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Foram encontradas 40 questões.

2217256 Ano: 2021
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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“A Biblioteca Municipal José Donizete de Souza Ribeiro recebeu nesta quarta-feira uma doação de 475 livros [...] Os livros estão sendo tratados, segundo instruções do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais (SEBPM), e fichados para incorporação no patrimônio da instituição. Esses livros, assim como todo o acervo, estarão disponibilizados aos leitores somente após o período de cautela sanitária contra o Covid-19. [...] Neste período, por recomendação do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus, na Biblioteca Municipal, o empréstimo de livros está suspenso, mas as funcionárias estão trabalhando internamente, dividindo seu tempo de trabalho entre reorganização do acervo, restauração de livros e realizando cursos pela Recode Bibliotecas, dentro do programa “Reprogramar para se transformar”.

Para não se distanciar do público leitor, [...] criou um grupo no Whatsapp Web, denominado “Amigos da Biblioteca”, [...] onde ocorre troca de ideias, indicações de livros e compartilhamento de obras gratuitas ou de domínio público aos membros.”

Disponível em: <https://carmodocajuru.mg.gov.br/c/biblioteca-municipal-recebe-doacao-de-500-livros>. Acesso em: 18 fev. 2021.

Durante o período de cautela sanitária contra o Covid-19 não estão sendo realizadas todas as atividades que visam à disponibilização do acervo da biblioteca.

De acordo com a notícia, estão suspensas atividades do serviço de

 

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2217255 Ano: 2021
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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“A Biblioteca Municipal José Donizete de Souza Ribeiro recebeu nesta quarta-feira uma doação de 475 livros [...] Os livros estão sendo tratados, segundo instruções do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais (SEBPM), e fichados para incorporação no patrimônio da instituição. Esses livros, assim como todo o acervo, estarão disponibilizados aos leitores somente após o período de cautela sanitária contra o Covid-19. [...] Neste período, por recomendação do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus, na Biblioteca Municipal, o empréstimo de livros está suspenso, mas as funcionárias estão trabalhando internamente, dividindo seu tempo de trabalho entre reorganização do acervo, restauração de livros e realizando cursos pela Recode Bibliotecas, dentro do programa “Reprogramar para se transformar”.

Para não se distanciar do público leitor, [...] criou um grupo no Whatsapp Web, denominado “Amigos da Biblioteca”, [...] onde ocorre troca de ideias, indicações de livros e compartilhamento de obras gratuitas ou de domínio público aos membros.”

Disponível em: <https://carmodocajuru.mg.gov.br/c/biblioteca-municipal-recebe-doacao-de-500-livros>. Acesso em: 18 fev. 2021.

Entre as atividades desenvolvidas pela biblioteca citadas no texto, aquela que se caracteriza como referência é:

 

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2217254 Ano: 2021
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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“A Biblioteca Municipal José Donizete de Souza Ribeiro recebeu nesta quarta-feira uma doação de 475 livros [...] Os livros estão sendo tratados, segundo instruções do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais (SEBPM), e fichados para incorporação no patrimônio da instituição. Esses livros, assim como todo o acervo, estarão disponibilizados aos leitores somente após o período de cautela sanitária contra o Covid-19. [...] Neste período, por recomendação do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus, na Biblioteca Municipal, o empréstimo de livros está suspenso, mas as funcionárias estão trabalhando internamente, dividindo seu tempo de trabalho entre reorganização do acervo, restauração de livros e realizando cursos pela Recode Bibliotecas, dentro do programa “Reprogramar para se transformar”.

Para não se distanciar do público leitor, [...] criou um grupo no Whatsapp Web, denominado “Amigos da Biblioteca”, [...] onde ocorre troca de ideias, indicações de livros e compartilhamento de obras gratuitas ou de domínio público aos membros.”

Disponível em: <https://carmodocajuru.mg.gov.br/c/biblioteca-municipal-recebe-doacao-de-500-livros>. Acesso em: 18 fev. 2021.

Assinale a alternativa que apresenta apenas elementos que devem ser incluídos no registro dos livros para incorporação ao patrimônio da instituição.

 

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2217253 Ano: 2021
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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Analise a afirmativa a seguir, referente à gestão de bibliotecas.

Antes de qualquer definição sobre estrutura, há que determinar a da biblioteca e os objetivos implícitos nessa . A estruturação de uma unidade de informação pressupõe a definição de sua e dos objetivos temporais que, por sua vez, exigem a análise de prioridades. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da afirmativa anterior.

