar

55.600

Provisão para Créditos Incobráveis

10.900

Depreciação Acumulada

18.700

Se o percentual do Imposto de Renda foi de 15%, qual o lucro líquido do exercício:

Questão Anulada

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925604 Ano: 2019
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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Com base nas informações de compra e venda, apurar o custo das mercadorias vendida e o resultado com o produto X, utilizando o critério PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) de controle de estoques:

Data

Atividade

Quantidade

Preço R$

04/dez

Compra

100

R$ 860,00

05/dez

Compra

200

R$ 1.345,00

06/dez

Venda

250

R$ 2.980,00

Impostos recuperáveis

Frete R$

Seguro R$

ICMS 17%

R$ 80,00

R$ 65,00

ICMS 17%

R$ 150,00

R$ 36,00

ICMS 17%

Questão Anulada

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925598 Ano: 2019
Disciplina: Auditoria
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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As expressões “que o auditor modifique sua opinião” ou “emitir uma opinião modificada”, se refere a uma situação em que um objetivo relevante não pode ser cumprido, assim o auditor deve avaliar se isso o impede de cumprir os objetivos gerais de auditoria e se isso exige que ele, em conformidade com as NBC TAs, modifique sua opinião ou renuncie ao trabalho. Neste caso escolha a opção errada:

Questão Anulada

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750482 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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A morte virou lugar-comum

(crônica de Arnaldo Jabor)


Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.

Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizá-la, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:

“A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.

Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”

A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.

O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?

Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.

Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.

São causas apontadas como responsáveis pela banalização da morte, exceto:

Questão Anulada

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