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| SÍNTESE POR REGIÃO HIDROGRÁFICA | |||||||||
| Região Hidrográfica |
Total de Municípios Estudados |
Demanda 2025 (m3/s) |
MANANCIAIS E SISTEMAS | AVALIAÇÃO OFERTA/DEMANDA 2015 |
INVESTIMENTO TOTAL em Abastecimento de Água (R$ milhões) |
||||
| Sistema Isolado |
Sistema Integrado |
Abastecimento Satisfatório |
Requer Investimento | ||||||
|
Manancial superficial/ misto |
Manancial subterrâneo |
Ampliação de Sistema |
Novo Manancial |
||||||
| Amazônica | 275 | 37,0 | 142 | 131 | 0 | 102 | 158 | 15 | 1.391,60 |
| Atlântico Sudeste | 506 | 121,0 | 392 | 48 | 62 | 254 | 236 | 12 | 1.841,05 |
| Atlântico Leste | 491 | 43,8 | 292 | 71 | 128 | 133 | 306 | 51 | 2.447,22 |
| Atlântico Nordeste Ocidental | 195 | 15,2 | 33 | 148 | 9 | 25 | 168 | 2 | 433,75 |
| Atlântico Nordeste Oriental | 739 | 73,9 | 324 | 144 | 260 | 242 | 316 | 169 | 4.014,41 |
| Atlântico Sul | 429 | 42,9 | 189 | 161 | 71 | 231 | 163 | 27 | 891,16 |
| Paraguai | 74 | 5,8 | 39 | 35 | 0 | 52 | 21 | 1 | 69,69 |
| Paraná | 1.402 | 207,5 | 669 | 644 | 84 | 850 | 426 | 121 | 7.212,60 |
| Parnaíba | 265 | 10,3 | 49 | 193 | 21 | 47 | 214 | 3 | 478,57 |
| São Francisco | 451 | 40,3 | 211 | 114 | 126 | 184 | 236 | 30 | 2.234,02 |
| Uruguai | 354 | 9,5 | 139 | 187 | 25 | 216 | 120 | 15 | 452,08 |
| Tocantins-Araguaia | 383 | 23,5 | 176 | 197 | 9 | 170 | 187 | 26 | 767,21 |
| Brasil | 5.564 | 630,7 | 2.655 | 2.073 | 795 | 2.506 | 2.551 | 472 | 22.233,36 |
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Texto
Envelhecer com mel ou fel?
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
[...]
Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
[...]
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.
Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)
Na frase “Os vinhos envelhecem melhor ainda.” (4º§), há um exemplo de figura de linguagem denominada
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Texto
Ecologia
Saguis são animais silvestres, a maioria das espécies é exclusivamente brasileira. Considerados os menores
macacos do mundo, têm cerca de meio quilo e 30 centímetros de altura na idade adulta.
Muita gente já ouviu falar de pessoas que criam macacos como animais domésticos, especialmente o sagui. Pequeno, engraçado e dócil enquanto filhote, encanta toda a família, especialmente as crianças. No entanto, torna-se um problema na medida em que cresce e adquire a maturidade sexual, por volta dos dois anos e meio de idade. A partir daí, é comum que eleja um membro da família a quem vai direcionar o seu afeto e passe a morder as demais pessoas que tentem se aproximar. Sua urina passa a ter odor forte e, além de tudo, o macaco pode ser facilmente contaminado por doenças de humanos e assim transformar-se em um transmissor destas.
“Um primata jamais será um animal doméstico”, afirma a ecóloga Lívia Botár, coordenadora do Projeto Mucky, que socorre, recupera, mantém e pesquisa os saguis. Existem casos nos quais o pequenino macaco é dócil e pula de ombro em ombro na fase adulta, mas este comportamento não pode ser considerado “normal”. Trata-se de um desvio decorrente de deformidades físicas, raquitismo e mesmo de características psicológicas anômalas em virtude de um desenvolvimento inadequado.
Uma vez decidido que não se quer mais o sagui, o que fazer com o animal? Ele já está acostumado a ser alimentado e protegido e, apesar da agressividade, considera as pessoas com quem convive como sua família. Soltá-lo numa floresta é condená-lo a sentir fome, frio e solidão. Na possibilidade de sobreviver e de ser aceito por um grupo, será um transmissor involuntário de doenças pela sua convivência com seres humanos. O melhor, então, é deixar os saguis viverem nas florestas e dar preferência aos cães e gatos, que são típicos animais de estimação.
(O Estado de S.Paulo, mar. 2002. Suplemento especial de imóveis. Disponível em: www.ampliar.com/mucky.)
Segundo o texto, o sagui é
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Texto
Envelhecer com mel ou fel?
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
[...]
Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
[...]
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.
Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)
O título do texto possui um sentido que se define como
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
Acesso em: 31/10/2013.)
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