 

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2217252 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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“[...] Hoje, estima-se que pelo menos 50 milhões de pessoas possuam o diagnóstico da doença, sendo que, no Brasil, aproximadamente 2 milhões têm algum tipo de síndrome de demência – ocasionada, em até 60% dos casos, pelo Alzheimer. E se os números já são altos, é consenso que eles devem disparar nos próximos anos. [...]”

O Tempo, 22 de fevereiro de 2015, p. 15.

O panorama apresentado no trecho da reportagem revela que:

 

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2217251 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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Mas existe uma tendência em larga escala que se vale de métodos retóricos e argumentativos para negar eventos históricos e evidências científicas. Com objetivo de criar tumulto e invalidar esses acontecimentos, estimula uma espécie de ignorância, que atende aos interesses daqueles que sustentam esse discurso. Nada mais é do que o negacionismo, disseminado para anular evidências já comprovadas (por vezes há mais de séculos), e que interfere nas crenças e nas formas de poder de quem as rejeitam.

Disponível em: <https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/01/15/o-que-esta-por-tras-do negacionismo.htm?cmpid=copiaecola>. Acesso em: 29 de jan. 2021.

De acordo com o texto, negacionismo é a(o):

 

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2217250 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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TEXTO I

Barragens de hidrelétricas, como a de Belo Monte,

transformam Amazônia em zona de sacrifício

A exuberância da maior bacia hidrográfica do planeta está

ameaçada por projetos de geração de energia que têm custos humanos e ambientais demasiadamente altos

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia contempla também a maior bacia hidrográfica do planeta, cujo rio principal ― o Amazonas ― é alimentado por afluentes que ramificam em mais de 1.100 rios e formam um sistema de drenagem sem igual. Cerca de um quinto de toda a água que escorre da superfície da Terra acaba nele. No entanto, toda essa exuberância ― responsável por fornecer importantes serviços ecossistêmicos para a humanidade ― está ameaçada. Como os fluxos de água podem gerar muita eletricidade, a bacia do rio Amazonas tem despertado, há muito tempo, o interesse de governos, especuladores e indústrias para a geração de energia hidrelétrica por meio de barragens. De acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista Nature Communications, pelo menos 158 barragens, incluindo pequenas barragens, operavam ou estavam em construção na bacia amazônica, e outras 351 haviam sido propostas.

Um dos exemplos mais notáveis é o da barragem de Belo Monte, quarto maior projeto hidrelétrico do mundo. A obra foi responsável pelo bloqueio do rio Xingu, um importante afluente do Amazonas. Seu reservatório inundou 518 quilômetros quadrados, deslocou mais de 20.000 pessoas e causou danos extensos a um ecossistema de rio que contém mais de 500 espécies de peixes, muitos deles não encontrados em nenhum outro lugar e dos quais dependem populações indígenas locais. Para completar, o ciclo sazonal natural do rio Xingu inclui um longo período de baixa vazão que impede Belo Monte de usar muitas de suas caras turbinas durante grande parte do ano.

Outro caso é o projeto Barão do Rio Branco, plano de infraestrutura na região amazônica que prevê, entre outras obras, a construção de uma hidrelétrica de 2.000 a 3.000 megawatts no rio Trombetas, que flui por uma região isolada e rica em minerais. A barragem necessária para essa hidrelétrica poderá inundar terras quilombolas e ameaçar uma das maiores praias da Amazônia, usada para a reprodução de tartarugas.

[...]

Quando ecossistemas fluviais são transformados em reservatórios, eles prejudicam a diversidade aquática. Barragens podem, por exemplo, bloquear as migrações anuais de peixes, como a do bagre gigante do rio Madeira. Depois que o Brasil construiu barragens no rio Madeira em 2011 e em 2013, a captura de peixes naquela que foi a segunda maior região para a pesca fluvial do mundo despencou no Brasil, Bolívia e Peru. Milhares de pessoas perderam seus meios de subsistência de pesca, e o declínio acentuado desta atividade também gerou tensões sociais que persistem até hoje na região.

As barragens também aprisionam sedimentos ricos em nutrientes, que sem elas seriam transportados pelo curso d’água. A perda de nutrientes prejudica a agricultura e afeta a cadeia alimentar da qual dependem os peixes rio abaixo, comprometendo a pesca ao longo de milhares de quilômetros de rios amazônicos.

E não para por aí: como no fundo dos reservatórios quase não há oxigênio, o mercúrio que ocorre no solo, tanto naturalmente como com acréscimos pela atividade garimpeira, pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso. Altos níveis deste componente foram encontrados nos cabelos de pessoas que vivem no entorno da barragem de Tucuruí, no Pará, e de Balbina, no Amazonas.

É preciso ter consciência de que os rios de fluxo livre da Amazônia são a força vital de suas florestas e dos povos indígenas que dependem deles há séculos. Tratar a Amazônia como uma zona de sacrifício para a extração de recursos naturais é injusto e desnecessário. Os custos humanos e ambientais são demasiadamente altos.

Disponível em: <https://bityli.com/wYc7G>. Acesso em: 20 fev. 2021 (Adaptação).

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.

TEXTO II

Enunciado 3429562-1

Disponível em: <https://bityli.com/EPBRT>. Acesso em: 20 fev. 2021.

Releia este trecho.

“A floresta amazônica libera água para a atmosfera, com a evapotranspiração.”

A palavra destacada foi criada pela junção de duas palavras, sendo que a primeira delas passou por um outro processo, conhecido como

 

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2217249 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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TEXTO I

Barragens de hidrelétricas, como a de Belo Monte,

transformam Amazônia em zona de sacrifício

A exuberância da maior bacia hidrográfica do planeta está

ameaçada por projetos de geração de energia que têm custos humanos e ambientais demasiadamente altos

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia contempla também a maior bacia hidrográfica do planeta, cujo rio principal ― o Amazonas ― é alimentado por afluentes que ramificam em mais de 1.100 rios e formam um sistema de drenagem sem igual. Cerca de um quinto de toda a água que escorre da superfície da Terra acaba nele. No entanto, toda essa exuberância ― responsável por fornecer importantes serviços ecossistêmicos para a humanidade ― está ameaçada. Como os fluxos de água podem gerar muita eletricidade, a bacia do rio Amazonas tem despertado, há muito tempo, o interesse de governos, especuladores e indústrias para a geração de energia hidrelétrica por meio de barragens. De acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista Nature Communications, pelo menos 158 barragens, incluindo pequenas barragens, operavam ou estavam em construção na bacia amazônica, e outras 351 haviam sido propostas.

Um dos exemplos mais notáveis é o da barragem de Belo Monte, quarto maior projeto hidrelétrico do mundo. A obra foi responsável pelo bloqueio do rio Xingu, um importante afluente do Amazonas. Seu reservatório inundou 518 quilômetros quadrados, deslocou mais de 20.000 pessoas e causou danos extensos a um ecossistema de rio que contém mais de 500 espécies de peixes, muitos deles não encontrados em nenhum outro lugar e dos quais dependem populações indígenas locais. Para completar, o ciclo sazonal natural do rio Xingu inclui um longo período de baixa vazão que impede Belo Monte de usar muitas de suas caras turbinas durante grande parte do ano.

Outro caso é o projeto Barão do Rio Branco, plano de infraestrutura na região amazônica que prevê, entre outras obras, a construção de uma hidrelétrica de 2.000 a 3.000 megawatts no rio Trombetas, que flui por uma região isolada e rica em minerais. A barragem necessária para essa hidrelétrica poderá inundar terras quilombolas e ameaçar uma das maiores praias da Amazônia, usada para a reprodução de tartarugas.

[...]

Quando ecossistemas fluviais são transformados em reservatórios, eles prejudicam a diversidade aquática. Barragens podem, por exemplo, bloquear as migrações anuais de peixes, como a do bagre gigante do rio Madeira. Depois que o Brasil construiu barragens no rio Madeira em 2011 e em 2013, a captura de peixes naquela que foi a segunda maior região para a pesca fluvial do mundo despencou no Brasil, Bolívia e Peru. Milhares de pessoas perderam seus meios de subsistência de pesca, e o declínio acentuado desta atividade também gerou tensões sociais que persistem até hoje na região.

As barragens também aprisionam sedimentos ricos em nutrientes, que sem elas seriam transportados pelo curso d’água. A perda de nutrientes prejudica a agricultura e afeta a cadeia alimentar da qual dependem os peixes rio abaixo, comprometendo a pesca ao longo de milhares de quilômetros de rios amazônicos.

E não para por aí: como no fundo dos reservatórios quase não há oxigênio, o mercúrio que ocorre no solo, tanto naturalmente como com acréscimos pela atividade garimpeira, pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso. Altos níveis deste componente foram encontrados nos cabelos de pessoas que vivem no entorno da barragem de Tucuruí, no Pará, e de Balbina, no Amazonas.

É preciso ter consciência de que os rios de fluxo livre da Amazônia são a força vital de suas florestas e dos povos indígenas que dependem deles há séculos. Tratar a Amazônia como uma zona de sacrifício para a extração de recursos naturais é injusto e desnecessário. Os custos humanos e ambientais são demasiadamente altos.

Disponível em: <https://bityli.com/wYc7G>. Acesso em: 20 fev. 2021 (Adaptação).

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.

TEXTO II

Enunciado 3429561-1

Disponível em: <https://bityli.com/EPBRT>. Acesso em: 20 fev. 2021.

As informações veiculadas pela tirinha, em relação ao propósito do texto I,

 

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2217248 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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TEXTO I

Barragens de hidrelétricas, como a de Belo Monte,

transformam Amazônia em zona de sacrifício

A exuberância da maior bacia hidrográfica do planeta está

ameaçada por projetos de geração de energia que têm custos humanos e ambientais demasiadamente altos

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia contempla também a maior bacia hidrográfica do planeta, cujo rio principal ― o Amazonas ― é alimentado por afluentes que ramificam em mais de 1.100 rios e formam um sistema de drenagem sem igual. Cerca de um quinto de toda a água que escorre da superfície da Terra acaba nele. No entanto, toda essa exuberância ― responsável por fornecer importantes serviços ecossistêmicos para a humanidade ― está ameaçada. Como os fluxos de água podem gerar muita eletricidade, a bacia do rio Amazonas tem despertado, há muito tempo, o interesse de governos, especuladores e indústrias para a geração de energia hidrelétrica por meio de barragens. De acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista Nature Communications, pelo menos 158 barragens, incluindo pequenas barragens, operavam ou estavam em construção na bacia amazônica, e outras 351 haviam sido propostas.

Um dos exemplos mais notáveis é o da barragem de Belo Monte, quarto maior projeto hidrelétrico do mundo. A obra foi responsável pelo bloqueio do rio Xingu, um importante afluente do Amazonas. Seu reservatório inundou 518 quilômetros quadrados, deslocou mais de 20.000 pessoas e causou danos extensos a um ecossistema de rio que contém mais de 500 espécies de peixes, muitos deles não encontrados em nenhum outro lugar e dos quais dependem populações indígenas locais. Para completar, o ciclo sazonal natural do rio Xingu inclui um longo período de baixa vazão que impede Belo Monte de usar muitas de suas caras turbinas durante grande parte do ano.

Outro caso é o projeto Barão do Rio Branco, plano de infraestrutura na região amazônica que prevê, entre outras obras, a construção de uma hidrelétrica de 2.000 a 3.000 megawatts no rio Trombetas, que flui por uma região isolada e rica em minerais. A barragem necessária para essa hidrelétrica poderá inundar terras quilombolas e ameaçar uma das maiores praias da Amazônia, usada para a reprodução de tartarugas.

[...]

Quando ecossistemas fluviais são transformados em reservatórios, eles prejudicam a diversidade aquática. Barragens podem, por exemplo, bloquear as migrações anuais de peixes, como a do bagre gigante do rio Madeira. Depois que o Brasil construiu barragens no rio Madeira em 2011 e em 2013, a captura de peixes naquela que foi a segunda maior região para a pesca fluvial do mundo despencou no Brasil, Bolívia e Peru. Milhares de pessoas perderam seus meios de subsistência de pesca, e o declínio acentuado desta atividade também gerou tensões sociais que persistem até hoje na região.

As barragens também aprisionam sedimentos ricos em nutrientes, que sem elas seriam transportados pelo curso d’água. A perda de nutrientes prejudica a agricultura e afeta a cadeia alimentar da qual dependem os peixes rio abaixo, comprometendo a pesca ao longo de milhares de quilômetros de rios amazônicos.

E não para por aí: como no fundo dos reservatórios quase não há oxigênio, o mercúrio que ocorre no solo, tanto naturalmente como com acréscimos pela atividade garimpeira, pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso. Altos níveis deste componente foram encontrados nos cabelos de pessoas que vivem no entorno da barragem de Tucuruí, no Pará, e de Balbina, no Amazonas.

É preciso ter consciência de que os rios de fluxo livre da Amazônia são a força vital de suas florestas e dos povos indígenas que dependem deles há séculos. Tratar a Amazônia como uma zona de sacrifício para a extração de recursos naturais é injusto e desnecessário. Os custos humanos e ambientais são demasiadamente altos.

Disponível em: <https://bityli.com/wYc7G>. Acesso em: 20 fev. 2021 (Adaptação).

Releia este trecho.

“Tratar a Amazônia como uma zona de sacrifício para a extração de recursos naturais é injusto e desnecessário.”

Assinale a alternativa em que a palavra destacada não pertence à mesma classe gramatical daquela destacada no trecho.

 

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2128353 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Carmo Cajuru-MG
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TEXTO I

Barragens de hidrelétricas, como a de Belo Monte,

transformam Amazônia em zona de sacrifício

A exuberância da maior bacia hidrográfica do planeta está

ameaçada por projetos de geração de energia que têm custos humanos e ambientais demasiadamente altos

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia contempla também a maior bacia hidrográfica do planeta, cujo rio principal ― o Amazonas ― é alimentado por afluentes que ramificam em mais de 1.100 rios e formam um sistema de drenagem sem igual. Cerca de um quinto de toda a água que escorre da superfície da Terra acaba nele. No entanto, toda essa exuberância ― responsável por fornecer importantes serviços ecossistêmicos para a humanidade ― está ameaçada. Como os fluxos de água podem gerar muita eletricidade, a bacia do rio Amazonas tem despertado, há muito tempo, o interesse de governos, especuladores e indústrias para a geração de energia hidrelétrica por meio de barragens. De acordo com um estudo publicado em 2019 pela revista Nature Communications, pelo menos 158 barragens, incluindo pequenas barragens, operavam ou estavam em construção na bacia amazônica, e outras 351 haviam sido propostas.

Um dos exemplos mais notáveis é o da barragem de Belo Monte, quarto maior projeto hidrelétrico do mundo. A obra foi responsável pelo bloqueio do rio Xingu, um importante afluente do Amazonas. Seu reservatório inundou 518 quilômetros quadrados, deslocou mais de 20.000 pessoas e causou danos extensos a um ecossistema de rio que contém mais de 500 espécies de peixes, muitos deles não encontrados em nenhum outro lugar e dos quais dependem populações indígenas locais. Para completar, o ciclo sazonal natural do rio Xingu inclui um longo período de baixa vazão que impede Belo Monte de usar muitas de suas caras turbinas durante grande parte do ano.

Outro caso é o projeto Barão do Rio Branco, plano de infraestrutura na região amazônica que prevê, entre outras obras, a construção de uma hidrelétrica de 2.000 a 3.000 megawatts no rio Trombetas, que flui por uma região isolada e rica em minerais. A barragem necessária para essa hidrelétrica poderá inundar terras quilombolas e ameaçar uma das maiores praias da Amazônia, usada para a reprodução de tartarugas.

[...]

Quando ecossistemas fluviais são transformados em reservatórios, eles prejudicam a diversidade aquática. Barragens podem, por exemplo, bloquear as migrações anuais de peixes, como a do bagre gigante do rio Madeira. Depois que o Brasil construiu barragens no rio Madeira em 2011 e em 2013, a captura de peixes naquela que foi a segunda maior região para a pesca fluvial do mundo despencou no Brasil, Bolívia e Peru. Milhares de pessoas perderam seus meios de subsistência de pesca, e o declínio acentuado desta atividade também gerou tensões sociais que persistem até hoje na região.

As barragens também aprisionam sedimentos ricos em nutrientes, que sem elas seriam transportados pelo curso d’água. A perda de nutrientes prejudica a agricultura e afeta a cadeia alimentar da qual dependem os peixes rio abaixo, comprometendo a pesca ao longo de milhares de quilômetros de rios amazônicos.

E não para por aí: como no fundo dos reservatórios quase não há oxigênio, o mercúrio que ocorre no solo, tanto naturalmente como com acréscimos pela atividade garimpeira, pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso. Altos níveis deste componente foram encontrados nos cabelos de pessoas que vivem no entorno da barragem de Tucuruí, no Pará, e de Balbina, no Amazonas.

É preciso ter consciência de que os rios de fluxo livre da Amazônia são a força vital de suas florestas e dos povos indígenas que dependem deles há séculos. Tratar a Amazônia como uma zona de sacrifício para a extração de recursos naturais é injusto e desnecessário. Os custos humanos e ambientais são demasiadamente altos.

Disponível em: <https://bityli.com/wYc7G>. Acesso em: 20 fev. 2021 (Adaptação).

Releia este trecho.

“[...] responsável por fornecer importantes serviços ecossistêmicos para a humanidade [...]”

O processo de formação da palavra destacada é definido pela(o)

 

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